A garota do time 7 - Livro 1
25 Capítulo 25 - Eu odeio cobras
Agora era meio-dia e a equipe sete estava indo para o local no papel. Harumi caminhava ao lado de Sasuke enquanto Naruto estava na frente deles. Ele ainda estava irritado com seu pai por não permitir que fossem com Kakashi para missão 'liberdade Kiri', como ele gostava de chamar.
Harumi suspirou. Ela não estava empolgada com essa mudança, mesmo que temporariamente. Anko parecia alguém volátil e ao extremo, isso queria dizer que eles sentiriam muita dor pelos próximos dias.
Depois de um tempo, eles finalmente chegam ao local. Parecia um campo de treinamento, mas estava coberto por um portão. Tinha sinais de perigo por toda parte. A floresta era enorme e escura.
Harumi estremeceu. Ela não podia acreditar que teriam que lidar, novamente, com aquela floresta. Porque os jounin gostavam daquele lugar, não entendia. Talvez somente os insanos, como Kakashi e Anko.
Todos eles procuraram por Anko quando ouviram o som algo voando. Cada um deles desviou, e três kunais estavam perfurando à terra, o local que eles estavam antes.
— Nada mal, mas vejo muitas aberturas em suas defesas — A voz de Anko soou. A equipe a encontrou sentada em um galho com um bastão de dango na boca. Ela caiu do galho e pousou na frente deles. Cada um deles ainda estava cauteloso com suas intenções, o que a agradava. — Não se preocupe, eu não vou mais atacar. Eu disse, vocês passaram na minha avaliação ontem, hoje, vamos treinar.
— O que você está falando? — perguntou Naruto.
— Bem, o exame chuunin será realizado em breve, e acredito, que Kakashi vai inscrevê-los, afinal, até mesmo outras aldeias estão vindos somente para assistir o Herdeiro Uchiha e o Filho Yondaime.
Sasuke e Naruto rosnaram. Eles queriam ser reconhecidos por seus atos e força, e não pelo prestígio de seus clãs ou pais.
— Mas antes vamos nós apresentarmos. Digam quais são seus gostos, desgostos, hobbies, interesses, coisas assim. — disse Anko.
— Por que você vai primeiro? Você é o desconhecido entre o grupo. — Naruto disse.
— Meu nome é Mitarashi Anko, interrogador e assassino. Meus gostos são cobras, sangue, dango e um pouco de 'diversão'. — Anko disse sugestivamente. — Eu não gosto de muitas coisas, muito a dizer. Interesse, eu diria assustar as pessoas e irritar as pessoas — ela disse. A equipe olhou para ela em confusão e choque.
'Vai ser duas semanas infernais', pensou Harumi.
Anko olhou para a equipe e sorriu, e então apontou para Naruto.
— Meu nome é Namikaze Naruto. Eu gosto dos meus amigos, ramen, jutsu, o velho e minha família. Eu não gosto dos três minutos que leva para o ramen terminar, pessoas rápidas em julgar e interesseiras. Meus passatempos ncluem brincadeiras e aprender jutsu. — Naruto disse.
Anko assentiu e então apontou para Harumi
— Euu sou Nohara Harumi. Eu gosto de meus amigos, minha família, Gosto de Fuuinjutsu, treinar com Gai e Lee, e Kenjutsu. Meus hobbies são jardinagens, desenhar e ler. Odeio pessoas falsas e cruéis. — Ela disse.
Anko sorriu-lhe antes de apontar para Sasuke.
— O nome é Uchiha Sasuke. Eu gosto de tomate, regras e luta. Eu não gosto de bajuladores, preguiçosos e muitas coisas. Meus passatempos não são seu problema, e nem meus sonhos. — Sasuke disse claramente.
— Então, eu tenho um emo com problema família, — Sasuke olhou para ela. — Uma garota insegura, mas com veia sanguinária — Harumi desviou o olhar. — E um raio do sol barulhento e determinado — Naruto olhou-lhe. — Bem, eu trabalhei com o pior. Ok, então, vamos ao que interessa. É hora de vocês fazerem mostrarem o que são capazes. Quero ver se são realmente o melhor time genin da aldeia.
— Teste, que teste? Mas você não disse que passamos, eu odeio teste — gritou Naruto.
— Eu disse que passaram no meu julgamento, e provaram vale meu tempo, agora, quero conhecer as suas habilidades. — Anko desapareceu.
Todos os três Genins foram atingidos na têmpora e ficaram inconscientes. Anko reapareceu sobre seus três futuros alunos caídos. — … Vamos à diversão.
Harumi acordou e esfregou a cabeça. Ela não entendia por que doía um pouco até se lembrar do que a louca fez.
— Finalmente, você está de pé. — disse Sasuke.
Harumi imediatamente foi para uma kunai, mas foi parada por Naruto.
— De novo nesta maldita floresta. Por as pessoas serem obcecadas por ela? — ela suspirou.
— Instinto assassino Haru-chan, ativado, brincou Naruto.
— Desculpa, — ela disse envergonhada. Não acreditando que perfurou quase Sasuke.
— Tudo bem, também não estou feliz por estar aqui. — Sasuke disse, — mas agora estamos preparados. Somos um time unido e sairemos daqui rapidamente.
— Temee está certo. Trabalhamos bem juntos e somos bem mais fortes do que há três meses. — Naruto disse com determinação.
Harumi queria estar com esse otimismo, mas seus instintos lhe diziam que eles não sairiam tão facilmente.
— Fiquem alerta, essa mulher não é interrogadora e assassina por acaso. Ela é perigosa, — alertou Harumi.
— Tem algo vindo! — Naruto gritou.
Esse algo acabou por ser uma enorme cobra de cor azul. Ele aponta suas presas para eles e se lança sobre eles. Todos eles pularam para fora do caminho quando a cobra colidiu com onde eles estavam. Cada um desembarcou e enfrentou o réptil que olhou para cada um deles.
A cobra olhou para Naruto e se moveu rápido para prendê-lo. Naruto viu isso chegando e desapareceu antes que a cobra pudesse envolvê-lo. Ele saiu do chão ao lado de Naruto. A garota olhou para ele.
Harumi estava paralisada. Ela odiava cobras. Ela já disse isso? Ali diante dela, estava o animal que mais detestava, não, ela tinha pavor tão grande que seu corpo paralisava, até respirava tornava difícil.
— Vamos dar o fora daqui! — Naruto gritou.
— Eu… Eu não posso… — Harumi choramingou.
Sasuke apareceu, pousando ao lado deles, e com facilidade pegou Harumi nos braços — estilo noiva — e saiu do caminho da cobra, acompanhado por Naruto.
Seus olhos tornaram-se vermelhos e ele gritou:
— Magen: Jubaku Satsu!
Milhares de videiras saíram do chão e envolveram a cobra. A cobra resistiu contra as trepadeiras, mas não conseguiu se libertar. Eles começaram a correr para longe, sem olhar para ver acaso a cobra tenha escapado. Pararam somente quando chegaram alguns quilômetros depois.
Escondido pela copa de uma alta árvore, eles pousaram em grosso galho, capaz de sustentar o peso dos três.
Sasuke depositou Harumi sentada. A menina hiperventilar fortemente, fazendo os garotos olharem preocupados.
— Harumi, precisa se acalmar. — disse Sasuke com olhar preocupado — Não é uma cobra normal, e envocação… são quase como gente.
— Péssima comparação. — grunhiu Naruto. Ele abaixou e segurou os ombros da garota, forçando-a lhe encarar — Voce consegui! Somos um time forte e comemos cobra no jantar. Você lidou com cobras da outra vez que estávamos na floresta.
— Eu… eu… — sua voz falhou. — paralisei todas às vezes. Vo-você matou as cobras… e comeu… eu odeio cobras
— Encare-as como lobos ou tigre… — sugeriu Sasuke.
Harumi o fuzilou com o olhar.
— Ok! Vou me manter calado.
Harumi respirou fundo varias vezes.
Ela não apenas odiava cobras, ela tinha pavor. Era um animal que rastejava no próprio corpo, com olhar frio. Era frio e trocava de pele. Tudo na cobra a deixava desconfortável.
— Kami, o que diabos o Hokage estava pensando? — Sasuke grunhiu— Primeiro Kakashi-sensei, e agora essa mulher. Será que não existe nenhum jounin decente?
Harumi sacou uma kunai de seu alforge, e antes que os meninos pudessem fazer algo, ela enfiou a ponta afiada em sua coxa esquerda.
— Harumi? — Naruto gritou.
Sasuke olhou pasmo por breve segundos, e moveu no instante depois, retirando a arma da perna da garota e conferiu a ferida.
— Não é grave. Vamos sair daqui. — Harumi disse, agora mais centrada e calma.
— Haru-chan… — Naruto murmurou.
A garota levantou, ignorando a ponta de dor na coxa. Não era ferimento profundo ou grave, mas serviria para lembrá-la que precisava sobreviver. Não podia render-se aos seus medos agora.
—oÕo-
A cobra deslizou pelo chão procurando sua presa. Sua chefe disse que eles foram nessa direção. Ela se perguntou por que estava jogando esses jogos? Aquela maldita mulher disse-lhe que havia comida-lhe na forma de três humanos. Ela não disse nada sobre eles serem ninjas. De repente, ela estava no limite. Havia algo na área que lhe dizia para ser cautelosa. Ela se moveu silenciosamente pelo chão e olhou para qualquer ataque.
Foi quando de repente escureceu. A cobra levantou a cabeça para ver uma enorme bola de fogo vindo em sua direção. A cobra deslizou rápido quando a bola de fogo atingiu o chão com um estrondo. De repente, ela começou a descer na escuridão e houve um clarão de luz brilhante. Então houve escuridão novamente. A equipe sete apareceu fora das árvores e olhou como sua armadilha foi bem sucedida. O agressor estava sob os escombros e agora morto.
— Bem, isso funcionou bem. — disse Naruto.
— Bem anti-climático se você me perguntar. — disse Sasuke. De repente, houve um estrondo de dentro do poço. A cobra disparou do chão e assobiou com raiva para a equipe. Ela avistou Harumi e balançou o rabo. A garota evitou o primeiro ataque, mas viu o segundo ataque. Ela foi enviada voando em uma grande árvore. Ela caiu no chão em uma pilha e gemeu de dor.
Porque ela? Será que a cobra sentia o seu medo?
A cobra moveu para acatar Naruto, mas uma espada surgiu e cortou seu nariz. Ela rugiu de dor. Sasuke segurava com firmeza a espada. Ele não era tão hábil, mas vinha aprendendo rápido.
Os dois garotos foram verificar Harumi. A cobra sibilou-lhes e se preparou para um ataque. Naruto ficou na frente dos dois, ficando em posição defensiva.
— Como ela está? — ele perguntou, sem tirar os olhos da cobra.
— Eu vou ficar bem. — Harumi grunhiu. Sasuke a ajudou a se levantar. Ela ficou ao lado de Naruto. — Ok, alguém tem um plano B?
— Eu digo para transformar este lagarto em uma carteira e acabar com isso. O Sandaime te ensinou algum jutsu de fogo? — sugeriu Naruto.
— Não, é invocação, não será morta assim. Temos que feri-la para dissipar — espondeu Sasuke.
— É o bastante! — uma voz soou. A cobra parou sua investida e se virou ao som da voz. A equipe sete também o fez e eles viram seu sensei. A cobra se moveu em direção a ela, sibilando com raiva para ela. — Oh, pare de choramingar. Então eles cortaram seu nariz. Pelo menos eles me impressionaram. Agora vá para casa e descanse.
A cobra sibilou mais uma vez antes de sair em uma nuvem de fumaça. Com a cobra se foi, Harumi desistiu e agarrou seu peito. Naruto e Sasuke a pegaram antes que ela caísse no chão.
Anko caminhou até eles.
— Ela parece ferida. Por que não saímos da floresta? — Anko perguntou alegremente.
A caminhada pela floresta foi uma jornada tranquila, mas tensa. Anko ignorou os olhares de Sasuke, Naruto e Harumi.
Harumi foi capaz de andar por conta própria depois de alguns minutos, o que trouxe perguntas à cabeça de seus companheiros de equipe. Anko podia sentir a intenção dos três e isso só a fez sorrir mais.
— Bem, eu tenho que dizer que vocês três me surpreenderam. Eu nunca acreditei muito nas fofocas que circulavam pelas bocas dos shinobis. As pessoas tendem a exagerar. — Anko disse sem enfrentá-los.
— Então, foi você. — Naruto rosnou.
— Não seja assim. Eu disse que vocês três me surpreenderam. Agora, posso dozer que vocês valem meu tempo. — disse Anko.
— Que diabos você está falando? — Sasuke rosnou.
— Eu irei ensiná-los alguns truques legais. — Anko zombou.
— Seu psicopata! — Harumi murmurou irritada.
Anko sorriu e voltou a andar. A equipe suspirou e a seguiu. Levaria mais uma hora antes que eles chegassem à saída. Anko trancou o local antes de voltar sua atenção para sua equipe.
— Bem, eu tenho que ir e deixar o Hokage saber do sucesso da minha equipe. Me encontre aqui às oito. — Ela disse e foi embora. A equipe apenas olhou um para o outro por um tempo. Naruto finalmente quebrou o silêncio.
— Eu estou dirigindo os Ichiraku. Vocês vêm?— Naruto perguntou.
— Você está pagando. — disse Harumi. Ela suspirou fundo, ainda sentindo uma dor no peito. Podia apostar que machucou alguma costela.
Naruto apenas deu de ombros e foi embora. Sasuke o seguiu com as mãos nos bolsos. Harumi logo o seguiu e os três foram até a barraca de ramen.
—oÕo-
Sua cama estava confortável, como estivesse massageando seu corpo dolorido. Depois de três dias sendo treinados pela maluca da Anko, o time 7 parecia ter passado no triturador.
Harumi se moveu preguiçosamente na cama e foi até a janela, abrindo-a, e colocou a cabeça do lado de fora, somente para receber uma pedrinha na testa. Por sorte, era pequena.
— Desculpa! — a voz de Naruto alcançou seus ouvidos. — Sinto muito!
Harumi franziu a testa ao visualizar a figura loira em cima do muro da sua casa. Ela ficou surpresa por ele conseguir subir, considerando as proteções pesadas que sua avó colocava.
— Você está bem? Posso entrar?
Harumi desfez os selos de proteção e deu espaço para Naruto pular a janela, enquanto o respondia.
— Sim-sim — Harumi murmurou, olhando-o de modo estranho. Ela olhou para o relógio e viu marcar um pouco depois das 7 horas.
Ela faz uma careta quando lembrou que mais tarde teria que lidar com Anko. A mulher era mais insana que Kakashi, muito mais
Ela deveria encontrar sua equipe somente às 9h, no campo de treinamento 44, assim, Harumi sabia que não estava atrasada. Harumi estava ainda tentando descobrir porque Anko amava tanto aquela floresta hedionda.
— Certo! — disse Naruto, com um largo sorriso. — Seu pai está em casa? Eu preciso roubar você no momento. Todos nós estamos tomando café da manhã na casa de Uke-chan! Seu pai e sua avó estão incluídos, é claro!
Harumi olhou confusa para o loiro de pele bronzeada, tentando entender as suas palavras, por um momento.
— Espera. — Ela piscou quando seus olhos se abriram completamente, entendendo o que o ‘convite’ implicava. — O quê? — Nem em sonho que iria sentar-se à mesa com às duas famílias mais poderosas e famosas da aldeia de Konoha.
— Estamos tomando café da manhã na casa de Uke-chan! — Naruto agarrou animadamente as mãos de Harumi. — Você verá, tia Mikoto é realmente boa. Ela e minha mãe são super amigas, e você verá Sasuke de avental! Eu recomendo que tire fotos para revender. Ganhará uma fortuna…
Naruto saiu do quarto um momento depois.
— Ohi! O pai de Haru-chan! Vamos sair para o café da manhã! Alguém em casa!?
— Você vai acordar os vizinhos! — Harumi rosnou e saiu de sua macia cama. — Papai deve ter saído para o trabalho… minha avó… — ela olhou novamente para o relógio. — Deve estar no templo Inari…
— Templo? Eles já estão fora? — Naruto franziu a testa, antes de suspirar.
— Sim, ela cuida do templo Uzumaki… você sabe que existe um templo do nosso Clã em Konoha, né? — Harumi perguntou. — As relíquias da destruída Uzugakure, pergaminhos de Fuuinjutsu Uzumaki e outras coisas são guardadas lá… protegidas por selagens…
— Sim, sim… acho que já fui lá com minha mãe… há muito tempo — Naruto disse, encolhendo os ombros. — Sério. — Ele agarrou Harumi pelo braço. — Você vem comigo, Haru-chan. Você claramente precisa de um café da manhã saudável. Você sabe, o café da manhã é a refeição mais importante do dia!
Foi com essas palavras que Harumi amaldiçoou interiormente o mais alto que pode. O café da manhã na casa de Sasuke significava…
O distrito de Uchiha.
A casa dos Uchiha.
O chefe do clã Uchiha e da polícia.
Isso significava que ela teria que conhecer oficialmente o líder de um dos Clãs mais poderoso de Konoha.
Onde ficará a sua vida monótona e chata?
Obviamente, o café da manhã era uma tradição deles, pela forma que Naruto estava empolgado.
Ela estava indo tomar café da manhã com o chefe da polícia. Ela já vira Fugaku à distância, o homem era intimidador.
— Naruto… espere… — Harumi gritou enquanto era arrastada. — Eu preciso trocar de roupa… — ela pediu. Ainda vestia sua surrada roupa de dormir. Uma camisa antiga do seu pai e uma calça de moletom preta. Seus cabelos eram uma bagunça desgrenhada.
Ela foi totalmente ignorada.
Harumi se viu sendo puxada pelas ruas barulhentas da aldeia vestindo o seu pijama velho e com os pés descalços. Quando pararam diante da tradicional e elegante casa, ela conseguiu ao menos pentear os cabelos com os dedos e retirar as areias matinais dos cantos dos olhos.
Kami, ela iria matar Naruto.
O loiro foi abrindo a porta, como se fosse sua própria casa, e puxou sua companheira de time para dentro.
Naruto a arrastou até a sala das refeições — um quarto amplo, com decoração minimalista — que tinha uma grande mesa tradicional, onde os assentos eram almofadas no chão, já que a mesa era baixinha.
Harumi se sentiu extremamente deslocada, tão pequena e insignificante que, se alguém tivesse pena dela, a mataria. Ela se sentia muito vulnerável diante daquelas pessoas.
Ela percebeu que Sasuke não vestia avental. Uma pena. Ela estava quase disposta a realmente tirar algumas fotos para vender. Sua nova ‘amiga’ Sakura ficaria feliz.
Naruto tinha um largo sorriso, como se tivesse levado para casa um cachorro vadio e queria convencer seus pais que poderia cuidar dele.
— Não precisa ter medo, Haru-chan! O pai de Uke-chan é...
— O nome dele é Sasuke — o pai de Sasuke disparou para trás, ostentando um olhar que fez Harumi congelar. — Depois de Sasuke Sarutobi.
— Ainda é um nome estúpido! — Naruto respondeu indiferente. — Eu acho que o nome dele deveria ser Temee… ou Uke-chan...
O Yondaime riu nervosamente:
— Bem dito, pimpolho.
— Pai… isso é vergonhoso… — Naruto choramingou sobre o seu apelido infantil.
— Eu acho fofo — Sasuke disse provocativo.
— Seu pai e sua avó não puderam vir, Harumi-chan? — Kushina perguntou.
— Meu pai está no trabalho e a avó no templo Inari, Lady Kushina — ela respondeu educadamente.
— Oh besteira. Me chame de Kushina. Nada de Lady ou sama… — disse a ruiva.
Um garotinho de cabelos pretos e brilhantes olhos azuis parou diante de Harumi, a encarando.
— Oh! Oi Menma! — Harumi disse. Ela conheceu o irmãozinho de Naruto alguns dias atrás, ele e seus amigos Konohamaru, Udon e Moegi. Eles eram muito fofos.
— Ele está totalmente apaixonado por você — disse Naruto, enquanto brigava com Sasuke, tentando pegar uma tigela de morangos do amigo.
Menma corou:
— Mentira!
— É verdade, meu pequeno Men-Men… só fica falando da Onee-chan legal e bonita que faz parte do time do seu irmão idiota — disse Kushina.
A criança corou ainda mais, movendo-se com passos pesados, ele se sentou emburrado ao lado de Minato, fazendo os adultos rirem.
— Você já tomou café da manhã, querida? — a voz suave da esposa de Fugaku a fez engolir nervosamente, enquanto balançava a cabeça. — Oh, muito bem então — Mikoto disse com um zumbido feliz. — Está quase pronto de qualquer maneira.
— Ei, onde está o avental de Uke-chan!? — Naruto gritou.
— Eu queimei, Dobe — Sasuke resmungou. — Quem iria querer que eu usasse um avental rosa com desenho de um pato amarelo?
Kushina riu.
— Ah... isso é fofo!
— Se você usasse somente o avental, ficando nu enquanto estava do lado de fora, tenho certeza de que descobriria em breve — respondeu Naruto com uma piscadela.
Minato gemeu.
— Eu sabia que não deveria ter deixado Jiraiya como babá.
— Eu sabia que não deveria ter deixado Sasuke brincar com ele — Fugaku se juntou ao gemido.
Harumi olhou descrente e com as bochechas coradas.
— Pelo menos alguém nesse time ainda tem alguma decência — disse Fugaku, olhando para Harumi, que fora arrastada por Naruto, que a fez sentar entre ele e Sasuke, e de frente para Menma.
— Ohi, o que há de errado com vocês? Dois puritanos! — Kushina gritou. — Estamos falando de obter lucro aqui. — Kushina começou a contar com os dedos. — Se vendermos as fotos a quinhentos ryos cada, ficaremos ricos em pouco tempo. Aposto que até mesmo conseguimos vender em outras aldeias ninjas.
— Kushina-chan! — Mikoto disse com um sorriso brilhante e gentil, que aterrorizou Harumi nas profundezas de seu estômago. — Você tenta usar meu filho como mercadoria e eu vou... ah, é melhor não dizer enquanto estiver tomando café da manhã. — A mulher levou a mão à boca e sorriu, os olhos enrugando alegremente enquanto inclinava a cabeça para o lado.
— A propósito! — disse Minato. — Como está treinamento com Anko-san?
— Infernal!
— Horrível!
— Ela é louca!
Os tres disseram com tom de voz chateada.
Kushina riu.
— Oh, Anko-chan é uma excelente jounin, aposto que está extraindo o melhor de vocês. Naruto até tem dormido mais cedo, e não ficando tarde jogando videogame.
Mikoto acenou, e disse:
— A pontaria de Sasuke melhorou muito!
— Não gosto da perversidade de daquela mulher, e temo por sua lealdade, mas não há como negar uma visivél melhora na velocidade e reflexo.
Harumi olhou pasma.
Como eles podem dizer isso? Ok! Ela não podia negar que eles estavam se tornando mais rápidos, já que tinha que ficar fugindo de cobras pelo menos 8 horas por dia. Anko deixou claro que não iria perder seu tempo fazendo missões chatas de rank-D e C, assim, eles treinavam o dia inteiro, mal fazendo pausa para almoçar.
— Papai, você é cruel! — Naruto chorou.
Harumi olhou curiosa.
— Neh, Haru-chan, você gosta de alguém? — Kushina perguntou provocando. — O que acha do meu Naruto? Ele é muito bonito. Eu adoraria tê-la como minha nora.
Harumi corou furiosamente.
— Mãe… eu já disse, estou em uma missão para unir Uke-chan e Haru-chan! — Naruto gritou.
Sasuke corou profundamente, Fugaku engasgou com o chá que bebia e Minato caiu na gargalhada. Foi Mikoto que fez o assunto morrer, quando bateu a faca de manteiga na mesa, perfurando a madeira.
Quem fincava faca de manteiga em madeira?
Mikoto olhou para a garota descabelada e roupas incomuns.
— Você gosta do meu filho? — ela parecia bastante animada.
— Eu… e… não? — Harumi disse envergonhada. — Quero dizer! Não tenho interesse… a-amoroso…
Kushina parecia estar se divertinda com o rumo da conversa.
— Porque Onee-chan ficaria com Temee? Ele é chato — Menma disse. — Ela certamente vai namorar um cara mais legal e forte.
Harumi bateu a cabeça na mesa. Porque aquela conversa desviou para sua vida amorosa inexistente?
— Eu aposto que Raiden-san gostaria que a sua filha continuasse solteira — Minato disse.
Harumi ergueu a cabeça e encarou o Hokage.
Querendo desviar a conversar, Minato perguntou:
— Sim, como foi sua experiência com time 8, Harumi-chan?
— Ah, tudo bem! Tudo correu bem — Harumi disse incerta.
— Não havia uma regra sobre não falar de missões durante os horários das refeições? — Mikoto perguntou.
— O time 3 é uma piada — disparou Naruto de volta. — Shikamaru é preguiçoso, Chouji apenas come e Ino só sabe fofocar e ficar dando abraço… ou perguntar pelo Temee.
— Eu pensei que você havia feito laços de amizade com Shikamaru e Chouji? — Minato perguntou.
— Sim, claro! Eles são legais. Tive que mudar minha opinião nesse quesito, mas ainda são inúteis para treinar — disse Naruto.
— O café da manhã está pronto — afirmou Mikoto. — Eu suponho que vamos colocar a conversa sem missão de volta à regra, ou eu posso matar Kakashi antes do final da refeição, mas ele não está aqui, então, vamos nos conter. Ainda não o perdoei pela Floresta da Morte. Quem envia crianças para aquela floresta?
Sasuke zumbiu. Ainda bem que ele não tinha contado para a sua mae que Anko amava treiná-los na Floresta da Morte.
O café da manhã não era somente para três pessoas ou algo simples e cotidiano. Ali seguia o estilo Asagohan (tradicional café da manhã oriental). Pensando bem, havia um pequeno batalhão ocupando a sala de jantar da mansão Uchiha. Sobre a mesa havia: arroz, sopa de Miso, legumes cozidos a vapor, peixe grelhado, omelete, chá verde e suco.
O Yondaime e o chefe da polícia conversaram sobre negócios. Às duas mulheres falavam de culinária, filhos e algumas missões recentes que fizeram. Menma fazia algumas perguntas para Harumi, mas sempre corava furiosamente.
Os três genins conversaram sobre suas experiências na troca de time, em especial, Sasuke e Naruto, que tentavam incluir Harumi, perguntando principalmente sobre sua missão na fronteira, que se transformou em resgate. Não precisava ser gênio para saber que os dois prodígios lamentavam não estar na aldeia na época, para participar.
— Acho que devemos almoçar Ramén hoje — Naruto murmurou.
— Dobe, você só pensa em Ramén — Sasuke resmungou. — Eu digo que devemos descobrir os exames de chunin e quem serão os nossos oponentes.
— Mas seremos inscritos? — Harumi gaguejou, suas bochechas esquentando levemente.
Naruto riu.
— Né, Haru-chan, somos o melhor time, claro que iremos participar.
Sasuke tossiu.
— Precisamos treinar. Confiança demais pode contribuir para a nossa derrota.
— Oh, calma Uke-chan. Descanse e relaxe! — reclamou Naruto. — Somos fodas! E Harumi é praticamente a única genin que já matou — disse, todavia recebeu um tapa na cabeça por parte da sua mãe.
— Idiota! — Sasuke grunhiu para seu melhor amigo. — Ainda ressalto que devemos treinar mais. Certamente enfrentaremos equipes mais fortes.
— Espere! — Kushina disse de repente. — Quem disse que vocês estão indo para os exames agora?
— Kakashi-sensei! — respondeu Sasuke com firmeza.
— Por que não esperar alguns anos? — Mikoto disse, sua voz jovial e tom alegre, enquanto ela afiava uma faca.
— Eles estão prontos? — Minato perguntou.
Mas Kakashi não estava presente para responde aquela pergunta. Mal sabia ele que se salvou em ser assassinado.
— Nós nascemos prontos — gritou Naruto. — Somos o melhor time.
— Certo! — Minato disse de repente. — Vocês deviam ir, Anko-san deve estar esperando-os.
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