A garota do time 7 - Livro 1
22 Capítulo 22 - Pequenas Decisões
— Harumi-chan! — Naruto disse, jogando um braço sobre o ombro da garota. — Você parecia tão legal lá atrás, eu não fazia ideia que era tão inteligente.
Sua pele pálida ficou um pouco vermelha.
— Obrigada, mas fui descuidada — Os olhos de Harumi se apertaram na apreensão.
— Como assim? — Naruto perguntou, confuso.
Harumi acenou cabisbaixa.
— Não considerei os Exames de Chuunin — ela admitiu em voz baixa.
Sasuke permaneceu em silêncio enquanto pensava sobre o interrogatório e suas possíveis ramificações. Harumi pensou em uma escala muito maior do que ele imaginara. Sasuke considerou que Harumi tinha apenas tornando Konoha mais rica, ao captura a fortuna de Gatou, o que era grandioso o suficiente na opinião dele, todavia ela propôs abertamente o assassinato do Mizukage, com um plano completo.
De pé no escritório do Hokage, assistindo Harumi falar e planejar como se ela compartilhasse a posição de Kakashi, como se ela pertencesse àquela elite, o fez ficar admirado. Nenhum dos outros genins tiveram antes aquela atitude. Ele podia apostar que Nara Shikamaru poderia fazer uma estratégia similar, porém aquele garoto era muito preguiçoso para isso.
Kakashi permaneceu perto da entrada da Torre Hokage.
— Se você se dignasse a me consultar sobre essa sua proposta, eu teria contado alegremente sobre os Exames de Chunin. Eu sou um cara bastante confiável, você sabe.
— Desculpe, sensei… eu criei o plano, porém pensei que nunca teria coragem de dizer. Mas na hora… só saiu. — Harumi abaixou a cabeça. — Minhas desculpas, Sensei.
O homem mascarado deu-lhe um sorriso com os olhos.
— Sem problema. Agora, tente sempre agir assim, inteligente, ao invés de ficar se escondendo.
Harumi acenou a cabeça.
Kakashi riu.
— Tudo bem, eu já cansei de seus rostos por um tempo. Verei vocês no local habitual de treinamento daqui há uma semana. Sugiro que vocês aproveitem esse tempo para descansar e relaxar.
— Kakashi-sensei!
O jounin virou-se, olhando para Sasuke.
— Você vai nos inscrever no Exame Chunin? — Sasuke perguntou tentando esconder a sua expectativa.
Kakashi parecia pensativo, olhando para seu time. O trio aguardou a resposta com interesse.
— Veremos — ele respondeu, e então desapareceu, deixando apenas uma nuvem de fumaça.
— Maldito seja! — Sasuke murmurou — Nunca dá uma resposta direta!
— Vamos lá, pessoal! Vamos pegar Ichiraku Ramen para comemorar nosso retorno! O que vocês me dizem?
Naruto sorriu, o que fez seus dois companheiros retribuirem.
— Eu estou realmente com fome — respondeu Harumi. Ela ainda estava envergonhada por atropelar a autoridade do seu sensei e ter falado seu plano sobre se envolver em uma guerra civil de outra aldeia.
As três crianças entraram em um distrito com estabelecimentos de alimentação, e outras pequenas empresas que podiam ser encontradas por toda Konohagakure. Entre essas empresas, havia um prédio de dois andares, uma casa cuja entrada foi reformada em um pequeno restaurante com um balcão e seis bancos.
— Oji-san, eu voltei! — Naruto gritou triunfante.
— Bem, se não é nosso cliente número um — afirmou o homem atrás do balcão, virando-se para sorrir para Naruto, embora seus olhos continuem fechados — E seus amigos.
— Estamos fazendo do ramen nossa comida de comemoração, sempre que terminamos uma missão — disse Harumi.
— Oho, isso é uma boa notícia! Vocês devem ter estado bastante ocupados — disse Teuchi, acenando com a cabeça para as mochilas que o grupo carregava.
Naruto assentiu com entusiasmo. — Fomos enviados em missão a Nami no Kuni! Acabamos de voltar e apenas nos deliciarmos no melhor ramen do mundo pode imortalizar o dia em que o time 7 retornou!
— Que honra! Vou ter que me esforçar para manter essa reputação. Vá em frente e sentem-se — insistiu Teuchi.
Cada um deles pousou suas mochilas e pegou um banquinho. Inconscientemente, Harumi sentou entre os meninos
— Eu quero missô, duplo — pediu Sasuke.
— Eu quero missô triplo de porco. Capricha nos rolinhos — Naruto gritou.
Após examinar o menu, Harumi fez um pedido. — Vou comer o ramen de legumes, Teuchi-san.
— Três missô, um vegetal. Ayame. — O chef ramen chamou nos fundos do prédio. — Nós temos três pedidos!
— Já preparando, pai! — uma voz feminina respondeu. Uma jovem saiu da cozinha, com os cabelos castanhos presos com uma bandana. As mãos dela estavam secando no avental. Ela viu a equipe de genins e instantaneamente um sorriso floresceu em seu rosto.
— Naruto, Sasuke! É tão bom ver vocês. Oh, Harumi… você voltou também. É bom vê-la.
— Ah, acabamos de voltar de uma missão super perigosa — declarou Naruto.
Ayame olhou para Sasuke em busca de confirmação, que assentiu lentamente. — Isso é verdade. Vocês lutaram com ninjas? — Ayame chiou nervosamente. — Já?
— Sim, foi bastante perigoso, mas conseguimos — disse Naruto — Nunca existiu dúvida sobre a nossa vitória.
— Estou feliz que vocês estejam seguros — expressou o chef ramen à equipe. Serviu a cada um deles uma tigela de macarrão e caldo fumegante — Fico feliz em tê-los de volta. Bom apetite!
Cada um deles pegou um par de pauzinhos.
— Itadakimasu — disseram, quebrando as varas de madeira. Eles ficaram calados quando começaram a apreciar a refeição.
Harumi aproveitou o tempo para saborear o sabor do macarrão antes de engolir. O gosto veio a ela instantaneamente. Tinha gosto de lar. Ela estava tão feliz de estar de volta em casa.
Ela estava começando a não mais lamentar tanto por estar no time sete. Bem, ela poderia ainda mudar ideia no dia seguinte, contudo, naquele momento, ela se sentia feliz por tê-los conhecido e lutado lado a lado.
O proprietário Teuchi e sua filha Ayame estavam fervendo caldo e mexendo macarrão, provavelmente se preparando para a inevitável segunda e terceira porções de Naruto.
Sasuke sorriu pequeno atrás dos hashis. Ele tinha se acostumado a frequentar a loja de macarrão sendo amigo de Naruto. Sasuke admitia que a comida era boa, porém certamente não era viciado como seu melhor amigo. Ele gostou do que Harumi falou, um ritual de comerem juntos depois das missões.
— Vamos treinar amanhã? — Sasuke perguntou.
— Com certeza. — Naruto disse, antes de revirar os olhos e balançar a cabeça. — Oji-san, outro! E desta vez sem bolinhos!
Harumi olhou para cima. — Mas não é nossa folga? — ela perguntou e recebeu olhares desafiadores. — Entendi, seus viciados. Não acordarei antes das 9 hs amanhã. Só avisando. — Ela olhou para o bilhete. — Acho que tenho compromisso amanhã cedo com… Yamanaka Inoichi...
— É o chefe do Clã Yamanaka. Ele trabalha na divisão TI.
— Oh… não podemos deixar Haru-chan ser torturada! — Naruto disse, fazendo Harumi estremecer.
— Não seja idiota. Ele também é psicólogo. Trata de ninjas que tiveram experiência traumática. No caso de Harumi, a primeira morte… ou segunda é terceira… você não podia fazer as coisas simples — disse Sasuke. — Enfim, nos encontre depois, no campo de treinamento padrão. Você precisa aprimorar a luta em cima dos rios sem perder o controle do chakra. Suponho que minha mãe tem alguns pergaminhos de jutsu de terra nível Rank-B — disse Sasuke pensativo.
— Verdade, Haru-chan. Okasan também tem afinidade com elementos água, posso perguntar-lhe.
Harumi suspirou.
— Ok!
— Nem acredito que meu pai não perguntou sobre os jutsu proibido — Naruto perguntou.
— Tenho certeza que Kakashi lhe avisou ou Corvo — afirmou Sasuke — Ele virou para Harumi, — Como dominou o Hiraishin no jutsu tão rápido?
— Foi a primeira vez que usei. Tinha estudado somente a teoria e os selos dele. Mas na hora, quando vi que Kakashi-sensei ia matar Zabuza ou Haku, simplesmente fiz. — Harumi mostrou-se envergonhada.
— Somos incríveis. Só Uke-chan que não dominou ainda a armadura de eletricidade — disse Naruto zombando do melhor amigo.
Sasuke grunhiu e virou o rosto.
Naruto acabou mudando de assunto, — O que vai fazer com a espada do Segundo-jiji?
— Não tenho certeza. A espada é condutora de raio, e eu sou elemento água e terra — Harumi disse. — Só que… é uma espada tão linda para ficar trancada. Foi meio que um ato por impulso quando a pedi. Não pensei que o Hokage fosse dá-la a mim.
— Oh, você pode ensinar o temee. Ele tem afinidade com raio — Naruto sugeriu.
— Seu idiota, quem em sã consciência daria uma relíquia do segundo Hokage assim?
Naruto grunhiu. — Eu apenas sugeri, bastardo.
Harumi olhou pensativa para Sasuke. Ela podia constatar o apelo, o estilo de Uchiha combinava com Kenjutsu, e ele certamente faria um melhor uso da espada.
— Você quer?
— O quê?
— Aprender Kenjutsu? Não sou expert, entretanto posso ensinar o que sei. — Harumi disse. — Eu suponho que combina contigo… a espada.
Sasuke corou levemente e desviou o olhar.
— Ei temee, porque você corou? Ela falou sobre espada e você pensou em besteira, seu Uke-chan.
— Cala a boca, seu idiota.
Harumi negou com a cabeça. Ela retirou dinheiro de sua carteira e colocou sobre o balcão.
— Já vou indo! — Ela fez reverência para pai e filha, e saiu enquanto seus companheiros de equipe ainda estavam perdidos no seu mundinho de briga.
— Haru-chan, não esqueça: amanhã, no campo de treinamento de sempre. Às 9h30. Não se atrase — gritou Naruto, e depois, ele voltou a reclamar sobre Sasuke e suas frescuras.
Harumi assentiu.
Eles receberam uma semana de folga das missões, mas é daí? Ela realmente precisava continuar treinando duro se quisesse alcançar seus companheiros e professor.
—oÕo-
— É bom estar de volta à vila. — disse Sasuke distraidamente. Ele suspirou e deixou a brisa quente percorrer seus cabelos curtos.
Por sorte, os dois fugiram pouco depois de Harumi, quando o time 10 chegou ao Ichiraku Ramen. Eles não queriam lidar com Ino.
— Sim. — Naruto assentiu. — Eu realmente senti falta da minha cama, da comida da minha mãe e de treinar com meu pai.
— Não posso negar que também senti. — Sasuke concordou.
— Foi uma missão surreal, neh. — Naruto riu. — Eu esperava uma missão chata de escolta, contudo as coisas ficaram animadas.
Sasuke estremeceu quando as memórias ressurgiram. — Quase morremos, mas… nosso esquadrão foi incrível.
— Com certeza. Neh, Haru-chan me surpreendeu! — Naruto disse. — Nunca pensei que ela seria a primeira a matar.
Sasuke acenou calado. — Depois da floresta… acho que ela decidiu que não seria mais vulnerável.
— Talvez...
Naruto apertou os olhos para o céu, colocando as mãos atrás da cabeça.
— Neh, Sasuke… eu acho que foi a decisão certa dar a Haru-chan uma chance. — ele disse quando pararam próximos aos portões do distrito Uchiha. — Ela tem mostrado ser de confiança e que pode proteger as nossas costas.
Sasuke acenou. — Ela certamente é diferente das outras meninas da academia. É um monstro em Fuuinjutsu.
Os dois shinobi se entreolharam. — Aposto que minha mãe vai querer adotá-la como aprendiz. Bem, vou indo Uke-chan!
— Pare de me chamar assim, idiota! Até amanhã!
Naruto correu pelas ruas, rumo à sua própria casa e Sasuke caminhou pelo portão da frente, tripulado por dois membros do clã que estavam vigilantes. O homem à esquerda sorriu quando ele se aproximou, adicionando vincos ao rosto suave.
— Bem-vindo à casa, Sasuke-sama. — ele cumprimentou com um arco, e o outro guarda refletiu em sincronia. — Correu tudo bem em sua missão?
Sasuke assentiu. — Arigato, Akira-san. Sim, minha equipe saiu vitoriosa.
O garoto sempre foi reservado com pessoas de fora do seu clã, salvo Naruto, Kushina e Minato. Entretanto, Sasuke gostava de cuidar das pessoas do seu clã. Seu pai tinha um conduta fria e rígida, todavia Sasuke preferia manter–se educado, ainda que reservado em sua totalidade.
Ele se moveu para entrar no complexo e percorreu as ruas do distrito, cumprimentando alguns de seus tios e primos distantes. Curvou–se educadamente para alguns anciões. Quando chegou na porta de casa, ele tirou suas sandálias e seguiu para seu quarto. Sasuke desempacotou os seus pertences, e seguiu pela casa procurando seus pais.
Ao que tudo indicava, sua mãe não estava em casa, contudo ele captou o barulho do seu pai vindo do escritório. Ele seguiu para o escritório e bateu o punho levemente contra a porta.
— Entre.
Sasuke entrou na sala, fechando a porta atrás de si. Ajoelhou-se diante do seu pai, em respeito, pois também era o líder do clã. — Voltei da minha missão, Otousan.
— É bom vê-lo em segurança. Levante-se e sente-se. — ele ordenou. Ele fez isso, colocando-se em um dos colchões confortáveis. — Devo entender que você recebeu uma missão de escolta. O que causou tanto atraso? Eu comecei a me preocupar.
Sasuke tentou não se surpreender com as palavras reservadas do pai. Ele se viu estranhamente tocado por isso. Quando criança, ele sempre lamentava a falta de atenção do seu pai, mas depois de Itachi, Fugaku depositou todas esperanças no filho caçula. Sasuke se sentiu feliz, no entanto, também triste. A falta do seu irmão era um buraco em seu peito que não era possível fechar.
— É uma longa história, Otousan... — Sasuke recitou a missão para Uchiha Fugaku, que o ouviu até terminar, apenas balançando a cabeça em momentos diferentes.
Depois de discutir sua vitória na ponte, ele arriscou e começou a contar para seu pai o plano que Harumi apresentou. Ele sabia que devia ser cuidadoso com as informações, mas seu pai era o conselheiro do Quarto Hokage, Sasuke sabia que em algum momento o próprio Yondaime iria informá-lo.
A cabeça do clã olhou para ele.
— Isso é um plano audacioso e inteligente. Acredito que a garota provou ser uma boa companheira de time. Você me disse as suas preocupações sobre as habilidades dela.
— Sim, porém ela tem aprendido rápido e mostrando algumas habilidades ocultas.
— O papel dos Uchiha nesse empreendimento será lembrado por muito tempo, com ou sem uma aliança. Estou orgulhoso de você, Sasuke. Essa missão foi bem proveitosa.
— Arigato, Otousan.
— Tenha certeza de que estarei presente nesta reunião. Acredito que o plano esteja correto e ajudará a manter nossos inimigos vorazes afastados. Existe mais alguma coisa?
— Duas! Eu estou considerando aprender Kenjutsu. — disse Sasuke.
Fugaku arqueou a sobrancelha e pareceu considerar. — É uma boa habilidade. Providenciarei um professor. E a outra?
— Encontrei outra esposa em potencial.
— É mesmo? Interessante. — Fugaku abriu uma gaveta e puxou uma caixa. Dentro havia um pergaminho branco. Ele desenrolou-o, examinando a lista, como sempre fazia, quando abriu o rolo. Sua caneta já estava mergulhada em tinta, pronta para tomar nota de qualquer informação prudente. — Continue.
— É Nohara Harumi. — disse Sasuke.
— Sua companheira de time?
Sasuke acenou. — Tenho quase certeza que ela seja descendente de Uzumaki. Ela possui grandes habilidades em Fuuinjutsu e em pouco tempo chegará ao nível mestre. Ela tem duas principais afinidades elementar, água e terra, e considerando o plano engenhoso que criou, até o Hokage mostrou–se surpreso com seu nível de inteligência e estratégia. Acredito que seja necessário testes genéticos, mas possivelmente não irá interferir com o Sharingan. — Sasuke disse com cuidado, tentando não mostrar emoções. — Isso permitiria que nossos filhos possuíam ambas as linhagens, Sharingan e altos níveis de chakra Uzumaki. Ela é calma e discreta, como o padrão do nosso clã.
— Pensei que ela tivesse sido o último morto da academia. — Fugaku disse. — Terei que avaliá-la.
Sasuke acenou.
— Eu considero que o Hokage manobrou para que ela fosse selecionada para o nosso time, só não estou certo do motivo.
Fugaku acenou com a cabeça em concordância. — Se ela mostrar–se exatamente como disse, é uma excelente escolha. Existe alguma outra informação que você gostaria de adicionar?
— Ela é muito bonita. — Sasuke se sentiu levemente envergonhado por dizer isso, pois não pretendia retirar sua afirmação.
A mão de Fugaku se contraiu, pronta para escrever antes que a informação fosse processada. Um sorriso lento se formou. — Eu entendo. — ele assentiu depois de um momento. — Está feito. Acredito que isso conclua os negócios do clã, não é?
Sasuke assentiu.
— Vá descansar. Sua mãe saiu para encontrar-se com Lady Kushina, porém deve retornar em breve.
Sasuke assentiu e pediu licença. Ele ansiava por um banho e descanso. Não pode evitar corar enquanto subia as escadas para seu quarto. Tinha se sentido inseguro em acrescentar o nome de Harumi na lista, contudo a garota mostrou-se um ativo valioso para a aldeia, e não doía que fosse bonita e conquistou seu interesse.
Há muito tempo Sasuke aceitou que seu casamento seria por conveniência, desde que Itachi deserdou e ele tornou-se o herdeiro do clã. Ao menos, seu pai permitiu que opinasse nos nomes das candidatas.
Claro, ele ainda tinha 12 anos e não se casaria antes dos 18 anos, porém as candidatas seriam avaliadas ao longo dos anos, e após a escolhida ser aprovada pelo conselho do clã, um compromisso seria firmado.
—oÕo-
1 dia de folga
Seus olhos piscaram tentando ajudar na escuridão que mergulhava em seu quarto. Ela esfregou os olhos, tentando tirar a areia do sono. Harumi se moveu, deitando–se de lado, e reparou nas horas que piscavam em seu relógio.
— Merda! — ela murmurou ao ver que os ponteiros brilhantes marcavam um pouco depois das 5 horas. Ela queria tanto acordar tarde, mas pelo visto seu corpo tinha se acostumado a acordar cedo. Ciente que seria incapaz de continuar dormindo, a garota sentou preguiçosamente e ergueu os braços acima da cabeça, se alongando.
O dia anterior foi carregado de grandes emoções. Finalmente, retornou para casa depois de quase um mês fora, tinha entregue ao Hokage o corpo da sua primeira morte, a fortuna de Gatou, e seu plano para criar posto de segurança em Nami no Kuni para ajudar na guerra civil de Kiri.
Não era preciso dizer que quando chegou em casa, recebeu um apertado abraço de sua avó e depois tomou um agradável chá com ela enquanto relatava sua missão, os jutsus que usou, o inevitável assassinato e os seus planos. Sua avó Yumi aprovou cada detalhe e fez pequenas sugestões no que poderia ter sido feito diferente e onde deveria melhorar.
Após um demorado banho, foi a vez de abraçar seu pai, quando Raiden chegou em casa. A pequena família aproveitou para irem jantar em um aconchegante restaurante de churrasco, em comemoração ao sucesso na missão.
Harumi acabou indo dormir tarde.
Se arrastando para fora da cama, Harumi tomou um rápido banho e vestiu um conjunto de roupas velhas e confortáveis, que consistia em: uma calça preta até as canelas, uma blusa de algodão preta com mangas curtas — que mais parecia cinza de tão gasta e ficava folgada em seu corpo.
Ela ajeitou a bolsa de kunai em sua perna direita, e depois vestiu luvas pretas que iam até os cotovelos, mas que deixava os dedos à mostra. Ela não gostava de deixar suas tatuagens fuuinjutsus em seus dois pulsos aparentes. Finalizou, arrumando seu hitai-eat no pescoço, permitindo que a franja caísse em sua testa sem impedimento.
Ela desceu os lances da escada com cuidado, para não fazer barulho e acordar seu pai e avó. Harumi roubou uma maçã da fruteira em cima da mesa, depois calçou suas sandálias ninjas e deixou a residência.
Fale com o autor