Notas iniciais
Cheguei, bom o tempo passou nesse capítulo, esse capítulo é totalmente narrado pela Valéria no próximo saberemos mais sobre essa história, Nova city é o nome da pequena cidade que eles se mudaram, espero que gostem leitores, a música do capítulo é a tradução de nobody's home da Avril lavigne, recomendo que vocês vejam o vídeo da tradução que eu indiquei no capítulo.

18 de fevereiro de 2016... (Nova City)

( Coloquem: https://youtu.be/kkToe2D3P9M )

Encarei a vidraça daquele condomínio, percebi que o sol já estava se pondo, eu havia passado a tarde inteira ali, sonhando com o dia que eu pudesse sair para fora e ver o mundo, sou criada em um cativeiro por um monstro, e não aqueles monstros de filme, um bem pior e nojento, minha alma triste e sombria vive angustiada e presa em si mesma, as vezes eu me pergunto sozinha antes de dormir: Porque eu tive esse castigo, eu não deveria nem se quer ter nascido!

" Eu não saberia te dizer

Porque ela se sentia daquela maneira

Ela se sentia assim dia após dia

E eu não podia ajudá-la

Eu só a via cometer os mesmos erros novamente

O que está errado, o que está errado agora?

Tantos, tantos problemas

Não sabe aonde pertence, aonde ela pertence...

Meus olhos não brilhavam mais como antes, na verdade era como se meu olhar fosse vazio e sem vida, uma verdadeira morta.

Nem lágrimas não rolam mais pela minha face, como se qualquer vestígio de sentimento o mínimo que fosse estivesse sumido de mim.

Ela quer ir pra casa, mas não há ninguém em casa

É aí que ela se encontra, destroçada por dentro

Sem ter para onde ir, sem ter onde ir

Para secar suas lágrimas, destroçada por dentro.

De repente ouço passos pelo corredor, fico parada observando o nada, logo a porta se abre, nem medo daquele monstro eu não consigo sentir mais.

Carlos: Eu vou sair pro mercado minha gatinha, quando voltar teremos uma noite maravilhosa. — disse ele apertando meus seios cobertos por uma pequena camiseta branca.

Valéria: Tá Carlos. — respondi com um nó enorme em minha garganta.

Carlos: Carlos? não, me chama de Carlinhos. — de repente ele segura meu rosto de uma forma bruta. — chama agora sua vadia!

Eu não conseguia mover um músculo do meu corpo, não relutava mais como antes, parece que agora eu aceito a minha desgraça como nunca antes.

Abra seus olhos

E olhe ao redor, encontre as razões porque

Você foi rejeitada, e agora não consegue achar

O que deixou pra trás

Seja forte, seja forte agora

Tantos, tantos problemas

Não sabe aonde pertence, aonde ela pertence

Valéria: Carlinhos. — falei sentindo o nojo tomar conta da minha alma.

Ele saiu me deixando despedaçada, faz exatamente 12 anos que estou presa aqui, sendo estuprada todas as noites, não tenho contato com ninguém além do Carlos, uso a menor quantidade de roupas possíveis, ele só compra algumas calcinhas velhas e camisetas para mim, nada mais que isso.

Valéria: Eu nunca conseguirei fugir daqui. — repeti pra mim mesma com a expressão cansada no rosto.

Ela quer ir pra casa, mas não há ninguém em casa

É aí que ela se encontra, destroçada por dentro

Sem ter para onde ir, sem ter onde ir

Para secar suas lágrimas, destroçada por dentro

Já tenho 17 anos, quando eu era criança até que ainda tentava fugir, ainda tinha esperanças, porém a cada tentativa fracassada o castigo era o mais ruim possível, até que com os meus doze anos eu desisti de tudo.

Peguei um livro antigo e comecei a ler.

Carlos durante esse tempo havia me ensinado a ler e escrever, além de algumas contas de matemática e outras coisas, pelo menos isso ele fez.

Os sentimentos ela esconde

Os sonhos ela não consegue achar

Ela está perdendo a cabeça

Ela ficou pra trás

Ela não consegue achar seu lugar

Ela está perdendo a sua fé

Ela caiu em desgraça

Ela está despedaçada

Minha inocência foi destruída, todos os sentimentos puros e verdadeiros que existiam dentro de mim sumiram, toda a minha coragem e toda as minhas esperanças desapareceram sem avisar, eu queria morrer.

Mais nem coragem para me matar eu tenho, sou tão covarde que nem acabar com minha própria vida eu consigo, desde que minha mãe foi morta eu nunca recebi nenhum abraço ou demostração de carinho, estou sozinha no mundo, por isso que deveria nem ter nascido.

Ela quer ir pra casa, mas não há ninguém em casa

É aí que ela se encontra, destroçada por dentro

Sem ter para onde ir, sem ter onde ir

Para secar suas lágrimas, destroçada por dentro

Ela está perdida por dentro, perdida por dentro

Ela está perdida por dentro, perdida por dentro.

Notas finais
Até o próximo, bjjjjjjs, os próximos capítulos serão muito maiores que esse, é porque isso é apenas uma narração para vocês entenderem como ela se sente, mais os próximos capitulos serão grandes com mais de 1.000 palavras.