A garota do caderno preto (SENDO REESCRITA)
11 Epílogo - Minha
Notas iniciais
Sabe aquele ditado Siga em frente? Todos vêem como uma lógica que não podemos olhar pra trás e andar reto até chegar ao seu destino. Mas eu me via em meio a tantas curvas que era impossível não virar pro lado. Afinal, não diz nada sobre virar curvas. Mas o problema é: o que eu encontrar nessas curvas? Não tem como saber. Assim como todo o resto do meu destino. Eu nunca soube, nunca vou saber. Ele escreveu seu próprio destino e acabou com o meu. Agora não tem como saber o que a pedra dizia, não tem como mudar isso. A grande diferença de um destino comum e o meu destino, era que eu não tinha mais um, teria que reescrevê-lo, e reescreveria ao lado de um projeto de gente muito parecida com o pai, que com seus dois aninhos já demonstrava grande personalidade. A pequena corria por entre as árvores do parque com meu colar balançando no pescoço, sim, tinha o dado a ela. Queria que ela tivesse alguma lembrança da Nova Grécia, afinal, não pretendia contar o que aconteceu. Ela era minha pequena, e eu queria protegê-la disso tudo. Queria um futuro comum pra ela, um futuro sem pedras, sem luas, sem nada escrito. Estava dando a ela a liberdade para ser quem ela é, estava dando um futuro, não um destino, sobre isso ela decidiria depois.
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