Notas iniciais
Descuuulpem por essa demora! Por favor, não me matem, e não morram, aqui está a continuação! Está sendo um pouco difícil de escrever graças a essas festas de fim de ano e agitação de começo de ano, mas eu juro que não irei abandoná-los. Aproveitem! ;)

Eu demorei a dormir, e, como eu nem sabia que era realmente possível, acordei com uma cara mais morta do que no dia passado. Esse era o dia que eu poderia dormir até tarde, mas infelizmente havia trabalhos inacabados estragando minha chance de enorme preguiça. Porém, assim que os organizei na mesa, ouvi meu celular tocar com uma mensagem. Quase ninguém me mandava mensagens, salvo minha mãe e pai, que só o faziam em datas especiais, ou Kate, que só o fazia quando era muito importante. Com medo da segunda opção, peguei o celular, e arqueei uma sobrancelha para o número desconhecido.

‘’Cara, eu te dei meu número ontem. Não foi uma piada! Por que você ainda não está me ligando?’’

Logo o entendimento iluminou meu cérebro e eu encarei o celular com descrença.

‘’Como você conseguiu meu número?!’’

‘’Tenho meus métodos. ’’

‘’Espero que eles não tenham envolvido perturbar a pobre Kate até ela ceder e passar o número. -_-‘’

‘’Uh... Não... Mas sem emoji! Vamos, me encontre na cafeteria, se você não aparecer, eu irei comer todos os bacons!’’

Rolei os olhos, como se isso fosse possível.

‘’Oh não! Como poderei viver sem meus preciosos bacons?!’’

‘’... 40 minutos!’’

Suspirei e olhei para os livros e papeis amontoados na escrivaninha. Hoje era o dia que a Super Max não estava se sentindo tão super. Fui tomar um banho e tentar me fazer parecer uma pessoa normal. A caminhada até a cafeteria foi curta, e quando cheguei, havia poucos clientes, Joyce, e nada de Chloe. Sentei-me em uma das poucas mesas do lugar e logo Joyce apareceu para me atender.

– Quando vi a cena, logo soube o que Chloe estava tramando. Desculpe por isso, para compensá-la, hoje você pode pedir o que quiser Max. Por conta da casa.

– Joyce, eu não quero incomodá-la...

– Imagine. Veja isso como um presente por ser corajosa o suficiente para aguentar alguém como Chloe. Em troca, tente colocar um pouco de juízo naquela cabeça dela, tudo bem?

Ela piscou para mim e não entendi o motivo, mas logo vi uma xícara de café me ser servida. Deuses abençoem a cafeína, ataquei logo o café para tentar expulsar o restante do sono. Ouvi novamente o barulho estrondoso da porta e uma bronca de Joyce, e acabei rindo. Logo vi a mesma garota punk de ontem caminhar na minha direção e prendi a respiração. Roupa basicamente igual a da noite passada, uma touca escondendo seu cabelo azulado mesmo ainda de manhã. Ela se jogou no lugar logo à frente. Olhando em volta, percebi que Rachel não estava acompanhando-a. Como eu talvez tivesse deixado transparecer o fato de que eu tinha perdido completamente a capacidade de fala, ela abriu um sorriso animado e cortou o silêncio.

– Então Max, parece que faz pouco tempo que você veio para a cidade. O que te trouxe nesse fim de mundo lotado de idiotas?

– Meu... Uh, sonho de cursar fotografia com um profissional de verdade. E quando fiquei sabendo de Mark Jefferson dando aula por aqui...

Ela zombou

– Outra fã do professor famoso de fotografia? Mesmo garotas fora do curso babam nele. Isso é um pouco decepcionante.

Eu franzi a testa ofendida, e quando iria responder, ela já me cortou com uma explosão de animação repentina.

– Mas tá tudo bem. Eu posso te salvar de morrer de tédio por aqui. Conheço ótimas coisas, e...

Nesse momento, Joyce apareceu ao lado da mesa e me assustou, também cortando a fala de Chloe.

– Poupe a pobre Max de se envolver nas mesmas coisas que você. Ela é uma ótima garota, diferente de você. Não quero a minha melhor funcionária sendo levada para um mau caminho desta maneira.

– Oh, ótimo, estava demorando.

Eu vi Chloe revirar os olhos e em seguida seguiu-se um silêncio mortal junto de um clima muito pesado. Eu me encolhi na mesa esperando qualquer reação negativa de Joyce, mas ela apenas virou-se e resmungou uma bronca.

– Você só terá uma porcaria de fatia de bacon dessa vez.

Ouvi Chloe resmungar, mas ela nunca parecia deixar o clima tenso durar muito. Logo ela estava me olhando e piscando para mim.

– Eu vou te mostrar um lugar maneiro quando sairmos daqui, beleza?

Eu apenas pude concordar com a cabeça. Chloe gostava de falar e era animada, o que não combinava com o que sua aparência mostrava. Mas, claramente, ela reclamava muito da cidade, xingava pessoas, e em apenas 5 minutos de conversa eu fiquei sabendo coisas terríveis de mais da metade dos metidos da universidade. Talvez fosse uma boa arma para se usar futuramente.

Joyce voltou com dois pratos com ovos e bacon. Eu abri um sorriso bobo e senti meu estômago roncar logo que encarei o meu sendo servido. Comemos em silêncio desta vez, embora Chloe parecesse com muita pressa. Mal estava na metade do meu prato e Chloe já havia terminado, e ainda estava me apressando. Acabei não finalizando meu prato, e olhei tristemente para ele após me despedir de Joyce.

Descobri que Chloe dirigia uma caminhonete já meio velha, mas que parecia um ótimo quebra-galho para andar por ali, mesmo que não fosse uma cidade tão grande. Quando vi, Chloe estava estacionando em um ferro velho, e desci da caminhonete sem entender muita coisa. Ela não deu muita chance de perguntas e foi me arrastando entre os escombros para um lugarzinho escondido, quase como uma casinha ou um esconderijo no meio das coisas velhas, qual, em comparação ao lugar em si, era até ajeitada por dentro. Mas não deixava de ser uma zona. Fotos, CDs, pôsteres e embalagens de muitas coisas enfeitavam o chão. Havia pôsteres nas paredes também. E pichações. Muitas ofensivas, e em uma delas, pude ler o nome de Rachel e Chloe. Ali era algum tipo de esconderijo de ambas. E eu me senti rapidamente invadindo. Ao ver minha expressão talvez triste ou decepcionada, Chloe rapidamente se explicou.

– Ei! Eu sei que aqui não é tipo uma batcaverna, mas é um lugar maneiro. É um esconderijo, quase ninguém vem incomodar por aqui e podemos ficar a vontade longe das pessoas entediantes dessa cidade.

Eu praticamente não a ouvi, apenas a olhei e ela congelou no lugar, em mistura de confusão e medo de talvez uma reprovação sobre o lugar. Mas ao invés disso, eu perguntei sem pensar.

– Aquela garota... Rachel. Ela é sua namorada?

Ela piscou várias vezes para processar a pergunta, e logo estava rindo. E eu estava confusa.

– Rachel? Sem chance! Digo, seria incrível, certo? A cidade inteira baba nela, e ela parece um anjo. Mas somos amigas. Ela é meio que amiga de todo mundo, mas nós somos especiais! Digo, realmente tem algumas vezes que rolam algumas coisas, quando estamos muito chapadas, por exemplo, mas pense nisso apenas como um calor do momento. Nada mais.

Essa não era realmente uma resposta que eu estava esperando. Mas logo Chloe estava trocando de assunto novamente. Ela parecia realmente atrás de uma aprovação do esconderijo.

– Então, o que achou? Você não parece do tipo que iria gostar de festas e som alto, então pensei que gostaria de um lugar escondido pra ouvir música e rir de umas bobeiras, eu, você, Rachel. Não precisa beber, se não quiser.

Fiz uma careta por pensar em beber, mas... Que mal teria, afinal? Nada de muito animado havia acontecido em três meses que eu estava em Arcadia Bay. Talvez isso ajudasse a desestressar um pouco a vida cansativa. Eu sorri para ela, e logo concordei. E vi logo em seguida o sorriso mais bonito que eu já tinha visto na minha vida, que logo foi substituído por um malvado, e me confundiu.

– Bom, como eu reparei, você gosta muito de escrever nome nas coisas...

Eu arqueei uma sobrancelha, e logo ela interrompeu a fala para caçar algo entre as coisas jogadas sobre um improviso de mesa, me estendendo uma caneta logo em seguida.

– Que tal escrever o seu logo ali? Agora é seu território também.

Olhei para onde o nome de ambas estava escritos, com a junção de ‘’esteve aqui’’ logo na frente de cada um, respirei fundo e sorri, me aproximando da parede e também escrevendo.

‘’Max esteve aqui. ’’

Sorri orgulhosa para a parede, e logo senti uma mão em meu ombro, voltando o olhar para Chloe, que sorria para mim de uma forma que deixava minhas pernas fracas.

– Conto com você, Max. Prometo ao menos ter decência em não atrapalhar seu curso, ou trabalho para trazê-la aqui. Espero que também goste de Rachel.

Embora ainda sentisse uma pontada de ciúmes ao ouvir o nome, eu sorri e concordei. Talvez eu pudesse ser amiga de Rachel. E talvez as coisas finalmente melhorassem daqui para frente e eu deixasse de ser apenas um projeto de hipster antissocial.

Notas finais
Hmm... Rachel mesmo não sendo um real obstáculo, ainda parece ser representada como rival para Max, não?! Até a próxima :D