A flor e a espada
2 Capítulo 2
Ele abriu seus olhos e notou que já era noite, tudo parecia muito escuro ao redor.
O lado externo permanecia silencioso, somente o som de corujas e outros animais noturnos.
Olhou ao seu redor e a jovem não estava mais ali, notou que ela deixara ao seu lado um pequeno pote de mingau.
Nesse momento sentiu seu estômago roncar, o mingau apesar de frio permanecia saboroso além do mais era só o que ele teria por hoje.
Tentou levantar do futon, mas a dor lancinante não lhe permitiu que se levantasse.
Ele gemeu baixo lembrando do que o levara até ali.
Uma missão suicida.
Era matar ou morrer...
E ele quase conseguiu a segunda opção.
Lembrou-se do soldado que lhe perseguia pelo telhado e quando de repente a espada do homem lhe acertou em cheio lhe cortando a carne.
Caiu com tudo de cima do telhado, mas o sangue quente lhe impediu de sentir dor, seguiu correndo para dentro da floresta o máximo que conseguiu.
Até o sangue esfriar e o fazer cambalear até cair definitivamente no meio do nada.
Acordou apenas na hora em que a jovem de cabelos azulados tentou tirá-lo dali.
Era para ele ter morrido.
Sentindo-se impossibilitado de levantar, viu que para ele não haveria possibilidade para ele a não ser dormir novamente.
A noite de Bulma também foi difícil, ela não parava de pensar no jovem rapaz em sua cabana. Não sabia o que encontraria no dia seguinte.
Levantou-se mais cedo, não queria demorar ali, mas foi pega de surpresa.
Sua acompanhante já a esperava do lado de fora.
Foi levada para o café e do café direto para aula de história com sensei Gohan.
Sua mente vagava, e por mais que desejasse focar na aula, nada conseguia tirar a imagem do guerreiro de sua cabeça.
Após pensar um pouco decidiu que era hora de se articular, após alegar problemas femininos conseguiu se livrar da aula.
Ela saiu da sala e se esgueirou para a cozinha. Colocou comida pronta dentro de alguns recipientes e fugiu pela porta dos fundos sem deixar rastros.
A cada passo floresta a dentro, seu coração acelerava, não sabia o que encontraria.
E se ele estivesse morto?
O que poderia fazer como corpo?
E se estivesse vivo? Aceitaria sua ajuda?
Ele despertou quando um raio de sol atingiu os olhos indicando que a manhã já estava bem avançada.
Tentou novamente se mover, mas a dor era forte e o impedia de se esforçar.
Havia acordado durante a noite diversas vezes, sentira fome e frio após o fogareiro se apagar.
Os sons de passo se aproximando no exterior lhe chamaram atenção, alguém se movia rápido.
Logo ele pode ver uma silhueta através da porta e a abrindo rápido trazendo de volta a imagem da nobre.
Nobre esta que lhe salvara a vida.
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