A flor dos Uchihas

49 Capítulo 49 - Alívio


Notas iniciais
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Yuri estava com dois meses de idade e ao contrario de que todos pensavam ele não morreu. Esta cada dia maior e mais saudável, já não sentia mais dores nos olhos...

Sakura não deixava ninguém encostar em seu menino e estava cada dia mais reclusa no distrito. Quase não saia e não queria ver ninguém. Nenhum de seus amigos puderem ver o pequeno Yuri depois que ele abriu os olhos, mas todos sabiam, o mais jovem dos Uchihas era cego... Sakura queria proteger seu menino de tudo e todos.

— Sakura, a Hinata está aqui para te ver. – Disse Itachi.

— Diga a ela que estou cuidando do Yuri, ela pode voltar depois. – Disse Sakura.

— Você vai descer agora. Está trancada ha 2 meses sem ver ninguém nesse distrito. Se você não descer vou te levar a força.

— Me deixe em paz. Você não entende...

— Acha que eu também não sofro? Sim eu sofri e muito... Mas tudo isso já passou. Devemos seguir em frente. O Yuri esta bem. Ele está vivo e isso é o que importa...

— Mas ele está cego.

— Sim está. Mas ele não é a primeira e nem a ultima criança cega. Todas ela sobrevivem e com o Yuri será igual.

— Porque está me tratando dessa forma?

— Porque você precisa acordar. Nosso filho está bem e saudável. Se você o superproteger sempre ele vai se sentir um inválido.

— Meu menino não é um inválido.

— Não, ele não é. Pare de agir como louca. – Sakura parou para pensar. Sim ela estava agindo como louca. – Seus outros filhos se sentem rejeitados por você. Você só quer saber do Yuri.

— Me desculpe. – Sakura amava todos os seus filhos. Não queria que eles sofressem.

— Eu não gosto de ser duro com você bebe, mas você esta merecendo... Me prometa que vai voltar ao normal.

— Prometo.

— Agora vá receber sua amiga que ela está muito preocupada com você.

— Obrigada.

— Pelo que?

— Por me aturar por todos esses anos.

— Eu que tenho o que agradecer meu amor. Agora vá...

...

Sakura desceu as escadas e viu Sua filha com Hinata na sala.

— Olha tia Hinata. – Disse a menina apontando para a bandana de Konoha em sua testa. – Seria uma ninja que nem o Kouti.

— Aposto que ele vai adorar saber que você pegou a bandana dele. – Disse Sakura entrando na sala.

— Mamãe... – Yumi correu e pulou no colo dela.

— Oi Hina.

— Oi Sakura, vim te ver... Você agora vive trancada nesse distrito.

— Me desculpe... É que tenho cuidado do Yuri... Mas agora sairei mais.

— A Mamãe agora só quer saber do Yuli. – Disse Yumi.

— Me desculpa meu amor. É que o Yuri é pequeno e precisa mais de mim.

— Eu também sou pequena mamãe.

— É sim. Me desculpa, vou cuidar melhor de você... Quer beber alguma coisa Hina? Um suco?

— Claro. – E foram para a cozinha.

— O Itachi pediu para você ver aqui não foi?

— Claro que não... Foi a Tsunade-sama. Ela está preocupada com você.

— Eu estou bem.

— Estou vendo.

— Vou melhorar...

— Assim espero.

— Quero bolo mamãe. – Disse Yumi. Sakura pegou um pedaço de bolo e deu para a menina que sorriu.

— Onde está o Yuri?

— Está dormindo. Você quer vê-lo?

— Quero.

— Yumi querida, pode pedir ao seu pai para trazer o Yuri aqui?

— Tá. – E a menina subiu correndo as escadas até o quarto de Yuri.

— Não precisa acordá-lo Sakura.

— Sem problemas. – Alguns minutos depois Itachi desceu com o pequeno em seu colo que ainda dormia.

— Ele está enorme Sakura. – Disse Hinata. Itachi foi até sua esposa e colocou o menino em seu colo. Em nenhum momento Yuri acordou. – Ele é lindo.

— Ele é tão calminho. Diferente do Kouji.

— Mas lembro que o Kouji também era calmo. – Disse Hinata.

— É... Aí quando cresceu virou essa coisa linda que é hoje. – As duas riram. Itachi sorriu, era bom ver sua esposa despreocupada. Saiu de fininho deixando as duas mulheres sozinhas.

— Por falar no Kouji eu estou preocupada. – Disse Hinata.

— O que ele fez? Me diga que vou dar uns cascudos nele.

— Nada Sakura... Só estou preocupada com a Mey... Ela gosta muito do Kouji, mas ele... Ele parece não se importar e ela sofre com isso.

— Quer que eu fale com ele?

— Não! Claro que não! Ele não é obrigado a gostar dela da mesma forma que ela gosta dele... Mas como mãe, fico triste vendo minha filha tão jovem sofre por amor.

— Se eu puder ajudar, é só me dizer.

— Não. Não podemos interferir... Lembro que o Sasuke era igualzinho... Todas as meninas da vila viviam correndo atrás dele.

— Até você?

— Não, eu sempre gostei do Naruto. – Disse Hinata envergonhada. – Desde aquela época eu só tinha olhos para ele.

— Que lindo Hina. – Hinata sorriu para a amiga.

— Mas deixando isso de lado, vim aqui para convidar vocês para o aniversario da Mey. Ela quer muito que o Kouji vá, mas ele não é muito de festas.

— Sim, igualzinho ao Sasuke... Não se preocupe, farei com que ele vá.

— Obrigada. Sei que a Mey ficará muito feliz.

— E eu Tia Hinata? – Disse Yumi que tinha sido esquecida pelas duas. – Também vou?

— Claro bonequinha.

— Ebaaa... Sabe tia Hinata quando eu crescer eu vou me casar com o Koutti e com o Minatu. Que nem a mamãe.

— Yumi! – Sakura não sabia onde enfiar a cara. — Filha você não pode casar com o Kouji.

— Porque?

— Porque ele é seu irmão e irmãos não se casam.

— Mas eu gostu dele mamãe.

— Eu sei meu amor, mas você não pode casar com ele... – A pequena encheu os olhinhos de água. – Quando você crescer mais você vai entender.

— E porque você quer casar com o Minato Yumi? – Disse Hinata tentando mudar de assunto e fazer a menina esquecer.

— Porque ele é Lindão.

— Menina, onde você aprendeu a falar assim? – Disse Sakura. Hinata Caia na gargalhada das coisas que a pequena dizia.

— Quando você tava no hospital mamãe e a tia Hinata e a família dela foram te ver eu ouvi as enfermeiras falando. Disseram que ele era lindão.

— Yumi! – Disse Sakura.

— Deixa ela Sakura. – Disse Hinata.

— Yumi querida, porque você não vai contar pro seu pai Itachi que você acha o Minato lindão. – Disse Sakura sorrindo maliciosamente. Ela sabia que Itachi iria ter um enfarto com isso.

— Tá. – E saiu correndo da cozinha.

— Não sei quem essa menina puxou. – Disse Sakura.

— Ela é bem agitada não é? – Disse Hinta.

— Demais.

— O Minato era pior.

— Também. Filho do Naruto. – As duas riram. – Quando é a festa Hina?

— No sábado.

— Pode deixar que estaremos lá.

— Vê se consegue levar o Sasuke, o Naruto irá gosta da companhia do amigo.

— Vou tentar.

— Você consegue. Tem aqueles dois Uchihas na mão.

— Não é pra tanto.

— Bom agora eu tenho que ir... Ainda tenho que encomendar o bolo, os doces e os Salgadinhos.

— Se precisar de ajuda é só me chamar.

— Tudo bem... Nossa Sakura como o Yuri é bonzinho, todo esse barulho e ele não acordou.

— Ele é bem calmo.

— Leva essa coisa fofa no sábado.

— Não sei Hina. Não quero que as pessoas fiquem comentando.

— Não diga besteiras... Tchau Sakura. Nos vamos no sábado.

— Tchau. – Hinata foi para casa deixando Sakura com seus próprios pensamentos.

Assim que a Senhora Uzumaki saiu Itachi entrou na cozinha.

— Que história é essa de Minato lindão?

— Pergunte a sua filha. – Disse Sakura. – Ela que inventou isso agora. Se bem que...

— Se bem que o que?

— O Minato realmente é muito lindo.

— Ele tem idade para ser seu filho. – Disse Itachi emburrado.

— Não tem não. Quando ele nasceu eu era uma adolescente. Não sou tão velha assim. Você que é.

— Fico feliz em te ver de bom humor novamente... – Se aproximou dela e pegou Yuri no colo que assim que sentiu que o tiravam dos braços da mãe abriu os olhos.

— Está com fome? – Sakura perguntou ao seu marido.

— Morrendo.

— Farei o jantar pra vocês. – Sakura beijou a cabeça de seu filho e se afastou.

Yuri mexeu os olhos em direção a mãe o que não passou despercebido por Itachi.

— Não pode ser. – Disse Itachi.

— O que foi?

— Sakura vá para a direita.

— Porque?

— Apenas faça. – E ela assim o fez. – Como eu desconfiava.

— O que foi?

— O Yuri pode enxergar como qualquer um de nós. – Disse Itachi, estava feliz.

— Porque está me dizendo isso?

— Olha Sakura. Ele pode te ver... Quando você se afastou os olhos dele foram em sua direção.

— Não brinca com uma coisa dessas.

— Estou falando Serio. O Yuri pode enxergar. – Sakura teve vontade de chorar, mas dessa vez de alegria... Então seu bebe não era cego como todos pensavam...

...

Sakura e Itachi levaram Yuri ao hospital. Precisavam ter certeza se ele enxergava ou não. Era difícil ter certeza pois se tratava de um bebe.

Tsunade colocou o bebe numa marca, mas assim que ela tentou examinar seus olhos o menino começou a gritar, chorar e fechou os olhos.

—Droga! – Disse Tsunade. – Desse jeito fica impossível. Não posso forçar ele a abrir os olhos, lembro que das outras vezes que tentei, ele sentiu dor. – Disse loira lembrando de quando o menino nasceu.

— Já sei o que podemos fazer. — disse Itachi. – Ele se aproximou da maca. – Yuri. Yuri... – Chamou o menino que imediatamente virou a cabeça para onde vinha a voz de Itachi.

— Isso não prova nada Itachi. – Disse Tsunade. – Ele pode está apenas segundo o som a sua voz.

— Já sei... Ninguém faz nenhum barulho. – Itachi esticou seus braços em direção ao menino que virou seu rosto para ele e depois de um tempo levantou os bracinhos em direção ao pai. Mesmo sendo um bebe ele por instinto sabia que o pai iria pegá-lo no colo mas Itachi o não fez o que deixou o menino frustrado. Yuri fez que ia chorar mas nesse exato momento Itachi sem fazer nenhum ruído se afastou. Imediatamente o menino virou os olhos até onde Itachi estava.

Sakura tampou a boca com a mão. Aquela era a prova de que seu bebe não era cego... Itachi fez sinal para que ela se aproximasse e quando ela chegou perto da maca o menino mexeu os olhos para olhá-la.

— Eu não acredito. O menino está mesmo vendo... – Disse Tsunade sorrindo. Ela olhou para sua discípula e pode ver a alegria no rosto de Sakura. – Mas não entendo o que aconteceu? Quando esse menino nasceu ele sentia dores nos olhos. Preciso estudá-lo.

— Não, o Yuri já sofreu demais. Vamos deixar tudo como está. Ele está vendo e isso basta. – Disse Itachi serio.

— Mas e essa coloração nos olhos? – Disse Sakura.

— Pode ser uma mutação. Mas pelo que parece o menino está bem. – Disse Tsunade.

— Vamos pra casa meu amor? – Disse Sakura ao bebe que apenas levantou os braços pra ela que o pegou no colo feliz.

Notas finais
Até eu fiquei aliviada com isso... :)