A flor dos Uchihas
34 Capítulo 34 - Melancolia
Notas iniciais
Itachi chegou em casa após a missão que para ele foi uma das mais chatas de todas. Estava cansado e tudo que queria era se enroscar em sua esposa e descansar...
Passou pelas ruas da vila e estranhou algumas pessoas o olhando, elas nunca o olhavam diretamente, pois tinham medo. Assim que ele as olhava de volta elas baixavam a cabeça e tratavam de sair de perto...
Itachi entrou em casa e logo escutou o choro forte de seu bebe. Sentiu seu coração apertar e imediatamente correu para o quarto usando toda sua velocidade sobre humana...
Sentiu um alivio percorrer seu corpo ao constatar que tanto Sakura quando kouji estavam bem mas a cena que viu não lhe agradou em nada: Sakura estava deitada na cama olhando para o nada, parecia não estar ali enquanto Kouji chorava desesperado sacudindo a mãe. Provavelmente pensando que ela não estava bem, e pelo olhar dela realmente não estava.
Rapidamente Itachi se aproximou da cama e pegou Kouji no colo que chorava.
— Maaammm mammmm. – ele dizia entre o choro.
— Está tudo bem pequeno. A mamãe está bem. – Kouji que tinha enterrado o rostinho no peito de Itachi levantou a cabeça e olhou para a mãe que não se mexia. – Sakura o que houve? – Ele perguntou, mas não houve resposta Sakura apenas mexeu os olhos para olhar diretamente para Itachi. – Por Kami me responda. Vou ter um infarto. Alguém lhe fez algum mal? Onde está o Sasuke? O que aconteceu? – Ele despejou uma enxurrada de perguntas, mas não obteve nenhuma resposta. – Sakura, por Kami, Diga alguma coisa, qualquer coisa. Olha o estado do nosso filho. Ele esta apavorado.
Sakura pareceu finalmente acordar. Olhou para o seu bebe no colo de Itachi e viu que ele estava tremendo. Piscando os olhos para voltar a realidade Sakura se levantou da cama e pegou Kouji dos braços de Itachi.
— Me perdoa meu amor. A mamãe ta aqui. Me perdoe, eu vou cuidar de você. Eu prometo. – dizendo isso Sakura deu um beijo na testa do bebe que se aconchegou colocando a cabeça entre a curva do pescoço dela.
— O que houve?
— Depois Itachi, agora meu filho precisa de mim. Vou acalmá-lo.
— Faça isso e depois conversamos. – Sakura disse passando por Itachi e indo em direção a porta mas ele segurou seu braço com delicadeza.
— O que foi?
— Quero um beijo. Estava com saudades. – disse Itachi já segurando o queixo dela mas a mesma virou o rosto se afastando do Uchiha mais velho.
— Depois Itachi, agora meu filho precisa de mim. – ele estranhou a resposta dela afinal não custava nada dar-lhe um beijo rápido.
— Tudo bem. Mas não pense que vai escapar de mim. – Sakura não disse nada apenas saiu do quarto indo em direção ao quarto do bebe.
...
— Onde esteve? – perguntou Itachi assim que Sasuke entrou pela porta da sala.
— Fui resolver um problema na Anbu. – respondeu o mais novo.
— E você porque demorou tanto?
— A missão demorou mais do que eu pensei... O que aconteceu? Você e a Sakura brigaram? – Perguntou Itachi.
Sasuke olhou para o irmão por alguns segundos e depois disse:
— Todos na vila sabem da nossa relação. Foi da pior forma possível e a Sakura ficou em choque. – Achou melhor contar tudo de uma vez.
— Me conte como isso aconteceu...
...
— Mas que Filha da Puta. Eu vou matar aquela vadia, não acredito que ela fez isso depois de eu a ter ameaçado. – Disse Itachi perdendo o controle.
— Acalme-se ou ela vai te ouvir. – Disse Sasuke se referindo a Sakura. – Esses últimos três dias foram muito difíceis e só agora ela melhorou um pouco.
— O que a Hokage fez em relação a isso?
— Isso não é assunto da Hokage, ela não pode interferir, a única coisa que ela fez foi dizer que qualquer um que nos ofendesse seria punido. Mas tenho quase certeza de que ela fez isso mais para proteger os moradores do que nós. – Disse Sasuke.
— Tem razão. – Pensou o Uchiha mais velho, pois tinha certeza absoluta que seria capaz de matar qualquer um que magoasse sua esposa. – A Sakura tem ido ao hospital?
— Não. Ela ficou em casa esses três dias mesmo eu tentando fazê-la sair...
— Sei que ninguém vai ofendê-la pois tem medo de que nós dois façamos algo.
— E eu faria, mataria essa vila inteira. – Disse o mais novo. Itachi pensou em protestar, mas se deu conta de que faria o mesmo.
— Não precisará chegar a isso. Ninguém fará nada.
— Assim espero.
— E quanto a ruiva acho que preciso ter uma conversinha com ela...
...
Após algumas horas Sakura foi para a cozinha com o bebe. Em poucos dias Kouji completaria um ano de vida e apenas o leite da mãe não o sustentava apensar dele mamar com freqüência.
Sakura colocou o bebe no chão que ficou em baixo da mesa brincando com alguns de seus brinquedos, Kouji adorava ficar embaixo da mesa enquanto sua mãe estava na cozinha...
— Senti sua falta bebe. – Disse Itachi a abraçando por trás fazendo com que Sakura pulasse com o susto.
— Itachi, não faça mais isso. Você me assustou.
— Me desculpe. – ele disse Beijando o pescoço dela. – Como você está?
— Estou bem. – ela disse se desvencilhando dos braços dele.
— O que foi?
— Nada. – ela disse. Itachi tentou tocar o rosto dela, mas a mesma se afastou fingindo pegar algo no armário.
— Não faça isso.
— Isso o que Itachi?
— Não se afaste de nós por conta do que os outros pensam. Nós nos amamos e ninguém tem nada com isso.
— Eu sei... Mas...
— Mas o que? Você nos ama?
— Claro.
— Então não pense no que os outros vão pensar... Eu preciso de você bebe. – os olhos de Sakura se encheram de lagrimas.
— Eu também preciso de vocês.
— Não chore meu amor. – disse Itachi secando as lagrimas dela com a mão.
— Os meus bebes não são sujos. Eles não são impuros.
— Claro que não! De onde tirou tamanho absurdo?
— Não quero falar disso. – Itachi não a forçou a falar mais.
— Tudo bem bebe. Eu te amo.
— Eu também te amo.
— PAPAPAPAAAAAAAA. – Kouji gritou segurando na calça de Itachi.
— Acho que ele está com saudades. – Disse Sakura. Itachi sorriu para o pequeno e o pegou no colo.
— Vamos deixar a mamãe cozinhar em paz. – ele disse saindo da sala com o bebe. – Amanhã você volta ao hospital. Não quero você trancada e triste. – disse Itachi antes de sair da cozinha.
...
NO DIA SEGUINTE:
— Onde está Sakura? – perguntou Sasuke ao Uchiha mais velho.
— Foi para o hospital.
— Por livre e espontânea vontade?
— Tive muito trabalho em convencê-la.
— E não está preocupado?
— Não. Levei a Sakura pessoalmente para o hospital fazendo todos entender que estamos juntos.
— Fez bem... Mas não era sobre isso que eu queria falar com você.
— O que você queria falar?
— Irmão, sei que você pode não gostar do que eu vou dizer mas é uma coisa que eu gostaria muito. Preciso disso. Quero lhe fazer um pedido e peço por tudo que é mais sagrado que não me negue.
— Pois diga então o que quer.
— Quero que no registro do Kouji conste que eu sou o pai dele.
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
— Porque isso agora? – Perguntou Itachi ao irmão mais novo. – Ainda está pensando no que aquela ruiva lhe disse?
— Não. Não me importo com o que ela disse. – respondeu Sasuke.
— Então o que houve?
— Não houve nada. Kouji é meu filho biológico e eu gostaria que isso constasse nos documentos dele.
— Tem consciência do que me pede?
— Sim irmão. – Itachi observou seu irmão mais novo por um tempo. Ele parecia tranqüilo mas Itachi o conhecia, sabia como ele pensava. Ele ainda estava abalado com tudo isso. Tinha que colocar um fim em todos os medos de seu irmão e se esse era o jeito para isso ele não hesitou. – Tudo bem Sasuke, se isso lhe dará paz de espírito eu aceitarei.
— Obrigada. Sinto muito se estou ferindo seus sentimentos. Espero o fato do Kouji ser meu filho não mude a forma como você o vê.
— Eu o vejo como meu filho também.
— E ele é. É nosso filho... E logo teremos mais um. – Sasuke permaneceu em silencio por um tempo lembrando-se de quando momentos antes de toda essa confusão acontecer Sakura tinha dito a ele que o bebe em seu ventre era do Itachi. – E esse é seu. Você é o pai biológico da criança que Sakura carrega. – Itachi não disse nada apenas sorriu, mas Sasuke o conhecia o suficiente para saber que ele tinha ficado imensamente feliz com isso.
— Bom agora que resolvemos tudo tenho que ir ao escritório da Hokage. Acabei vindo direto para casa e não dei o relatório da missão...
...
— Pela sua cara já sabe do que aconteceu. – disse Tsunade ao Uchiha mais velho.
— Sim, E estou aqui para te dizer que não vou aceitar acusações.
— Alguém lhe acusou de algo?
— Não, ninguém se atreveria, mas não é comigo que estou preocupado.
— Entendo. – Tsunade sabia que ele falava de Sakura. – Como ela está?
— Praticamente tive que obrigá-la a sair de casa hoje.
— Fez bem. Vocês devem seguir a vida normalmente. Vocês fizeram uma escolha e devem arcar com as conseqüências. Sabiam que seria assim.
— Sim sabíamos.
Depois disso Itachi lhe passou o relatório da sua missão... Estava indo embora quando a Hokage disse:
— Tem sentido alguma coisa?
— Não.
— Então o remédio que lhe dei tem feito efeito.
— Até quando terei que tomá-lo.
— Só por mais alguns meses apenas por precaução.
— Certo... Vou indo agora.
...
— Como está se sentindo? – Perguntou Sakura ao seu paciente.
— Estou Bem, graças a você. – Respondeu o Menino de 9 anos. – Obrigada Sakura-san.
— Obrigada por salvar meu filho Sakura. – Disse a mãe do menino. O menino havia chegado a emergência em estado critico. Ele havia sido picado por uma cobra mas os pais não souberam identificar que tipo de cobra era o que dificultou o trabalho dos médicos. Nenhum deles conseguiu encontrar um antídoto até que Sakura chegou. Se tivesse ficado em casa como queria provavelmente o menino teria morrido.
— Não fiz mais que minha obrigação. – e se virou para o menino. – Onde estava quando foi picado pela cobra?
— Estava fora da vila. – olhou para os pais apreensivo – Estava brincando com uns amigos. Foi muito estranho era uma cobra branca.
— Cobra branca? Nunca ouvir falar disso. – disse a enfermeira que estava ajudando Sakura.
— Vou pesquisar mais sobre isso. – Disse Sakura.
— Somos de outra vila, viemos a essa vila a procura de emprego e também para que nosso filho tenha uma boa educação. – Disse e pai do menino. – Chegamos a Konoha a uma semana.
— Onde estão vivendo?
— Na casa do meu irmão. – respondeu o homem.
— E já conseguiu emprego?
— Nada fixo, faço um conserto aqui e ali. Amanhã saio para procurar, quero algo fixo.
— E o que o Senhor faz?
— Sou carpinteiro e concerto casas.
— E sua esposa?
— Eu sou cozinheira e trabalho cuidando de crianças. – respondeu a mulher e os olhos de Sakura brilharam.
— Serio?
— Como se chamam?
— Eu sou Rubia, meu esposo Marco e nosso filho se chama Natanael, mas todos o chamam de Natan. — Sakura sorriu para o menino.
— É um menino muito corajoso Natan. – e se virou para a Senhora. – Rubia, preciso de alguém para cuidar do meu filho enquanto estou no hospital. Se aceitar podemos fazer uma experiência de uma semana o que acha?
— Seria perfeito Senhora. – Disse a mulher que aparentava ter uns 45 anos.
— Então está combinado, você sabe onde é o distrito Uchiha?
— Sim.
— Vá lá amanhã por volta das 10 da manhã. Vamos ver se o Kouji gostará de você.
— Obrigada Doutora Uchiha-sama. Eu realmente estava precisando muito desse emprego. – Disse a mãe fazendo Sakura sorrir terna para a mesma. – E não se importe com o que digam, você é uma ótima pessoa. Viva sua vida. – Então ela também sabia do seu casamento com os irmãos Uchihas pensou Sakura. Todos sabiam.
— Obrigada, farei isso. Agora vou indo, tenho outros pacientes para atender.
Sakura passou a manhã inteira atendendo pacientes. Algumas enfermeiras a olhavam mas ninguém teve coragem de dizer uma única palavra. Todos tinham medo do que os Uchihas podiam fazer. já passava de uma da tarde quando uma enfermeira a chamou.
— Sakura-sama. – Ela se virou. – Seu esposo te espera na recepção.
— Itachi está aqui?
— Não Senhora. – era estranho ser tratada assim pois ainda era muito Jovem.
— Me chame apenas de Sakura.
— Certo Sakura-sama. Quer Dizer Sakura. Quem a espera é o Senhor Sasuke. – mais uma que sabia de tudo pensou Sakura. Mas não entendeu porque ela disse Esposo.
— Obrigada. – e foi ao encontro de Sasuke.
Sakura andou pelo hospital ate a recepção, pelo caminho ouviu algumas enfermeiras conversando entre si. Pensavam que ela não as escutaria mas por conta de seu treinamento com Tsunade Sakura havia desenvolvido uma boa audição.
— Tão lindo... Não acredito que divida a mulher com o irmão, ele pode ter quem quiser... – disse uma enfermeira.
— A Sakura-sama é muito sortuda. – muitas das enfermeiras admiravam Sakura por seu talento como medica. Sakura andou não dando atenção ao que diziam.
...
— O que faz aqui? – perguntou assim que viu Sasuke.
— Vim buscar minha mulher. – Ele segurou o queixo dela na intenção de selar seus lábios mas Sakura virou o rosto.
— SASUKE! Não faça isso em publico!
— Porque não? Agora que todos sabem que estamos juntos não vejo porque nos escondermos. – puxou novamente o rosto da garota que dessa vez se afastou. – Não fuja de mim.
— Já disse que aqui não. – antes que Sakura pudesse se afastar ele a pegou de surpresa e selou seus lábios num selinho rápido. Sakura olhou em volta e viu que algumas pessoas os observavam mas ninguém ousou dizer nada.
— Já terminou seu turno?
— Não, só saio a 13h.
— Mas já são 13:30 meu amor.
— Nossa nem vi a hora passar.
— Que tal irmos para casa fazer amor. – Sakura corou ao ouvir essas palavras. Por sorte Sasuke disse baixinho em seu ouvindo assim só ela pode ouvir.
— Estou muito cansada para isso... Mas de qualquer forma vou pegar minha bolsa...
...
No mesmo instante em que chegou em casa Sasuke agarrou Sakura. A prensou contra seu corpo e começou a distribuir beijos pelo pescoço da garota.
— Sasuke, agora não. – Disse Sakura.
— Eu quero você agora. – Ele respondeu com a boca no pescoço da garota.
— Espera. – ela o empurrou.
— Porra Sakura. A dias que você nos rejeita. Qual o problema? – ele diz irritado.
— Não estou rejeitando vocês.
— Então tire a roupa. Quero fazer amor com você, há dias que não lhe toco.
— Espera... Eu tenho trabalho a fazer, é serio.
— Inferno. – Sasuke ficou muito irritado. Deu as costas para Sakura, não queria brigar com ela.
— Hey, aonde vai?
— Sair de perto de você. – E desapareceu deixando Sakura Sozinha na sala.
Sakura saiu de casa, estava quase na saída do distrito quando se encontrou com Itachi ele estava com Kouji no colo que sorriu ao ver a mãe.
— Aonde está indo?
— Ia buscar meu filho mas ainda bem que você o fez. – Itachi pode sentir a raiva na voz dela.
— O que houve?
— Nada. – Ela passou por Itachi e continuou andando em direção a saída do distrito.
— Hey, aonde vai? Eu já trouxe nosso filho.
— Preciso de um tempo Sozinha. – Itachi pensou em segurá-la, mas achou melhor dar esse tempo a ela.
— Tudo bem bebe, só não demora muito ou ficarei preocupado.
Fale com o autor