A filha dos Semideuses.
5 Capitulo 4-Filosofia.
Notas iniciais

"Herói.
Mas eu gostava da ideia de talvez ser capaz de criar em você ao menos um eco do herói cafajeste da minha história de criança"-Margo Roth Spiegelman.
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Fui dormir pensando nele.....é isso foi clichê. Na verdade pensava mais na minha família, no que eles estavam pensando. Será que estavam com raiva de mim? Será que eles tinham entendido meu lado?
Coloquei a pedrinha em baixo do travesseiro e peguei no sono.
(***)
–Emma, você atrasada!-Meu pai me acordou.
–Ham? Como? Por que Lucas não me acordou?-Perguntei, extremamente confusa.
Ele pensou um pouco, olhou através da porta de vidro que a essa hora já estava descoberta pela cortina.
–Ele ainda está ressentido. Mas já passa.
–E você e a mãe? Estão ressentidos?
–É claro que não.-Ele me deu um beijo, me confirmando o que havia dito.-Agora vai, vamos chegar na sua segunda aula. Lucas foi de bicicleta. Agora vai logo.
Ele saiu do meu quarto e eu fui me arrumar.
Vesti meu uniforme sem tomar banho. Apenas escovei meus dentes, lavei o rosto e penteei meus longos cabelos castanhos e fiz um coque despojado.
–Pai, já estou pronta.-Falei descendo as escadas.
–Vai para fora que eu vou na garagem pegar o carro.
–Ok.
Sai de casa sem muito ânimo.
Olhei para a casa a frente e me deparei com Xandy sorrindo, olhando diretamente para mim. Retribui o sorriso e o encarei. Pensava na noite anterior.
–Filha? Vamos?-Meu pai me tirou dos meu devaneios, colocando a mão em meu ombro.
–Claro.
Entrei no carro e olhei para a janela novamente, mas ele não estava mais lá.
–Já viu nosso novo vizinho?-Meu pai quebrou o silêncio.
–Vizinho novo?
–Sim, o da casa em frente a nossa.
–Ah. Sim.
Ficamos em silêncio novamente. Prestando atenção no caminho.
As vezes pensava em como seria minha vida se descobrisse verdadeiramente que Marisa e Jorge não eram meus pais. Se descobrisse que Lucas não era meu irmão, e que eu tinha um vida de papel protegida apenas por um vidro frágil, que era a esperança que isso tudo fosse só imaginação. Só que de tão frágil ele iria quebrar.
–Chegamos, agora se apresse.-Dei um beijo no meu pai e saí do carro.
Entrei, passei pelo pátio e fui em direção a biblioteca, ainda faltavam 20 minutos para soar o sinal, mostrando que já era a segunda aula.
–Com licença, Maria?-Pedi para a bibliotecária.
–Entre Emma.
Assim que adentrei a porta fui em direção a estante que continha livros de romance, eu tinha pego um que me chamou muita atenção 'CIDADES DE PAPEL--JHON GREEN'.
Li até a página 50, antes que tocasse o sinal. Peguei o livro e fui levar para Maria computar que eu ia levar ele.
Segui para a sala de aula. Dei duas batidas na porta e abria a mesa.
–Professor?
–Entre e sente-se senhorita Santiago.-Era aula do professor Anderson, de filosofia.
Me sentei ao lado de Marina e na frente da Manu.
–O nosso próximo assunto é: Verdade, mito e mentira.-Começou ele.-Eu quero que vocês se juntem e um quarteto e façam um trabalho de no mínimo 5 folhas de almaço. Essa trabalho valerá metade da nota da primeira avaliação de vocês, sendo assim ele vale 5 pontos, quero ele para daqui 2 semanas. Façam vocês mesmos seus quartetos.
Na mesma hora eu já olhei para Marina e Emanuelle.
–Mas, no trio deve conter garotas e garotos. -Finalizou a explicação.
Ele sentou na sua mesa e começou a mexer em uns papéis.
–E ai meninas? Que garoto?
–Que tal o menino novo?-Sugeriu a Ma.
–É pode ser.-Manu concordo.
–Quem?-Perguntei. Não sabia de ninguém novo.
–Um tal de Alexandre. -Maria me informou.-Vou ali chamar ele.
Quando ela voltou, o menino estava a acompanhando.
–Oi! Você aqui?-Ele perguntou. Bom, vocês já devem saber quem é.
–Sim, como você esta aqui?
Aliás, ele estava na janela quando sai de casa. Não?
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