A filha do meu chefe
6 Sentimentos desconhecidos
Notas iniciais
— Anda cá! Não te vou fazer nada baby – diz me preseguindo, eu acelero os passos mas caio no chão devido a este estar molhado. — ah apanhei-te, agora não escapas.
— Deixa-me – tento me mover, mas o homem prende-me começando a arrancar a minha camisola e a desapertar o cinto das suas calças – SOCORRO – grito sem sucesso.
— Caladinha. Não vai custar nada. — diz de um modo nojento...
— Larga- a seu Cabrão! — de repente ele aparece. O braço direito, o dono dos olhos mais lindos que eu havia visto. Transfere um soco no homem que cai no chão. — ah, estás bem? Jenny? — diz me olhando com os olhos cheios de preocupação.
— Tira-me daqui – digo quase chorando. Com a camisola rasgada mostrava o meu sutiã.
— estás bem... eu estarei aqui para te proteger sempre – ele põe o seu casaco sobre minhas costas e me abraça, eu retribui o sentindo me segura. — Jenny, eu vou estar sempre aqui. Para te amparar e chocar contigo. — dito isto ele me beija de uma maneira calma e...
– TOCA A ACORDAR DORMINHOCA. — abro os olhos e sento me na cama, ainda assustada com o que estava a sonhar e confusa ao ver a Lila á minha frente. Uma luz preneta nos meus olhos, resultante do estore que a Lila abriu. — Bom dia. Desculpa mas é 12:00 não te podia deixar dormir mais. Ou a Marina lá em baixo não te da o pequeno almoço. — diz sorrindo, eu deito me na cama e coloco a mao na cabeça ainda tentando entender o significado do que sonhei... — ei estás bem? — diz entendo a minha preocupação se sentando na cama junto a mim.
– Sim, só ainda estou a pensar n'ontem
– Oh miga, já passou. Desculpa ter te acordado. Talvez devesses ter dormido mais – diz preocupada.
– Não. Ainda bem que me acordas te. Eu preciso ultrapassar isto... — olho no quarto em volta e vejo no sofa a sua camisola... — e por isso tenho de lhe devolver a camisola... — olho na Lila que olha para a camisola.
– Queres que vá contigo?
— Não eu consigo ir sozinha. Não te preocupes. Agora, espero que tenhas um grande pequeno almoco para me dar, porque estou cá com uma fome... — digo sorrindo
— esta é a minha amiga! Bora, a marina daqui a nada diz que algum zombie te levou kkkk. — descemos as duas rindo. Daqui a nada terei de ver o braço direito do meu pai e acabar com o que fosse que me estava a atormentar. E tinha de tirar a imagem daquele sonho da minha cabeça, aquele assalto, aquele homem nojento, aquele beijo...
POV AUGUS
– buenos dias!!!!! — diz Duarte entrado no meu apartamento. A Camila já havia saido para ir trabalhar. Ser recrutadora executiva era um trabalho a tempo inteiro mas é o que ela sempre quis. Ambição como a daquela mulher não há... é incrivel como sempre conseguiu todo aquilo que quis. Cumprimento o homem á minha frente, advogado de sucesso embora sempre tenha pensado que era mais para psicologo kkk enfim.
– Entra companheiro. Senta-te. Uma bebida.
– oh sim, o mais forte que tenhas! Algo me diz que esta conversa vai ser longa – diz se amandando para o sofá sorrindo malicioso. Eu vou á mesa de bebidas e pego num frasco de vodca.
– Desculpa amigo não tenho nada melhor. A Camila anda preguiçosa para as comprar e eu então nem se fala... — digo lhe dando um copo e me sentando num outro sofá.
– kkk eu imagino... deves andar com muitas distrações... vamos lá quero saber todos os promenores sobre a rapariga – eu engolo um pouco da minha vodca. Eu já sabia que esta conversa iria chegar... Lá estaria eu a falar sobre a filha do meu chefe, em como a conheci, em como a salvei, em como não consegui adormecer sem pensar nela... E na sua beleza angelical...
(…)
– OKAY... deixa ver se eu entendi... A morena de olhos claros é filha do teu chefe, tu salvaste a, troxeste a cá para casa sem a Camila saber, e depois de uma noite de sexo com aquele avião que a Camila é...- eu o olho com uma expressão de “ desculpa?” — sorry friend mas é verdade, ela é muito boa... bom depois de uma noite de sexo com a tua Namorada – ele dá enfase na palavra “ namorada” — tu continuas te a pensar na miuda que por acaso também é um avião?
— Sim... e ela tem 17 anos Duarte...
— Meu a idade pouco importa. O que importa é que essa menina entrou na tua cabeça e anda aí a confundir todas as tuas ideias. Eu estou a sentir quimica aí...
— Ela tem 17 anos volto a dizer... e é filha do meu chefe. Não á quimica nenhuma.
– Hum hum, isso é tão verdade como o facto de eu ser gay... -diz rindo – olha lá a miuda ao menos sabe da existencia da Camila?
– Não... ela perguntou me se eu estava com alguem mas... — ele me olha tipo “ mas?” — mas eu disse que não tinha ninguem – acabo por desabafar... o rapaz começa a rir
– ai já começou... meu é mais que obvio que a miuda não te é indiferente.
– Não digas disparates. Eu não sei foi instinto mas, eu não sei. Também que diferença fazia eu dizer que tenho namorada?
— E salvas te a por ela ser filha do teu chefe?
– Não... salvei a porque seria o que eu iria ter feito com qualquer outra rapariga...
– hum, vais me dizer que irias reparar se uma miuda qualquer estivesse a ser perseguida e ires atrás? Por favor, não sou estupido e tu muito menos.
– ai okay, eu senti o dever de a proteger de estar lá para ela. Mas ela é filha do meu chefe... talvez seja por isso...
— ninguem faz isso só por causa de um chefe, nem por um amigo quanto mais... ou, bom, á uma condição... estar interessado na pessoa... — diz sorrindo – vá lá admite...
– pronto... — fartei me — é verdade que me sinto estranho, como nunca me senti quando estou com ela, e talvez eu tenha tido uma tentação em... tu sabes, mas... Bom, ela é filha do meu chefe. Não á margem para eu poder sentir isto... — digo tentado convencer o homem e cala lo de uma vez por todas, levanto me e vou buscar outra bebida.
– Mas que raio. Porque é um problema assim tão grande ela ser filha do teu chefe. Ele não é o teu melhor amigo? Depois de mim claro mas... alem disso tu es o seu braço direito, confiança em ti há de ter.
– O jimmy? Ele é um dos pais mais protetores que conheço. Ele tenta controla-la, a rapariga ama ciencias mas o pai quer po-la á força em economia para seguir a sua carreira... Imagina em relação a homens... e eu? Quase 8 anos mais velho que ela...
– oh oh percebo... lixado... o que vais fazer?
– Nada obviamente. Eu estou com a Camila á 2 anos temos uma vida juntos... é absolutamente impossivel algo acontecer entre nós. Apenas esquece esta conversa. É ridiculo. Principalmente porque ela não é assim tão importante...
– estás te a enganar a ti proprio... mas oky eu não comento nada. Só te digo para me manteres imformado...
– kkk não vai ser preciso... tenho a certeza.
— Okay... mas agora fiquei intrigado... que historia é essa? Ciencias economia? Esse jimmy é meio crazy não?
– nem sabes tu o que ele tem planeado... e outro problema, eu estou no plano dele, e o meu papel? Convencer a Jenny a ficar na empresa...
– Shit, e ainda estás tu com medo de ele não te aceitar como namorado da miuda? Parece que já topou a quimica entre voces os dois kkk, mas digo te uma coisa amigo, e ela ama as ciencias tanto como dizes... se descobrir que estas metido nos esquemas do pai para lhe retirar o maior sonho, esquece a porque pelo que vi a miuda tem garra... e não vai gostar nada do que lhe estão a planear...
Ele tinha razão... Se a Jenny soubesse, provavelmente perderia a confiança em mim, mas por outro lado se recusar o plano do Jimmy ainda fico sem a amizade do meu chefe e pior, ele descobrirá que entre mim e a sua filha á algo... espera? Eu disse “ algo”? Que raiva, Augus tira a da tua cabeça...
– Sabes que mais? Vamos falar de outra coisa, este assunto já não á nada para falar... — digo – another round? — digo sorrindo
– okay vamos nessa...
POV JENNY
Tomo um banho, e visto uma roupa. Para hoje um look simples mas como sempre bonito kkk. Make simples, e estou Lista kk. Olho em volta no quarto da minha amiga. Vejo a camisola já lavada. Guardo -a na minha mala, bem dobrada. É agora. Agora eu vou ficar frente a frente com ele. E acabar com o que seja lá o que for que se passa na minha cabeça...
–Estás pronta? OMG que produção...
– Este é o meu outfit normal Lila... — digo sorrindo
– Sim, linda e boa como sempre love. Vai lá. Quando chegares liga me tás a ouvir quero todos os detalhes. E vê se não te metes em apuros de novo ou entao eu tenho um ataque... — diz me abraçando – amo te miga.
– eu também, obrigada por tudo, não sei o que seria sem uma amiga como tu.
– nada obviamente. A tua vida seria muito aborrecida sem mim kkkk – rimos as duas – vai lá. E boa sorte com o “ Augus” — sorri gozando, eu a olho sorrindo e abanando a cabeça e dizendo “ bye loka” saio da casa da minha amiga e procuro o autocarro mais proximo para apanhar até á rua do braço direito do meu pai.
Here i am... Na casa do par de olhos mais lindos do universo. Cá vou eu... Toco á campainha, ouço um grito de alguém que tinha uma voz que não era a do Augus, mas desconfio que a conhecço... Ouço um grito “ JÁ VAI CAMILA” O quê? Quem é essa? A empregada da limpeza? Sem entender nada espero que me abram a porta. De repente abre-se e vejo aquele amigo de ontem que me viu com o Augus.
– Ui, Jenny? Ah meu deus que é hoje que sou assassinado... — ele mete a mão na cabeça e olha para dentro, mas que raio? Este gajo é louco? Que se passa aqui?
-Bom, que eu saiba ainda não matei ninguém... — digo não entendo nicles do que se passava aqui.
POV DUARTE
Ai meu deus e agora... A Camila esqueceu se das chaves disse me o meu companheiro e já está quase na hora de almoço... lembro me que combinamos almoçar os três ou seja ela ESTÁ QUASE A CHEGAR o merdoso estáva na casa de banho fazendo sabe lá deus o que cagar tomates provavelmente pois demorava um século e agora eu tinha de resolver esta embrulhada... A rapariga á minha frente olhava com uma cara de interrogação, o que não me interrogava a mim devo estar com uma cara de palhaço... agora que faço eu?
– Jenny... sou eu o Duarte! Lembras te de mim? — vou ficar gravado na cara de uma miuda de 17 anos como o palhaço da cara torta.
– ahm sim, tu és o rapaz de ontem, o amigo do Augus.
– Augus... isso mesmo – nossa que confiança tem esta... — desculpa é que o Augus não está livre agora, vieste aqui agradecer por ontem?
– Ele contou te? — ai ai, deus me ajuda
– Sim eu estava aqui – digo tentando agir com naturalidade, sempre fui bom ator, quando era para fingir que estava apaixonado por uma miuda e poder beija-la nas aulas de teatro e ena vida real. Ou entao chorar e convencer a minha mãe a não ir á escola, ché não é hora pra memórias seu burro. — ele levou te a casa certo? Vieste agradecer a boleia – digo sorrindo
— oh, isso... bom, e também vim devolver a camisola que me deu, é que estava frio – ah linda eu sei tudo, espero que não tenha dado uma daquelas rafeirosas á pobre coitada.
– oh, espero que estivesse lavada e passada preguiçoso como aquele é...
– oh, não. E por falar nisso, já está limpa... — diz – ele não pode mesmo?
– ahm vem entra se quiseres – para minha surpresa a miuda entrou mesma, pronto isto vai dar azeite com a água... fecho a porta
– ele pode demorar...
– é que lhe quero entregar pessoalmente e agradecer mais uma vez por tudo o que ele fez...
– okay, sente te em casa – digo me sentando...
POV JENNY
Esse rapaz é mesmo estranho kkk. Bom, não me interessa que ele esteja ocupado, eu vim cá para fazer algo devolver a camisola e agradeçer e perceber o que sinto quando estou com ele. Obviamente com este estratego aqui, vai ser dificil... Porém havia algo a me fazer comichão no nariz... o nome Camila??
– ei , não quero parecer intrometida mas... eu ouvi o nome Camila? Quem é? — digo
POV DUARTE
Tá a gozar major... senhor, eu agora respondia, é sim intrometida mas só porque é gira...
— Camila... é uma amiga nossa ela ficou de vir aqui ter … pensei ser ela... — digo inventando a primeira e mais simples coisa que correr na minha cabeça.
– oh oky...
POV JENNY
Amiga... menos mal não? Quer dizer não é que esteja...
–Duarte companheiro temos um problema... o papel de sanita acabou e.... Jenny – Oh meu deus, o que acabei de ver... Augus... ele aparecer do nada,com um pano qualquer a tapar... voces sabem, a parte de baixo com as mãos mas ele o larga quando diz o meu nome e cai no chão... resultado, digamos que ele não tinha nada por baixo
– Augus... oh – eu viro apercebendo me que estaria a olhar feito parva...
– ahhhhhh augus, eu ainda não sou gay! Se tapa homem... Jenny vem aqui – ele me agarra e me leva para o outro canto da sala – friend diz quando tiver...
– Duarte tira as mãos de cima...Já está, desculpem... já não há papel na casa de banho podes ir buscar Duarte...
– Porque será que sobra sempre para mim... LÁ VOU EU... Jenny, é sempre um prazer verte – ele pega a minha mão e a beija olhando para o Augus dando um pisca e desaparecendo para outro sitio da casa...
– Ei... — digo sem nada melhor para dizer...
– ei- ele diz
Nem pensar que podemos ficar assim...
– Eu vim devolver a camisola... está lavada... — digo a entregando...
– Obrigado... dormis te bem?
– Foi complicado... digamos que a noite de ontem não correr muito bem não é? — digo nervosa começando a mecher nas minha bulseiras... — quero agradecer te outra vez... a serio sei que já o fiz mas... se não fosses tu eu estaria talvez ainda lá...
– Não penses mais nisso... — ele põe uma expressão seria — estás bem e ninguem mais vai te fazer mal... porquê? — ele se aproxima...exita, eu o olho nos olhos azuis que brilhavam como quando o sol bate frente na água do oceano... o oceano cheio de vida tal como ele, o oceano cheio de sentimentos talvez como os que poderiam vaguear pela sua mente corpo e coração... Quem me dera saber todos aqueles que ele sentia... aquele que sente quando está perto de mim, quando se aproxima de mim... Eu estava oficialmente a ficar nervosa... — porque eu vou estar sempre aqui... para te proteger – finalmente acaba a sua frase... ele estava muito proximo, tirou uma mecha de cabelo minha e a colocou para trás, olhava nos meus olhos com uma expressao seria... esta tão proximo, já eu podia sentir a sua respiração bater com a minha... Eu estava a ficar arrepiada, nervosa, algo que nunca senti, o meu coração estava aos pulinhos e parecia que queria saltar... Porque me sinto assim com ele?porque estou assim?
– Jenny eu...
— (...) E de repente eu senti algo, um sentimento desconhecido que apenas aparece quando estou contigo...

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