Notas iniciais
*Para tudo! POV extra do capítulo anterior, no ponto de vista da Alysson: http://thedrama-queen.blogspot.com.br/2014/10/pov-cap-39.html Oie, amores e amoras. Nem lembro quando foi a última vez que eu vim aqui. Na verdade, eu nunca lembro. Faz o quê? Duas semanas? Quase isso? Um pouco mais? Sei lá... Enfim, estou com uns... acho que 4 capítulos prontos. Não tenho certeza. Ah, não. . Acho que são 6. Ah... Depois eu conto e falo pra vocês. Enfim, não sei se vou postar tudo hoje, porque eu ainda vou ter que revisar todos eles e tenho que terminar de escrever os últimos capítulos. Ai, me dar uma dor no coração falar isso. Enfim, queridos e queridas, o que concluímos disso? Que teremos maratona hoje e amanhã... E que eu também não tenho vida, porque só tenho escrito ultimamente. ENFIM (eu amo essa palavra kk), boa leitura pra vocês!

Não faço ideia de quem seja, mas ele só me larga depois que eu estou mais controlado. Peter ainda está caído no chão, meio desorientado. Me viro e logo descubro quem era. Diretor Cooper. Não entendo a minha surpresa, afinal, estamos no jardim de sua casa.

– Diretor – cumprimentei-o casualmente, como se não estivesse prestes a matar alguém na frente de sua casa.

– Scott – respondeu no mesmo tom.

Agora que a adrenalina me abandonou, sinto as dores das minhas mãos machucadas, que agora sangram, e por toda a extensão do meus braços e ombros. Minha respiração, por outro lado, já está mais calma.

Peter começou a se levantar com dificuldade. Minha vontade é socá-lo até que ele ficasse inconsciente, mas a presença do diretor me dá o controle sobre o me corpo. Inicialmente, consegui ver um rastro de medo em seu rosto, mas logo um sorriso, aquele maldito sorriso debochado surgiu em seus lábios. Senti toda aquela raiva voltando, me atingindo como uma tsunami. Meus músculos logo ficaram tensos e eu trinquei os dentes. Senti uma mão em meu ombro, mas não m movi.

– Vamos entrar, Scott? – ouvi Sarah dizer.

Não respondi. Estou pensando seriamente em ignorar todo mundo aqui e espancar esse desgraçado, mas uma voz fez qualquer rastro desse pensamento sumir.

– Por favor, Scott. – Alysson.

Instintivamente, meus músculos relaxaram, assim como meu maxilar, minhas mãos, antes fechadas em punho, se abriram. Desviei o olhar de Peter por um momento.

Onde eu estava com a cabeça quando bato em Peter no jardim dos Cooper?

Uma risada sarcástica interrompeu meus pensamentos.

– Chega a ser hilário o controle que ela tem sobre você – disse Peter, enquanto gargalha.

Eu não vou perder a cabeça de novo.

– Acho melhor você sair daqui – ouvi a voz do diretor. – A não ser que você queria arranjar um problema muito sério comigo.

Peter olhou uma última vez para mim e foi embora, o sorriso ainda rasgado nos lábios.

– Anda, Scott. – Sarah agarrou meu braço direito e me arrastou para dentro da casa.

– Não pensei que entraria aqui tão cedo – murmurei de modo que apenas Sarah ouvisse.

– Alysson, ajuda o Scott a cuidar desses ferimentos – diretor ordenou, me deixando surpreso. – Depois, você, Scott, venha até o meu escritório. Preciso conversar com você.

– Anh... Pai, eu acho melhor a Sarah ajudar o Scott. Eu estou meio ocupada lá em cima.

É claro que Alysson não vai contar para o pai. Acho que muita água já rolou debaixo dessa ponte, muito problema já aconteceu. Sem falar na traição da mãe da Alysson. Não sei se ele já sabe, mas parece que não.

Sarah me levou até o banheiro, o mesmo em que eu me sequei quando vim me desculpar com Alysson por ter beijado Ruby, quando trouxe o sorvete de kiwii, a rosa branca e o bolo de limão. Lembro do diretor ter nos pego aos beijos no sofá da sala. Pensando nisso agora, até que foi engraçado. Uma breve risada escapou dos meu lábios.

– Não sei como você consegue rir num momentos desses – Sarah disse. – Sua tia está em coma, seu primos, provavelmente, te odeiam, seu tio está desesperado, Alysson te adiando mais do que tudo e o diretor, agora mais do que nunca, te quer morto. Peter está conseguindo tudo o que quer.

Agora que ela disse tudo isso, tenho mais certeza ainda: minha vida está uma merda.

– Não precisava me lembrar da porcaria que está minha vida. – Eu realmente não preciso de alguém que fique citando as tragédias da minha vida.

Eu só queria saber que droga eu fiz para merecer tudo isso. Tudo bem, eu era o maior idiota do mundo. Talvez ainda seja. Tudo bem que também teve o lance da aposta, e que também não foi a primeira que eu participei. Mas, vamos lá, eu não sou o único assim. E existem tantas pessoas piores do que eu. Peter é um exemplo disso. Por que isso tudo tem que acontecer logo comigo? Por que pessoas como Peter se dão bem na vida e eu, que nem sou tão mal assim, sofro com toda essa coisa?

Sarah não respondeu nada. Apenas fez os curativos nas minhas mãos. Com meus pensamentos voando, só percebi que ela já estava parada a minha frente quando pulei de dor devido ao álcool em contato com os meus ferimentos.

– Deixa de ser frouxo, Scott. É só um pouco de álcool.

Não respondi, porque, se eu respondesse, seria uma má resposta e eu realmente não quero confusão com mais ninguém.

Depois da sessão de tortura, fui até o escritório do diretor. Demorei a bater na porta. Eu já até imagino o que ele vá falar. Respirei fundo uma última vez e, com a mão enfaixada, dei duas batias na porta.

– Entre! – diretor Cooper gritou.

Abri a porta e me deparei com Alysson sentada na cadeira de frente para o pai. Assim que me viu, levantou-se, passou por mim e saiu sem dizer uma única palavra. Percebi rastros de choro em seu rosto. Não suporto vê-la assim, mas também não podia continuar mentindo para ela. Entendo perfeitamente sua reação, mas ainda assim, espero que ela consiga entender meu lado. Eu sei que pisei feio na bola, sei que eu não devia ter feito aquela aposta. Sei de tudo isso. E também sei que, sem a tão detestada aposta, talvez, nós nunca teríamos nem nos falado.

– Scott Miller – ele disse enquanto eu me sentava na mesma cadeira em que Alysson se sentou segundos atrás. – Você pode começar me contando por que estava batendo em Peter.

E agora? Qual desculpa eu dou? E se ele tiver feito a mesma pergunta para Alysson, o que vai acontecer se as respostas não baterem?

– Peter é um idiota – comecei, para tentar ganhar tempo.

– Isso, acho que todos já sabem.

– É. Então, ele estava tentando me separar da Alysson, eu não sei o porquê. Aliás, ninguém sabe, mas ele estava e está empenhado em nos ver separados. E, ao que parece, ele conseguiu isso hoje. Alysson e eu brigamos de novo, e parece que dessa vez ela caiu nas armações dele. – Ele não disse nada, talvez não querendo me interromper. Espero que isso signifique que eu estou indo bem. – Quando eu estava saindo da sua casa, depois da briga com Alysson, ele estava na porta. Veio jogar a vitória na minha cara, rir de mim. Eu acabei perdendo a cabeça. E eu já não estou bem por causa da minha tia e...

– Eu sei, Scott. Seu primo... Dylan, certo? – Assenti. – Seu primo Dylan ligou para a escola avisando. Eu sinto muito. Entendo que você não está no seu melhor estado. Sei que isso deve estar mexendo muito com a sua cabeça, principalmente por causa do recente acidente com seus pais. – Ótimo! Mais um pra me lembrar das minhas desgraças. – Só peço que tente se controlar. Por mais que aparente, a agressão não vai melhorar nada, só vai piorar as coisas e manchar sua imagem. Eu sei que você é um bom rapaz, Scott. Não me prove o contrário.

Então, o diretor está sendo legal comigo por causa da minha tia e da morte dos meus pais? Ele está com pena de mim. Não sei se posso considerar isso uma coisa boa. De qualquer forma, isso não importa mais. É muito tarde para ele aceitar meu namoro com Alysson. Ela mesma já não aceita.

Diretor, ou John, como ele disse que eu poderia chamá-lo a partir de agora, disse mais algumas poucas palavras de consolo antes que eu saísse de seu escritório.

...

Depois de duas semanas, voltei a frequentar o colégio. Além de tudo, diretor Cooper, aliás, John, disse que eu poderia ficar fora daqui por quanto tempo precisasse. Porque, bem, estou passando por um momento difícil. E não, eu não estou tirando proveito disso. Eu realmente precisava desse tempo. Fiquei a maior parte dele no hospital. Eu sei que sou totalmente inútil lá, mas ficar longe dela nesse momento não me faz bem, eu fico inquieto, como se ela precisasse que eu fique lá o tempo todo para ela, mesmo que seja apenas na sala de espera.

Cheguei mais tarde do que de costume no colégio. Quando cheguei, todos já estavam nas salas de aula. Senti falta das conversa que eu sempre tinha com James, Zac e Anthony antes das aulas. Senti faltadas provocações de Lilyan e de suas ameaças. Senti falta de Sarah com a sua doçura e meiguice. E, principalmente, senti da Alysson. Ela foi quem me fez mais falta. Ela estava sempre ali, mesmo com as brigas e mal-entendidos. Mas Peter conseguiu o que queria, afinal.

Quando entrei na sala de aula, me senti como se fosse a atração principal de um show, como se o holofote estivesse focado em mim. Todos os olhos estavam grudados em mim. Me senti desconfortável, diferente das outras vezes. Eu sempre gostei de chamar a atenção. Esse era o meu objetivo de vida. Mas aqui e agora, essa atenção toda me incomoda. Eu sei porque eles me olham. Eu sei o que eles estão pensando. Estão com pena.

Eu odeio ser digno de pena.

Não confunda isso com orgulho. Eu sei que não mereço a pena que eles tem de mim. Isso está acontecendo por minha culpa, por causa da minha idiotice e estupidez. Estou apenas pagando pelo meu erro. Não mereço que ninguém tenha pena de mim. Não mereço!

E foi a aula inteira assim. Parece que até os professores sabem do ocorrido. Isso é terrível! Eles nem se importam de eu copio a matéria ou não, se faço os exercícios ou não. Chega a ser irritante, toda essa situação.

Desde o início tudo foi extremamente irritante, mas o intervalo me fez perder a cabeça... de novo.

É, eu sei que disse que não perderia minha cabeça de novo, mas, tentem me entender. Kyle e Alysson. Não dá pra acreditar nisso! Eu mal termino com ela e esse... esse ser vivente já cerca a Alysson? E ela dá ouvidos a ele? Eu contei tudo a ela. Eu contei sobre Kyle estar envolvido com Peter, assim como Ethan e mais um bando de gente. E ainda assim, ela está rindo com ele. Não me aguentei. Eu tive que socar a cara dele. Mas, por sorte, consegui me controlar antes que ele ficasse inconsciente, e nem precisei que alguém me segurasse para parar de bater nele. Já é um progresso.

– Que droga que você pensa que está fazendo! – Alysson gritou para mim, enquanto ajudava Kyle a se levantar.

Não respondi. O motivo parece patético dito em voz alta.

– Qual é a tua, Scott?! – Kyle veio para cima de mim, achando que me põe medo. Acho que ele não lembra muito bem da surra que levou no acampamento. Peter e Ethan não estão aqui para me segurar agora.

– Kyle, não comece você também! – gritou Alysson. – Qual é o seu problema? – voltou-se para mim. – Deu para bater em todo mundo agora? Pirou de vez? Não bastou ter me usado daquele jeito, quer estragar ainda mais a sua imagem? Você é tão estúpido, Scott! Não sei como consegui ficar tanto tempo com você.

Um “uuuuhh...” foi ouvido vindo da pequena multidão a que se formou a nossa volta.

– Alysson, pelo amor de Deus! Ele tentou te bater no acampamento, ele foi um completo idiota com você o tempo inteiro, ele estava e está envolvido em toda aquela sujeira com o Peter, e eu que sou o completo estúpido? Olha, eu sei que eu errei, e errei muito feio. Mas você está sendo injusta comigo.

– E você está sendo justo com as pessoas que você sai socando por aí? Você pensa que só porque tem um parente num hospital pode fazer o que quer e usar isso como justificativa? Mas não pode, Scott.

Agora ela pegou pesado. Muito pesado. Ela não pode tocar nesse assunto.

– Você não tem o direito de tocar nesse assunto. Não tem o direito de falar assim dela. Você sabe muito bem o que aconteceu e sabe muito o bem o porquê de eu ter feito o que eu fiz. Não tente tirar vantagem por essas coisas. – Meu tom foi baixo, porém firme. Alysson não é o tipo de garota mimada, mas precisa de um pulso firme de vez em quando.

Por um momento, pensei ter visto arrependimento em sua expressão facial, mas isso realmente não me importa agora. Ela mexeu com coisas que não deveria.

Não demorou mais do que alguns poucos segundos para que os inspetores chegasse e dispersasse os alunos. Logo depois, eu estava na sala do diretor, sentado de frente para o mesmo.

– Ah, Scott – ele disse. – O que eu faço com você?

Notas finais
Mostrando o lado legal e compreensivo do diretor... Quer dizer, John haha Ah, discussão Scalysson! Me odeiem, mas eu amei escrever essa parte kkkk Hum... Scott perdendo a cabeça o tempo inteiro e socando todo mundo que vê pela frente. Bom, não aconteceu muita coisa, mas sei lá... Eu gostei desse capítulo. Acho que foi mais para mostrar que o diretor pode ser legal e que a Alysson tem lá seus defeitos também. E claro, que o Scott está enlouquecendo. Ai... Pensar que tá acabando me dar uma dor no coração que vocês nem tem ideia, gente. Papo sério aqui agora. No calendário que eu fiz, AFiD era pra ter acabo terça-feira passada, mas eu tive alguns imprevistos, então vai acabar amanhã. A próxima história que eu vou postar, que, por acaso, já está metade pronta, eu deveria começar a postar segunda-feira agora, tipo, depois de amanhã. Aí eu queria saber a opinião de vocês: eu mantenho o calendário e começo a postar a história segunda, ou espero uma semana para vocês (ou quem for ler) se recuperarem do final de AFiD? Digam aí, é importante. Ah, e o nome da tal história é A de Alana. Recadinho para os leitores fantasmas: Meu amores, eu amo vocês, mesmo nunca tendo visto suas belas carinhas. Fico feliz em saber que vocês acompanham a história e espero que estejam gostando, de verdade. Mas, vejam bem, eu queria muito conhecer vocês, e temos aqui as 10 últimas chances de vocês. Não quero que vocês escrevam um comentário enorme, falando sobre cada detalhe da história. Eu peço que vocês comentem um "oi" que seja. Se não quiserem fazer isso nos comentários daqui, comentem no blog, mandem um e-mail, uma MP, no twitter, não gosta do Nyah? Chama no Wattpad, então. Mas se manifestem. Gente, meio de comunicação é o que não falta, néh?! Ah, se tiverem alguma crítica construtiva, digam também. Será bem-vinda. Acho que é só isso kk Nos vemos daqui a pouco. Beijos de amora :*