A filha de Ártemis

2 Minha tão odiada vida!


Lizz POV.

Nossa aconteceram tantas coisas comigo nesses últimos dias que é até complicado de explicar ou não tudo vai depender se você acreditar em tudo o que falar, bem em primeiro lugar fui ajuda uma velinha e ela me atacou, acordei em um acampamento e descobri que era filha renegada de Ártemis e que vários deuses menores gostariam de me matar, mas umas três semanas depois eu recebi um presente de minha mãe um anel que era um disfarce para um arco mágico que não precisa de flecha ou corda, esses complementos são feitos na hora, mas não como os arcos de arco flechas normais, mas sim de uma energia que nunca teria visto na vida, depois de receber o arco passei a treinar ainda mais para me defender sozinha, era péssima no arco e flecha e mais ainda no combate com espadas, mas depois de mais 5 semanas eu já podia bater com a espada na cabeça de um monstro, sair correndo, mas antes atirar uma flecha em seu joelho e correr sem olhar para trás.

Infelizmente tudo isso ia acabar, as aulas iam voltar e eu teria que ir para casa e e só voltar nas outras férias, mas algo me incomodava, quero dizer meu pai sabia onde estava? Qual seria a reação dele? E se minha família fosse atacada depois que eu voltasse? Tantas dúvidas e perguntas que não consegui dormir a noite e comecei a arrumar o quarto do Chalé de Ártemis, o chalé era grande, tinha umas 5 camas, uns 3 guarda roupas bem grandes, no meio do quarto tinha uma estátua de uma mulher, não dava para ver seu rosto, pois ela usava um capuz que o cobria, em suas mãos tinha um arco e nas suas costas, aquelas paradinhas de guardar flecha (ei posso ter um arco mágico, mas eu não sei tudo). O chalé ainda tinha umas três janelas e um banheiro.

Acordei com alguém batendo na porta no começo achei que tinha dormido no chão de tão quebrada que estava, mas eu estava na minha cama mesmo, abri a porta com dificuldade e dei de cara com Melany a filha de Afrodite que me odiava, ela estava segurando uma prancheta e esboçava um sorriso maligno.

– Lizz, oi vim fazer a inspeção — Ela falou ainda na porta

– Melany que inspeção? — Perguntei confusa

– Ah, no fim do acampamento sempre tem um inspeção nos chalés, você acumula ponto e assim vai — Ela disse entrando — Mas ninguém te avisou? Nossa vamos quantos pontos você recebe então

Melany desmanchou o sorriso no exato momento, como não conseguia dormir a noite eu o arrumei então a única coisa que estava bagunçada era a minha cama, mas Melany olhou tudo mesmo,guarda roupas, banheiro, as outras camas, a minha cama, até a estátua ela quis olhar, logo depois ela se virou e disse 8,6 a estátua e as janelas estão um pouco empoeiradas e a cama desarrumada, ela disse saindo do chále batendo a porta com tudo, me virei a arrumei a cama fui até o banheiro e tomei um banho, ao sair peguei uma roupa que as filhas legais e amigas de Afrodite tinham me dado (afinal só fui com uma roupa para o acampamento), não sei dizer se foi um palpite para elas ou se elas me olharam e na hora viram qual o meu estilo porque acertaram em cheio, elas me derem uma blusa regata branca simples, um short jeans preto também simples, uma jaqueta de mangas 3/4 com estampa de exercito e um tênis com um salto embutido, amarrei o meu cabelo e preparei a mochila, peguei meu anel e coloquei nos dedos, ele era do tipo dois dedos e ele era lindo, era de prata e o seu encaixe era uma cobre, e quando ele estava no seu dedo, parecia que uma pequena cobra estava se enrolando em seus dados.

Quando terminei de me arrumar sai do chalé já com a bolsa, hoje era o último dia, queria ir embora logo para não querer ficar mais, mas antes fui ao pavilhão e peguei duas maçãs, uma eu joguei no fogo como uma oferenda para a minha mãe e a outra eu fui comendo até que Quiron me parou.

– Lizz você já vai? — Ele me perguntou vendo a bolsa

– Sim, se não vou querer ficar mais... — Respondi mordendo a maçã

– Ah sim, mas uma pergunta, tem o dinheiro? — Ele me perguntou cruzando os braços e levantando uma sobrancelha

– Bom, na verdade — Falei meio sem jeito

– Venha vou te dar tudo o que precisa — Ele me falou se virando

O segui até a casa grande, onde o esperei do lado de fora logo ele saiu e me deu um bolo de dinheiro, agradeci e fui em direção a saída, quando sai do acampamento me veio uma horrível sensação, apressei o passo, mas mesmo assim me sentia desconfortável, como se alguém me observasse de longe, até que senti alguém colocar a mão no meu ombro.

– Lizz já vai? — Um garoto perguntou

Olhei e vi Leo parado atrás de mim, ele estava com um martelo na mão e sorria meio sem jeito

– Sim já vou — Respondi ele — Tchau

Sai sem olhar para trás, por algum motivo eu achava que a pessoa que tinha e parado era Nico, mas por que? Quando terminei de descer o morro vi um ponto de ônibus, atravessei a rua e fiquei esperando sem perceber uma pessoa sentada no ponto, e então eis que surge o ônibus, dou o sinal e finalmente vejo a pessoa que na mesma hora se levantou, entro no ônibus e pago a passagem e me sento no fundo, infelizmente não esperava ver pessoas do meu colégio nele, principalmente as patricinhas que me olharam e riram, me sentei e fiquei olhando a vista até que senti alguém sentando na cadeira do lado, olhei para ver quem era e vi Nico.

– Você vai morrer fácil — Ele disse

Estava cansada de ter que ouvir esses comentários dele, eu era nova será que ele não percebia?

– Você nem percebe uma pessoa do seu lado vai perceber um inimigo? — Ele me pergunta me olhando

Até um certo ponto ele estava certo, mas a culpa não é minha Nico não parece estar em lugar nenhum, mesmo ele estando do meu lado parece que também não esta, parece que ali tá vazio, não sei por que, mas resolvi colocar minhas mãos em seu rosto que era frio era como se ele estivesse morto. Nico surpreso me olhou e se aproximou a ponto d eme beijar

– O que você tá fazendo? — Perguntei a ele

– Ue você não ia me beijar? — Ele perguntou confuso

– Não — Respondi a ele

No fim ele se afastou e eu soltei o rosto dele, acho que dormi o resto da viagem porque só me lembro de Nico me acordando e minha cabeça no ombro dele, levantei ao perceber que a próxima parada era minha, assim que saltei do ônibus andei umas 3 esquinas e cheguei na frente de um apartamento de 26 andares, entrei nele e fui direto para o elevador, ao entrar apertei o botão do décimo sétimo andar, quando cheguei no andar fui em direção a porta 1535, bati na porta e esperei, então um homem alto e magro de cabelos castanhos coma alguns fios brancos e olhos castanhos abriu a porta, ele usava um terno preto e estava surpreso.

– Oi pai — Falei dando um abraço e entrando — Oi Cristin e Ralph

Cristin era minha madrasta, ela era alta e magra, ela tinha a pele morena e os cabelos castanhos escuros com cachos considerados perfeitos, seus olhos também eram castanhos e ela usava um vestido branco e um salto preto, já Ralph era o o meu meio irmão, tinha os olhos e os cabelos no tom castanho, era baixo por ter 5 anos e sua pele ficava entre meu pai e Cristin.

– Lizz onde você esteve? — Meu pai perguntou sério

– Em um acampamento, de gente como eu... — Parei para dar um sorriso — Gente que é filho de um Deus com um humano, tipo você e a mamãe Ártemis.

Ele me olhou com espanto, não esperava aquilo, entrei no meu quarto e fechei a porta, meu quarto era simples e também grande, tinha um guarda roupas não muito grande branco, uma cama de solteira numa parede do quarto, em volta da cama na parede tinha uma prateleira branca com meus livros, fotos e essas coisas, em um outro canto tinha uma mesa de vidro com umas sacolas em cima, e para ficar melhor uma cortina branca grande que dava para a sacada do quarto, olhei dentro das sacolas e vi meu novo material escolar e um novo celular.

No dia seguinte acordei cedo e tomei um banho, coloquei uma calça, uma blusa branca lisa, uma blusa xadrez vermelha e um all star preto, deixei meu cabelo solto, peguei a bolsa e fui para a cozinha, peguei duas maçãs e sai de casa, quando estava no elevador pensei "como vou fazer a oferenda?"

Então dei a maçã de Átemis a um cachorro e fui para a escola, ao entrar dei de cara com as pessoas do ônibus de ontem, depois fui ver em que sala estava, estava na sala 3, mas um nome me chamou atenção na lista.

– É Lizz, estamos na mesma sala — Ouvi alguém falar

Ao virar vi Nico parado olhando a lista, ele me olhou e foi me puxando para a sala, ao chegar sentei na última cadeira e ele sentou na minha frente

– Por que você está aqui? — Perguntei com raiva

– Me transferi — Ele respondeu olhando a sala

Antes que eu pudesse falar qualquer coisa fui interrompida com os lábios dele que estava em contato com os meus, seu beijo era bom, era diferente, era humm selvagem, seus lábios eram gelados, mas não importava, mas foi ai que percebi o que estava acontecendo eu estava na sala de aula, com alguns alunos beijando Nico di Angelo!

Já tinha se passado uma semana dês do inicio das aulas, eu estava ignorando completamente o que me aconteceu no primeiro dia de aula, o que era difícil afinal, Nico se sentava na minha frente e ele não tinha nenhum amigo então eu ele sempre tentava puxar assunto comigo, eu geralmente o desprezava porque na minha cabeça ele vai falar sobre o primeiro dia de aula.

–Eliza posso conversar com você? — Ouvi uma garota perguntar

Olhei e vi Nathalia, a garota mais popular e incorporável que existe para mim, mas comparando ela com algumas filhas de Afrodite do acampamento ela é como se fosse eu, mas muito mais metida, ela era alta e tinha uma pele muito clara, ela tinha umas bochechas bem grande e ela não precisa usar blush pois eram vermelhas naturais, ela tinha os olhos verdes caramelos e cabelos castanhos grandes, lisos com as pontas onduladas, ela usava uma blusa branca e preta, uma calça escura e um tenis vans rosa.

–Claro, o que você quer? — Me virei para frente e recebi uma encarada fatal

–Sabe você ainda gosta do Thiago? — Ela me perguntou dando um sorriso

–Não — Respondi a encarando

–Ata, ta bom então tchau — Ela saiu quase saltitando

Thiago era o garoto que eu gostava na 5 e 6 série, não sei se eu tinha comentado, mas ela era minha melhor amiga e bom como posso dizer, sempre que eu gostava de alguém ela fazia questão de ir conversar com a pessoa e bang, eles gostavam dela, não vou me surpreender se eles estiverem juntos ainda hoje, me virei para frente e novamente recebi a encarada fatal, olhei para os lados um pouco incomodada.

–O que foi? — Perguntei tentando não olhar diretamente para ele

–Eliza? Thiago? — Ele perguntou — Vai me explicar

–Nunca disse que meu nome era Lizz, e Thiago bom como você ouviu e uma antiga paixonite de infância — Respondi voltando o encarar

–Hmmm, sei — Ele respondeu deitando a cabeça na mesa — Como você tá no arco e flecha?

–Melhorei — Respondi tentada a mexer em seu cabelo

Me levantei e fui beber água, quando estava indo ao bebedouro encontrei Thiago, ele era alto, mas não tão claro, tinha os cabelos negros e bagunçados, seus olhos eram castanhos e ele usava uma camisa xadrez azul, uma calça e um all star preto.

–Ei, quando tempo — Ele disse se aproximando

–Oi, realmente faz um tempo — Respondi dando um sorriso

– Dois anos ne, você mudou muito — Ele falou abrindo um sorriso enorme

Sim, Thiago era um ano mais velho, na sétima oitava série dele ele saiu da escola, e só voltou nesse ano, enquanto ele está no segundo ano eu estou no primeiro e realmente eu mudei e muito, antes eu só usava rabo de cavalo e roupas de vovó sem contar em óculos, agora só amarro meu cabelo quando é necessário, roupas de vovó? Fico longe e óculos? Só em casa, por exemplo hoje eu estava com uma jardineira preta, uma blusa branca com algumas carinhas do Jack Esqueleto, um tênis vans preto, uma toca de crochê preto e claro meu anel que minha mãe me deu.

–Pois é, mudei — Respondi rindo

–Sim, em você viu a Nathalia? — Ele perguntou mudando totalmente de assunto

–Na verdade não, ela só me fez uma pergunta e depois foi embora — Respondi ficando um pouco seria

–Certo, em eu soube de algo que aconteceu e gostaria de saber se é verdade — Ele comentou começando a andar e eu seguir ele — É verdade que você beijou um garoto no primeiro dia de aula?

–S-Sim — Respondi ficando completamente vermelha

Continuamos a conversar até ouvir um barulho estranho, olhei para os lados porém não ouvir nada, voltei a minha atenção para Thiago e então senti um cala frio enorme, olhei para os lados e vi Nico se aproximando.

–Precisamos conversar — Ele falou ao se aproximar

Ele olhou Thiago e me olhou novamente, pegou minha mão e foi me levando, tecnicamente puxando, olhei para trás e vi Thiago parado me olhando sem entender nada e bom depois deu um aceno e se virou e foi embora.

–Ei Di Angelo, o que você quer? — Perguntei com raiva

–Você não ia beber água? — Ele perguntou em um tom nervoso — Então estou te levando para o bebedouro

– Di Angelo, você tá com ciúmes? — Perguntei esperando que a resposta fosse não

Ele parou e me olhou surpreso ele me soltou e foi embora, e novamente eu ouvi novamente o barulho, o barulho parecia com posso dizer, sabe aquele barulho que as cobra fazem? Então esse ai.

Passei o dia todo ouvindo esse maldito barulho, voltei para casa e me deitei na cama, o barulho me perseguia era horrível, decidi me levantar e sair de casa, nem troquei de roupa, só sai de casa, fui para o parque e me sentei em um banco qualquer, olhava em volta e via várias pessoas, pessoas com animais, vendedores, como posso dizer tudo estava normal, menos pelo fato do barulho ainda martelar em minha cabeça, até que finalmente vi o que estava fazendo ele, ali na minha frente tinha uma mulher, ela era muito bonita, ela tinha os cabelos pretos e os olhos dela eram completamente vermelhos, ela estava com um sorriso amedrontador no rosto, ela estava completamente nua, mas só para deixar claro essa não era a parte estranha, a parte estranha era que no lugar de seus membros ela tinha uma cauda de serpente, me levantei assustada e olhei em volta, todos estavam parados, era como se o tempo estivesse parado, comecei a correr assustada, olhei para trás e vi que ela me seguia, aquilo em assustou ainda mais, estava procurando um lugar para me esconder, foi ai que eu me lembrei do arco, pensei desesperadamente no arco até mesmo quando eu já estava com ele na mão eu estava pensando nele, parei, me virei e atirei uma flecha na mão dela, ela parou um pouco e voltei a correr feito uma maluca, eu tropeçava, me levantava e voltava a correr feito louca.

Até que ela segurou meu pé, cai no chão e por algum motivo ela começou a me puxar pelo meu pé, aquilo machucava, estava desesperada, infelizmente deixei o arco cair no chão então eu estava sem proteção, até que ela parou e abriu a boca e estava pronta para me devorar, mas ai uma espada atravessou o peito dela e ela virou um pó amarelo.

–Thiago? — Perguntei confusa

Thiago estava atrás dela, segurando uma espada, sua expressão era de raiva, ele me olhou deu um sorriso, então eu fui sentindo minhas pálpebras se fecharem e então tudo ficou escuro.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.