A filha de Camus!

9 Que comecem os treinos!


Notas iniciais
Olha eu aki de novo.... Como prometido aí está um capitulo bem longo para vocês se deliciarem, espero que gostem... Queria agradecer a Nanda Aquarius pelo comentário do capítulo anterior, e por estar acordada acompanhando a fic, dedico este capítulo a você... Gussuri oyasumi minna...

Não pude nem terminar de pensar, e nem responder, pois Hyoga já tinha me colocado nós braços e enquanto eu piscava ele me carregava para o quarto.

–Qual é Hyoga, traga-a de volta, você não deve guardar essa visão dos deuses só para você, eu sou seu irmão. –Seiya gritava/ria, quando ele chegou ao meu quarto e abri-o, e logo que entramos.

–Cabe a boca, ou quando descer... -ele bateu a porta com tanta força que eu fechei os olhos com medo do barulho.

–Como você se sente hoje? –eu levantei a cabeça e o olhei, este estava mais vermelho que um tomate, e olhava um ponto fixo do quarto, enquanto me colocava no chão. "Bipolar"

–Bem melhor, pra ser sincera havia até me esquecido que estava machucada, pois não sinto mais nada. -argumentei surpresa pela minha própria constatação.

–Você... –ele respirou fundo, colocou a mão no rosto parecia estar tentando se controlar, eu não estava entendendo nada, então ele me olhou sorrindo. –Pelo amor de Atena Alana quem você está tentando seduzir.

–Como assim? –ele apontou para mim, diretamente para minha roupa. Eu então abaixei o rosto e me olhei, e só então notei que eu havia descido de camisola, a camisola vermelha, curta e justa. –Kyaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa

Eu gritei e corri para o banheiro ouvindo Hyoga gargalhar de tanto rir, tranqueio e me deixei escorregar na porta, sentindo o chão frio do mesmo, eu estava morta de vergonha. Pelos deuses eu jamais sairia dali, nunca mais. Passaram-se alguns minutos, o suficiente para Hyoga tentava parar de rir, mais por fim este se dirigiu até a porta do banheiro e deu duas leves batidas nela para me chamar a atenção.

–Alana abra a porta. –ele ainda ria.

"Maldito" -dizia minha consciência.

–Não... –eu estava emburrada agora.

–Ora vamos saia daí, agora não tem mais o que esconder! –ele riu da própria piada. -Eu já vi mesmo!

–Você é mau! -disse miando. -Eu não sabia que tinha pessoas aqui além de nós dois. E eu achei que você estava dormindo... –eu funguei, algumas lágrimas começaram a cair, e eu coloquei a cabeça entre os joelhos, estava morrendo de vergonha. –Eu só queria água.

Ele ficou um tempo em silencio, e eu comecei a parar de chorar, e limpei meu rosto.

–Desculpe, eu deveria dizer que meus discípulos vivem aqui. –ele falou e não ria mais, parecia estar sendo sincero e se sentir realmente culpado. –Mais a vinda de Seiya também foi uma surpresa para mim, então vamos, saia daí por favor.

–Não.. –eu falei manhosa. –Não saio nem morta.

–Tudo bem, eu vou descer e te espero lá em baixo para tomarmos café!

–Eu não vou descer nunca mais. –falei dramática, claro que eu sairia um dia né.

–Ok, ok, estou indo, mais tarde quando estiver mais calma eu venho para conversamos. –eu ouvi quando ele se afastou, e o click da porta abrindo e fechando, ainda fiquei alguns minutos curtindo o silencio até me levantar e abrir o banheiro.

Uma mão forte me puxou me fazendo girar 180 graus, e minhas costas bateram em algo duro, senti uma respiração ao pé do meu ouvido, enquanto eu era abraçada por trás.

"Oi" -pensei. -"Que diabos eu fui enganada!!!"

–Ops, eu não saí. –ele falou sínico, bem baixo no meu ouvido, e todos os pelos do meu corpo se arrepiaram com aquela voz máscula, meu coração batia feito um louco, enquanto ele descansava a cabeça em meu ombro e me apertava mais contra si.

–Malvado... –eu fiz bico enquanto falava, droga realmente havia sido enganada. -Você me enganou. –pontuei e ele deu um riso baixo e gostoso de ouvir, e eu acabei sorrindo também, era contagiante.

–Você disse que nunca mais sairia, eu fiquei seriamente preocupado... –ele falou agora um pouco mais serio, e eu podia ouvir e sentir sua respiração que batia gostosamente em minha nuca. –Sinto muito, mais esqueça isso ok, eu entendo que é difícil para você já que sempre viveu só com sua mãe, mais eu preciso que entenda que aqui sempre tem homens, então você terá de se acostumar e ser cuidadosa tudo bem?

–Tá! –eu falei mais animada e ele se inclinou e beijou minha bochecha, e quando eu fiquei vermelha este riu.

–Eu não quero ter de quebrar os braços dos meus discípulos, nem ter de arrancar os olhos do meu irmão gaiato. –eu sorri com isso.

–Certo... –disse rindo, então ele me soltou e se dirigiu a porta, onde parou e se virou para mim.

–Mais sinceramente eu gostei da sua roupa de dormir, está melhor que a anterior. –ele riu debochado, enquanto eu ficava envergonhada, mais eu não deixaria barato.

–E eu da sua. –ele se olhou e riu

–Coloque uma roupa leve e desça, seu treino começa depois do café. –e com isso ele finalmente saiu do meu quarto.

Assim que ele saiu eu fui ao guarda-roupa e peguei um conjunto preto de malhação, corri para o banheiro, tomei um banho e escovei os dentes, e me vesti, sai do banheiro e fui até a penteadeira onde penteei meu cabelo deixando-o preso num rabo de cavalo, por fim criei coragem e resolvi descer para encontra-los.

Ao descer as escadas percebi que não havia mais ninguém na sala, mais ouvi vozes vindas da cozinha e me dirigi para lá.

–Elas se parecem muito você não acha? –era Seiya quem perguntava. –Não é difícil para você olhar para ela?

–Eu... –Hyoga parou de falar assim que me viu entrar, todos estavam em pé ao redor da mesa e suas caras eram sérias.

–Olha a princesa aí, está linda! Mais ainda prefiro... Ai maldito. –Hyoga agora vestido com uma calça gins azul, e uma camiseta branca, havia dado uma tapa na cabeça de Seiya, o que não me impediu de imaginar o que ele e a dizer e ficar envergonhada.

– Hajimemashite! Watashi wa Lopes Alana desu. Dôzo yoroshiku onegaishimasu. –eu falei fazendo uma pequena reverencia a todos ali. Percebi que a maioria ficou boquiaberta com a situação, menos Hyoga que sorria de lado.

–Eu não entendi nada. –falou o rapaz moreno, se sentando na mesa e pegando o pão.

–Ora Seiya enfim ficou calado. –era Hyoga fazendo deboche e este riu, e se curvou também.

–Eu me chamo Lopes Alana. É um prazer conhece-lôs. Por favor tomem conta de mim. –traduziu o loiro me sorrindo.

–Ata. Eu sou Julian Morkovok, espera você fala inglês? –perguntou o moreno curioso.

–Sim. –eu sorri, e Hyoga puxou uma cadeira apontando cordialmente para que eu sentasse, e eu assim o fiz.

–Uau, você fala japonês. –Era Seiya que parecia finalmente ter acordado do transe.

–Não muito, mais sei o suficiente para não morrer de fome, sempre achei legal e resolvi estudar. –Comecei a comer.

Foi um café da manhã divertido, descobri que Seiya estava ali para avisar que em 3 meses os discípulos de Hyoga deveriam fazer o teste para vê quem ficaria com a armadura de Cisne. Os rapazes eram irmão, o loiro era o mais velho se chama Jun Morkovok, parece ser mais centrado e legal, nos demos bem de cara, pois este parecia ser mais inteligente, com 17 anos e olhos verdes esmeraldas (única coisa em comum nós irmão), este possuía um corpo um pouco menos musculoso que seu irmão e sua pele era ainda mais branca, na mesma tonalidade que a minha. Já Julian, tem 16 anos, e é mais cabeça oca, parecia não ligar para nada e sempre era o ultimo a entender as piadas. Seiya fazia piada de tudo e sempre acabava levando uma tapa de Hyoga, o que era ainda mais engraçado de se vê.

Depois do café Seiya se despediu de todos e foi embora com a promessa de voltar e eu fui lavar a louça coisa que não fazia a alguns anos.

–Jun e Julian vocês deverão treinar sozinhos enquanto Alana não conseguir controlar o cosmo ao seu redor, depois veremos o que fazer. –falou Hyoga sentado na cadeira da cozinha.

–Mais mestre daqui a 3 mese... –disse o moreno mais esse era arrastado pelo irmão.

–Deixe de coisa Julian, nós sabemos o que temos de fazer. –falava Jun enquanto arrastava o irmão.

–Eu não quero atrapalhá-los e nem a você Hyoga. –eu havia terminado de lavar a louça e me dirigia ao seu encontro.

–Você não atrapalha, eu já os treino a anos, e como Jun disse, eles sabem o que fazer, venha. – ele estendeu a mão e eu a peguei e este me guiou até a sala e parou em frente a uma porta. –Não solte minha mão ok? Enquanto segura-la meu cosmo te manterá aquecida tudo bem? –ele falava de forma carinhosa.

–Certo. –eu respondi, e este assentiu e abriu a porta.

Um vento que deveria ser terrivelmente gélido passou por nós, este era tão forte que eu tive de fechar os olhos enquanto Hyoga me guiava para fora. Quando enfim consegui abri-los minha ficha enfim caiu. Eu só via uma imensidão branca em minha frente, nada de árvores, nem mesmo uma graminha, só o mais puro branco da Sibéria.

–Cosmo, ou cosmo-energia como alguns o chamam, e a força vital em todos os seres vivo. A origem do poder cósmico é um pequeno universo que existe no interior dos seres vivos, apesar de apenas parte deles poder sentir este universo. Quando o cosmo do indivíduo é elevado, este universo se expande, criando um fenômeno conhecido como "aura." A aura é a manifestação visual da queima do cosmo, que é o estágio intermediário da elevação do mesmo. Durante a queima do cosmo, o universo interior do indivíduo arde, e a aura se expande conforme a temperatura aumenta, se o cosmo for elevado o suficiente, ele explodirá. A explosão do cosmo gera um pequeno Big Bang no interior do indivíduo, expandindo sua aura ao volume máximo e permitindo que ele acesse a essência do cosmo, o sétimo sentido. –ele explica chamando minha atenção para sua mão livre que este levantou e me mostrou virando sua palma para cima, nela havia um redemoinho azul, que logo se expandiu formando um pequeno universo de flocos de neve. — Apenas acordando o cosmo, uma pessoa pode ganhar habilidades diversas, como telepatia ou intuição. Elevando o cosmo se é possível atingir velocidades subsônicas, quando o indivíduo o queima, pode atingir velocidades ultra-sônicas de Mach 1 (100 golpes por segundo) a 10. A explosão do cosmo aumenta a velocidade dos golpes para absurdos Mach 800+, atingindo a velocidade da luz em Mach 880.97 (bilhões de golpes por segundo).

–Você entendeu Alana?

–Mais ou menos, quer dizer que eu tenho que aprender a controlar meu cosmo interior para acessar meu poder?

–Sim, vamos tentar com o mais simples, inicialmente você aprenderá a controlar o seu cosmo o suficiente para aguentar o frio deste lugar certo?

–Certo. -eu falei decidida.

Uma semana havia se passado até que eu em fim havia conseguido controlar meu “cosmo” o suficiente para sair e anda sozinha fora de casa, eu estava eufórica e Hyoga me parabenizava pelo rápido desempenho, apesar de lá no intimo eu ficar um pouco triste por não poder mais ficar de mãos dadas com Hyoga.

–"Querendo ficar de mãos dadas com o velhote né?" -minha consciência mequetrefe começou a me perturbar.

–"De velhote ele não tem nada, admita!" -sorri com o pensamento.

–"Há uma semana atrás você não pensava assim" -me devolveu.

–"Cale a boca e me deixe." -bufei, enquanto e a tomar um banho para relaxar.

Minha mãe havia respondido meu e-mail dizendo que cuidaria de tudo, e que também estava com saudades, os paparazzi surtaram e noticias minhas e de Hyoga foram estampadas nas capas das revistas de fofoca. Foi assim que em uma das noticias acabei por descobri que Hyoga era CEO da Sony no Japão, mas que todavia o mesmo tinha a liberdade de trabalhar em casa (isso explicava a maravilhosa internet no meio do nada), quando o questionei sobre isso este apenas riu.

Jun havia se tornado um ótimo amigo, sempre conversávamos a frente da lareira, ele era tão divertido, já Julian parecia me odiar e mal me cumprimentava, Jun sempre me dizia que este estava com raiva por que sundo ele "seu mestre não o estava treinando direito perdendo tempo comigo", coisa que Jun sempre deixava claro não ser verdade.

Eu estava na sala digitando algumas paginas do novo livro que estava escrevendo, todos já tinham ido dormir, quando escuto alguém descendo as escadas, era Julian e quando este me viu colocou uma cara de desgosto.

–Boa noite para você também Julian. –eu falei irritada, ele já estava me dando nos nervos.

–Só se for pra você, porque a minha acabou de ser estragada. –ele falou ríspido, como aquele garoto se atrevia a falar comigo assim?

–Qual o seu problema comigo em? –eu falei entre os dentes.

–A sua existência. –eu não acredito que ele tinha falado aquilo, eu devia manda-lo para PQP!

–Você está sendo ridículo e infantil. –disse simplesmente, tentando manter a educação. –Tudo isso só por que Hyoga não lhe dá mais atenção. -mas eu não podia deixar de cutuca-ló né?

–Pronto falou a imagem do passado. –ele disse rindo achando graça no que parecia ser uma piada interna, por isso não entendi o que ele quis dizer. –Só porque você se parece com ela que ele age assim. –tá se antes eu estava confusa, quem dirá agora.

–O que você quer dizer com isso? –ele riu com escarnio.

–Não se faça de idiota, eu não caio nessa. –ele me olhou de lado e começou a seguir para a sala de jantar, e eu me levantei e o segui.

–Serio eu não sei do que você está falando. -ele me olhou descrente, mas depois seu rosto se iluminou como que entendendo a situação.

–Então você é realmente idiota. –ele disse e bufou vendo minha cara de confusa/irritada. –Nunca se perguntou o porquê de ele a trata-la tão bem?

–Por que ele é meu padrinho horas. –respondi prontamente, ele colocou a mão no rosto e me olhou sério.

–E dizem que eu sou idiota. –agora foi minha vez de bufar de raiva, ele estava tirando com minha cara só podia. –Você não pode ser tão inocente assim.

–Então o que, ele me trata bem por que eu sou parecida com a ex-namorada dele? –perguntei tentando entender aquela conversa maluca.

–Não idiota, você se parece com a mãe dele...

***

Notas finais
Tentarei postar um capitulo segunda, mais se não conseguir, só postarei na quinta quando minhas provas acabarem ok... Espero que me perdoem pela demora, mais é por pouco tempo ok... kissus