Notas iniciais
Minna gomene! Sei que prometi postar ontem, mais a maldita da net só voltou agora affs Para compensar vocês amanhã postarei outro capítulo... Esse capítulo vou dedicar a "Flora" que começou a acompanha a fic a pouco tempo, mais que comentou todos os capítulos e favoritou a história, muito obrigada... Espero que gostem!

–Sobre o que quer conversar? –ele me olhava sério então respirei fundo, o que eu estava prestes a fazer poderia mudar nosso relacionamento para sempre, mais eu precisava saber, entender tudo.

"Nenhum relacionamento pode começar com mentiras, nem mesmo com meias verdades"

–São duas perguntas. Mas... -caramba isso não tinha como ser mais difícil...

–Eu realmente matei seu pai! –suas mãos tremiam e sua voz transmitia dor, ele olhava diretamente para mim, em nenhum momento seus olhos desviaram dos meus. –Estávamos lutando com os cavaleiros de ouro para salvar Saory, e chegar ao grande mestre que era o único que podia parar a flecha de atingir seu coração.

–Já aviamos lutado tanto, eu, Shun, Ikki, Shiryu e Seiya estávamos acabados, mais salvar Atena era nossa prioridade nosso único dever, e isso estava bem acima de nossas vidas. Sseu pai era um dos últimos que precisávamos enfrentar, por ser meu mestre eu achei que poderia convence-lo de que Saory era a verdadeira Atena e de que ele assim como os outros cavaleiros estavam sendo enganados por Saga que se passava pelo grande mestre. Como fui idiota. –eu podia ver que ele estava sofrendo ao me contar aquilo, ele fechou as mãos em punhos, aquela conversa era dolorosa demais para ele. E mesmo assim ele não desviava os olhos de mim provavelmente tentando me mostrar que não mentia. E eu sabia que não deveria atrapalha-lo, isso provavelmente o faria ficar pior, então me mantive firme ouvindo-o.

–Eu achei que ele não queria me ouvir, então lutamos, lutamos até que eu mal podia ficar de pé, mais seu pai não tinha um arranhão sequer, ele me disse que o único jeito de passar por ali seria o derrotando, e para isso eu deveria supera-lo, não só alcançar o sétimo sentido, mais conseguir ficar mais forte que ele, criar um frio pior do que o dele. –ele respirou fundo, e eu sabia o que ele iria dizer.

–O zero absoluto. –minha voz saiu antes que eu pudesse controla-la, eu como qualquer outra garota sabia a história, só não imaginei que era realmente assim, nem o quão tudo isso afetou o Hyoga.

–Sim, eu precisava alcançar o zero absoluto, eu só não percebi a tempo que seu pai estava tentando me levar ao meu limite para supera-ló, ele realmente acreditava em mim. –ele riu triste. –Tudo aconteceu tão rápido Alana, eu estava com tanta raiva, que eu lutei com todas as minhas forças para derrotar meu mestre. Quando eu percebi o que estava acontecendo realmente, era tarde demais.

–Era o plano dele me fazer tomar o seu lugar superando-o, em nenhum momento ele me pareceu se arrepender de ter escolhido aquele caminho. –ele abriu as mãos e enlaçou uma na outra, e eu podia ver que elas não mais tremiam. –Eu queria tentar salva-lo, eu sabia que era impossível, mais mesmo assim eu queria, eu estava no meu limite, tinha gastado todas as minhas forças e mal podia mexer um músculo, então ele me disse que não me mexesse, que guardasse minhas forças e que não ousasse morrer, por que ele tinha uma missão importante para mim, e que só eu poderia executa-la, mais eu precisava ser mais forte que ele para isso, por isso que ele não se importava em morrer se isso me deixasse mais forte para proteger seu maior amor. –eu mal respirava agora, meu pai tinha morrido para que Hyoga ficasse mais forte para me proteger, não, não eu não podia acreditar nisso, não, eu realmente não queria acreditar.

–Ele me contou sobre como conheceu sua mãe, como ela era incrivelmente doida e divertida, corajosa e independente, e como ele a amava, e que ela havia dado a ele a maior felicidade do mundo, você, ele me disse que você era a coisa mais linda do mundo, que tinha os olhos puros dos mares tropicais, que você crescia cada dia mais "kawaii" e inteligente, sim ele te via de longe pequena. –ele se inclinou para frente e colocou uma mexa do meu cabelo atrás da minha orelha. –Ele me contou sobre o feitiço de Mu, e que um dia ele não poderia mais conter seus poderes, e era exatamente por isso que ele precisava que eu te protegesse, e eu jurei para meu mestre, que minha vida era sua a partir daquele momento. –ele estava sério. –Ele morreu sorrindo Alana, ele partiu tranquilo, mas eu nunca consegui ficar tranquilo sabendo que causei sua morte, por isso vou entender se você não quiser mais viver comigo.

–"O QUE?"

Ele me olhava profundamente, estudando cada reação minha mas eu estava tentando processar tudo, eu sabia que meu pai fez de tudo para me proteger, mais eu nunca poderia imaginar que ele chegou tão longe para isso, morrer por mim e ainda fazer Hyoga me proteger por sentir culpa. Agora tudo fazia sentido, era por isso que ele nem piscava em decidir por colocar minha segurança acima da dele. Agora era eu que tremia, tentei me ajeitar na cama, mas isso fez meu joelho doer de uma forma, que eu tive de fechar os olhos e morder o lábio para conter um gemido de dor.

–Então meu pai prendeu você a mim! –fechei por uns segundo os olhos, e quando abri-os mas preferir focar não focar em nada. –Ele morreu por minha causa, morreu para te fazer mais forte para me proteger. –acabei soltando uma leve risada sem humor.

–Sim! –eu o olhei na mesma hora, completamente abismada, apesar de tudo me assustei com sua resposta, achei que ele fosse me fazer um discurso sobre o amor do meu pai ou que ele só queria me proteger, mais não ele apenas disse “sim”.

–Sim?... –minha voz saiu tão fraca que eu mal podia ouvi-lá, eu estava perdida no meio de tanta informação e com a frieza que ele levava aquilo, eu era apenas uma missão para ele? Nada mais, ele até se casaria comigo para me manter segura, Deuses...

–Como eu disse pequena, se depois dessa conversa você não quiser mais me ver eu vou entender, mais saiba que eu nunca deixarei de te proteger. –sua voz era calma, mais eu sentia a seriedade e o peso de cada palavra dele. –Eu vou entender se for difícil pra você viver com o assassino do seu pai.

–Do que você está falando Hyoga, você não é um assassino...

–Sou sim, acabei de matar vários homens para proteger você e esses, como já lhe disse antes, não foram os primeiros e não serão os últimos. –eu não conseguia decifrar seu rosto, era impassível e frio, e sua voz me fez tremer, era mais grossa e fria que o normal. -Eu não exitarei em matar todo e qualquer individuo que se aproxime de você.

–Não se iluda Alana, minhas mãos estão afogadas em sangue, a diferença é que do sangue do seu pai eu me arrependo, a dos outros não. -seus olhos brilharam assustadoramente, o que fez todos os pelos do meu corpo se arrepiarem.

–Então é por causa de meu pai e minha que você é um assassino? –eu vi um sorriso torto brotar em seus lábios.

–Não, Alana, eu sou um cavaleiro, meu trabalho sempre foi lutar e matar por Atena, você é apenas a minha causa nobre. –ele falou amargo. –Proteger você foi o que me manteve eu mesmo nesses últimos anos, principalmente depois de todo o caos que enfrentamos.

–O que você quer dizer com isso? –ele continuava daquele jeito frio, como se quisesse me convencer de que ele realmente era um assassino, mais nada do que ele me dissesse me faria vê-lo dessa maneira, ele era o homem que sempre me salvou, que tem os braços quentes e acolhedores, que é carinhoso e fofo comigo como ninguém jamais foi, eu nunca conseguiria odiá-lo, eu devia mais do que minha vida a ele.

–Vê você crescer como uma criança normal e feliz, alheia a toda a maldade do mundo. Eu teria todo o prazer de morrer para proteger você, por que eu não consigo mais me imaginar em um mundo sem você! –o que foi isso? Meu coração palpitou feito louco, isso por acaso era uma declaração? Uau, eu não tinha palavras e provavelmente estava parecendo um pimentão pois ele desatou a rir de mim quebrando aquele clima frio e triste entre nós, e não tive como não rir com ele. –Vê, você é muito pura, eu amo esse seu jeito.

–"Oi? Pera.... Para tudo!!! Ele primeiro praticamente me diz que sou só uma missão para ele, e depois se declara para mim?!"

–"Bom isso foi a 15 anos, ele te viu crescer, então..." -falou minha consciência. -"Muita coisa pode ter mudado, principalmente o ponto de vista dele sobre essa situação."

–"Hum... eu acho que entendo..."

–Isso não é justo, você me viu crescer e sabe tudo sobre mim, enquanto eu não sei nada sobre você! –eu falei fazendo bico e ele riu ainda mais disso.

–Bom se você ainda quiser ficar aqui eu posso ir te contando aos poucos o que você quiser saber, mais como disse antes a decisão é sua pequena, por que conviver com um assassino...

–Pare Hyoga. –eu pedi numa voz chorosa e ele me olhou preocupado. –Eu não vou mudar minha opinião sobre você, não importa quantas vezes você se chame de assassino, eu nunca vou vê-lo assim, se você matou ou vai matar alguém tenho certeza que era por um bem maior, então por favor, pare de tentar me afastar de você, eu não vou sair daqui, vou treinar todos os dias mais arduamente e vou me casar com você como prometi, então por favor pare.

–Me desculpe, não era minha intenção afastar você de mim. –ele me abraçou e me afagou os cabelos, e eu "sem querer e na mais pura inocência" respirei seu cheiro másculo e inebriante ao encostar o rosto em seu peito, e isso me deixou mais calma. –Eu realmente não quero que você vá, quero você aqui do meu lado onde eu possa cuidar de você pequena. Mas eu precisava que você entendesse quem eu realmente sou, e o que eu fiz, mas se mesmo sabendo disso você aceita ficar do meu lado. -ele respirou fundo e me afastou um pouco levantando com apenas o indicador meu queixo para encara-lo, e eu me vi desejando seus lábios vermelhos, um pecado assim como o simbolismo que aquela cor representa. –Eu só tenho a agradecer a você.

Ele falou enquanto se aproximava vagarosamente de mim, e Deuses como esse homem é sexy, todo meu corpo almejava pelo seu, eu já estava quente e meu coração batia tanto que parecia que iria estourar. Quando nossos lábios se encostaram foi como se um choque perpassasse meu corpo. Ele provavelmente queria um beijo lento, pois pedia passagem com a língua de uma forma morosa, mais eu não estava afim de uma coisa lenta, ele tinha que perceber que eu não era mais uma criança, então enlacei meus braços ao redor do seu pescoço, o puxando mais para junto de mim e tornado nosso contato corporal maior. Em poucos segundos o que era para ser um beijo calmo estava se tornando em algo mais selvagem, onde brigávamos para vê quem tinha mais controle da boca do outro, mais mesmo assim eu percebi que ele ainda se controlava, então para agitar ainda mais as coisas, eu desci uma das minhas mãos vagarosamente por suas costas arranhando-a e ao chegar ao fim desta coloquei minha mão por debaixo da camisa alcançando sua pele, e nesse momento ele se afastou bruscamente de mim.

–Não brinque com fogo pequena! –ele estava vermelho, envergonhado será? Apenas um sorriso lascivo brincava em seus lábios, agora um pouco mais inchados.

–Você começou! –falei manhosa e ele me olhou com cara de quem dizia “mais você piorou”, e eu acabei rindo com esse pensamento o fazendo me acompanhar.

–O que eu farei com você em? –ele me perguntou rindo.

–Nada, você gosta de mim do jeito que sou!

–Convencida! –ele me estirou língua. Sério esse cara super lindo estava me estirando língua como criança, não tinha como não rir da cena.

–Criança! –ele se fingiu de insulado, e depois riu.

Ficamos nessa brincadeira por algum tempo, até que ele parou e se ajeitou na cama me olhando.

–Você disse que tinha duas perguntas para mim, imagino que uma delas eu já respondi, então ainda falta uma não é? –droga eu tinha me esquecido, ele agora estava novamente sério, então eu suspirei e como ele tinha feito comigo eu o encarei, estava na hora, tínhamos que deixar tudo em pratos limpos, e para isso não deveria haver nenhuma dúvida entre nós.

–É verdade que eu me pareço com sua mãe? –acho que a pergunta o pegou de surpresa, pois seu rosto ficou impassível, mais eu podia ver em seus olhos que ele ficou mais frio, "dor", ele se levantou e me deu as costas, deu alguns passos para frente e pelo que eu vi, tentou se acalmar.

–Quem te disse isso? –a sua voz era a mesma de sempre, calma, calma até de mais.

–Você me chamou de mãe na primeira vez que me viu, depois que o feitiço foi quebrado. –eu falei, não podia mentir, então optei por responde-ló de outra forma.

Ele pareceu relaxar com minha resposta, então se voltou para mim, passou a mão nos cabelos e voltou a se sentar.

–Um pouco, seus olhos e cabelos são mais claros, mais a fisionomia em si lembra ela, eu nunca tinha realmente notado isso até aquele dia. –ele me falou meio triste. –Me desculpe, não é que eu realmente quisesse esconder isso de você, é só que falar da minha mãe é muito doloroso entende?

–Então como você suporta conviver comigo? –eu precisava saber como ele me via, na minha cabeça, eu jurava que só a minha presença causava muita dor a ele.

–Nunca vi você e ela como a mesma pessoa pequena, vocês são muito diferentes, eu nunca as compararia, nem procuraria algo em você que me remetesse a ela, nunca pense que eu estou com você por causa disso, você é e sempre será a minha pequena. –ele falou carinhoso.

–Eu queria ver uma foto!

–Talvez um dia eu te mostre, por enquanto acho melhor você descansar, você já passou por muita coisa hoje. –ele falou se levantando e dando aquele assunto por encerrado. –Melhor você dormir um pouco.

–Posso pelo menos checar meu e-mail, mamãe sempre me escreve, e eu não gosto de demorar a responder, não quero deixa-la preocupada à toa. –ele foi até minha cômoda e lá pegou a bandeja e o notebook, me entregou este e se dirigiu a porta.

–Não demore e descanse ok?!

–Hai hai! –eu falei sorrindo e ele se foi. -Boa noite Hyoga.

–Boa noite Alana.

Como sempre eu liguei o notebook, comecei a digitar alguns paginas da minha nova história, e quando dei por mim a bateria do notebook já estava em menos da metade, então resolvi que era hora de vê meus e-mail para poder dormir, vai que Hyoga passasse por ali e me visse ainda acordada (armaria não queria nem imaginar a confusão que seria). Então clique no navegador, mais não entrei em nenhuma das minhas redes sociais para não chamar atenção, fui direto para a página do meu e-mail pessoal. Lá tinham vários e-mail não lidos, fui primeiro no da minha mãe que me contava sobre os preparativos da festa, mandei-lhe uma resposta agradecendo por tudo e dizendo que a amava e que estava com saudades. Depois da minha mãe, passei para os e-mails dos meus amigos, respondi todos, principalmente o da minha melhor amiga “Katya” que me pedia detalhes sobre o super gato com quem eu estava me casando, e o por que de ela nunca ter ouvido falar sobre aquela "delicia de homem" (palavras dela), morri de rir enquanto lia a carta dela. Respondi que estava morrendo de saudades, e que ela não sabia por que eu não imaginava que daríamos certo (até pouco tempo era só amigos), nos víamos muito pouco e sempre entre as viagens, e que isso só mudou e evoluiu para um relacionamento a pouco, falei que estava muito feliz e que ele realmente era um pedaço de mal caminho, mais que ela tirasse o olho que era “só meu”, sorri com meu próprio comentário e enviei, resolvi checar se não havia mais ninguém importante para responder quando me deparei com um e-mail que me deixou sem ação, um e-mail de ninguém menos que...

“Ramon Oliveira”

Assunto: Importante!!!

Notas finais
Comentem, críticas são bem vindas!!! kissus Minna!