Notas iniciais
Minna genki ka? Estou de volta, finalmente recebi alta do hospital (acho que os médicos já não aguentavam as bagunças dos meus amigos no meu apartamento no hospital), obrigado a todos que rezaram por mim, e fiquei muito feliz pelos comentários me desejando melhoras. Como passaram o Natal e o Ano Novo? Eu mesmo no hospital me diverti bastante, todos foram muito legais comigo e por sorte estou de férias então não perdi nada! Vou postar dois capítulos hoje para compensar pela demora, então ainda hoje posto o próximo, só vou digita-lo e pronto, adianto logo que aproveitei meu tempo no hospital para terminar a fic então espero que gostem...

–Eu não quero nunca mais voltar a treinar. –eu sabia que isso poderia incitar sua raiva novamente, mais e

–O que você quer dizer com isso? –ele parecia apenas surpreso.

–Que nunca mais vou voltar a treinar, não quero machucar mais ninguém.

Ele me olhou, me analisou por um momento depois suspirou e sorriu.

–Tudo bem, se é assim que você quer eu não vou te obrigar! –ele falou sincero. –Mais saiba que se você não puder se defender terá de viver sempre com um de nós, ou presa em lugares como esse para se manter segura.

–Eu sei, sei que vou dar mais trabalho para você!

–Não pequena, nem por um momento pense assim, eu amo cuidar de você.

–Obrigada por entender Hyoga. –e eu que pensei que ele não entenderia, mais isso foi bem mais fácil do que imaginei.

Ele saiu do quarto e resolvi tomar um banho e ir dormir. Acordei bem cedo, ainda de madrugada, provavelmente por ter dormido tanto no dia anterior, então resolvi trocar de roupa e descer. Estava tudo silencioso, por isso sai andando de ponta de pés, para não fazer barulho, fui direto para a cozinha e liguei a luz, já que não teria nada melhor para fazer, resolvi começar a preparar o café para ocupar minha cabeça.

Ao olhar a despensa me surpreendi com a enorme variedade de comidas, ali tinha tanto e tantas coisas que eu tinha certeza que poderíamos viver mais de um ano sem nunca precisar ir ao supermercado. Fiquei feliz com isso, eu poderia preparar algo diferente do normal.

Duas horas depois estava tudo pronto, de sucos, bolachas, frutas e bolos (sim eu fiz dois) tinha na mesa quando Hyoga e Jun desceram juntos farejando o ar parecendo dois cachorros. Era uma cena engraçada de se ver.

–Sinto cheiro de bolo! –foi Jun que se pronunciou primeiro.

–Bolo de chocolate com cobertura de baunilha e de cenoura com cobertura de chocolate, espero que gostem. –pude ver os olhos deles iluminarem e Hyoga rapidamente se sentou na mesa sendo prontamente seguido por Jun.

–Depois do café vou preparar uma bandeja para levar para o Julian, faz anos que não comemos uma fatia de bolo, ele vai adorar. –Julian já se servia com suco enquanto falava.

–Não se preocupe, eu levo enquanto vocês comem, não terei muita coisa para fazer hoje mesmo. –disse indo até o armário e pegando uma bandeja, colocando um prato e um copo em cima dela.

Coloquei duas grandes fatias de bolo e algumas frutas no prato, bem como um suco de morango no copo e olhei para Hyoga.

–Onde fica o quarto de Julian? –perguntei envergonhada, pois só agora, havia me dado conta que nunca soube qual era o quarto de quem naquela casa.

–Na porta ao lado da sua, mais não precisa fazer isso, um de nós pode ir lá depois. –Hyoga me olhava preocupado.

–Não, eu tenho que me desculpar de qualquer forma.

–Você não tem que pedir desculpas por nada Alana. –Jun se pronunciou chamando minha atenção, ele me olhava também preocupado.

–Talvez não, mas... Eu vou me sentir melhor depois de falar com ele, então por favor me deixem fazer isso. –eles afirmaram com a cabeça e eu sai da cozinha com a bandeja na mão antes que eles pudessem continuar tentando me dissuadir com aquela conversa.

Atravessei a sala e subi as escadas, no corredor passei direto pela porta do meu quarto e me dirigi a porta seguinte, respirei fundo tentando tomar coragem para enfrentar o que viria, então percebendo que ficar fitando a porta só retardaria meu problema, tomei coragem e dei batidas leves nela.

–Entre! –foi tudo que ele disse, e eu me agarrei na maçaneta da porta como se minha vida dependesse disso, então a girei e entrei com tudo.

O quarto de Julian era diferente do que eu tinha imaginado, pois apesar de esse ser do mesmo tamanho que o meu, e possuir claramente os mesmos moveis (menos o espelho que diferente do meu ficava pendurado na parede), tinha em suas paredes cobrindo-as quase que por completo pôsteres de animes (Naruto, Slayers, Bleach, YuYu Hakusho, etc), filmes (O senhor dos anéis, Matrix, Harry Potter, etc) e séries (The Walking Dead, The folling skays, The 100 e etc), eram tantos que eu me perdi tentando reconhecer todos.

–Vai ficar ai parada mesmo? –falou ele zombeteiro chamando minha atenção para a cama onde estava deitado. Eu ainda continuava parada na porta.

–Desculpe. –falei envergonhada indo até ele. –Vim trazer seu café da manha e...

–E? –levantou a sobrancelha curioso, pegando a bandeja que eu lhe entregava.

–E me desculpa pelo que fiz a você. –disse me curvando, como uma reverencia.

–Foi você que fez os bolos? –fiz que sim com a cabeça, mesmo não entendendo onde ele queria chegar com aquilo.

–Então pode me bater de novo, pois se toda vez que ficar arrependida for cozinhar eu não ligaria de apanhar sempre. –eu o olhei horrorizada para depois começamos a rir. Ele me olhou e bateu no colchão me convidando a sentar e eu assim o fiz. –Não precisa se sentir culpada, você não fez por querer, e convenhamos que você até que demorou a me bater, já que eu nunca fui exatamente um exemplo de boa pessoa com você, pelo contrário, sempre procurei algo para te perturbar, então vamos dizer que estamos quites.

"Gente, é só eu que acho que esse não é Julian?"

"Acho que você bateu forte demais" -respondeu minha consciência...

–Obrigada! –agradeci sincera.

–Mais eu ainda vou continuar te perturbando. –ele riu sapeca com o próprio comentário. -Até porque só tenho você para infernizar.

"Esse é o Julian que eu conheço'

–Eu não esperaria menos de você. –rimos juntos.

–Você não vai treinar hoje?

–Não irei treinar mais. -ele me olhou confuso, e depois triste. –Não é só por que me sinto culpada, e talvez isso seja egoísmo da minha parte, mas esse é um poder que tenho medo de ter, prefiro deixar as coisas como estão entende. Pelo menos por agora.

–Não eu realmente não entendo, mas a decisão é sua, não vou me meter e nem disse nada que possa te fazer mudar ou não de ideia, com certeza você conhece melhor do que ninguém o peso da sua decisão. –afirmei que sim suspirando. –Que tal assistimos um filme?

"Oi?????"

"Cara você não tem nada melhor para fazer mesmo né?"

–Pode ser, eu vou arrumar a casa e preparar o almoço, aí trago para cá para comermos juntos enquanto assistimos o que acha?

–Tranquilo! –então me levantei e para sair do quarto.

–Que filme? –ele perguntou antes que eu saísse.

–Confio no seu gosto. –disse apontando para as paredes, enfatizando que tínhamos os mesmos gostos antes de sair do quarto.

Fui direto para a cozinha e não encontrei nenhum dos rapazes lá, então tomei café e lavei a louça animadamente, depois peguei uma vassoura e comecei a faxina, e entre limpar uma coisa e outra eu fazia o almoço, fui ao quarto de Julian e peguei a bandeja do café e ele me agradeceu dizendo que estava maravilhoso. Preparei um empadão e o coloquei no forno, e depois de tudo limpo, fui tomar um banho, e me arrumar, coloquei apenas um vestidinho leve e sai do banheiro.

–Você cozinha muito bem pequena. –me assustei ao vê-lo deitado em minha cama quando sai do banheiro.

–Obrigado! –rir um pouco e fui me deitar ao seu lado. –Não vou mentir que sentia falta de cozinhar, vou ficar feliz em fazer isso todos os dias.

–Você tem certeza disso pequena? –ele segurou meu rosto e me fez fita-lo, eu pude ver que essa situação o estava deixando angustiado, então sorri.

–Sim, agora terei mais tempo para escrever, e é isso que sou boa em fazer, é o que me deixa feliz. –ele continuava me olhando, e por fim sorriu me puxando para um beijo, que começou singelo, e depois passou a ficar exigente.

Um beijo, passou para outro e outro, e isso foi me deixando mais quente, parecia que a temperatura do quarto tinha mudado, então eu mudei de posição e subi em cima dele circulando sua cintura com minhas pernas e me encachando nele, sem em nenhum momento parar de beija-lo e por Kami, quando nossas intimidades se chocaram pude sentir o quão duro ele estava, e eu não pude conter um gemido de escapar quando isso aconteceu, vi que seus olhos ficaram escuros com meu ato, ele apertou minhas cochas me puxando ainda mais contra si, e enquanto uma mão apertava a outra passeava por minhas costas, eu enfiei uma mão nos seus cabelos, e com a outra eu perpassava em seu abdômen sarado, parando algumas vezes para apertar aqui e ali.

Começamos um vai e vem louco, ainda de roupas, e eu poderia jurar que meu corpo todo respondia ao dele. Hyoga apertou tão fortemente minhas cochas impusionandos-as para ditar o ritmo ali, já eu, apenas podia me segurar nele e curtir o momento, até que senti espasmos por todo o meu corpo, e minha calcinha ficar mais molhada do que já estava, ele não demorou muito mais para ele dar um gemido rouco, nossas respirações estavam descompassadas e mesmo assim ele me beijou e por fim mordeu meu lábio inferior.

–Acho que preciso de outro banho. –falei envergonhada.

–Precisamos. –ele disse travesso, não sem antes dar uma mordida de leve no meu pescoço me fazendo novamente suspirar. –Vai lá, vou tomar banho e desço para almoçar. –e dizendo isso me beijou novamente.

Eu saí de cima dele e corri para o banheiro sem olha-ló, estava morrendo de vergonha e ouvi-lo gargalhar as minhas custas não me ajudou em nada. Tirei rapidamente minhas roupas e me joguei no chuveiro não querendo nem olhar o estado da minha calcinha, sabia bem como estava depois daquele sarro louco, tomei um banho rápido e sai de toalha de fininho do banheiro, na correria eu não tinha levado roupas para trocar, droga. Abri a porta e me deparei com a cama arrumada e vazia, dei uma olhada geral no quarto e percebi estar só, então corri para o guarda roupa para me vesti, depois das roupas intimas coloquei uma calça e uma blusa regata preta, e por fim desci, mesmo nervosa em encontra-lo lá.

–Eu desliguei o forno Alana, como você demorou eu fiquei com medo de que queimasse. –falou Jun que estava sentado na mesa.

–Há o empadão, sim, sim obrigado eu acabei demorando mais do que imaginava. –tentei não ficar vermelha, e antes que eu pudesse fazer qualquer outra coisa, fui presa por braços fortes que seguraram minha cintura, meu corpo foi chocado contra outro, então levantei a cabeça, e olhei para Hyoga que estava atrás de mim e este me sorria abertamente me fazendo sorrir também, meus deuses que home é esse.

–Vamos almoçar! –ele falou e beijou minha testa e depois me liberou do aperto.

–Desculpe, vou almoçar no quarto com o Julian. –ele me olhou curioso, então resolvi completar. –Prometi que assistiríamos um filme enquanto almoçássemos, já que sei bem como é tedioso ficar na cama o dia inteiro sem fazer nada.

–Tudo bem, nós vemos a noite então. –eu já me dirigia ao armário pegando uma bandeja maior e colocando dois pratos e dois copos na mesma. Depois de preparar tudo, me despedi dele e fui para o quarto de Julian deixando os dois rapazes na cozinha, não sem antes ouvir deles agradecimentos pela comida.

Bati na porta do quarto e quando este me deu permissão para entrar, eu assim o fiz, e o ajudei a organizar o notebook dele para enfim me sentar ao seu lado na cama para comermos e assistir.

O filme escolhido foi ‘O hobbit”, a segunda parte e não preciso dizer o quão maravilhoso era o filme, depois que este acabou nós começamos uma conversa acalorada sobre este, e os outros filmes e livros da série de Tolkin (que Julian prometeu ler), o que nós rendeu boas risadas e discussões sobre toda a trama, depois passamos para séries, onde descobrimos que temos os mesmos gostos e livros que já tínhamos lido, e este acabou por me confessar que tinha gostado bastante dos meus livros (apesar de ele só ter lido para procurar motivos para me perturbar, segundo ele próprio), então entramos no meu próprio universo para conversar e discutir sobre meus personagens, e caramba como era bom ter alguém de fora para me fazer rever os pontos. Não percebemos a hora passar até a barriga de Julian roncar o que me fez rir ainda mais.

–Vou preparar o jantar e trago para você, antes que sua barriga nos coma. –e acabamos rindo juntos.

–É bom mesmo, pois não posso garantir que isso não aconteça. –e rimos ainda mais, então me levantei para sair de lá.

–Há algo especial que vossa majestade “sua barriga” deseja para o jantar?

–Pizza! –ele respondeu prontamente.

–Pizza? –eu rir debochada da simplicidade.

–Sim pizza, nenhum de nós sabe fazer. Me diga que você sabe! –ele me olhou pidão, e eu apenas maneei a cabeça em afirmação o vendo abrir um largo sorriso.

Então sai de lá e fui preparar o jantar, preparei primeiro a massa ("não diga, serio mesmo?"), e depois coloquei o recheio, resolvi fazer duas, uma de calabresa e outra de frango com catupiry, e as coloquei no forno, enquanto elas assavam eu lavei a louça e depois sentei na mesa para esperar, pouco antes de ficarem prontas Hyoga e Jun entraram na cozinha.

–Acho que vou ficar mal acostumado, só o cheiro já dá água na boca. –falou Hyoga olhando as pizzas no forno.

–Isso foi ideia de Julian não foi? Ele é viciado em pizza. –eu rir com o comentário de Jun, e Hyoga me olhou de um jeito estranho.

–Foi sim, eu perguntei o que ele queria jantar quando a barriga dele começou a roncar. –disse rindo me lembrando do ocorrido, e Jun pareceu imaginar a cena pois também ria.

–Vocês passaram a tarde juntos? –perguntou Hyoga.

–Sim, foi bem divertido, já que acabamos descobrindo que temos vários gostos em comum, discutimos sobre nossos pontos de vista sobre vários filmes e livros. –disse sincera.

Fui até o forno e tirei as pizzas que já estavam no ponto, então coloquei nos pratos uma fatia generosa de cada pizza e coloquei refrigerante nos copos, e por fim os coloquei na bandeja, e já e a saindo da cozinha quando Hyoga puxou esta das minhas mãos entregando-a a Jun.

–Jun levará o jantar do irmão. –ele falou num tom estranho.

–Mas...

–Eu quero conversar com você.

Notas finais
Comentem please!! Kissus