A filha da Magia - EM HIATUS
4 Finalmente acordei.
Notas iniciais
E agora você leitor deve estar pensando: “Por que sempre que um semideus chega, ele tem que desmaiar?” Em relação a isso, não tenho a mínima ideia. Mas eu não acho nada legal.
Acordei em uma cama bastante confortável. Minha perna doía bastante, assim como meu braço. Podia ouvir vozes, mas meu mundo ainda girava e pontinhos pretos apareciam na minha frente.
– Ela é a primeira semideusa em desde a guerra contra Cronos! Filha da magia, isso é muito sério! – Uma voz masculina disse, com uma aparência mais velha, como se fosse de um adulto.
– E o que o você quer que eu faça Quíron? Mate-a? – Uma outra voz masculina respondeu.
– Não pense em bobagens! Só estou avisando que o senhor dos céus não irá gostar nada disso. Vai haver guerra no Olimpo.
– Por enquanto ela deve descansar. Acabou de chegar e já deve ficar com uma guerra para resolver? – Uma voz familiar disse.
– Claro, claro. Deixe-a descansar. Quando ela acordar, dê um pouco de néctar. – Disse a voz masculina mais velha.
E ouvi barulho de passos (que mais se pareciam com galopes, mas ok né?) ficando cada vez mais distantes.
Me levantei. Um garoto me olhava atentamente. Estava ao lado de Annabeth, parecia ser muito mais velho que eu e possuía olhos verdes e cabelos pretos.
– Olá. — Ele abriu um sorriso. – Sou Percy, filho de Poseidon.
Ele estendeu a mão e eu o cumprimentei.
– Acho que já conhece Annabeth, minha namorada. – Ele a apontou para a ela.
– Sim, sim. Nos conhecemos... Quanto tempo fiquei desacordada?
– A noite toda. – Respondeu Annabeth.
– Ah. Ok. Nos conhecemos... Ontem.
Percy pediu para eu beber um pouco de néctar que havia em uma jarra ao meu lado. Disse que precisava ir. Annabeth esperou ele sair e me disse:
– Como sabia que era uma semideusa?
Ah, eu deveria saber. Suspirei pesadamente.
– Bom, minha mãe me visitou muitas vezes. Meu pai já havia me explicado muita coisa. E o resto eu prefiro tocar no assunto.
Ela me olhou um pouco desapontada, mas compreensiva. Seus olhos acinzentados procuravam alguma expressão no meu rosto, que estava passiva.
– Tudo bem. Bom, prazer em te conhecer Layla. Eu tenho treino agora, preciso ir. Tchau.
– Tchau.
Totalmente exausta. Deitei novamente.
É claro que os sonhos não foram bons. Por que seriam?
“Estava no Monte Olimpo. Entre os três grandes, Hécate observava a discussão.
– Ela é um perigo para o mundo. Até mesmo para semideusa, é poderosa demais. – Disse Hades
– Não entendo, meu filho e o seu são poderosos, por que somente com ela é diferente? – Perguntou Poseidon.
– Por que ela é filha de Hécate, tem poderes inimagináveis. Ela pode até ser mais fraca e filha de uma deusa menor – Ele olhou de relance para Hécate -, sem ofenças Hécate, mas ainda assim pode controlar diversas coisas que outros deuses não conseguiriam. – Respondeu Zeus.
– Podemos matá-la? – Disse Hades.
– Não. – Falou Zeus.
– Só um pouquinho?
– Não!
Hades fechou a cara.
– Senhores, não entendo por que me chamaram. — Hécate falou calmamente.
– Ela é sua filha. – Respondeu Zeus.
Ela se sentou novamente e esperou pacientemente.
– Ela é um perigo para os deuses. Mas talvez seja útil. – Disse Zeus.
– Aquele mesmo problema? – Perguntou Poseidon, cauteloso.
– É. O mesmo problema de sempre.”
Justo quando Zeus iria abrir a boca para explicar mais, alguém me balançou fortemente para acordar. Abri meus olhos. Annabeth estava me chamando.
– Ai. – Eu coloquei minha mão no meu braço. – O que houve?
– Você dormiu o dia inteiro. Tem de comer alguma coisa.
Ela me entregou um hambúrguer e ambrosia. Ao comer a ambrosia (já que esqueci de tomar o néctar) o meu braço parou de latejar.
– Não entendo. Por que meu braço e minha perna estão doídos já que eu só desmaiei?
– Quando você caiu, seu corpo tombou para frente, caindo em cima de seu braço e sua perna torceu na queda.
– Ui. Já me ralei bastante, mas nunca quebrei nem torci nada, até agora.
Ela riu e disse:
– Pelo menos foi no acampamento que aconteceu, sem nenhum buraco para o Tártaro...
– O que?!
– Esquece. Bom Layla, já está pronta para sair da enfermaria?
– Acho que sim...
– Então vamos, vou te levar para o seu chalé onde você vai deixar suas coisas.
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