A fighter
1 Capítulo 1-OneShot
Notas iniciais
Amy Pov’s
“Rio de Janeiro,Hospital Geral, 7 de outubro de 2014
O meu nome é Amy. Amy “a problemática”. Não. O meu nome verdadeiro é Amy Smith. Razão por eu estar a escrever esta carta? Simples. Não me apetece mais viver. Não sei o que faço neste mundo. Não sei o que vim cá fazer. Causar tristezas aos outros? Dar trabalho? Dispenso. Não aguento mais isto. Simplesmente não suporto ver os outros a sofrerem por minha causa. Eu já estou a perceber que vocês não estão a perceber nada do que eu estou para aqui a escrever. Eu explico:
Quando eu era pequena, tinha p’raí uns dois ou três anos, foi-me diagnosticado um câncer. Um câncer grave. E raro. É o cancro da Retinoblastona.
Este é um tipo raro de câncer de olho que ocorre na retina. As células nervosas da retina crescem e se multiplicam, invadindo outras partes do olho. Por isto, já me tiveram que colocar olhos postiços, mas consigo ver na mesma. Não sei do que é que aquilo é feito. Mas foi isso que me manteve viva durante estes 12 anos de dor e sofrimento. Estas células cancerosas podem ainda invadir outras áreas, como o cérebro e coluna vertebral. É uma mutação genética, que se acredita ser hereditária. E eu tive que ser a primeira da minha família a tê-lo. Não quero que outros tenham.
Agora a minha vida é estar presa aqui numa cama de hospital, ou a ler ou a jogar no computador. Não posso dizer que não me tratam bem. Mas teria gostado imenso se me tivessem levado aos sítios que eu mais gosto. Agora está a dar uma música na rádio. A minha favorita. Não sei como descrevê-la, por isso vou vos dar um excerto da letra:
“Now we’re back
to the beginning
Is just a feeling and now one
knows yet”
.
.
.
“Let your memories
grew stronger and
stronger
‘Till they’re before your eyes
You’ll come back
When they call you
No need to say goodbye”
Não sei porquê, mas é muito especial para mim e eu queria partilhá-la com vocês antes do meu momento. Já agora: Mãe, Pai, ponham esta música a tocar no meu funeral. É o meu último pedido. Continuando:
Quando eu entrei para a escola era uma miúda feliz, doente, mas feliz. Todos me tratavam bem e não havia esses “grupinhos” que há agora nas escolas.
Mais tarde fiquei a saber melhor da minha situação e fiquei mais introvertida. Não brincava com ninguém nem falava, cheia de medo do que eles pudessem dizer de mim. Quando entrei para o secundário fui vitima de Bullying. Começaram a chamar-me de feia. Gorda. Deficiente. E era verdade. Todas as palavras que eles diziam era verdade. Eu era tudo isso. E sou. Nada pode mudar isso. Com os olhos postiços fiquei ainda pior. Mais Bullying, mais diversão para eles. Todos eles. Até a minha melhor amiga me fazia isso. Mas acabou. Cheguei ao meu limite. Mãe, Pai, obrigada por tudo, e sei que vocês não tiveram culpa de nada, mas faço-vos sofrer. Para vocês um grande OBRIGADA E ADEUS!”
Está feita. A minha carta de despedida. Adeus para vocês também.
Pov’s Normal
Amy foi até à cozinha do hospital, abriu o faqueiro e tirou de lá a maior e mais afiada faca que lá havia.
–Adeus!-disse ela chorando.
–ESPERE!!!!!!!
–Ahh????
–Vem connosco. Sê feliz. Vem para a cidade Inazuma. Fica connosco. Nós tiramos-te esse problema, mas não faças isso. Tu és uma lutadora. Tu consegues superar isso.
Pov’s Amy
Eu não estava a acreditar no que via. Era um rapaz de um desenho animado que eu via quando era pequena. Acho que se chama “Super Onze” ou algo assim… E essa rapaz….. Acho que é o Kazemaru Ichirouta. O rapaz que eu admirava à muito tempo atrás. Ele estendeu-me a mão. Eu aceitei ele puxou-me. Fui para outra dimensão.
Pov’s normal
Chegaram os enfermeiros em alerta, pois já sabiam o que se tinha passado. Amy tinha morrido. Ela estava deitada no chão a jorrar sangue do lado esquerdo do peito, do coração.
“Tu és uma lutadora. Tu consegues superar isso.”
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