Notas iniciais
Olá espero que gostem!!!!

As ruas eram grandes extensões escuras por toda parte ouvia o gotejar dos pingos da água, não era comum chuva naquela época mas vários dias seguidos uma fúria torrencial caiu sobre a cidade. Desprovido de grandes construções o condado tinha cinco mil habitantes, no céu nuvens brigavam para ocupar lugar, os galhos das árvores pareciam tentáculos negros que enraizavam naquelas calçadas brancas pela neve. Via-se apenas pontos isolados iluminados representando estabelecimentos.

O homem andava depressa seu rosto era uma mistura de medo e preocupação calculadamente olhava para trás, não demorou muito logo corria desesperado ainda mais quando ouviu alguém assobiar, era estranho entretanto era uma melodia sombria, imediatamente reconheceu estar em perigo. Sente algo bater na sua cabeça é derrubado de joelhos no chão, tentou enxergar quem fez isso porém somente viu um vulto. Posteriormente vieram golpes duros, certeiros a dor insuportável não era nada até o tiro acertá-lo, notou sua roupa ensopada pelo sangue.

Agonizando percebe o agressor, ele vestia totalmente de preto a única coisa perceptível era uma bandana negra na qual usava para tampar o rosto, ossos cadavéricos semelhante ao maxilar estampavam aquele pano, além das luvas imitando mãos esqueléticas. Perturbador como ele parecia sorrir da morte e desespero do outro.

Saiu assoviando, seu trabalho deveria ser levar almas desgraçadas. Ofegante gemeu até ouvir passos então temeu pensando ser aquele monstro de novo, mas tratava apenas de um adolescente ouvindo música no headfone.

Paralisado Hugo ficou analisando sua reação: Corria? Fingia que vou nada? Bastou o estranho queixar para ativar a consciência, agachou perto tentando transmitir segurança. Percebeu a poça de sangue ao redor o assustando então decide ligar pedindo ajuda.

— Ei garoto — falou com voz falha — 1.....4.....7......3

— O que?

— Assovio.....frio......mórbido.

— Olha é melhor poupar energia logo a ambulância chega.

*****

O ambiente quente da inquietação humana era anunciado pelas luzes de néon, contrastando com as casas silenciosas aquela cidade parecia ter um toque de recolher pois quando chegava por volta das dez horas todos dormiam. O som da música abafava a agitação dentro do lugar, havia alguém se esguelando na tentativa de cantar alguma coisa. Ele terminou sua bebida e foi embora, chegando no apartamento colocou uma música depois encheu a banheira, olhou o próprio reflexo pegando um dos vários pedaços de espelho sujos com manchas vermelhas secas. Entrou na água quente em seguida percorreu o fragmento no braço vendo seu sangue escorrer. Deixou aquele líquido descer. Otávio sentiu arder mas cortou outras vezes, passado algum tempo fechou os olhos ficando imóvel, não percebeu mas adormeceu.

Acordou sentindo frio, estava num ambiente estranho. Apalpa estranhando a textura fofa e gelada, abre seus olhos flocos de neve caíam nele. Estranhando levanta rápido estava trajado com uma roupa preta e o lenço de caveira no rosto. O beco escuro estava silencioso, desesperado corre sem nem mesmo saber para onde ir. Anda por quarteirões aleatórios, então decidi retornar ao apartamento.

Tentava se convencer que bebeu demais enquanto colocava o pijama, guardou as vestimentas na última gaveta querendo esquecer aquela noite.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.