A estrada de barro
1 Capítulo 2
A ESTRADA DE BARRO
Logo depois que Chicó e João Grilo foram expulsos de Taperoá, seguiram caminho rumo a uma estradinha de barro que tinha perto da cidade grande, onde passavam muitos caminhos de entrega. João, nada bobo, arrumou logo um plano para ganhar dinheiro.
—__Chicó ! Já sei como podemos ficar ricos, fala João Grilo animado. Mas como ? Perguntou Chicó. Vamos ficar nesta estrada e toda vez que passar caminhões, iremos cobrar pedágio. Assim, eles só vão poder passar, se pagarem, disse João Grilo. Sei não, Viu, João, essas terras não são nossas e... Mas Chicó foi interrompido por João, que diz: “ E o que, homem, ninguém vai descobrir”. Com isso, Chicó exclama:
—__Eita que essa ideia é danada de perigosa, mas eu topo!
Depois que Chicó aceitou, João Grilo foi logo executar seu plano e passou o primeiro caminhoneiro. O que é isso? Perguntou o caminhoneiro.
—___Agora para passar, tem que pagar, se não pagar, não passa! Disse João com tom de ordem. Então, tome aqui essas moedas, é só o que eu tenho, respondeu o pobre caminhoneiro. Vixe, é muito pouco, fala João. Deixa o homem passar, João, ele já pagou, disse Chicó. Com isso, Chicó deixa ele passar. E lá se foi o caminheiro. Logo atrás vinha outro caminhão, mas agora era o próprio dono da estrada de barro. Ele era seu Inácio, homem forte, cheio de dinheiro, mas tinha um coração mole.
—__O que é isso na minha estrada? Pergunta seu Inácio. Sua estrada? Exclama Chicó. Eita que agora a gente tá frito, frito, Chicó, fala João assustado. Eu avisei que não era uma boa ideia, exclama Chicó. Seu Inácio levou os dois para a delegacia e lá os dois malandros ficaram 3 dias. O que vai acontecer com esses dois espertinhos? Cenas do próximo capítulo!
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