Notas iniciais
Este é o primeiro cap, espero que gostem!

Um homem de 20 anos estava sentado na cama, encarando as paredes cinzas de seu quarto. Mesmo sabendo que todos os quartos do hospital eram iguais, não deixava de se sentir confinado naquele cubículo.

Subitamente a porta se abriu com um rangido. O psiquiatra entrou sério, ajeitando o jaleco branco. Sem dizer nada, puxou um banco que estava ao lado da cômoda, sentou-se de pernas cruzadas, e começou a escrever furiosamente em sua prancheta. Depois de um tempo em um silêncio constrangedor, o paciente pigarreou. O médico escreveu por mais alguns segundos e, sem levantar os olhos, perguntou :

- Como está, James?

- Esse não é meu nome. — respondeu ele irritado.

O especialista bufou. Já esperava a negação na resposta ríspida de seu paciente mais recente. Que era, de certa forma... intrigante.

- Novamente, confundindo o campo ficcionista cm a realidade. Não é mesmo, James?- questionou o psiquiatra, em um ar de decepção ao jovem, aparentemente, confuso..

James o respondeu revirando os olhos, mostrando claramente seu desprezo. E numa pergunta retórica disse:

- Tem certeza que sou eu quem estou confundindo?

O psicanalista inspirou e expirou lentamente. Escreveu novamente em sua prancheta e volta a observar James fixamente. Quando ia dizer algo, um alarme tocou abruptamente. O som estridente repercutiu por todo quarto.

Ambos ficaram atordoados com o barulho.

O médico saiu, para descobrir o que ocorrera. Abriu a porta, encontrou o hospital em um pânico generalizado. Alguns pacientes corriam em círculos, outros ficaram encolhidos em um canto. A maioria fugiu pela porta de entrada. Ele perguntou a pessoa mais sã que encontrou, o que havia acontecido. A única coisa que ouviu da resposta no meio daquela gritaria foi: "Fogo!"

Desesperado, virou para tirar James dali, e viu o fogo se alastrar pelo ambiente, isolando o rapaz em um círculo flamejante.

-James! James!- vociferou ele, assustado e preocupado com o paciente.

James estava entrando em pânico. Ele inalou a fumaça, ficando sem ar, cobriu o rosto com a camiseta e procurou vestígios de oxigênio. A cada tosse sentia que poderia desmaiar.

Limpou o suor da testa e, numa tentativa desesperada de encarar seu inimigo — o fogo — , visualizou uma silhueta feminina surgindo a partir das chamas. A figura lhe estendia a mão, como uma amiga. Um pavor terrível o invadiu.

Notas finais
Gostaram? Odiaram? Comentem!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.