Eu corri e corri por muito tempo, minhas pernas já não aguentava, meu corpo gritava por descanso. Então parei puxei o ar e fechei os olhos, meu coração estava acelerado, eu estava com medo e cansada.

Não adiantava correr no escuro, sabendo que iria cair e eu não podia me permitir cair, não depois de chegar tão longe. Eu precisava levantar, então lutei contra minha vontade de ficar ali e vou caminhado até uma árvore oca, fechei olhos e sentir um enorme alívio enfim uma noite de sono.

Estava na minha antiga casa, meu pai cortava lenha, ele seca o suor de sua testa puxa o ar e então me a vista.

— Seja uma boa menina e vá buscar uma limonada. — Corri o mais rápido que eu podia, peguei um copo e enchi.

—Papai, porque corta tanta lenha? — Ele deu um sorriso, o meu sorriso favorito.

— É sempre melhor se prevenir. — Ele diz olhando para a pilha de lenha ao seu lado. — Sou um bom lenhador não acha?

— Mas poderia para agora, já cortou muita lenha. — Reclamei, mas ele continuou cortando.

— E se fico doente e não puder cortar lenha, não vai ser melhor já ter de lenha cortada?

— É vai. — Falei triste. — Mas queria que me ensinasse a atira flechas, tenho que atira flechas nele.

— Dominique! — O grito famíliar e adorável me fez vira.

— O que é mãe?

— Venha almoçar! — Ela ordena, mas não precisava estava faminta.

—Estou com tanta fome! — Posso sentir meu estômago roncando.

— Vá lavar a mão! — Ela diz antes que eu me sentasse.

— Ah mamãe!

— Vá menina! — A olhei com muita raiva, queria muito comer aquele frango, quero tanto que minha barriga dói.

Meu estômago roncando me faz acordar, me levanto ainda sonolenta, escuto um barulho e volto a correr, há semanas que corro nessa floresta, fugir dele não é fácil, meu corpo ainda estava cansado meus pés estavam cheios de calos, já não aguentava mais, então tropecei. Sinto vontade de fica no chão, mas percebo que algo se aproximar, levanto a cabeça lentamente, uma espada estava apontada para mim.

— Vai me matar?! — Perguntei encarando seus olhos.

— Tenho todos os motivos para isso. — Ele diz descendo a espada para o meu pescoço. — Esta pronta para morrer?

E eu estava, fiquei de joelho, ele aproxima mais a espada, mas eu não tentaria fugir.

— Está pronto para me matar? — Ele sorri, apenas o encarei. — Então me mate!