Estávamos outra vez no lago.

— O que foi isso?!

— Uma parte do passado. – Ele disse pensativo.

— Como o senhor fez isso?

— Não lhe direi isso.

— Mas...

— Eu tenho pouco tempo para dar tudo que você precisa para continua viva, mas...

— Mas?

— Eu sei você está maravilhada com tudo.

— Porém...

— Não vou falar mais nada.

— O senhor vai me deixar fala ou não?! – Digo brava, ele já estava me irritando.

— Claro! – Ele sorri e sinto a necessidade de me afasta dele.

— Porque você está tentando me ajudar?

— Porque preciso! – Ele diz se virando.

— Por quê? O senhor nem me conhece.

— Vamos dizer que conheço. – Ele se vira para me olhar, e posso senti que ele diz a verdade. – Muito mais do que você pensa.

— Como assim?

— Teremos muito que conversar, mas só quando estive á salvo.

— Não disse que aceitava a sua ajuda.

— Eu vou dar uma razão para você não tomar a decisão errada.

— Mas...

Ele simplesmente desapareceu sem me deixar terminar a pergunta. Fiquei ali pensando em tudo que tinha acontecido, se eu comentasse isso com alguém eles iriam me achar insana e duvidariam.

Subo em uma árvore e fico olhando o castelo, logo estarei lá serei bem tratada, ganharei uma coroa, logo depois me levarão para onde os sacrifícios acontecem, não sei muito sobre essa parte, além que ficaremos rodeados por nosso povo que esperarão que eu e as outras seis meninas estejamos mortas e depois celebrarão, mas sete anos de prosperidade para o reino. E logo tudo acabará, morrei "com honra". Bem é isso que dizem. "Mas que honra se têm em morre sem lutar?"

Já estava anoitecendo quando desci da árvore para ir pra casa. Minha mãe fazia o jantar, ela ama cozinhar, uma das poucas coisas que não foi tirado dela, como eu minha mãe foi instruída á não anda por ai fazendo coisas que camponeses comuns, fazem.

— Onde esteve Dominique?! – Ela me dar aquele olhar fulminante, minha mãe se esquece de que não sou mais a menininha pentelha que destrói os jardins a alheios.

— No lago. – Era melhor falar um pouco da verdade, porque ela sempre sabia quando eu mentia.

— É perigoso! – Ela disse dessa vez olhando para o meu pai, que nada disse, ele estava apenas nos observando.

— Não para mim! – Falei pronta para lhe da um beijo.

— Só porque seu pai te ensinou coisas de homem não quer disse que você é um! – Ela se afasta zangada. – Não acha que um beijo resolve qualquer coisa acha?

— Mamãe! – Eu a beijo na bochecha antes que ela se afaste novamente. – Não deve se preocupar.

— Vá lavar as mãos o jantar já está pronto! – Ela fala zangada, mas sorri.

— Sim, senhora! – Vou até o banheiro e lavo minha mão. E quando volto fico olhando meu pai ali olhando para janela, percebo a grande semelhança entre ele e o velho que eu vi hoje.

— Papai, por que você nunca me disse que meu bisavô foi conselheiro do rei? – Meu pai virou com tudo e me olha, ele parecia está assustado.

— Quem te disse isso?! – Ele grita, e isso me assustar, meu pai nunca grita, não comigo.

— Eu soube.

— Não repita isso! – Ele se virou. – Nunca mais repita isso!

— Mas...

— Dominique venha cá! – Minha mãe grita.

— O que meu pai tem?

— Vá para o seu quarto! – Eu olhei para minha mãe indignada. O que eu tinha feito?

Alguns minutos se passaram até que minha mãe bate na porta.

— Pode entrar!

— Trouxe sua comida. – Seu rosto demostra preocupação.

— Por que aquele ataque todo por uma pergunta?

— Entenda seu pai. – Ela fala deixando a bandeja na cama.

— Do que está falando? – Eu disse olhando para ela.

— O seu bisavô foi um dos homens que ajudou a princesa a toma o poder!

— Como assim?

— Ele armou para derrubar o rei.

— Mas por que ele faria isso?

— Não sei.

— Meu pai tem vergonha dele?

— Entendo, mas ele parecia um homem tão digno!

— Do que está falando? – Percebo o meu erro.

— Nada é só que pensei que todos de nossa família fossem contra a rainha.

— Nem sempre filha. – Minha mãe me dar um beijo na testa e sai.

Após o jantar eu me deito em minha cama e fico pensando em como tudo não fazia sentido.

— Acorde! – Minha mãe me sacode do jeito delicado que só um cavalo conseguiria.

— O que foi mãe?! – Digo me levantando, irritada, não havia forma mais delicada de alguém se acordado?

— Levante para toma café! – Ela abrindo as cortinas. – Tem que ser mais cuidadosa, porque deixou a janela aberta?

— Não sei. – Falei sonolenta, cobrindo o rosto com o cobertor.

— Poderia fica resfriada! – Então ela para de fala, como se compreendesse que não faria diferença alguma.

— Estou sem fome. – Dei um pulo da cama e lhe dei um beijo na bochecha, ela sorriu.

— Seu pai não queria grita com você, é só que as coisas não estão fáceis.

— Eu entendo, mas o que posso fazer? Logo estarei morta e só queria que ele ficasse um pouco comigo. – Senti as palavras afiadas, mas não conseguir pará-las antes de atingi o alvo errado.

— Algumas pessoas, não sabem como lidar com a dor.

— E quem sabe? – Minha mãe me olhou com aqueles grandes olhos verdes, ela era forte, ninguém esperaria que ela fosse há forte da família, meu pai um guerreiro que um dia foi respeitado, não tinha a coragem daquela mulher. Ela se sentou na cama.

— Quando seu pai a segurou pela primeira vez, depois de ter servido na guerra entre nosso reino e o reino inimigo ele disse "Ela é especial! Irá me dá dor de cabeça".

— Por quê? – Porque perguntei curiosa, amava as histórias que meus pais sempre tinham para me conta.

— Talvez seu pai consiga ver o futuro. – Ela sorri. – Ele te ama muito, até quando você nos faz fica de cabelos em pé, te amamos. – Ela me beijou na testa, senti as lágrimas escorrendo, ela estava chorando. – É difícil olhar para você e saber que logo não vai está aqui, nos deixando de cabelos em pé.

— Não chore! – Eu beijo seu rosto. – Não deve se preocupa com isso.

— Eu preferia aquela casa simples, aquelas roupas velhas, do que fica sem você. – Ela puxou o ar, ela tentava não chorar.

— Eu sei! – Eu não queria chora, estava cansada de chora.

— Eles acham que nos compram que podem substituí-la com joias e roupas caras, mas não podem!

— Mãe! – Eu digo abraçando

— Não queremos perdê-la é só isso. – Ficamos ali por um bom tempo, sem dizer nada, era tudo muito ruim, tudo muito injusto, porque eu tinha que morre para o bem do reino? Porque minha mãe tem que perde sua única filha? Porque coisas ruins precisam acontecer, para o bem maior? Tudo era cansativo, tudo era mau.

֎


Minha mãe sai, olho para janela, sinto uma enorme vontade de revê minha antiga casa. Lá coisas boas aconteceram lá o mau ainda não existia. Pulei a janela, seria bom me despedi da minha antiga casa, seria bom sai dessa casa. Chego à minha antiga casa, olhei para onde eu vivi os melhores dias da minha vida, eu não fazia ideia do quanto às coisas poderia mudar, o quanto tudo poderia ser destruído.

A pequena casa agora cheirava a mofo, mas me sinto mais segura aqui do que na enorme casa que me deram para morar. Lembro- me do dia em que nos mudamos a carruagem de ouro parou de frente a nossa casa. O homem de cabelo branco e com uma barriga enorme nos mandou entra, pois eu era uma das escolhidas da rainha e isso era uma grande "honra" eu não sabia, na verdade não tinha idade para entende, apenas sabia que meus pais estavam com medo.

Fiquei ali, mas tempo do que esperava, olhei tudo, cada coisa que toquei me fez lembrar, cada coisa tinha sua história, e quando vi, já era tarde demais para volta para casa, então deito na minha antiga cama que não chega ser tão confortável e nem tão bela quanto à outra, mas me abrigava e me confortava muito mais, senti que havia camundongos ali, mas não liguei, era bem melhor do que não escutar barulho nenhum, olho para o espelho quebrado. A onde minha mãe se via e cantarolava, ela inventava músicas que acha que eu ia gostar, ela dizia que mulheres iam à guerra, até dizia que mulheres venciam as guerras, minha mãe não acreditava nisso e era maravilho como ela me fazia acreditar, agora ela não canta mais, mesmo tendo um espelho de corpo inteiro, seus olhos verdes não brilhavam e seu cabelo preto sempre estava preso em um severo coque, a felicidade dela tinha ficado ali, agora sei que a felicidade de todos nós tinha ficado ali, junto com aquele espelho velho, junto a essa casa velha. Já estava sonolenta quando ouvi um barulho. Fui de fininho até a janela. São três senhores de armaduras as quais reluzia no escuro, deviam ser da cavalaria da rainha.

— Vamos pernoitar aqui? – Um homem fala para os outros.

— Mas já estamos tão perto do reino. – Um deles fala parecendo bem disposto.

— Se esqueceu dos ladrões da floresta? – Eu não conseguia ver seus rostos, mas eu sabia do que eles estavam falando. Eles estavam falando dos dois irmãos que eram os ladroes mais perigosos de toda a floresta.

Sentei-me no canto e fiquei os observando, eles fizeram uma enorme fogueira, os três se sentaram, havia um homem mais velho, um não tão velho e outro que parecia ser só um pouco mais velho que eu, porém era ele que comandava os outros.

— Estar ansioso para rever a rainha? – O mais velho de cabelos brancos diz, olhando para o mais novo.

— Ela é a mulher mais bela de todo o reino. – Ele diz orgulhoso, percebo que ele é muito bonito.

— Sim ela é. – Outro diz com arranco.

— Não vejo a hora de tê-la em meus braços. – Senti uma raiva imensa dele como ele poderia amar aquele mostro.

— Sorte sua rapaz que foi escolhido por ela! – Diz o velho.

— E quando ela se cansar, ficará sem a cabeça assim como todos os outros.

— Não diga isso Bartolomeu. – O mais velho reprende o homem de nariz torto.

— O deixe Emanuel, ele só sente inveja assim como todos. – O belo rapaz diz alegre.

— Então a pedirá em casamento? – Outro diz com tom de gozação.

— Saber que a rainha não se casaria comigo e nem com ninguém.

— E nem você. – O homem de nariz torto falou.

— Isso não é verdade. – O mais velho diz.

— Ora, quantos estão vivos? – O narigudo pergunta com a voz de desdês.

— Ela não os mata. – O mais jovem diz percebo que está muito irritado.

— Só morrem em batalhas quando não são mais convenientes.

— Ousa questiona a honra da rainha?!

— Um ainda vive. – O velho fala calmo, como se não notasse o quantos os outros estavam exaltados.

— Você era? – O mais novo parecia abismado demais para termina a pergunta

— Não, mas conheci alguém que era.

— E está morto agora a posto. – Bartolomeu diz, mas o velho sorri.

— Está bem vivo até onde sei.

— Como pode? Não conheço um homem que continuou vivo. – O homem de nariz torto diz.

— Ele pediu a permissão para não fazer mais parte da guarda do reino.

— E ela deixou? Como ele fez isso?

— Conheceu o verdadeiro amor e disse isso para a rainha.

— Ela foi piedosa? – A voz surpresa do homem, era algo me assustava claro que sempre pensei o pior da rainha, mas ela fazia tudo para o bem para o reino, era isso que eu e as outras aprendemos.

— Não sei se o que ela fez com eles, possa se dizer que ela foi piedosa, mas ele está vivo.

— O que ela fez? – O soldado mais novo perguntou.

— Não posso dizer – O velho se deita.

— Acredita nele? – O belo rapaz pergunta para o outro.

— Não sei, mais sei que Emanuel não costuma menti.

— É melhor dormimos a manhã vamos ter um logo dia. – Eles se deitam eu os observo até não haver mais fogueira.

— Acorde! – O homem aponta a espada para mim, fiquei desorientada já era dia?

Meu coração estava preste a salta pela boca, o ar parecia de sumido, senti um arrepio toma todo o meu corpo, o medo me tomou, de uma maneira que nunca imaginei ser possível, o que eles fariam comigo? Eu estava desarmada e indefesa, e, por fim, alguém acabou com o silêncio.

— É só uma menina, afaste isso dela. – O velho diz me olhando.

— Ela pode estar com os ladrões. – O homem de nariz torto diz.

— Quem é você? – O belo rapaz perguntar com a espada a pontada para mim, ele parecia orgulhoso e me irritei com ele. Mas não nego que era belo, ele tem cabelos negros como os meus, seus olhos era verdes o que era um contraste para a sobrancelha grosa e negras, ele é forte e sua camisa branca aberta me mostra o quanto forte ele é, não conseguir responde. Por algum motivo não consigo para de olhá-lo.

— Diga logo! – O homem de nariz torto diz com raiva.

— Me chamo...

— Pode fala menina não tenha medo. – O velho diz me acalmando.

— Dominique! – Falo enquanto levanto irritada mais comigo do que com o homem.

— O que faz aqui sozinha Dominique?! – O belo rapaz pergunta e eu queria dá uma resposta malcriada, mas me ouvi dizendo:

— É a minha antiga casa.

— Onde morar agora? – Eu não queria que eles soubessem que era uma das escolhidas.

— Não é dá sua conta! – Digo pulando a janela.

— A segure! – Um homem gritar.

Corro o máximo que posso, ele pula em cima de mim fazendo nossos corpos se tocarem, ele me olha, eu retribuo o olha por um segundo, seu rosto se aproximar do meu, escuto um barulho e o empurro.

— Que abuso! – Digo irritada.

— Me desculpar eu não ia...

— Me beijar?!

— Não! Claro que não. – Ele balança a cabeça negativamente.

— Ia sim! Ser eu não tivesse...

— O que está acontecendo aqui? – O velho perguntar.

— Ele ia me beijar. – Eu digo apontado para o rapaz que levanta a sobrancelha e parecer querer me enforcar.

— Daniel ia beijá-la? – O velho fala, parecendo se divertir com a nossa situação.

— Eu não! – Ele disse dando mais três passos pra trás. – Ela que se aproximou.

— Daniel eu estou inclinado a creditar nela. – O homem de nariz torto chega falando. – Sei que não pode vê moça bonita.

— Ela nem é tão bonita assim! – Ele diz mal-humorado, cruzando os braços.

— Que! – Como ele ousa me ofender? Peguei a espada que estava no chão e fui para cima dele.

— Não vou briga com você! – Ele me olha surpreso, mas se afasta mais um pouco.

— Está com medo?!

— Você é uma mulher não vou brigar com você. – Ele me olha como se eu fosse um bicho estranho.

— Dominique! – A voz do meu pai me surpreende.

— Pai!

— O que faz aqui?

— É que...

— O que faz aqui Elias? – O velho pergunta para meu pai.

— Emanuel! – Meu pai diz meio apreensivo.

— É sua filha?! – O velho volta a me olhar.

— Dominique venha cá! – Meu pai fala olhando para a espada em minhas mãos, ele me coloca para trás.

— O que querem com minha filha? – Meu pai diz respondendo de certa forma o homem.

— Ela estava nos vigiando. – Daniel diz com raiva.

— Eu não estava ter vigiando! – Falei irritada, como ele podia ser tão...

— Vamos embora Dominique! – Meu pai me puxa.

— Gostei de revelo Elias. – Emanuel diz, mas meu pai o ignorar.

Ele me arrastava.

— Sua mãe está desesperada.

— Eu não queria...

— O que você falou para eles?

— Nada!

— Não fale sobre eles com sua mãe.

— Por quer?

— Só não diga, ora!

Minha mãe me abraçou, como se eu estivesse passado anos fora de casa.

— Chega mamãe! – Tentei me esquivar de sues beijos.

— Não podia ter me feito isso! – Ela diz secando as lágrimas.

— Não te fiz nada!

— Ser fizer isso de novo ficará uma semana de castigo!

— Eu só tenho uma semana! – Logo que disse me arrependi, minha mãe parecia em chama, vi uma agonia em seus olhos, ela não podia fazer nada enquanto sua filha caminhava a cada segundo para morte.

— Vá para o seu quarto! – Ela grita, eu a braço.

— Vai fica tudo bem! – Eu lhe dou um beijo no rosto. – Não chore mais.

— Não, você vai morrer como pode fica bem?

— Eu só não sei o que dizer! – Falei cansada, mas não chorei, eu só queria que eles sofressem o menos possível, não era pedi muito era?

— Fuja! – Meu pai disse do nada.

— O que está dizendo?

— Isso fuja! – Minha mãe concordou. Eles estavam desesperando demais, para pensar nas consequências.

— Eles vão torturar vocês! – Respirei cansada, não queria ter aquela conversa. – Não posso fazer isso.

— Nada que eles façam vai ser pior do que tirá-la de nós! – Meu pai diz, seu olhar cai sobre a minha mãe.

— Nada pode ser pior. – Minha mãe concordou.

— Eu não posso, não sabendo disso.

— Você é jovem! Irá conseguir. – Meu pai começa anda de um, lado para o outro. – Fiz bem em ter ensinar a lutar, você é esperta, vai ser vira bem...

— Eu não vou! – Gritei, ele me olhou irritado, meu pai estava diferente.

— Vai sim! – Ele diz, fechando a mão e batendo contra a mesa. – só precisamos ter um plano.

— Eu não vou! – Gritei novamente, ele me olhou furioso. – Vocês não querem me ver morta, e eu muito menos quero vê-los.

— Vá, por favor! – Minha mãe se aproxima, mas me afasto.

— Chega, vou para o meu quarto. – Sair sem olhá-los.

Entrei no lindo quarto, as cortinas brancas, almofadas coloridas e uma cama digna de uma princesa é uma prisão confortável, nada ali era meu além de uma boneca feia e remendada, a única coisa que conseguir carrega comigo, a única coisa que era meu. Lembrei-me do dia em que eles chegaram para nos trazer para a nossa nova casa.

— Eu não quero ir! – Eu gritava me segurando na frágil porta de madeira.

— Temos que ir! – Meu pai diz soltando os meus dedos um por um.

— Por quê?! – Eu gritava com raiva.

— Você foi escolhida. – Minha mãe disse com um falso sorriso, ela olhou para o homem que nos esperava.

— Não quero se escolhida! – Falei tentado fugir dos braços do meu pai.

— Você será invejada, terá uma casa mais confortável, terá uma boneca bem melhor que essa. – O homem barrigudo disse olhando para a boneca rasgada no chão.

— Não quero nada que venha da sua rainha! – Eu gritei, minha mãe tapou minha boca.

— Desculpe meu senhor, ela não queria dizer isso. – Minha mãe me arrancando dos braços do meu pai.

— Não se preocupe sei como são as crianças, mas se outra pessoa a ouvir dirá a rainha. – Minha mãe me joga para trás como se aquelas palavras fossem me ferir.

— A agradeço o senhor! – Minha mãe sorri e me solta um pouquinho, meu pai coloca uma trouxa de roupas na carruagem.

— Não se preocupem terão do bom e do melhor na sua nova moradia. – O homem disse como se devêssemos estar festejando.

Passei o caminho todo chorando, me lembro de que nem ao menos sabia o que queria dizer escolhida, eu só sabia que eu amava aquela casa. Quando chegamos a enorme casa com lindo jardim, por alguns segundos me senti sortuda, ela era a coisa mais bela que eu tinha visto, olhei para o meu pai, queria ver ser ele também estava feliz, mas havia uma sombra em seus olhos, foi ai que percebi, coisas ruins estavam por vir. Quando uma linda mulher de sorriso brilhante me perguntou o que eu queria comer me senti no paraíso, me lembro de que pedi frango e batatas assadas, o homem me apareceu com a linda boneca, o que me irritou.

— Já pode jogar essa fora. – Ele diz olhando para a boneca remendada nos meus braços.

— Ela é minha e eu não vou jogá-la fora. – Eu disse dando as costas para linda boneca.

— Obrigada! – Minha mãe disse pegando a boneca da mão do homem.

— Se fosse um homem seriar da cavalaria, por ter um gênio forte. – Meu pai diz com rancor.

— Que pena que não é. – O homem sorrir.

Hoje eu entendo que meu pai quis dizer "ser eu fosse um homem seria da cavalaria", não fazia a menor diferença de qualquer forma eu morreria pela rainha. Ser filha de um cavaleiro desonrado é está marcada de qualquer forma.

Alguém bate na porta, me tirando dos meus devaneios.

— Pode entra. – Digo e minha mãe entra.

— Trouxe seu café da manhã, desde ontem não come nada.

— Obrigada! – Eu digo pegando a bandeja de frutas de sua mão.

— Eu sei que está confusa e com medo. – Minha mãe disse passando a mão em meus cabelos.

— É, desculpa.

— Não faça mais isso, sumi no meio da noite não é bom.

— Não se preocupe. – Eu beijo sua bochecha.

— Tem que penteia os seus cabelos. –Ela diz e se levanta para pega a linda escova de prata.

— Há mamãe!

— Sem há mamãe. – Ela disse se sentando e pegando em meus longos cabelos pretos.

— Mãe você nunca pensou em ter outros filhos?

— Não.

— Por que não?

— Você já vale por três. – Ela ri.

— Não é para tanto.

— É sim.

— Se tivesse outros filhos, não ia ser tão ruim. – Minha mãe parou pentear.

— Não, não seria.

— Mãe ser tivesse um jeito de eu sobreviver, mas talvez eu tivesse que fazer alguma coisa ruim, você acha isso certo? – Eu sabia que aquela coisa que me prometeu me salva ia queres algo em troca.

— O que teria que fazer?!

— Nada não, é que eu estou com sono.

— Também ficou a noite inteirar acordada.

— É dever se isso.

— Vou deixá-la para que possa descansar.

— Obrigada, mãe. – Ela fecha a porta e eu voltei a me deita.

Fechei os olhos precisava dormir um pouco mesmo.