Alice ficou muito contente, pois as pessoas daquela cidadezinha estavam frequentando sua biblioteca diariamente. Mas sua alegria foi diminuindo dia após dia, pois a doença de Pai Manoel foi piorando muito. Cada dia que passava, ele ia ficando mais fraco e Alice ficando preocupada e triste, visto que seu pai poderia morrer a qualquer momento.

Um dia Bruno chegou e viu sua amada muito abatida e chorando. Então ele perguntou:

— O que aconteceu, meu amor?

Ela respondeu com uma voz triste:

— Meu pai, Bruno. Ele está piorando cada vez mais, não sei mais o que fazer.

Bruno disse:

—Calma, meu amor, tudo isso vai passar, não fique assim.

—Mas, Bruno o que eu faço?

—Faça igual a Pollyana. Jogue o jogo do contente, busque motivos para sorrir.

Alice tentou jogar o jogo do contente, mas não conseguiu e continuou a chorar. Bruno, vendo a situação da sua amada, ligou para Dr. Thiago e perguntou sobre o estado de Pai Manoel. Dr. Thiago avisou para Bruno que Pai Manoel não estava nada bem.

Alice lembrou da peça que ela apresentou na escola, “Morte e vida Severina”. No teatro, o pobre Severino vivenciou várias mortes, vários enterros daquelas pessoas da cidade. A menina estava se sentindo igual ao personagem da literatura, pois ela perdeu sua mãe, sua irmã, sua avó, e agora seu pai que estava à beira da morte. Alice não conseguia se alegrar.

No dia seguinte, Bruno foi visitar Pai Manoel novamente e quando chegou lá, viu que ele estava melhor e, ligeiramente, ligou para Alice para dar a boa notícia.

Alice foi correndo para o hospital com suas irmãs para ver o pai. Chegando lá, seu pai estava andando, sorrindo como sempre. Ela ficou tão emocionada que começou a chorar. Pai Manoel teve alta e foi para casa, mas continuou a ser acompanhado por Dr. Thiago até se recuperar. A esperança voltava a reinar no coração de Alice.

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