A disputa pelas trevas.
4 Absorvidos
Admito que tive uma ótima noite sono, gostaria apenas que o meu despertar não fosse tão tumultuado, mas como não trata-se de algo que eu mesmo possa decidir, ele foi justamente o contrário.
A casa de Gennai, tremia, pequenos pedaços de madeira despencavam do teto, parecia até mesmo que estávamos sobre ataque, ou talvez fosse apenas parte de um treino para nos iniciar como digi-escolhidos. Quem dera a segunda fosse a verdadeira, essa parte da história, assim como algumas outras que ainda virão não foram vistas por meus olhos, apenas contadas por outras pessoas ao meu redor, pessoas com as quais eu gostaria de ter a chance de conversar novamente...
Nos céus, acima do lago que escondia a casa de Gennai, um grande exército de digimons estava presente, porém os mesmos eram incapazes de ver, tão pouco tocar na casa, em meio aos mesmos, os que voavam possuíam uma coloração roxa e uma similaridade com pterodáctilos, porém seu corpo era recoberto de metal e carregam em suas asas objetos similares a mísseis, muito provavelmente eram mísseis, o digimon de que falo chama-se Pteranomon, especializado em ataques aéreos, um pouco mais acima de tal digimon, uma enorme ave, suas penas douradas refletiam a luz do sol a tornando ainda mais brilhante, com um conjunto de quatro asas e pelas caudas, adornadas por losangos cor de fogo, juntamente de sua crista divida entre as cores amarelo, vermelho e roxo, tornavam aquela ave um grande destaque nos céus e talvez uma das mais belas criaturas no digi-mundo, em uma de suas duas pernas um enorme dourado com escrita digimon estava presente, sem dúvidas era um Hououmon, um digimon sagrado, mas por qual motivo ele estaria lá em cima, ao lado dos vilões?
Ainda existem outras duas figuras a serem descritas, uma delas estava coberta por um manto negro e não era possível ver suas feições ou detalhes de se corpo, enquanto a outra possui um fino corpo, protegido por uma armadura branca com pinturas em um tom violeta, sua cabeça relembra um "V" e possui apenas um olho, um temido digimon devido à seu extraordinário poder de manipular o tempo-espaço, um Parallelmon. Talvez o maior inimigo que poderíamos vir a enfrentar naquele momento, com apenas um único disparo de seu único olho, o mesmo secou toda a água do lago, dando vista a casa onde estávamos refugiados no momento... secou não é a palavra correta, ele a moveu para um outro lugar, possivelmente para um espaço alternativo que existe no interior de seu corpo, foi quando o ataque começou.
Os Pteranomons antes citados, derrubaram inúmeras bombas sobre nós, danificando seriamente a casa, enquanto isso, dos arredores surgiram vários digimons com uma coloração rosa, apenas um olho verde e relembravam uma aranha, Parasimons, os números inimigos continuavam a aumentar, enquanto os nossos nem sequer cresciam ou diminuíam.
Sora e sua Birdramon subiram aos céus para interceptar os inimigos, mas eles eram muitos e ainda havia aquele Hououmon, se que apenas as duas conseguiriam detê-los? Não havia como saber, pois os Parasimons já estavam na casa e agora procuravam por algo ou alguém, no caso, nós.
Além de Centaurumon, um outro digimon também o ajudava na tentativa de conter a invasão, trata-se de um robô, um tanto estranho devo admitir e o qual não sei como descrever, apenas sei que era um Mechanorimon, por mais que os esforços de ambos fossem grandes, a quantidade de inimigos e a força dos mesmos mostrava-se um problema.
A casa parou de tremer e as explosões cessaram, com um único e grande tremor final, como se algo pesado tivesse tocado o chão, mas o que poderia ser? A porta do quarto em que estávamos simplesmente desapareceu, como se tivesse absorvida por algo ou alguém, foi quando nos deparamos com o primeiro digimon inimigo, um Parasimon, simples humanos não tinham como combatê-lo, mesmo que ele não fosse tão forte assim, foi a primeira de muita situações desesperadoras para nós, eu não sei quando, nem como, mas eu, Sakura e Shelinda estávamos de pé, olhando nos olhos, digo, no olho da criatura, quando nossos salvadores apareceram.
Um digimon azul atingiu a espinha de Parasimon e forçou o corpo do mesmo contra o chão, o "V" amarelo na cabeça de tal digimon significa que o mesmo era um V-mon, em seguida, uma espécie de cipó em um tom de verde rosado perfurou o olho de nosso inimigo, não foi um golpe fatal, mas com certeza lhe causou alguns danos, uma estranha flor foi a responsável por este ataque, seu corpo verde relembrando o corpo de uma flor e em sua cabeça uma verdadeira e bela flor na cor rosa, era uma Palmon, por fim chamas azuis irromperam no corpo de Parasimon, como se ele próprio estivesse se queimando e de suas costas um outro digimon apareceu, coberto por um casaco de pele, possuía um chifre amarelo com espirais, sem dúvida era um Gabumon, aí estavam eles, nossos salvadores e parceiros digimons, bem, salvadores talvez não fosse a palavra certa para o momento, aquele único Parasimon ainda estava de pé e era capaz de lutar, o estado de choque em que nos encontrávamos nos impedia de dizer qualquer coisa.
O contra-ataque estava prestes a acontecer quando uma grande esfera elétrica o lançou para longe e um novo digimon apareceu em nossa frente, não possuía olhos e aparentava ser um inseto com quatro braços e uma coloração azul escuro, era um Kabuterimon, ele havia nos salvado do Parasimon o que nos deu uma grande esperança naquele momento, esperança que durou pouco, antes de que qualquer palavra pudesse ser dita, ele apareceu, o causador do último tremor... Parallelmon, o mesmo havia saltado de Hououmon para invadir o local, com um único objetivo... sem demonstrar nenhum tipo de sentimento, agarrou Kabuterimon com sua mão direita e o arremessou com força suficiente para partir uma placa de aço. Não havia nada entre nós e o terrível digimon a nossa frente, uma vez mais o desesperou tomou conta de nossos corações e como num piscar de olhos, ele novamente disparou seu raio, mas dessa vez em nossa direção... no local onde estávamos não havia mais nada, nem mesmo um sinal da existência dos humanos e digimons que um dia estiveram presentes naquele local, fomos todos absorvidos por Parallelmon.
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