A difícil Arte de Amar
25 Capitulo 25
Notas iniciais
Sentiu algo em volta de si como se quisesse que ela a levantasse, mas ouvia a voz da sua parte veela, a mandando levantar, e proteger oque era seu, e se revirou novamente na cama, sentindo o quanto a cama estava suada de seu suor...
– Gabrielle, está com dor de cabeça?
Astória perguntou se sentando na cama, encarando a garota com uma expressão preocupada, que Gabrielle viu assim que abriu os olhos e bufou. A veela estava quase a controlando...
Vamos! Biblioteca, humana inútil... Nosso Theodore precisa ser libertado das mãos daquela vadia inútil!
– Não... Eu vou até a biblioteca!
Respondeu se levantando e pegando o robe de Sonserina que ia até o chão e era um pouco pesado, ela o colocou no corpo, por cima da curta camisola e vestiu as pantufas próprias e saiu do quarto que dividia com Astória e mais duas garotas sem se despedir de Astória que ficava a encarando sair apressadamente do quarto.
No salão principal, alguns alunos se encontravam fazendo lições e alguns casais namorando com beijos quentes mas nada preocupantes.
Ela seguiu rapidamente até a biblioteca, com sua veela pedindo para controlar. Sabia que poderia ser mais rápida que um vampiro com a veela controlando, mas não deixaria aquele ser dentro de si controlar. Ela controlava!
Ao entrar na biblioteca, o cheiro de chocolate que vinha de Theo chegou ao seu olfato, porém, estava misturado com o de uma garota. E ela seguiu até onde o cheiro dele vinha, e estacou no lugar.
Uma garota, que ela não reparou nada, estava tirando a calcinha, enquanto estava totalmente empinada para Theo. Ela sentiu o ciúmes apossar do seu corpo, e a veela em sua mente...
Me deixe controlar, Gabrielle. Me deixe mata-la.
Gabrielle queria sair correndo, enquanto seus olhos lacrimejavam, não queria entregar seu corpo, mas lentamente sentia se esvaindo, como se estivesse caindo, e sentiu as mesmas coisas que aconteceu no jantar... E de repente, sentiu gosto de sangue nos seus lábios e ouviu o barulho de livros caindo, enquanto uma voz ao fundo gritava e ela só via o chão e os cabelos negros da garota embaixo de si.
Sua veela controlava. E ela estava com ódio, e com os dentes cravados na garota embaixo de si, que gritava se debatendo e descia lagrimas pelo rosto, com a dor que os dentes da veela de Gabrielle deixava no seu pescoço.
Tirou os dentes do pescoço da garota, sentia a pulsação dela fraca enquanto o sangue todo que havia saído com a mordida, estava no chão da biblioteca, misturado a os livros que caíram quando o corpo de Gabrielle empurrou a agarota para uma das estantes..
– ...Meu Merlin!
A voz de Theo se fez mais presente na audição da garota que o sentiu a levantar e ela voltou a si, sua veela sorria por dentro, já Gabrielle, sentia o sangue amargo e nojento da garota na boca, seus caninos voltavam ao lugar, fazendo-a sentir um pouco de dor que era ignorada, pois estava nos braços de Theo.
Sentiu uma movimentação e ergueu o olhar, vendo o professor Severus Snape com a varinha apontada, murmurando um feitiço, enquanto o sangue de Suzana, voltava para ela, e lentamente a garota caída no chão, com os cabelos sujos de sangue, fechava totalmente os olhos.
– Leve a Srta. Delacour para seu quarto, Theodore. Quero vocês dois na minha sala, amanhã antes do café.
Snape falou do mesmo modo de sempre, enquanto Theo sentia o corpo leve da garota que carregava e o quanto ela parecia quente e se encaixava nos braços dele, mesmo que os pés dela não tocassem o chão...
– Sim, professor.
Ele respondeu um pouco assustado, confuso e atordoado. Não sabia exatamente oque havia acontecido ali, mas tiraria satisfações com a garota que agora parecia frágil e cansada nos seus braços...
***
– Confesso que eu não sabia que estava aqui com meu irmão, Pansy.
Fred disse entrando sem pudor nenhum, e nenhum constrangimento, enquanto trancava a porta da sala de aula do irmão e tinha a visão de Pansy mordendo os lábios e soltando os gemidos pelas pequenas frestas de seus lábios, Jorge atrás da mesma, enfiava nela com força, sem medo nenhum de a machucar, enquanto ela apertava as bordas da mesa, prestes a gozar...
– Essa menina adora ser fodida por nós dois separadamente, Fred, deveria saber.
Jorge falou gemendo e sorrindo ao ouvir o riso de Pansy, sabia que ela acharia graça, quase tudo ela achava graça quando se referia a ela transando com eles.
– Fred... – Ela sussurrou em meio aos gemidos olhando para o garoto que massageava o próprio pênis por cima da roupa, este já estava duro. – Senti saudades!
Falou antes de Fred a segurar pela cabeça e a levantar, fazendo Jorge parar com os movimentos para encarar Fred a beijando lentamente...
***
Ele tinha um quarto somente dele, algo que seus pais conseguiram por causa do dinheiro, com Snape e por Sonserina ter o salão comunal mais rico de todos. Passou com a garota pelo salão comunal chamando pouca atenção, a mesma usava o roupão, oque a fez ficar mais pesada, então os braços dele estavam um pouco doloridos.
Algumas garotas estanhavam por o ver com uma garota mais nova que não seja Pansy, pois a mesma e ele passavam grudados quase sempre.
Ele entrou no quarto, e rapidamente fechou a porta, sentiu um suspiro vindo dela, que agora estava sendo segurada pelo mesmo, no estilo noiva, e sua cabeça estava no ombro dele.
Ele inspirou fortemente o cheiro dela, agora que estava em seu quarto, e não soube dizer que cheiro ela tinha, somente que estava cheirando a sangue, mas como um pouco dos cabelos dela, a boca e as mãos que estavam dentro do robe, estavam sujos do sangue de Suzana, ele teve certeza que aquele não era o cheiro dela.
– Fique aqui!
Ele falou a colocando de pé, e ela ficou, olhou em volta, estava enjoada...
O quarto de nosso Theo é bonito. Assim como ele.
Ela olhou em volta, percebendo que na escrivaninha tinha uma foto dele com uma mulher, que pelos traços do rosto, ela percebeu ser a mãe dele. Só percebeu aquilo pois sua vista de veela era bastante apurada e ajudava muito.
A cama estava arrumada, não tinha nenhum cheiro a não ser o dele, que era de chocolate, ela sorriu, porém deixou de sorrir ao sentir o gosto de sangue que tinha na boca.
Ouviu o barulho de água corrente vindo de uma porta que tinha no quarto e olhou em direção a porta do banheiro, em segundos, Nott abria um pouco mais a porta que estava um pouco encostada. Ele não usava mais o blusão e nem a gravata do uniforme de Sonserina, somente a camiseta branca, e as mangas estavam arregaçadas.
– Você precisa tomar banho.
Ele falou caminhando até a mesma que se deixou admirar tudo nele, o jeito que andava, o jeito que seus braços mexiam, o jeito que ele estava com a boca aberta, respirando pela mesma...
– Já tomei banho.
Falou calmamente, um pouco enjoada com o cheiro de sangue que sentia de si própria, mas o cheiro do garoto mudava tudo.
– Não importa. – Foi um pouco grosso, começando a desatar o robe da garota que sentia que aquilo era perigoso. – Snape me mandou cuidar de você, vou fazer isso direito.
AH! Peça agora para ele fazer um filho em nós duas, será ótimo sentir ele cuidando de nós grávida!
Sua parte veela pediu e ela quase riu, se não fosse por ele estar tirando o robe do corpo dela e ficar encarando o seu corpo. Ela corou intensamente diante do olhar dele. Ele a olhava com desejo...
De repente, ele não desejava nenhuma mulher independente, casada ou que já tivera filhos e que sabia oque fazer na cama, ele queria a garota a sua frente, baixinha, com os olhos transmitindo hesitação e nervosismo, também desejo e medo, que o rosto era inocente e de uma garota de 14 anos. Que usava uma camisola branca com morangos na estampa, e a camisola era curta e não adequada para um garoto/homem ver em uma garota...
Ele puxou o ar com força, percebendo que ela o olhava com a cabeça erguida. Seria somente abaixar um pouco o tronco e a cabeça, e pronto, seus lábios estariam colados ao dela, que mesmo manchados de sangue, estavam o chamando.
Ele se controlou e desviou o olhar.
– Tem uma escova extra no banheiro, é a roxa e a toalha que peguei para você está em cima da pia, pode usar meu xampu e tem uma camisa minha ali também.
Ele falou indo em direção a cama, onde se sentou e a viu pegar o robe do chão e o arrastar até o banheiro, entrar ali e fechar a porta.
Suspirou se olhando no espelho e arregalou os olhos com o próprio reflexo.
Não acredito que nosso Theo nos viu assim... com o sangue daquela vadia!
Sua parte veela falou e ela riu.
– Ele me viu assim.
Você é minha parte-humana, eu preciso dele, assim como você! Ele não pode nos achar feia...
Se segurou para não retrucar sua parte veela e logo pegou a escova de dentes que Theo havia se referido e a pasta de dentes, onde se escovou duas vezes para tirar completamente o gosto do sangue de Suzana da boca, tirou a camisola, e a calcinha, as deixou no cesto de roupa de Theo, sabia que os elfos buscavam as roupas todas as manhãs, mas sabia que eles sempre tinham como reconhecer de quem era as roupas pois os Weasley’s haviam falado aquilo.
Desligou a torneira da banheira que estava quase cheia e entrou, deixando seu corpo relaxar na água morna e olhou em direção ao teto, pensando em coisas nada adequadas, já que estava no banheiro do quarto do escolhido de sua parte-veela...
O banho durou não mais do que 20 minutos, assim que saiu dele, sentiu um pouco de frio e se secou. A camisa que Nott deixara no banheiro para ela, continha o cheiro dele, fraco mas tinha, e ela ficou uns 5 minutos somente sentindo o quanto o cheiro dele era delicioso, logo depois riu e vestiu a blusa, ficou um vestido curto nela, e estar sem calcinha a deixava constrangida e com vontade de gritar a Theo para ele tocar ali para ver se ela estava com febre – isso foi ideia de sua parte-veela na verdade, oque a fez ficar com mais vontade ainda.
Saiu do quarto sem saber quem cheirava mais a Theo, se era ela ou o quarto, e estranhou ele não estar ali. Foi em direção a cama dele, e percebeu que tinha um bilhete dele ali. A primeira coisa que percebeu era que a letra dele era linda.
‘’ Não saia do quarto. Fui tomar banho no quarto de Blásio, tem um pente de cabelo na primeira gaveta de meu bidê, não demorarei.’’
Ela sorriu calmamente, indo até o bidê dele, onde tirou um pente da gaveta que ele havia dito, sentou-se na cama do garoto e começou a se pentear, em menos de 5 minutos, Theo entrava e ela já havia terminado de pentear-se e se encontrava lendo um dos livros bruxos que ele tinha, de ficção, porém realmente não havia conseguido se controlar, o cheiro dele era a única coisa que sentia...
– Minha cama é melhor do que a sua, não?
Ele perguntou puxando assunto e ela rapidamente fechou o livro e o olhou. Ele usava uma calça de moletom e uma blusa branca que ela pode perceber um pouco dos músculos dele pois eram quase transparentes.
– Eu... eu não sei.
Respondeu sincera e ele se aproximou, se sentando de frente para ela que puxou a camisa dele para baixo, para ela se sentir menos nua, e ele olhou para suas pernas, porém sem raciocinar que ela estava nua por baixo da camisa...
– Gabrielle... Oque você é?
Ele perguntou tendo uma noção do que ela seria para atacar Suzana daquele jeito. Não era tão burro assim, e sabia que a garota tinha parentes veela, já que era irmã de Fleur Delacour.
– Sou completamente veela.
Respondeu a garota o olhando nos olhos. Ele suspirou, não querendo encarar a verdade.
– Então... significa que você terá um companheiro e tal?
Perguntou levantando a sobrancelha e a garota assentiu.
– Na verdade, ele já foi escolhido por minha parte mais veela.
Respondeu suspirando. Nott sentiu seu coração perder uma batida. Seria mesmo oque ele estava pensando? Estava em sua frente, ele só não queria acreditar...
– Eu... Eu sou seu companheiro veela?
Ele perguntou e a viu assentir. E então, ele deitou na cama, não sabendo oque fazer...
Ser companheiro veela, significava se apaixonar pela veela, significava que ela morreria se ele a recusasse, significava ter filhos facilmente, significava ataques de ciúmes muitas vezes, significava... significava muita coisa, e ele não sabia se estaria pronto para assumir algo assim... Se ele morresse, ela morreria... Merlin!
Ele olhou para Gabrielle, e percebeu, que realmente, seria uma honra transar com ela, a beijar, e a fazer carinho. Suspirou, sabendo que poderia estar fazendo uma das maiores besteiras da sua vida, mas fez. Se inclinou para perto dela e a beijou nos lábios. A mesma gemeu assim que seus lábios se encontraram e passou os braços ao redor dos ombros do mesmo, adorando aquela sensação.
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