A difícil Arte de Amar
20 Capitulo 20
Notas iniciais
– Oh, Luna, me desculpe!
Disse Blásio, a levantando, todo apressado e corando totalmente com o olhar que ela lhe deu, parecia o fitar como se quisesse o jogar longe e ao mesmo tempo o jogar contra a parede e fazer coisas nem um pouco adequadas...
– Ah, tudo bem... Tchau!
Falou rapidamente saindo e Blásio continuou a fitando, arrancando risos de Draco.
– Você gosta dela!
Gabrielle falou sorrindo, achando um pouco de graça, pois nunca viu um garoto ficar sem graça na frente de uma garota.
– É... acho que sim.
Respondeu Blásio, olhando para o chão enquanto voltavam a andar.
– Se você realmente quer ela, não fica querendo, vá atrás! Okay?
Draco falou o segurando pela nuca e Blásio o olhou.
– Pode deixar!
Respondeu o Sonserino, que só não saiu procurando Luna, pois tinha aula de DCAT.
Ao chegarem na sala, encontraram Hermione cheia de livros na porta.
– Ah... A professora de Runas Antigas passou tantos deveres!
Falou para eles, porém Harry e Rony estavam atrás, e ela falou para todos.
– Deixa que eu pego seus livros.
Falou Draco pegando alguns e ela agradeceu.
– Malfoy sendo gentil, que surpresa!
Pansy brincou rindo, e o abraçando, o mesmo se desequilibrou, quase caindo em cima dela, que tirou os braços ao redor dele rapidamente, rindo, não querendo cair junto se ele caísse. Hermione os fitava com raiva, enquanto Gabrielle pegava um dos livros de Hermione e dava uma pequena olhada.
– Aposto que Snape vai passar um monte de deveres também!
Rony falou de modo emburrado, enquanto olhava distraidamente para as pernas lindas de Gabrielle.
E a porta da sala de aula de DCAT se abriu, mostrando o mesmo Snape de sempre. Cabelos que pareciam oleosos e sebosos, pretos, na altura dos ombros, lisos, as vestes pretas, uma capa as costas e o nariz maior do que deveria ser, oque o fazia ter apelidos nada gentis entre alguns alunos.
— Para dentro — disse ele, frio como sempre.
Todos os alunos, olharam a toda volta quando entraram. Snape já impusera sua personalidade à sala; estava mais sombria do que antes, pois ele fechara as cortinas e a iluminara com velas. Gabrielle porém, não sabia as diferenças de outros professores em Hogwarts, de DCAT, então, apenas, achava aquilo um pouco sombrio...
Novos quadros adornavam as paredes, vários deles mostravam pessoas sofrendo com pavorosos ferimentos ou partes do corpo estranhamente torcidas. Ninguém falou enquanto os alunos se acomodavam, admirando os sinistros quadros escuros.
Hermione foi até uma mesa, onde sentou-se com Harry, porém este levantou assim que Rony o puxou, e ao seu lado sentou-se, Gabrielle...
– Pansy vai ficar uma fera!
Gabrielle brincou baixinho, sorrindo e olhando para Pansy, que se sentava ao lado de Draco.
— Não pedi a vocês para apanharem seus livros — começou Snape, fechando a porta e virando-se para encarar a turma de sua escrivaninha. Hermione devolveu depressa à mochila o seu exemplar de Frente ao irreconhecível e guardou-a embaixo da cadeira. — Quero conversar com os senhores e exijo sua total e absoluta atenção.
Seus olhos negros percorreram os rostos voltados para ele, demorando-se uma fração de segundo a mais no rosto de Harry e Gabrielle.
— Creio que já tiveram cinco professores nesta matéria.
Você crê... como se não tivesse acompanhado todos virem e irem, Snape, na esperança de ser o próximo, pensou Harry com desprezo.
— Naturalmente, cada um teve o seu método e suas prioridades. Diante dessa confusão, é uma surpresa que tantos tenham obtido nota para passar nesta matéria. E surpresa maior será se todos conseguirem dar conta dos deveres do N.I.E.M, que serão bem mais complexos.
Snape começou a andar em volta da sala, falando agora mais baixo; os alunos esticaram o pescoço para conseguir vê-lo.
— As Artes das Trevas são muito variadas, inconstantes e eternas. Combatê-las é como combater um monstro de muitas cabeças, no qual, cada vez que cortamos uma cabeça, surge outra ainda mais feroz e inteligente do que a anterior. Vocês estão combatendo algo que é instável, mutável e indestrutível.
Harry encarou Snape. Sem dúvida, uma coisa era respeitar as Artes das Trevas como um inimigo perigoso, outra era se referir a elas como Snape estava fazendo, acariciando-as amorosamente com a voz.
— Suas defesas — disse Snape alteando a voz —, portanto, têm de ser flexíveis e inventivas como as Artes que vocês querem neutralizar. Esses quadros — ele apontou alguns à medida que passava — são uma boa representação do que acontece com quem, por exemplo, sofre a Maldição Cruciatus — E ele fez um gesto indicando uma bruxa que visivelmente urrava de dor —, sente o
Beijo do Dementador — fez novamente um gesto, um bruxo de olhos vidrados encolhido contra uma parede — ou provoca a agressão de um Inferius (uma massa sangrenta no chão).
— Então já foi avistado algum Inferius? — perguntou Parvati Patil com voz aguda. — Então é oficial, ele está usando Inferi?
— O Lorde das Trevas usou Inferi no passado — respondeu Snape —, o que significa que seria sensato presumir que pode tornar a usá-los. Agora... — Ele recomeçou a andar pelo outro lado da sala em direção à própria escrivaninha, suas vestes escuras enfunando a cada passo e, mais uma vez, a classe acompanhou-o com os olhos. — ... creio que os senhores são absolutamente novatos no uso de feitiços mudos. Qual é a vantagem de um feitiço mudo?
A mão de Hermione se ergueu no ar. E Gabrielle que já aprendera aquilo em Beauxbatons, estava pensando em levantar a mão, mas ao ver que a amiga já tinha levantado o braço, apenas ficou quieta. Snape aguardou calmamente olhando os outros alunos, certificando-se de que não tinha outra escolha, antes de dizer secamente:
— Muito bem... srta. Granger?
– Sou srta. Black agora, senhor!
O lembrou calmamente mordendo os lábios e ele olhou em direção a Draco.
– Pelo que eu saiba, não lhe perguntei isso, perguntei? – Hermione negou, olhando para Draco, que a olhava... – Irá responder oque perguntei?
Perguntou por fim.
— O adversário não pode prever que tipo de feitiço a pessoa vai realizar — respondeu Hermione —, o que lhe dá uma fração de segundo de vantagem.
— Uma resposta decorada quase palavra por palavra do Livro padrão de feitiços, 6a série — comentou Snape com menosprezo, Draco revirou os olhos, não acreditando que Snape era tão grosso com sua prima —, mas correta em sua essência. Sim, naqueles que se aperfeiçoam e aprendem a usar a magia sem proferir os encantamentos, passam a contar com o elemento surpresa em sua arte. Nem todos os bruxos conseguem fazer isso, é claro; é uma questão de concentração e poder mental que alguns — seu olhar recaiu demoradamente em Harry — não possuem. — Harry sabia que o professor estava pensando nas desastrosas aulas de Oclumência do ano anterior. Recusou-se a baixar os olhos e encarou Snape até este desviar o olhar. — Os senhores agora vão se dividir em pares. Um parceiro tentará enfeitiçar o outro sem falar. O outro vai tentar repelir o feitiço em igual silêncio. Comecem!
– Podemos ir juntas?
Gabrielle perguntou e Hermione que iria perguntar a mesma coisa sorriu, e concordou prontamente.
Embora Snape não soubesse, no ano anterior, Harry ensinara pelo menos à metade dos alunos (os que tinham participado da AD) como executar um Feitiço-Escudo. Nenhum deles, porém, jamais realizara o feitiço sem falar.
Seguiu-se uma boa dose de enrolação; muitos alunos simplesmente
murmuravam o encantamento em vez de dizê-lo em voz alta.
– Você ataca e eu...- Hermione começou.
– Não! Você ataca, eu sei lançar e defender feitiços não verbais, e sem proferir o encantamento, aprendemos isso no final do ano passado.
Falou a garota e logo as duas duelavam, como todos os outros. Hermione, como esperado, antes de chegar nos 5 minutos de aula, já havia atacado Gabrielle que havia se defendido com leveza.
Draco e Pansy, estavam em uma luta eterna...
– Você ataca, eu defendo!
Falou Draco pela trigésima vez...
– Não Draco! Você ataca! Eu defendo!
Resmungou a garota que havia tirado o blusão, estava somente com a camiseta branca que se encontrava com um pequeno decote, pelos botões abertos.
– Não, Você...
– Black e Parkinson! Troquem de pares agora!
A voz de Snape se fez ouvir, e rapidamente Hermione parou e olhou para Draco, enquanto Pansy já ia em direção a elas.
Hermione passou por Pansy que lhe deu um sorrisinho, e logo ela se colocou em frente de Draco.
– Você ataca, e eu defendo...
Draco fala e ela assente... Logo, ela atacou com um feitiço não verbal. Ele protegeu calmamente e ela riu.
– Andou treinando?
Perguntou baixo e ele ignorou, porém a atacou com Aguamenti, e ela quase se molhou, porém bloqueou o feitiço, que estava bem perto dela e ela lhe sorriu...
Passeava imponente enquanto os alunos praticavam, parecendo mais do que nunca um morcego exageradamente grande, detendo-se a observar Harry e Rony se esfalfarem para cumprir
a tarefa.
Rony, que devia enfeitiçar Harry, tinha o rosto púrpura, os lábios fortemente comprimidos para não cair na tentação de murmurar o encantamento. Harry mantinha a varinha erguida, aguardando, aflito, para repelir um feitiço que provavelmente jamais viria.
— Patético, Weasley — comentou Snape depois de algum tempo. — Deixe-me mostrar a você... Snape virou a varinha para Harry tão ligeiro que este reagiu instintivamente; esqueceu a recomendação de não pronunciar o feitiço e gritou: "Protego!"
Seu Feitiço-Escudo foi tão forte que o professor se desequilibrou e bateu em uma carteira. A classe inteira tinha virado a cabeça e agora observava Snape se levantar de cara amarrada.
– Potter é idiota!
Malfoy murmurou se aproximando de Hermione, a mesma se aproximava de Harry, porém sem realmente chegar perto.
— Você está lembrado que eu disse para praticar feitiços não-verbais, Potter?
— Sim — respondeu Harry, inflexivelmente.
— Sim, senhor.
— Não é preciso me chamar de "senhor", professor.
As palavras escaparam de sua boca antes que soubesse o que estava dizendo. Vários alunos ofegaram, inclusive Hermione. Às costas de Snape, no entanto, Rony, Dino e Simas riram como se tivessem aprovado aquilo. Draco revirou os olhos, Potter, sempre Potter...
— Detenção, sábado à noite, meu escritório — disse Snape. — Não admito atrevimento de ninguém, Potter... nem mesmo do Eleito.
— Foi genial, Harry! — disse Rony às gargalhadas, quando já estavam bem longe, a caminho do recreio, pouco depois, porém haviam deixado Hermione para trás, pois essa iria ficar um pouco com o pessoal da Sonserina, oque não agradou muito Rony, nem Harry.
— Você realmente não devia ter dito aquilo — comentou Gabrielle, que quis ficar um tempo com eles. — Por que disse?
— Ele tentou me lançar um feitiço, caso você não tenha reparado! — irritou-se Harry. — Me enchi disso nas aulas de Oclumência! Por que ele não usa um porquinho-da-índia para variar? Afinal, que é que o Dumbledore está querendo para deixar o Snape ensinar Defesa contra as Artes das Trevas? Você ouviu bem o que ele disse? Ele adora essas artes! Todo aquele papo de instável,
indestrutível...
Mesmo Gabrielle não sabendo que ele receberá aulas de Oclumência, não se surpreendeu, pois neste ano, se estivesse em Beauxbatons, para seu quarto ano, iria aprender a defender a mente...
— Bem — contestou Rony —, achei que lembrava um pouco você falando.
— Eu?
— É, quando estava nos contando como era enfrentar Voldemort. Você disse que não era uma questão de decorar um monte de feitiços, disse que era apenas você e seu cérebro e sua
coragem... bem, não era isso que Snape estava dizendo? Que a arte se resumia em ter bravura e agilidade mental?
Harry se sentiu tão desarmado diante de Rony , que achava que suas palavras mereciam ser memorizadas como as do Livro padrão de feitiços que não discutiu.
— Harry! Ei, Harry!
Harry olhou para os lados; Jucá Sloper, um dos batedores da equipe de quadribol da Grifinória no ano anterior, vinha correndo em sua direção com um pergaminho na mão.
— Para você — ofegou Sloper. — Escute, soube que é o novo capitão. Quando vai fazer os testes?
— Ainda não tenho certeza — respondeu Harry, pensando que Sloper teria muita sorte se voltasse à equipe. — Aviso você.
— Ah, certo. Eu tinha esperança de que fosse neste fim de semana...
Mas Harry não estava escutando; acabara de reconhecer a caligrafia fina e inclinada no pergaminho. Deixou Sloper no meio da frase e se afastou depressa com Rony desenrolando o pergaminho enquanto andava, sabia que era um bilhete de Dumbledore...
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