A difficult choice - Niko and Mint
3 Capítulo 3 - O encontro
Notas iniciais
Capítulo 3.
Depois de alguns minutos no táxi, Niko chegou ao seu destino: o shopping Yellow Rose, pagou o taxista e entrou no shopping, lá, de cara viu Mint, que estava esperando sentado em um banco.
—Saudações –Mint se levantava do banco, colocando as mãos no bolso de sua jaqueta preta.
—Novo estilo de moda? Legal. –Niko andava até Mint.
—Pois é, estou tentando entrar na moda.... Entende? Tipo, ser radical.
—Você não mudou nada –Dizia Niko no meio de pequenas risadas.
Depois disso, Niko e Mint andaram pelo shopping, até a praça de alimentação. -Então, vai querer ir onde? –Perguntou Niko, parando de andar.
—O bom e velho Mcdonalds!
—Então vamos! -Niko e Mint andaram até a fila do Mcdonalds, a fila estava relativamente pequena perto das outras sextas-feiras, então rapidamente chegaram ao caixa, Niko pediu o de sempre, uma batata grande e duas Coca-Colas.
Depois de esperar na fila por um pequeno tempo, Niko e Mint pegaram a bandeja com os pedidos e sentara em uma mesa próxima. -Então –Dizia Niko, pegando uma batata.
—Então o que?
—Sobre o sonho, o que você acha que tipo, foi aquilo?
—Eu sei lá, mas tenho certeza de que coincidência não foi!
—Será? –Niko pegava mais uma batata.
—Com certeza não, você só soube que meu cabelo estava colorido hoje, e no sonho eu estava com o cabelo colorido, e, e.... Ugh, você já entendeu!
—Sim, sim. Mas então, e se aquilo foi algum tipo de “previsão do tempo”?
—Eu tenho certeza que aquelas criaturas não existem. –Afirmou Mint.
—Mint, existem vários espécimes que nós seres humanos não conhecemos.
—Que tipo de ser você acha que é? –Perguntou Mint, se levantando.
—Ahn, onde você vai? Ah, bem, eu acredito ser um tipo de mamífero, embora eu não tenha visto nada, os dentes afiados que mastigaram os meus órgãos internos realmente pareciam os de mamíferos.
—Espera, o que? Bem, primeiramente, como você fala sobre uma criatura comendo todos os seus órgãos internos com tanta.... Frieza? E outra, como você sabe como os dentes afiados de mamíferos são? –Perguntou Mint, voltando ao banco ao ver que Niko não o seguiu.
—Bem, respondendo suas perguntas, eu não sei, e, quando eu saí do Little Rose, eu estava muito triste por não estudar com você, tipo, naquela época eu já estava meio triste por ter apenas um amigo, mas o que me deixava mais feliz era que tipo, eu pelo menos tinha um ótimo um amigo! Mas quando.... Eu tive que sair da Little Rose, e meio que me separei de você, eu não tinha nenhum amigo, na escola, todo o tempo que eu não estava estudando, eu estava no lanche, estudando sobre diversos assuntos, e um deles foi sobre mamíferos. –Disse Niko com uma clara tristeza na voz, enquanto retirava um livro da mochila. –Esse livro que minha mãe me deu falava bastante sobre lobos, e falava também sobre os dentes afiadíssimos deles.
—Entendi. Agora, parando para pensar, aquela criatura que eu vi realmente era uma criatura com pelos. –Disse Mint.
—É, a que eu vi tinha pelos também, bem poucos, mas tinha. –Niko pegou todas as batatas. –A gente deveria ter pedido uma batata maior.
—Quer ir comprar sorvete?
—Cara, está muito frio. –Respondeu Niko, levantando da cadeira.
—Então você quer ir onde? –Perguntou Mint, seguindo Niko que estava indo em direção a um banco.
—Cinema? –Sugeriu Mint.
—Cinema.
Enquanto isso, em uma floresta, havia uma garota descansando em uma árvore. Delta, embaixo da sombra se escondia da chuva, que estava fazendo um barulho muito agradável para a elfa. Era um ótimo momento de conforto para Delta, tanto que ela estava quase dormindo, “Isso está muito bom, mas está começando a me dar fome. ” Pensou a menina, se levantando de sua zona de conforto.
“Preciso achar alguma coisa, mas esta árvore não tem mais nenhum fruto. “ Delta olhava para cima, enquanto dava alguns passos para trás, e em um de seus passos, ela pisou com sua bota em uma poça d’água. “Merda. ”
Rápida como a luz, e camuflada como um camaleão, Delta foi se esgueirando até um alce que estava distraído, e deu um tiro de flecha no traseiro do animal. Com lágrimas nos olhos, Delta se aproximou do alce que estava agoniando no chão. –Me desculpe por isso. –Delta pegou a flecha que estava fincada no traseiro do animal, e rapidamente finalizou o seu “trabalho”.
Depois de comer um pedaço de carne assada, Delta guardou o resto da carne em uma caixa de madeira que ela mesma fez.
Novamente no shopping, Niko e Mint já estavam esperando há tempo demais. –Vamos embora. –Disse Niko, impaciente.
—Concordo. Essa fila está gigante! Ainda bem que nós ainda nem compramos os ingressos. –Mint saiu andando até um banco que estava perto dali. Niko ia sentar ao lado de Mint, mas viu que um garoto de cabelos ruivos já tinha tomado o seu lugar.
—Oh, me desculpe. –O garoto olhou para Niko. –Você ia sentar aqui? Pode sentar. –Ele se levantou.
—Ah, não precisa, pode ficar. –Disse Niko.
—Ah não, eu insisto. –Insistiu o garoto. –A propósito, meu nome é Timber, prazer! –Ele estendeu a mão, sorrindo.
—Prazer, meu nome é Niko. –Niko apertou a mão de seu novo amigo.
—Niko? –Timber, assustado, interrompeu o aperto de mão. –E-eu já tive um amigo com esse nome. –O garoto olhou para baixo.
—Ah? Legal, como ele era?
—Ah, ele era meio.... Não, ele era totalmente legal, ele era um herói! –Timber sentou no canto do banco. –Aqui, tem espaço para nós todos!
—Ahn? Ah, me desculpa, eu nem vi você aí, foi mal, meu nome é Mint.
—Ah, tudo bem, as pessoas geralmente não me notam muito... Então, continuando! Ele meio que.... Salvou minha vida, mais de uma vez.
—Como assim? –Perguntou Niko, confuso.
—Teve uma vez, que.... Que ele.... Que eu estava sendo atacado por um lobo, e ele me salv... –Niko interrompeu o que Timber estava falando.
—Espera aí, um lobo? UM LOBO?!
—É, quando eu era menor eu acampava. Bem, não era bem acampamento, meu pai me levava em uma floresta de vez em quando, ele se sentia meio mal por não poder passar tempo comigo por causa do trabalho, por isso compensava nos finais de semana acampando, indo no shopping, e outras coisas. –Timber deu uma pequena pausa. –Era basicamente, os finais de semana eu passava com ele, e a semana com a minha mãe. Voltando ao negócio do lobo, eu estava naquela floresta com meu pai, nós estávamos em volta da fogueira, ele dizia que os animais não apareciam na luz, hoje eu sei que ele não estava mentindo de propósito, ele realmente não sabia de que ele estava errado. Nós estávamos lá, contando histórias de terror, rindo. Ele estava me contando a história de que, quando ele era criança. –O garoto de cabelos ruivos ria enquanto contava. – Quando ele era criança, ele costumava a comer papel. Até hoje eu, ele e minha mãe fazemos piadas disso, ele estava contando essa história, quando nós começamos a ouvir rosnados, meu pai ficou realmente assustado e com medo, na época ele tinha apenas 34 anos, nunca tinha lutado com o que pensávamos ser, um urso. Ele rapidamente me abraçou pelo tórax e saiu correndo comigo, ele ignorou todos os nossos “equipamentos”, mas a criatura que estava rosnando correu e pulou na nossa frente, aí vimos que era.... Eu não me lembro exatamente o que ela, mas eu lembro que tinha pelos, e, eu acho que era por causa do escuro, mas eu pensava que a criatura tinha mais de um olho. Bem, agora eu sei que aquilo provavelmente era um lobo selvagem. Fazer o que né. –Timber dava de ombros. –Acampar em uma floresta qualquer dá nisso. Bem, eu já estava em pratos, e meu pai desesperado, o lobo estava se aproximando lentamente, mas de repente! Um homem de cabelos curtos, camisa regata branca e calças jeans pulou na frente do lobo, e começou a batalhar contra o mesmo. Esse homem era Niko, depois desse dia, Niko virou amigo do meu pai, ele sempre ia com meu pai para o trabalho, e de vez em quando, Niko me levava para a padaria junto com o meu pai, eu sempre comia lanches de presunto e queijo. Você deve estar imaginando que o Niko era um hippie que morava em uma floresta, né? Errado, ele era um homem comum, que tinha um emprego nada bom em questão de salário em um parque por ali perto, por nossa sorte ele trabalhava como voluntário naquela floresta, ele era um tipo de guarda, mas não ganhava nada. Ele era um homem bom, e como o emprego dele era horrível, e meu pai era um homem muito influente na empresa dele, ele contratou Niko, que, além de ser uma pessoa muito boa, era perfeito para o cargo que a empresa estava precisando.
—E o que aconteceu com Niko? Tipo, você sempre falou que ele era isso, era aquilo, mas por que ele não é mais? Ele.... É uma pessoa ruim agora? –Perguntou Mint.
—Ah, não, não! Ele.... Morreu. Em 2008.
—Eu.... Sinto muito. –Se desculpou Mint.
—Ah, está tudo bem! –Disse Timber. –Eu sei que você está com receio de perguntar como ele morreu, bem, eu realmente não sei, tudo que eu e meu pai sabemos é que, um dia ele se demitiu, saiu correndo do prédio, e nunca mais foi visto. Depois de uma semana a esposa dele chegou chorando na empresa para dar as horríveis notícias. Ela nunca revelou o real motivo da morte dele.
—.... –Niko ficou quieto por um tempo, mas quebrou o gelo. –Então, nós vamos pegar sorvete, quer um pouco?
—Ahn, só vocês, eu estou com frio. –Rejeitou Niko.
—Eu tenho gostos estranhos, eu gosto de sorvete no frio. Então, vai querer Timber? –Perguntou Mint.
—Ah, claro. –Timber se levantou. –Ei, desculpem-me, eu sou meio tagarela, eu sempre conto essa história do Niko para todo mundo, mas como você se chama Niko eu me empolguei mais.
—Tudo bem cara! Não tem problema, além de tudo, ele ama escutar histórias! –Disse Mint.
—Claro! Enfim, nossa, não tem fila! -Afirmou Niko com surpresa. –Então, eu gostaria de um sundae, uma batata pequena e.... O que você vai querer, Timber?
—Ah, pode ser um sundae também.
—Ok, e mais um sundae... –Pediu Niko.
—Seu pedido vai sair daqui a pouquinho naquela fila. –Disse a atendente, com a cara de quem só queria sair daquele emprego o mais rápido possível.
—Ok, obrigado. –Niko, Mint e Timber esperaram na outra fila, e pegaram seus pedidos.
—Nossa, esse sundae é muito melhor do que o do shopping em que eu geralmente vou! –Disse Timber.
—Esse tá melhor do que o de ontem. Essa atendente, embora ela esteja claramente morta por dentro, ela faz sundae muito bem! –Afirmou Mint, com a boca cheia de sorvete.
—Não fala de boca cheia! Embora eu tenha que concordar, essa atendente cozinha muito bem, essa batata está muito boa.
—Pois é. –Concordou Mint.
—Então, querem que eu já vá chamando um Uber? –Perguntou Niko, pegando seu celular.
—Pode ser. –Respondeu Timber.
—Ok.
—--FIM DO CAPÍTULO 3---
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