A different love
29 Você é minha
Notas iniciais
Acordei sentindo os braços possessivos de Regina em minha cintura, provavelmente em algum momento da noite invertemos nossas posições, deslizei a ponta dos meus dedos delicadamente em sua pele e a ouvi resmungar algo, resolvi levantar, afinal teríamos de ir trabalhar e sei o quanto ela demora pra se arrumar. sai da cama com um pouco de dificuldade e fui direto pro banho. Me espantei quando senti braços ao redor da minha cintura, mais logo relaxei e me virei pra regina que estava com um sorriso safado no rosto. Começamos nosso banho cheio de caricias e beijos e acabamos demorando mais do que o esperado.
Me vesti mais rápido que ela e segui pra cozinha pra tentar fazer nosso café da manhã, quando já estava pondo a mesa Regina entra na cozinha e sentamos pra comer, apos alguns minutos de conversa e sorrisos saímos de casa, Regina queria que saíssemos no mesmo carro, tinha certeza que era somente pra que eu tivesse de voltar com ela pra casa, no entanto deixei claro que iria no meu carro, não que tivesse planos para a noite, afinal eu estaria com ela, mais apenas pra deixa-la com a pulga atrás da orelha.
Chegamos no escritório e passamos o resto da manha normal, vez ou outra percebia ela me olhando, no entanto fingia não perceber, quando estava já próximo do horário do almoço meu telefone tocou e Regina me olhou imediatamente. Era o inicio da próxima etapa de meu plano. Atendi o telefone na maior alegria, percebia ela me fitando sem esconder o incomodo, combinei de almoçar por telefone e após desligar Regina foi logo me bombardeando.
– Quem era no telefone pra você ter atendido e falado o tempo todo alegrinha daquele jeito?
– Desde de quando eu tenho de dar satisfação de minha vida Regina?
– Eu não te pedi satisfação, apenas fiz uma pergunta, mais se soubesse que ia levar uma patada não teria perguntado.
– Hum... apenas um amigo meu de longa data que resolveu me faze um convite pra almoçar, satisfeita?
– Achei que iria almoçar comigo, mais pelo jeito troca a minha companhia por qualquer um.
– Ah, pode ter absoluta certeza que ele não é qualquer um...
O ódio em seu olhar me deu ate um pouco de medo, mais manti minha postura firme, ela bufou e virou pro outro lado, ri internamente e comecei a arrumar as coisas pra sair. Peguei minha bolsa e sai rebolando, olhei pra trás e ela estava de braços cruzados, e com a expressão fechada, joguei um beijo e sai. Assim que passei na recepção James um grande amigo
meu já estava falando com Belle, assim que me viu abriu um sorriso e me apresei em ir falar com ele, me despedi de Belle e sai de bracos dados com meu amigo. Claro que fiz isso porque tenho certeza que Regina irá perguntar algo, e se ela não perguntar sei que Belle fará questão de falar, afial meu amigo mesmo sendo gay assumido é muito discreto e não demonstra qualquer 'baque', além de muito bonito.
Resolvemos ir a um restaurante próximo ao escritório mesmo e enquanto almoçávamos eu contava a ele os últimos acontecimentos, ele assim como Mulan estava me ajudando no plano de ciúmes, ele sempre dava uma dica aqui e outra ali, pois afinal ele não era o que se pode chamar de 'santo, após terminarmos de comer, voltamos pra empresa, pois iriamos pra minha sala e assim que Regina estivesse pra chegar iriamos nos beijar, tudo pra que ela nos pegasse em flagrante. Por conta do beijo quase tive de vender a alma, afinal ele não suporta mulher como vive dizendo e assim como Mulan iria sempre querer algo em troca desse 'favor' que eu estava pedindo.
No entanto assim que seu carro entrou na garagem, percebi que o de Regina ainda estava na mesma vaga, o que significa que ela não havia saído, e o pior era que aparentemente havia alguém no carro, já que a película não era tão escura, não pude deixar de esboçar um sorriso maldoso, comentei com James sobre minha suspeita e na mesma hora mudamos o plano, se o que eu estava pensando fosse verdade, Regina havia ficado no mínimo o almoço no escritório e ter descido a pouco tempo e ficou no carro esperando o momento que eu ia chegar, e como dizem que quem procura acha... ela ia se estressar um pouquinho.
James estacionou em um lugar estratégico próximo ao elevador, saímos do carro e ele logo tratou de me 'prensar' sobre a porta de carona, começou a dar leves beijos em meu pescoço e dizer no meu ouvido que estava imaginando algum carra gostoso pra poder não sentir tanto nojo e entrar no personagem, ouvi de longe o barulho de saltos, era a hora. Apertei mais a cintura dele e ele entendeu, me dando um selinho e em seguida um beijo de tirar o folego, quando estávamos na metade do beijo, sinto ele ser afastado bruscamente de mim, abro os olhos com uma cara 'fingida' de pânico e vejo ele caído e com a mão no nariz, Regina quase espumando vai até ele e o tira do chão segurando pela camisa e com um olhar assassino. Cai a ficha que ela bateu nele, fico realmente espantada, afinal não tem como imaginar ela brigando com um homem do tamanho dele e ainda por cima consegui derrubar ele apenas com o punho. Acabo ficando estática olhando a cena a minha frente de boca aberta, saio do transe apenas quando ouço sua voz mais rouca que o normal falando com James.
– Da próxima vez que eu te ver perto da minha mulher seu babaca, eu acabo com a sua raça, entendeu?
– Regina, o que você esta fazendo, esta ficando louca? Solta ele agora!
– Eu não estou falando com você Senhora Swan-Mills, nossa conversa será mais tarde. Agora você seu babaca, saia daqui antes que eu mande meus seguranças acabarem com a tua raça.
James me olhou e eu pedi baixinho pra ele ir embora, confesso que ainda estava atordoada com a atitude de Regina, achei que o máximo que ela faria seria gritar ou dar um pequeno escândalo, mais nunca partir pra cima de um carra que era maior e mais forte que ela, e ainda tinha o fato de ela me chamar de mulher dele e juntar nossos sobrenomes, voltei a realidade e vi quando ele entrou no carro e rapidamente saiu cantando pneu, olhei pra Regina e minha vontade era pular em seus braços e lhe beijar, no entanto fingi estar com ódio por conta da situação, ela estava respirando fundo de olhos fechados e com a mão no cabelo como se fosse arrancar alguns fios, assim que ela abriu os olhos e me olhou novamente pude ver o ciúme gritando dentro de si, ela veio pra cima de mim e me afastei dela dando alguns passos pra trás, parando apenas quando senti bater em um carro, minha respiração estava ofegante, pois já imaginava varias cenas de sexo em minha mente com ela me pegando em cima do carro com risco de alguém chegar e nos pegar.
– Que porra era aquela Emma? já não basta passar o almoço todo com aquele babaca, você ainda fica se esfregando com ele aqui pra qualquer um ver.
– Olha lá como fala dele Regina, você não tem moral algum pra falar nada, além do mais , eu sou uma mulher livre, solteira e sem compromisso, eu posso ficar ou fazer o que eu quiser com quem eu quiser.
– Nao você não pode, você é minha Emma, será se você não entende isso?
E entes que eu formulasse uma resposta, ela atacou meus lábios com fúria, suas mãos maltratavam minha cintura de tão forte que era o aperto, o beijo era voraz e cheio de raiva, no entanto estava adorando tudo, amava quando ela ficava bravinha. Os amassos começaram a ganhar intensidade e não demorou muito pra ela largar meus lábios e me puxar pela mão ate seu carro, abriu a porta pra mim com certa raiva e me empurrou de forma bruta, entrando e dirigindo em seguida, não falamos nada o caminho todo, por dentro eu estava comemorando o resultado mais que perfeito, a olhava em alguns momentos e podia sentir a faísca saindo de seus olhos.
Assim que chegamos a seu flat ela veio e logo me puxou pela mão da mesma maneira bruta, chegamos a sua porta e assim que abriu a porta me empurrou na parede e grudou nossos corpos, sua mão possessiva foi direto pra barra do meu vestido e em questão de segundo eu estava apenas de lanjerie, sua boca trilhava por meu corpo me dando beijos e mordidas e eu sabia apenas gemer seu nome baixinho. Comecei a puxar sua roupa tentando tirar, no entanto ela não me dava espaço, minha respiração estava ficando pesada e eu estava muito excitada apenas com suas carícias brutas, ela voltou aos meus lábios e após me deixar sem ar com o beijo, mordeu o inferior e puxou, pude ver todo o desejo e raiva em seus olhos.
– Hoje você vai aprender que você é minha!!!
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