A different love
57 Rotina...
Notas iniciais
*Cora Mills*
Estava tomando meu chá da tarde sossegada quando ouço meu celular tocar insistente, franzi o cenho, afinal não tinha compromisso algum marcado, peguei o aparelho e sorri vendo a foto de Henry na tela.
— Olá querido, ao que devo sua ligação tão incomum a esse horário:
— Cora você não acredita o que Regina fez.
Fiquei logo tensa, e pensei mil e uma alternativas, no entanto a voz dele transparecia felicidade, imaginei que fosse alo relacionado com a empresa.
— Que orgulho ela deu a você essa vez querido? Aposto que deve ter sido algum contrato muito bom pra você me ligar no meio da tarde.
— Ela engravidou a Emma...
— É o que? Acho que entendi errado Henry, me explica isso direito.
— Não tem o que explicar querida, nós seremos avós, não é o máximo?
Fiquei alguns segundos absorvendo a informação, claro que eu estava radiante, mais ainda não era a hora de um bebê vim pra aquelas duas cabeças duras, dei um suspiro e ouvi Henry me chamando, dei um jeito de desligar logo, alegando que falaríamos a noite, eu precisava resolver algo e tinha de ser o mais rápido possível.
Liguei pra Ruby e contei a novidade, ela acabou me relatando que o cachorro da Emma iria embarcar no dia seguinte e pedi, ou melhor exigi o contato da amiga da loira. Não demorou muito e liguei pra tal Mulan e falei pra ela que eu iria fazer uma surpresa pra minha filha e levaria o animal, ela ficou com pé um pouco atrás, mais nada que meu poder de convencimento não resolvesse.
Comprei minha passagem no mesmo voo que o animal e resolvo preparar um jantar mais elaborado pro meu esposo, afinal sabia que ele seria contra meus planos, pena que não faria diferença alguma ele falar algo.
Henry chegou mais cedo e eufórico, durante nosso jantar contou a conversa que teve com nossa filha e esperei ele terminar tudo pra contar sobre minha viagem, claro que ele fez vários protestos e ate ameaçou contar a Regina que eu estava indo, no entanto conhecia ele o suficiente pra saber que estava blefando e que no fundo ele estava tão preocupado com nossa bebe quanto eu.
Arrumei minha pequena mala durante a noite sobre o olhar atento dele, não pretendia passar muitos dias, apenas o suficiente pra ver como elas iam encarrar toda essa loucura de gravidez e garantir que meu neto tivesse um lar estável e seguro.
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O voo foi tranquilo mais estava bem cansada, apos fazer o desembarque fui pegar o filhote e por sorte um funcionário do aeroporto se dispôs a levar minha mala, avistei de longe minha filha e nora e quanto mais próximo ficava das duas, via a cara de incrédula da minha filha, Emma parecia perdida em pensamentos no entanto assim que eu estava bem próxima ela levantou com mesma cara incrédula que Regina. Me aproximei sorrindo cínica afinal elas nem em sonho estavam esperando por mim.
— Olá filha, sentiu falta da mamãe? — As duas soltaram a respiração presa e Regina estava de boca aberta incrédula, o silencio só foi quebrado pelo rapaz entregando a mala e se despedindo.
— Mãe o que a senhora esta fazendo aqui? Porque raios não me avisou que vinha?
— Que modos são esse Regina, no foi essa educação que eu te dei. Acha que só porque esta morando fora de casa tem direito de falar assim comigo?
Ela abriu e fechou a boca algumas vezes e por fim abaixou a cabeça e ficou em silencio. Olhei pra Emma e lhe entreguei o filhote ganhando um sorriso envergonhado dela em seguida, provavelmente por conta da gravidez. A puxei pra um abraço apertado e depois puxei Regina que permanecia quieta e emburrada, dei um beijo em sua testa e ela respirou fundo, imagino que ela esteja bem incomodada.
— Que tal me levarem pra casa de vocês, acho que já passei tempo de mais em aeroporto. – Falei sorrindo e me dirigindo a Emma.
— Claro Cora, o carro esta por aqui.
Ela me indicou o caminho e antes de eu segui percebi Emma carregando minha mala, eu não poderia aceitar isso jamais, afinal não foi a educação que dei a minha filha. Tirei a mala da mão de Emma e coloquei no chão, Regina me olhou de maneira estranha e Emma franziu o cenho, são lerdas demais mesmo.
— Regina querida, minha nora não pode carregar peso, traga a mala da mamãe, e não demore eu estou muito cansada. – Segurei a mão de Emma e sai a puxando na direção que ela indicou enquanto ouvia Regina resmungando atrás, seriam longos dias...
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*Regina Mills*
Eu estava puta, já não bastava mamãe ter chegado sem avisar, ainda estava me fazendo de escrava, era Regina isso, Regina aquilo, por Deus!! Emma esta gravida não doente, mais parece que minha mãe não entendia isso, já que nem tirar a mesa Emma pode fazer mais, tudo tem de ser eu.
Deitei na cama após meu merecido banho e nada de Emma vim deitar, ela passou o dia fofocando com Cora e eu chupando dedo, estava ansiosa pra primeira consulta dela que havia sido marcada pro dia seguinte, eu estaria atolada no trabalho, entanto não abria mão de acompanhar cada detalhe do desenvolvimento do meu filho e essa primeira consulta estava me deixando muito nervosa, sorri boba ao pensar nele, e imaginar em como será quando nascer, já pensei em sua aparência de tantas formas, mais algo que desejo muito e que ele tenha os olhos de Emma, afinal são minha cor favorita em todo mundo.
Senti os braços dela em minha cintura quando eu já estava quase pegando no sono, dei um sorriso e virei meu corpo ficando de frente a ela, vendo seu sorriso perfeito e seus olhos brilhando.
— Oi...
— Oi amor, te acordei?
Puxei seu cabelo com calma e logo trocamos um beijo calmo, desci minha mão por seu corpo e comecei a acariciar sua barriga e senti ela sorrir entre o beijo. Estava morrendo de saudade de seus lábios, afinal passei o dia quase todo de escrava.
— Não, eu estava apenas esperando você, estava morrendo de saudade já.
— Mais eu nem demorei muito com sua mãe amor, logo dei jeito de voltar pra você após nos deixar na sala depois do jantar.
— Claro, eu estava sendo completamente ignorada por vocês duas, parece que hoje eu estava invisível pra você, nem ganhei beijo direito. – Falei manhosa me aconchegando em seus braços ainda acariciando sua barriga.
— Bem que minha sogra disse que você estaria fazendo drama, você sabe que eu não te abandonei amor, apenas tinha de dar atenção a sua mãe também, ela estava muito empolgada falando sobre o bebe e não podia fazer essa desfeita.
— Ela está roubando você de mim isso sim, e me fazendo de escrava ainda por cima. – Falei resmungando enquanto ela soltou uma gargalhada e deu alguns selinhos em mim.
— Espero que nossa filha não puxe esse seu lado dramático, ou estarei em apuros com vocês.
Olhei pra ela na mesma hora e meu sorriso estava rasgando meu rosto, eu não sabia que poderia estar tão feliz apenas pelo fato dela falar ‘nosso filho’, no entanto a cada segundo que passava essa criança ganhava um espaço maior ainda em meu coração e me deixava mais boba ainda.
— Repete... – Falei e Emma me olhou confusa.
— O que? Que estarei em apuros com vocês?
— Não a outra parte. – Nossa troca de olhares ficou intensa assim que ela entendeu o que disse, ela fechou os olhos e me deu um selinho demorado, que mostrava todo o sentimento que sentíamos.
— Nossa filha, nossa bebê fofa e muito amada, e que se Deus quiser será tão linda e perfeita como você Regina.
— Eu quero que ele ou ela tenha seus olhos amor, pois são a coisa mais linda que já vi na vida. – Falei enquanto acariciava seu rosto, gravando cada detalhe.
— Eu vou amar cada detalhe do nosso bebe apenas por saber que ele é filho da pessoa que amo.
Fiquei sem palavras e tinha certeza que algumas lagrimas escaparam dos meus olhos, trocamos um beijo lento e tinha a certeza cada dia que passava que Emma era o amor da minha vida.
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