Notas iniciais
Gente terceira parte da mini maratona. Esse cap ta muito fofo, espero que gostem... Ahhhh quero opiniões pro nome dos bebes, não vai ter Henry aqui e ta liberado o sexo, ainda não decidi o que será.

*Regina*

Fui despertando aos poucos sentindo cheiro forte de álcool, abri os olhos com calma e vi Emma na minha frente com olhos vermelhos e o semblante aflito, na mesma hora lembrei do que havia acontecido e minha cabeça rodou novamente, fechei os olhos com força e ouvi ela me chamar novamente com voz de choro, logo fiquei alerta e levantei da maca me sentando em seguida.

Havia uma enfermeira ao meu lado, e ela me olhava com olhar de pena e logo desviou o olhar pra Emma com repúdio? Balancei minha cabeça e lancei um olhar mortal a ela, que na mesma hora se afastou e saiu da sala. Emma continuava distante e abraçando seu corpo em ato de proteção.

Me levantei da maca e fui em direção a ela que se encolheu e fechei minha expressão, afinal isso é indicio dela estar com medo de mim. Claro que eu estava em choque e teríamos de conversar, mais a atitude dela me deixou chateada.

Parei em sua frente enquanto tentava encarar seu olhar, no entanto ela olhava pra qualquer canto menos pra mim, segurei em seu rosto a obrigando a me encarrar e vi o medo estampado em seus olhos, me senti o pior ser humano do mundo por ela estar se sentindo assim, mesmo sem eu ter feito nada.

A puxei pros meus braços e abracei ela forte, ouvindo seus soluços em seguida. Fiquei fazendo carinho nela tentando acalma-la enquanto sentia meu pescoço molhado por suas lagrimas. Me separei dela e segurei seu rosto molhado limpando suas lagrimas e encarando meu verde favorito que estava apagado e triste.

— Calma Em, vai ficar tudo bem, eu prometo que vai ficar tudo bem. – Ela apertou minha cintura forte e voltou a chorar novamente, eu já estava ficando desesperada com isso.

— Você promete?

Seu olhar era tão quebrado que eu tinha certeza que a promessa envolvia mais do que ela estar bem, envolvia tudo que estava acontecendo e principalmente esse bebe que estava a caminho. Beijei seus lábios de leve e limpei novamente suas lagrimas, voltado a abraçá-la forte, tentando passar toda a segurança que ela precisava.

— Eu prometo. Tudo vai ficar bem, agora temos de falar com o Dr. e pegar a receita das vitaminas e dos remédios que ele indicou e depois vamos pra casa tudo bem?

— Ele já me deu tudo isso após você desmaiar. Eu tenho de voltar daqui a dois dias pra primeira consulta do pré-natal, já está tudo resolvido.

— Entendi, amanhã você me diz com calma o horário pra desmarcarmos nossos compromissos na empresa com antecedência.

— Você vem comigo?

Ela se afastou um pouco e seu olhar era de surpresa, eu já estava começando a me irritar com as atitudes dela, caramba será que ela achava que eu sou um monstro que não vou querer vim com ela saber sobre nosso bebe?

— Acho melhor irmos pra casa, temos de conversar e aqui não é melhor lugar pra isso não acha? – Falei olhando pra tal enfermeira que tinha acabado de entrar e nos olhava com curiosidade.

Segurei sua mão e ela apertou forte a minha, e saímos da sala em seguida. Não demorou muito a estarmos no carro a caminho de casa, não desgrudei nossas mãos um segundo e o silencio no carro dessa vez era necessário, minha cabeça estava uma bagunça e milhões de perguntas apareciam a todo momento, mais sabia que precisava manter a calma pra falar com Emma.

Chegamos em casa e enquanto estávamos no elevador a abracei forte, ela estava apreensiva pela nossa conversa e eu não estava diferente, mais sabia que ela precisava descansar primeiro, nossa noite acabou tendo muitas emoções e não seria bom pra ela termos esse tipo de conversa agora. Assim que entramos ela foi pro quarto e fui pra cozinha, coloquei a comida em uma bandeja e após pegar pouco de suco levei tudo com calma tentando ao máximo não derrubar nada no caminho.

Cheguei ao meu quarto e ela não estava, achei estranho mais segui pro dela e a porta estava encostada, ela meio que se assustou quando a abri de uma vez por conta da bandeja e me repreendi por isso, afinal tinha de conversar com medico e tirar algumas dúvidas sobre tudo.

— Trouxe seu jantar, porque não está no nosso quarto? – Perguntei sentado na cama e colocando a bandeja próximo a ela.

— Eu não estou com fome, e queria ficar um pouco sozinha.

— Oh, entendo. Mais você não pode ficar sem comer, eu não sei muito sobre bebes, mais tenho certeza que você tem de se alimentar direito, então por favor tenta comer ao menos um pouco, eu vou te deixar só como você quer.

Fiquei pouco magoada, entendo que está sendo tão louco pra ela isso tudo e queria saber o que se passa na cabeça dela, no entanto não posso forcar minha presença quando ela me quer longe, ela apenas balança a cabeça concordando em comer e saio do quarto indo pra sala e pegando um copo e me servindo de uísque, pego meu telefone e disco o número do meu pai, afinal estava precisando muito de alguém que me entendesse.

— Mi hija que bom que você ligou.

— Papa, eu preciso de você. – Falei soltando finalmente o soluço preso esse tempo todo em minha garganta.

— Meu amor, o que foi que aconteceu? Alguma coisa grave com você ou com a Emma?

— Você vai ser avô Papa.

— Eu estou muito feliz meu amor, nossa eu realmente estou muito, muito feliz. Mais porque eu sinto que você não esta bem filha?

Dei um pequeno sorriso em perceber a felicidade dele, sabia que minha mãe ficaria tão ou mais feliz que ele, mais como sempre ele percebeu quando eu não estava bem, e após beber mais uma dose resolvi desabafar de vez.

— Eu estou tão confusa, nós chegamos agora do hospital e eu acabei desmaiando quando medico nos deu a notícia, eu fiquei abalada sabe, até porque não estava nos planos um bebe agora, já que mal começamos a namorar de verdade, mais eu estou feliz Papa, ele vai ser fruto do meu amor por Emma, mais ela está estranha e não me quer perto dela, e quando estávamos no hospital após eu acordar ela tinha um olhar de medo, medo logo de mim Papa que sou louca por ela.

Meu choro estava mais fraco e me senti mais leve após ter finalmente posto pra fora o que estava sentindo, meu pai sempre foi meu herói e eu espero que meus filhos me vejam assim no futuro. Ele ficou calado um tempo e logo começou a falar.

— Oh meu amor, eu tenho certeza que ela está apenas digerindo todos os acontecimentos, afinal vocês ainda são crianças e é normal ficarem com medo, ela pode ter interpretado errado o fato de você ter desmaiado como se não quisesse esse filho, você tem de mostrar a ela que estão juntas nessa. Me responde uma coisa Regina, você ama Emma?

— Amo mais que tudo Papa, eu amo cada detalhe, cada parte da personalidade, eu sei que pode parecer precipitados por tão pouco tempo, mais lhe digo do fundo do meu coração que Emma é a mulher da minha vida, eu não sei e nem quero mais viver longe dela.

Respirei fundo após confessar algo que todos já devem saber, no entanto eu não queria admitir pra mim mesma que eu não sou nada sem essa mulher, ela me tem completamente nas suas mãos e eu não quero sair do seu lado jamais, fui tirada dos meus pensamentos por meu pai me chamando.

— Gina, eu estou muito orgulhoso da mulher que você se tornou meu amor, mais acho que você deveria estar ao lado da sua mulher e seu filho nesse momento, afinal eles precisam muito de você.

— Obrigada Papa, eu te amo muito. – Falei enquanto colocava o copo no local e me dirigia pro quarto de Emma.

— Vai lá campeã, diz pra minha nora que estou muito feliz, e não vejo a hora do meu neto ou neta nascer pra eu mimar muito.

Desliguei a chamada e entrei no quarto devagar, ela estava deitada e apenas levantou o olhar indicando que tinha chorado novamente, sentei ao seu lado e segurei em sua mão dando um beijo casto em seguida. Levei meu olhar pra sua barriga e me inclinei um pouco levantando sua blusa e beijando sua barriga bem demorado, ela soltou um soluço e fiquei dando beijos por toda sua barriga enquanto ela apertava mais minha mão. Alisei seu rosto limpando as lagrimas e percebi que eu estava chorado também quando alguns pingos caíram em minha roupa.

— Eu não sei o que está passando por sua cabeça agora meu amor, mais eu sou a mulher mais sortuda do mundo no momento. Eu amo você Emma como eu nunca amei ninguém, e nosso bebê será o mais amado e mimado, por mim e pelos avós babões que ele ou ela tem, então por favor não me pede pra ficar longe de vocês, porque eu não sei o que seria de mim sem ter vocês em minha vida Ems.

— Eu estou com tanto medo Gina.

Ela se jogou em meus braços e deitei na cama me acomodando com ela deitada sobre mim, comecei a dar beijos em sua testa tentando acalma-la e mostrando que eu estaria aqui sempre.

— Eu também estou meu amor, acho que isso é normal, mais nós iremos conseguir superar, e logo nosso bebe estará ao nosso lado correndo pela nossa casa com Apolo atrás dele. – Ela deu um sorriso fraco e me abraçou mais forte, me dando um beijo calmo em seguida, colocando sua cabeça em meu ombro e fechando os olhos após um suspiro alto.

— Nós também amamos muito você Gina...