A difícil Arte de Amar
7 Capitulo 7
Notas iniciais
Era tudo tão branco... Os barulhos... ela não conhecia...
— É uma menina!
Uma voz de homem falou, Hermione sentiu a mesma ser carregada e levada até algum lugar. O choro continuava alto...
— Ah minha pequena Hermione...
Uma voz já conhecida por Hermione falou, e logo viu o rosto de Bellatrix, suado, e um pouco vermelho, e os cabelos tapados por uma touca branca, sentiu seu rosto formar-se um sorriso e um barulhinho sair de sua boca...
* * *
— Esse é o Draco, Mione!
A garota fitou com curiosidade o menino no colo da moça loira de cabelos bonitos e sorriu para o menininho no colo dela. Só havia o visto de olhinhos fechados, dormindo...
''Você acordou já?''
Queria que o menininho a respondesse, mas ele não respondeu, somente sorriu também e escondeu o rosto no peito da mulher loira e puxou a blusa da mesma, espiando ali dentro.
— Draco!
Obrigou a mulher tirando as mãos do garoto loiro dali que riu e pulou no colo dela.
— Seu menino é esperto, Cisa!
Riu Bellatrix abraçando a filha que se deixou deitar no colo da mãe, ainda encarando o menininho de olhos azuis...
***
Pegou a peça do quebra-cabeça e jogou no menino que chupava o dedo. Este lhe olhou mau humorado e desmontou o quebra-cabeça da mesma, dando gritos.
E logo, Hermione jogava as peças nele aos gritos, chorando, e quando uma das peças pegou no olho do garoto, ele chorou também...
* * *
— ‘Tô cum fume.
Ouviu o garoto loiro falar chamando a atenção dela e ela o olhou fazendo pouco caso e voltou a fechar os olhos.
— Hermi! Tu cum fume!
Insistiu o garoto e ela soltou um grito alto irritada e levantou da cama do primo, e saiu dali indo em direção as escadas, começando a procurar a mãe pela enorme casa, porém ela bateu levemente em algo e caiu sentada.
Seus olhos marejaram mas ela não chorou, somente olhou para cima e encarou Voldemort. Que no caso dela, era o somente outro homem na casa...
— Machucou, menina?
Perguntou mandando um sorriso frio para a menina que levantou do chão de modo engraçado e ele riu.
— Mãe
Falou ela de modo infantil para o Lorde das trevas que riu.
— Vem, eu levo você até Bellatrix.
Falou o Lorde das Trevas pegando a garotinha no colo, que todo o percurso até o jardim ficou encarando Voldemort.
* * *
— Abul.
Sussurrou a garota o olhando, brigando por que cor era aquela que tinha no céu...
— Pleto.
Brigou o menino fazendo bico, e a pequena negou com a cabeça e se ajoelhou de frente para a janela da cama do menino.
— Abul!!
Teimou a menina, dizendo que a cor do céu era azul, e Draco negou.
— É PETO!
Berrou o garoto e a menina o olhou com raiva.
— É abul!
Falou e empinou o nariz, como se a conversa estivesse terminada e ponto.
— Cheguem de brigar!
Disse Lúcio chegando ao quarto rindo e indo até a cama do filho, os dois o olhavam e Draco sorriu com os poucos dentinhos que tinha.
— É pleto, né, pai?
Perguntou Draco apontando para a janela, que mostrava o céu escuro e estrelado.
— Não importa a cor, pequenos. Vem Hermis, vou te levar para o seu quarto!
Falou Lúcio beijando o pequeno Draco e o deitou na cama, o tapando, e pegando a afilhada no colo.
— É 'abul', tio!
Teimou agora a garota e Lúcio riu, indo em direção a porta do quarto do filho.
— É PLETO!
Gritou Draco sentando na cama com raiva, Lúcio que já estava na porta, se virou para o filho.
— Vá dormir agora, já é quase 1 da madrugada.
E assim Lúcio fechou a porta do quarto do filho e entrou no quarto de Hermione.
— Sua sapequinha! Sei que ama o seu primo, mas não pode tentar agarrar ele agora! É madrugada!
Lúcio brincou, ligando o abajur da menina e a deitando na cama com cobertores rosa, junto com verde, branco e preto.
Ela somente olhava para Lúcio que lhe tapava...
— Amo o 'pliminho', e 'polque' não posso 'agarral' ele agora?
Perguntou a menina de um jeito curioso e abraçando a cobra de pelúcia que tinha ali...
— Porque são novos demais!
Lúcio falou rindo... Hermione era tão inocente.
Vinte minutos depois, Hermione se encontrava sozinha, quase dormindo, mas logo saiu da cama, calçando as pantufas e foi em direção ao quarto do primo, rapidamente.
— Dlaco.
Chamou o primo baixinho, que se virou para ela, ela sorriu e tentou subir na cama dele, logo conseguiu...
— Hermi... Desculpa. O céu é azul então.
Respondeu o garoto que falava um pouco melhor que ela por ser mais velho...
— Tudo bem... Vamo dolmi!
Falou deitando ao lado do primo e o abraçando, logo fechando os olhos, para dormir...
* * *
— Eu 'cho' ela!
Brigou Hermione tentando pegar a boneca de cabelos loiros das mãos da mão de Pansy Parkinson.
— 'Dexa' eu se ela!
A Parkinson pediu. Logo cada uma puxava a boneca para um lado, e a gritaria começou.
— ME DÁ!
Gritou Hermione logo indo para cima de Parkinson, e as duas praticamente rolavam pelo chão do quarto da mansão dos Malfoys.
E assim que Hermione tirou a boneca das mãos da Parkinson, bateu no rosto da menina com a boneca, no mesmo momento, Parkinson começou a chorar pela dor que a boneca lhe causou...
Enquanto Pansy chorava, Hermione fazia biquinho e estendia a boneca para a mesma que tocou no rosto onde havia um tom vermelho escuro...
— 'Deculpa'.
Pediu Hermione colocando a boneca no colo de Pansy. Estava arrependida do que fez...
* * *
— Qual a cor certa?
Rabastan perguntou para a sobrinha, estendendo para esta, um tecido verde e vermelho, a mesma chupou o dedo em dúvida e o levou até o tecido vermelho.
— Não Hermione!
Resmungou Rodolphus para a filha.
— Draco, qual a cor certa?
Perguntou Lúcio pegando os tecidos da mão de Rabastan os estendo para Draco. O menino sorriu alegremente e tocou no tecido verde.
— Aê filhão!
Lúcio comemorou rindo e bagunçando o cabelo loiro de Draco.
Bellatrix suspirou cansada e sentiu seu corpo cair para trás, porém Rodolphus a segurou e ela o olhou e suspirou.
— O Feitiço é muito forte.
Comentou calmamente suspirando e Narcisa que segurava Hermione, a passou para Rodolphus que já havia largado Bellatrix sentada em um sofá.
E Lúcio acudia o filho, que havia tido as mesmas lembranças que a prima teve, novamente colocada em sua mente.
— Seu feitiço foi ótimo, Narcisa!
Elogiou Bellatrix suspirando de cansaço, não havia conseguido trazer todas as memórias de volta...
— Vou levá-la para o quarto. Depois volto para ajudar você a levar Draco lá para cima Lucio.
Comunicou Rodolphus sabendo que o garoto loiro era mais pesado do que a filha.
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