A difícil Arte de Amar
4 Capitulo 4
Notas iniciais
14 Anos, e alguns meses depois...
Bellatrix reconheceu a sua menininha assim que percebeu o clarão que a luz que saia da varinha da garota refletia no rosto angelical de Hermione, que agora estava tensa, olhando para tudo...
Era sua pequena ali. Bellatrix a viu mexer os lábios, mas não ouviu oque a menina disse. Seria ela mesmo, a sua pequena?
Bellatrix viu Potter cochichar com a mesma que olhou para o chão, e logo depois para o garoto ruivo, que entre eles era o mais alto, a viu mexer novamente os lábios, e depois, percebeu que estavam tramando algo...
— Apanhá-la pessoalmente? — gritou Bellatrix, agora gargalhando alucinada. Aquela menina de cabelos castanhos poderia ser sua menininha... — O Lorde das Trevas entrar no Ministério da Magia, quando todos estão gentilmente ignorando o seu retorno? O Lorde das Trevas se revelar aos aurores, quando no momento estão perdendo tempo com o meu querido primo?
Falou sobre Sirius, ainda rindo, seu tão patético e nojento primo...
— Então, o lorde mandou vocês fazerem o trabalho sujo para ele, foi? Como tentou obrigar Estúrgio a roubar a profecia... e Bode?
— Muito bom, Potter, muito bom... — disse Malfoy lentamente. — Mas o Lorde das Trevas sabe que você não é desprovido de in...
— AGORA! – berrou Harry, cortando a fala de Lúcio.
Cinco vozes diferentes bradaram às costas de Harry o feitiço "REDUCTO!", e cinco feitiços voaram em diferentes direções, e as prateleiras defronte explodiram ao serem atingidas; a enorme estrutura balançou ao mesmo tempo que cem esferas de vidros estouraram, vultos branco-perolados se desdobraram no ar e flutuaram, suas vozes ecoando de um passado já morto, em meio a uma chuva de estilhaços de vidro e madeira que agora caía no chão...
— CORRAM! — berrou Harry, quando as prateleiras balançaram precariamente e mais esferas de vidro começaram a cair. Ele agarrou as vestes de Hermione e a puxou para a frente, erguendo um braço para proteger a cabeça dos cacos de vidro que estrondeavam sobre eles. Um Comensal da Morte atirou-se contra eles através da nuvem de poeira e Harry lhe deu uma cotovelada com força no rosto mascarado; todos berravam, havia gritos de dor e estrondos de prateleiras desabando sobre eles, ecos estranhamente fragmentados dos Videntes libertados de suas esferas...
Harry encontrou livre o caminho à frente e viu Rony, Gina e Luna passarem correndo por ele, os braços sobre a cabeça; alguma coisa pesada golpeou sua face, mas ele meramente abaixou a cabeça e continuou a correr, ele viu Hermione se soltar dele e cair em uma prateleira com profecias, não ligou para as profecias.
Correu até a amiga, e sentiu uma mão agarrando-o pelo ombro; ele se virou para o comensal e ouviu Hermione gritar
– ESTUPEFAÇA!
A mão o soltou imediatamente...
A garota levantou rapidamente, e agarrou o braço de Harry, os dois corriam na mesma velocidade, Harry era um pouco mais alto, mas aquilo só fazia Hermione correr mais rápido para o acompanhar.
Estavam no fim da fileira noventa e sete; Harry virou à direita e começou a correr a toda velocidade, agora que não viam nenhum comensal, a garota o soltou...
– VAMOS NEVILLE!
Gritou a garota e fungou segurando o choro... Oque aconteceria a eles?
Diretamente à frente, a porta por que haviam passado estava entreaberta; Harry viu a luz faiscante do vidro em forma de sino; ele cruzou a porta de um salto, a profecia ainda a salvo em sua mão, e esperou os outros passarem pela porta antes de batê-la...
— Colloportus! — exclamou Harry, e a porta se lacrou com um estranho ruído de esmagamento.
Porém ao se virar, ele vira somente Neville na sala, e Neville mordia os lábios, parecia em pânico.
Pensou em Hermione que havia segurando em si ao correr e dobrar, e logo a largou, lembrou da voz da garota apressando Neville...
Gina, Luna, Rony e Neville... Onde estavam?
E sentiu suas pernas fraquejarem e caiu no chão, tendo em mente onde sua melhor amiga, quase irmã estaria...
Mansão dos Malfoys
– ESTUPEFAÇA!
Gritou Hermione assim que caiu no chão de algum lugar, porém a varinha da mesma voou longe.
Um feitiço não verbal é mais poderoso e rápido!
Lembrou a si mesma e olhou em volta, agora percebendo que não estava mais no ministério, e sim em uma sala de alguma mansão.
– Hermione...
A mulher louca se aproximava da mesma que pegou o tapete da sala e o puxou, para ter algo para a proteger da mulher ou jogar contra ela, mas aquilo só fez Hermione cair de cara no chão.
– Ai...
Gemeu tocando o nariz e ficando de barriga pra cima, com a mão tapando o rosto e já sentindo as lagrimas descendo...
– Eu não vou machucar você!
Bellatrix falou pegando sua pequena em seus braços, Hermione com medo da comensal ficou quieta encarando os olhos da mulher.
Ela via seu rosto manchado em lagrimas e a expressão pelo ‘’reflexo’’ que tinha na íris do olho de Bellatrix, que sorriu. Sentiu as mãos de Bellatrix em si, não rudes, mas com delicadeza.
– E por que não irá me machucar?
Bellatrix viu o olhar de dúvida da garota e a sentiu tremer. Logo as portas da Mansão Lestrange se abriram e por elas entrou Narcisa Malfoy. Hermione a viu e saiu rapidamente dos braços de Bellatrix e correu até sua varinha, engatinhando rapidamente e tomando impulso para se levantar, virou-se e apontou a varinha para Bellatrix que olhava para a garota com um olhar diferente de tudo que Hermione já havia visto. Hermione percebeu que Narcisa segurava algo parecido com um livro em mãos...
– Então ela é ‘Hermione’?
Narcisa perguntou dando ênfase no nome da garota.
Hermione sentiu seu braço tremer de hesitação, não entendia porque estar hesitando, não poderia aparatar, mas poderia tentar matar as duas. Havia lido em alguns livros que não deveria ler como se conjura cada Maldição Imperdoável.
– Sim. Minha pequena...
Bellatrix deu dois passos até Hermione que abriu a boca para lançar algum feitiço, mas, não sabia porque... Mas sentiu-se segura ali, junto com aquelas duas... E baixou a varinha, recebendo o abraço apertado de Bellatrix.
Viu o olhar de Narcisa e não entendia oque estava acontecendo.
– Por que eu estou aqui? Por que está abraçando eu? Uma sangue-ruim...
– Você não é uma sangue-ruim, Hermione.
Narcisa jogou, a menina a olhou e balançou a cabeça em negativa, enquanto Bellatrix largava Hermione.
Ela sabia que era adotada, mas nunca pediu detalhes, não queria, não precisava, seus pais a amavam e... O choro veio mais forte agora.
– Como assim?
Perguntou sentindo suas pernas falharem e cair no chão, o impacto não machucou nem um pouco. Viu Bellatrix sentar de frente para a mesma e tirar algo das mãos de Narcisa. Parecia um álbum. E Bellatrix se aproximou e depositou um beijo em Hermione que olhou para a comensal que fazia carinho nos cachos de Hermione.
– Você é minha filha Hermione...
Respondeu calmamente.
Filha de Bellatrix Lestrange? Hermione sentiu vontade de vomitar, de dormir, de se matar... de que tudo aquilo não fosse real e soluçou.
Bellatrix não tocaria em uma sangue-ruim apenas para mentir, não é?
– Mas... Como?
Perguntou mordendo os lábios, se não, eles tremeriam e ela ficaria em um estado mais frágil ainda, na frente da mulher.
– Eu casei-me com Rodolphus e um tempo depois, eu descobri que estava gravida de você... e você nasceu oito meses depois que de a notícia. Poucos comensais sabiam de você. E quase nenhuma pessoa fora daqui sabia de você, pois eu não queria a expor, nem Rodolphus. Os filhos seriam o pior ponto fraco, a fraqueza dos comensais!
– Lúcio Malfoy também era um comensal e não escondeu... – A dificuldade que sentia para dizer o nome do lorio, tinha que ser vencida! – Draco...
Terminou Hermione, depois de interromper Bellatrix. A mais velha segurou nas mãos de Hermione e se aproximou da filha, lhe dando outro beijo ali, e mordeu os lábios.
– Lúcio não era um comensal que dizia para todo mundo que ele era comensal, mas todos sabiam que eu e Rodolphus éramos comensais. E então, chegou o dia que O Lorde das Trevas iria ir matar... Os Potter. Aquela noite, eu lhe dei para uma família trouxa. Narcisa levou você.
Hermione tocou no rosto de Bellatrix com carinho.
Teria como realmente, aquele ser ter seu sangue? Seria ela, a filha da comensal mais temida de todas? Seria ela, a filha da mulher que praticamente matou os pais de Neville Longbottom?
– Eu não lembro de vocês! Eu não lembro de nada!
Falou Hermione, tentando lembrar de algo, forçando a mente, mas a única coisa que lhe veio em mente, foi olhos azuis, a fitando. E logo depois, ela vislumbrava Bellatrix ali a sua frente novamente...
– Narcisa foi visitar você quando completou 6 anos, e apagou todas as memórias de antes de ir morar com os Granger. E Draco, apagamos um pouco menos de um mês depois que lhe entregamos aos Granger. Draco estava sofrendo muito.
– Como assim Malfoy se preocupando comigo?
Perguntou no automático e suspirou... Agora, pensando em si como filha de Bellatrix, lembrou dos milhares de livros que falavam da família Black, e do retrato que Monstro guardara em seu ‘’quarto’’ de Bellatrix... Narcisa era uma Black. Assim como Bellatrix.
Então... Ela e Draco eram primos!
* * *
Voltou ao ministério, lá Bellatrix tentou sempre ficar de olho nela, mas um dos comensais a acertou, a deixando estuporada, e logo depois, os membros da Ordem da Fênix chegaram e a levaram para Hogwarts.
Sirius não morreu, Harry foi atrás de Bellatrix, pois esta deixou Neville desacordado depois de o torturar, e lá, aconteceu tudo oque todos sabem...
Já na enfermaria de Hogwarts, Hermione tentava agir como se nada tivesse acontecido, como se não soubesse que era uma Black-Lestrange, mas sabia, e se sentia culpada por tudo que sua mãe fizera a Neville e a família dele...
Mansão dos Malfoys.
Os gritos de dor que Bellatrix soltava ao sentir a maldição Cruciatus agindo por seu corpo inteiro, a faziam quase perder a razão.
Voldemort cessou o feitiço. A respiração da mulher estava ofegante.
Apertou fortemente o vestido e uma lagrima caiu de seu olho... A dor que fazia lhe queimar os ossos, havia passado, mas a ardência estava lá, e aquilo a fez lembrar de sua pequena Hermione, a viu caída no ministério e não pode fazer nada, primeiro deveria comunicar ao seu mestre que achou a sua filha, porém Rodolphus deveria saber primeiro.
– Ah!
Gemeu de dor, juntando forças para se ajoelhar. Lembranças daquela menininha linda que dormia em seu colo, e que amava comer, e amava Draco lhe veio em sua mente, e uma dor atingiu seu coração.
– Sabe que eu posso fazer muito pior, não Bellatrix?
Perguntou o Lorde das Trevas aproximando-se da mulher, que parecia tão frágil ajoelhada no chão, e as lagrimas caindo, sem nem ela perceber.
– Sim, mestre!
Falou limpando as lágrimas... sua Hermione. Seus pensamentos estavam nela!
– Levante-se. E saia.
Falou Voldemort de um modo totalmente grosso, e tentando ser rápida, Bellatrix saiu dos aposentos do lorde, e foi em direção ao seu próprio, entrando lá, viu nada menos que sua irmã com uma expressão triste.
– Eu não queria que Lucio fosse parar em Azkaban.
Lamentou Bellatrix em suas palavras começando a despir-se na frente da irmã, sem nenhuma vergonha.
– Okay Bella. Eu e Draco teremos que ir para o ministério amanhã mas... Eu gostaria de falar com você sobre... sobre Hermione!
Bellatrix que agora estava só com o vestido, sem as botas, e sem o cinto que segurava sua varinha quando não a segurava em mãos, ficou encarando Narcisa e se aproximou da irmã, ajoelhou-se, pegando as mãos da irmã mais velha e a olhando nos olhos
– Onde está minha menina, Cisa?
A mais nova suspirou e se ajoelhou de frente para a irmã, ali deixando um beijo casto nos lábios da mais velha que suspirou. Aquilo, era costume entre elas quando pequenas, quando estavam triste, mas fazia anos que nada era assim...
– Hermione é a melhor amiga de Potter, Bella. Me desculpe, mas é, e é uma das melhores amigas de Neville Longbottom, e oque você fez com o garoto e com os pais dele...
– Okay! Chega, não quero mais ouvir! Preciso ir para o banho e dormir.
Falou Bellatrix levantando-se e indo em direção ao banheiro. Entrando lá e começando a tirar a roupa para entrar na banheira.
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