A difícil Arte de Amar
32 Capitulo 32
Notas iniciais

Dia Seguinte
Draco e Hermione não foram nas aulas da manhã, algo que com certeza, Minerva iria cobrar, mas quem ligava para a monitoria quando passaram toda a noite conversando entre si sobre possíveis coisas que Bellatrix e Narcisa conversariam com eles no dia seguinte.
Pansy, esta foi para as aulas, dizendo que Hermione estava enjoada e Draco ficou para cuidar dela, Rony e Harry que ficaram sabendo por Gina, que era a que se comunicava mais com Pansy, logo queriam ir ver a amiga, Rony não ficara sabendo que a amiga ‘’estava doente’’, mesmo dormindo no mesmo salão comunal, e Pansy insistiu que não era nada demais.
No café da manhã tinha visto Gabrielle e Nott aos cochichos entre si e não sabiam oque estavam tramando, mas Pansy conhecia aquele olhar na cara do amigo...
Na hora do almoço, se encontrava indo em direção ao salão comunal dos monitores de Grifinória e Sonserina para se encontrar com Draco e Hermione...
– AI DROGA!
Berrou sentindo algo extremamente quente ser jogado nas suas costas, e de repente, não sentiu mais as pernas...
– De Adeus a sua vida, Pansy Prescott Parkinson...
E assim, Pansy deu seu último berro consciente, sentindo algo queimar seu corpo por inteiro, e logo depois, conseguiu enxergar somente uma forma feminina, com as vestes da Sonserina...
***
– Almoço na mesa da Grifinória?
Hermione perguntou de mãos dadas ao primo, ele quase 2 cabeças mais alto que ela, a encarou, olhando para o lado, para baixo.
– Sim. O jantar na da Sonserina.
Falou calma, enquanto entravam pelas portas abertas em direção ao salão comunal, e Draco ao olhar para a mesa da Sonserina quase riu ao não ver Pansy lá. Com certeza deveria estar se pegando com algum Sonserino, ou até corvino...
Mesa da Sonserina
– Viram a Pansy?
Blásio, perguntou, sentando ao lado de Gabrielle, que se encontrava de mãos dadas com Nott.
O garoto que se sentava olhou distraidamente para a mesa da Corvinal, onde encontrou a garota que tinha lhe roubado o coração, mexendo a boca, olhando para o prato a sua frente, e perguntou-se como Merlin tinha feito ele se apaixonar por ela.
– A última vez que a vi ela estava indo de encontro a Draco e Hermione para os trazer para o almoço. Aquela ali parece um carrapato com o Draco que acho que daqui a pouco a nova prima do Draco irá lançar um Avada em Pansy.
Comentou Nott e Gabrielle o olhou e ergueu uma sobrancelha. Ele achava engraçado falar aquilo de Hermione?
– Você é um idiota, Theo...
Gabrielle falou quase bufando, sentindo sua veela dentro de si, se revirar...
Mais respeito com nosso Theo, sua humana inútil!
– O idiota que vai virar seu marido.
O mais velho disse dando um sorriso de canto e Gabrielle revirou os olhos, não entendo exatamente oque, sua veela viu nele.
– O idiota que vai ter que me aturar...
Continuou a garota, enrolando o macarrão no garfo e o levando até os lábios, e olhou de canto para Nott que a olhava sorrindo.
– O idiota que está louco por você...
Ele sussurrou, passando as mãos pela cintura da garota e deu um beijo na bochecha da garota o que a fez corar...
– Eca. Que nojo...
Blásio fez sinal de vômito, enquanto Nott jogava algumas batatas fritas nele, e o mesmo ria, já se esquecendo do sumiço, nada preocupante de Pansy.
– Você diz isso porque ainda não se apaixonou!
Disse Theo e Gabrielle encarou o companheiro, ele nunca tinha dito que a amava...
Como nosso Theo é bobo... O Zabini está apaixonado sim!
Gabrielle suspirou. Como acreditar em um ser que só existia dentro de si, que de uma hora para outra, podia controlar tudo?
Mesa da Grifinória
– Olha... veio visitar os pobres!
Brincou Gina, enquanto Hermione se espremia no lado de Harry e alguns alunos levantavam da mesa ao ver Draco sentando ali, ao lado da garota.
– O que?
Hermione perguntou confusa e viu que pela primeira vez na vida, Rony não estava comendo como se o mundo fosse acabar, mas sim calmamente.
– O que aconteceu, Rony?
Perguntou para o ruivo, sem se conter e ele a olhou, parecia ter acordado de um transe.
– Nada.
– Está melhor?
Harry perguntou imediatamente, ela assentiu, sabendo que Pansy tinha inventado algo, e logo olhou em direção a Rony que franzia o rosto para a comida.
– Nem pergunte. – Começou Gina, como se lesse os pensamentos de Hermione. – Ele parece estar pensando 70 vezes a mais que o normal hoje de manhã.
Hermione riu daquilo e logo olhou em volta, diretamente para a mesa da Sonserina, onde sentiu um frio na barriga, ao sentir o olhar de Benjamin Zabini em sua direção, porém não era um olhar de ódio, e sim de avaliação. Ela sustentou o olhar, com um orgulho Sonserino demais, e antes que Draco percebesse, o garoto desviou o olhar, e Hermione fez o mesmo, se sentindo tensa, mas não deixando aquilo atrapalhar seu almoço.
Depois do almoço.
– Vamos logo, Hermione!
Apressou Draco do lado de fora do quarto da prima, sem ouvir nada lá dentro, a mesma não havia o deixado terminar de comer, pois usou a desculpa que tinha que se arrumar melhor para ver a mãe.
‘’ – Por que não se arrumou melhor então, antes de virmos comer? Seria mais simples, não?’’
Ele comentou assim que ela o apresou, pela primeira vez. Foi necessário ela pedir quatro vezes, para então ele ter ‘’a bondade’’ de a acompanhar até lá, querendo comer mais, e agora, ela estava dentro do quarto a quase 15 minutos, e talvez, estejam fazendo suas mãos esperarem...
– Eu preciso estar bonita, MALFOY!
Quase gritou do lado de dentro, porém o sobrenome, ela realmente gritou, parecendo irritada, e ele riu. Nos velhos tempos, o chamar pelo sobrenome, era um jeito de se referir a ele, como um inimigo, de modo educado...
– Deixa de fazer drama, ou qualquer coisa aí dentro e vem de pijama mesmo, porque bonita, você fica de qualquer jeito!
Falou da porta, bufando, ao mesmo tempo que era sincero, mas ela não lhe respondeu nada.
Passaram-se seis minutos, e cansado de esperar de pé, Draco se jogou no sofá do salão comunal dos monitores e grifinória e sonserina, e logo ao longe viu uma varinha em cima da mesinha de centro, e se esticou para pegar, a avaliando, não se encaixava em sua mão. A varinha já tinha um dono muito querido pelo visto.
– Estou pronta.
Hermione falou atrás de si e ele se virou, a encarando, e suspirou, de modo involuntário, sem conseguir se controlar e levantou sorrindo de modo doce. Ela usava uma corsária preta, e bota de salto alto e fino, e um suéter que Bellatrix havia dado a mesma, em um tom roxo e preto, os cabelos estavam em uma trança para o lado.
– Talvez você não goste ou...
– Você está linda.
Ele a cortou, a vendo corar e passar por ele, ele enfiou a varinha que segurava no bolso junto com a sua e a seguiu para fora do salão comunal.
– Você está mais alta com essa bota de salto.
Ele observou percebendo que ela dava bem perto do seu ombro, enquanto caminhavam lado a lado.
– Essa é a intenção, os trouxas fazem os saltos altos para deixarem as mulheres mais altas. Não é por isso que fizeram os saltos no mundo bruxo também?
Perguntou olhando em direção a Draco que deu de ombros.
– Acha que eu entendo de salto alto, mulher?
Ela riu daquilo, ele não riu. Por que ela estava achando graça?
Caminharam até a estufa, e ao chegarem lá, ele fechou as portas, trancando logo em seguida, sabendo que Dumbledore iria tirar a proteção de aparatação contra as estufas.
– O que acha que elas irão falar?
Draco perguntou, sentando-se de frente para ela, que estava sentada em um dos bancos de peto das mesas cheias de plantas.
– Talvez sobre nosso casamento.
Ela brincou e logo começou a rir, acompanhada por Draco, e logo ouviram um som de aparatação.
E Narcisa e Bellatrix estavam ali, a morena, mais baixa ficou meia molenga, e tropeçou nos próprios pés, caindo no chão.
– Mãe!
Hermione correu para Bellatrix, que já tentava se levantar e ao se levantar, Hermione e Bellatrix se abraçaram, oque não foi diferente de Narcisa e Draco.
– Tia!
Hermione saindo dos braços de Bellatrix abraçou Narcisa, e Draco foi praticamente enxotado, e se sentiu ser abraçado por Bellatrix, que cheirava a algo estranho e bom ao mesmo tempo.
1 Hora depois.
– Então... eu sou filha... de Voldemort?
Perguntou Hermione, sentindo seu estomago revirar, e tudo oque comeu naquela manhã, querer sair. Tapou a boca com a mão, se segurando para aquilo não acontecer, e lentamente aquilo foi parando, ela novamente levantou o olhar para Bellatrix e negou, sentindo as lagrimas molharem seu rosto.
– Eu ser sua filha eu aceitei.... – Olhou ao redor, vendo que pela janela aberta da estufa, conseguia ver Draco e Narcisa conversando na estufa das plantas mais perigosas. – MAS SER FILHA DAQUELE MONSTRO, EU NÃO ACEITO!
Gritou raivosamente, se levantando do banco que havia sentado e passou suas mãos de forma bruta e raivosa sobre os vasos de plantas, os derrubando...
– Hermione...
Bellatrix começou se aproximando da filha, mas se surpreendeu quando a filha se virou rapidamente batendo em um dos braços que se esticavam de Bellatrix.
Sentia nojo daquela mulher que havia se deitado com o maldito Tom Riddle, Voldemort...
– Eu tenho nojo de você!
Falou usando toda o seu auto controle para não dar um tapa na própria mãe, e sem esperar resposta, foi em paços firmes e rápidos até a saída da estufa, saindo correndo daquela área do castelo, não sabendo onde se enfiar.
Simplesmente queria arrancar sua pele e o sangue doentio de Voldemort que percorria em suas veias...
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