A dama e o vagabundo -Cobrade
3 Capitulo 3
Notas iniciais
– O que eu vou querer? Você sabe o que eu quero.
Cobra riu e foi se aproximando da menina, que andava para trás com o objetivo de se afastar dele. Encurralada pela parede, Cobra a prendeu com as duas mãos, impedindo que ela saísse dali. Aproximou seu rosto do pescoço de Jade de forma que pudesse sentir seu perfume. “Como ela é cheirosa” — pensou. Sem pensar duas vezes depositou ali um pequeno beijo. Jade fechou os olhos e Cobra deu uma risadinha de leve, indo em seguida em direção de seu ouvido, dando uma mordidinha no nódulo de sua orelha e depois, sussurrou: “Está gostando Jade? Não se anima muito não. Eu te disse: Só quando você pedir”. Dito isso se afastou da menina.
– Ah, você quer jogar? Cuidado Cobra, você não é o único que sabe seduzir não. Fique sabendo que eu consigo tudo o que quero. E é como sempre digo: Quando sou boa, eu sou ótima, mas quando sou má, sou melhor ainda.
– Essa eu pago pra vê. –riu sarcástico
– Cuidado Cobrinha, pode sair muito caro.
– Me avisa quando quiser começar.
– Agora mesmo. Para que adiar? – Ela fez sinal para que Cobra senta-se na cama e colocou uma musica para tocar em seu celular.
“Suppose I called you up tonight and told you that I loved you
And suppose I said I wanna come back home”
Jade começou a dançar sensualmente, mexendo o quadril e rebolando o máximo que conseguia. Jogava os cabelos e passava as mãos pelo corpo na tentativa de enlouquecer Cobra, que olhava babando para ela
"I told you so, oh I told you so
I told you some day you come crawling back and asking me to take you in
I told you so, but you had to go
Now I found somebody new and you will never break my heart in two again".
Caminhou até ele com a cabeça erguida e o olhar sedutor. Colocou uma das pernas em cima da cama e oi rebolando até chegar ao chão. Passou por trás de Cobra passando as mãos por seu peitoral e mordeu o nódulo de sua orelha, assim como ela havia feito com ela. Aquele é seu ponto fraco, não resistia a nenhuma mulher que lhe mordesse a orelha ou sussurra-se perto dela. “Ah, se eu não tivesse prometido” – pensava ele. Levantou da cama, como uma maneira de resistir a ela, se continuasse ali não responderia mais por ele. Começou a bater palmas para elogiar o que tinha acabado de ver.
– Muito bom gata. Eu já sabia que você era boa, mas não imaginava que era tanto. Assim você acaba comigo.
– Você não queria brincar? Estamos brincando. –deu uma risada sarcástica – Agora vou embora, porque não aguento mais ficar nesse lugar apertadinho.
– Você ainda vai pedir pra vim pra cá
– Vamos ver quem cede primeiro. –Foi embora deixando Cobra com uma cara de bobo
Praça:
– Estava com saudade de vim pra cá com você sabia? Como foi ontem com a sua irmã? –perguntou Duca
– Foi maravilhoso. Nós fizemos as pazes e agora já esta tudo bem.
– Finalmente vamos ter um pouco de paz pra namorar não é?
– É, mas quando ela tiver perto vamos nos segurar um pouco pra não ficar chato né?
– Como você quiser. Agora vem aqui me dar um beijo porque eu estava morrendo de saudade.
Duca beijou a namorada calmamente, aproveitando cada segundo que tinha com ela. Terminado o beijo ficaram abraçados aproveitando a companhia um do outro.
– Duca, olha só. É a Jade! O que ela estava fazendo lá no QG? Vou lá falar com ela...
– Não, não Bianca. Você quer arrumar mais confusão?
– Não Duca, não é isso. Eu não suporto a Jade, mas não posso deixar ela fazer uma besteira e não fazer nada.
– Bi, a Jade não é criança. Ela é madura o suficiente e sabe o que faz. A gente não tem nada a ver com isso.
– Eu sei que não, mas é o Cobra. Esse cara não vale nada e você melhor do que ninguém sabe disso.
– Você tem razão, mas deixa que eu falo com ela. Você ela não vai querer nem ouvir.
– Tudo bem, mas não esquece.
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