Notas iniciais
Não se esqueçam de comentar ;D Lembrando que quem não tiver conta aqui, pode comentar pelo ask: http://ask.fm/meumundohamu Mesmo que em anonimo :)

POV Cobra:

No dia em que ela foi embora, foi como se tivessem arrancado um pedaço do meu coração e meu mundo desabou. Ela disse que voltava, mas eu nunca cheguei a acreditar de verdade. Desde aquele dia eu comecei a sonhar com ela todas as noites. Não que isso não acontecesse antes, mas se tornou mais frequente. Eu não o via há exatamente seis meses. Às vezes me pego imaginando como seria minha vida se ela estivesse aqui, mas isso só me machucava ainda mais. Ficava imaginando como ela estava lá... Se estava bem, se estava precisando de alguma coisa em especial. Algumas vezes esperei Joaquina sair da Ribalta para perguntar sobre Jade, mas a resposta era sempre a mesma: “Ela está bem”. Claro, queria saber mais do que isso. Mas com ela não iria conseguir nada. Ficava de longe olhando para o apartamento dela para ver se tinha coragem de perguntar alguma coisa a Lucrécia. Mas a coragem me faltava. Voltei pra casa e me permiti ser sensível por um momento. Escrevi-lhe uma carta. Carta que nunca seria entregue, mas que refletia tudo que eu sentia. Foi quando eu percebi que eu havia terminado com ela por um motivo: Não queria ter minha vida estacionada, ficar esperando ela voltar. Agora, em uma tentativa inútil de fazê-la ficar em minha vida, era isso que eu estava fazendo: Estacionando minha vida. De algum modo eu precisava fazer com que o antigo Cobra volta-se. Lembrando dele, me lembro também do que eu sempre dizia: “Sentimento de mais atrapalha”. Agora eu tenho certeza disso.

Voltei há treinar várias horas por dia, a frequentar lutas ilegais e a pegar várias meninas. Consegui recuperar o Cobra racional, mas o Cobra sentimental, que a um tempo atrás eu nem sabia que existia, insistia em continuar em mim. Procurei fazer outras coisas pra passar meu tempo. Fiz alguns cursos para melhorar meu currículo e foi muito bom pra mim. Conheci alguns caras maneiros, há muito tempo não tinha amigos. Conheci também a Mariana, uma menina que fazia de tudo pra ficar perto de mim. Magra, loira, cabelos longos e olhos azuis. Linda! Mas sabe aquela pessoa que é perfeita fisicamente, é gente fina, mas não bate? É exatamente assim. Tem tudo pra dar certo, mas não me chama atenção. Certo dia estava no QG e recebi uma visita inusitada:

– Joaquina? O que você ta fazendo aqui?

– Nossa, que recepção...

– Foi mal, mas... Não é costume você vir aqui.

– Sim, eu sei. Mas eu tinha que falar com você.

– Aconteceu alguma coisa?

– Não, não aconteceu nada. Eu só queria matar uma curiosidade. Aquela menina que ta sempre andando com você...

– A Mariana? –perguntou

– Deve ser. Ela é o que sua? Amiga... Namorada?

– Só amiga Joaquina. Por quê?

– Chegou aos meus ouvidos que ela esta querendo uma coisa mais séria com você.

– E o que você tem com isso?

– Calma, não precisa me dar uma patada não. Eu só vim ajudar. Olha, se eu fosse você eu dava uma chance a ela. Você merece ser feliz, eu sei que você ainda está meio preso ao passado, mas ta na hora de se dar uma chance. Confia em mim, eu sei do que estou falando.

Confesso que achei bem estranha aquela visita da Joaquina. Mas ela tinha razão no que tinha dito e eu resolvi dar ouvidos a ela. Não pedi Mariana em namoro, mas estávamos tento uma coisa mais séria do que só ficar. E 11 meses já haviam se passado. Em uma quinta-feira estava trabalhando no QG, como de costume. Lá de dentro, olhando através do vidro, vi alguém, de costas, parado na praça. Não era uma pessoa qualquer, era familiar. Sim! Eu conhecia aquela pessoa. Sai da loja e fui até a praça, me aproximando.

– Jade?