A culpa é do amor.
1 Prólogo
Notas iniciais
Sei que esse capítulo é bem pequeno, mas é apenas um prólogo!
Boa leitura!
Bufei estressado.
- Isaac, não gosto quando as pessoas me fazem prometer coisas que eu não quero fazer. – falei – Na verdade, eu detesto!
- Por favor, Augustus. – pediu meu amigo do outro lado da linha – Não me deixa na mão cara.
- Não entendo o porquê de você querer ir tanto a esse recital de balé. Você nem enxerga.
- Entenda: Minha amiga, Hazel Grace, irá dançar em um importantíssimo recital de balé. Ela convidou a mim e a Kaitlyn, nós dois somos os melhores amigos dela. Por mais que eu não a veja dançando, gostaria de dar apoio a ela. Além disso, você sabe que eu tenho uma pequena queda pela Kaitlyn.
- Uma queda não! Um atropelamento por ela. – corrigi e ele riu – Ainda não entendo porque precisa de mim.
- Porque eu quero muito ficar a sós com a Kaitlyn, só que ela lavará uma prima como acompanhante.
- Deixe-me ver se eu entendi, você quer que eu distraia essa menina, para você flertar a Kaitlyn?
- Exatamente!
- Vou desligar! – disse afastando o celular do meu ouvido.
- Espera, espera, espera! – quase gritou e eu aproximei aquele aparelho eletrônico de mim, de novo – Por favor! Faz isso por mim cara!
- Mas, eu não quero...
- POR FAVOR!
- Está bem, eu vou! – falei derrotado.
- Ah, obrigada amigão! Eu te amo.
- Para de ser tão gay!
Encerrei a ligação.
Tem algo pior do que fazer algo contra a sua vontade, só para agradar os outros? Ah, é! Tem o câncer.
Meu nome é Augustus Waters. Estou prestes há fazer dezenove anos, terminei meus estudos, não faço faculdade, não tenho emprego e sou um sobrevivente do câncer. Passei um bom tempo sofrendo por causa de uma porcaria de osteossarcoma, que levou embora uma parte da minha perna direita.
Imagine uma pessoa incrivelmente legal. Você adora conversar com ela e essa pessoa parece até ser perfeita. Só existe um probleminha: Ninguém é perfeito! No rosto dessa pessoa tem uma espinha ENORME E NOJENTA! Por mais que o papo de vocês seja muito agradável, querendo ou não, você acaba reparando na acne da pessoa.
Entendo que o que eu acabei de dizer possa até parecer ridículo, mas é verdade. E, apesar de parecer absurdo, acho que isso se aplica a mim. Toda vez que eu ficava a fim de uma garota, ela ficava reparando no meu “resto de perna” e aquilo incomoda para caralho!
Deve ser por isso que eu ainda sou virgem!
[...]
Fitei-me no meu espelho retangular e vertical. Eu estava só de bermuda, já pronto para dormir. Olhei para minha “pseudoperna”, contra a minha vontade. Passei minhas mãos pelos meus cabelos com força e caí para trás, ficando sobre minha confortável cama de casal, que estava coberta por um edredom cinzento.
Fiquei observando meu teto de gesso enquanto passava a mão pela cama. Como eu queria que tivesse uma garota ali do meu lado.
Notas finais
Alguém se candidata a fazer companhia ao Gus na cama? kkkkkkkkkkk
Espero que tenham gostado.
Beijão!
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