A culpa é do amor.
4 Blank Space
Notas iniciais
– Mais uma vez, eu sinto muito, muito mesmo, por ter vomitado na sua camisa. – disse Rose, envergonhada.
Eu bufei sorrindo.
– Já falei, não estou com raiva.
Ok, não é nem um pouco legal ter sua camisa vomitada pela garota que você queria transar, mas deixemos isso para lá.
Eu e ela estávamos na sala-de-estar da Hazel. Isaac, Kaitlyn, Hazel e Dylan estavam terminando de preparar um rango. Assim que eu vi a Hazel, percebi que ela não estava muito bem. Parecia pensativa até demais.
Rose cruzou os dedos dela nos meus. Sua mão era bem macia e bonita. As unhas estavam cobertas por um esmalte verde esmeralda com pequenas flores douradas. Olhei para o seu rosto. As íris azuis dela ganhavam destaque por causa da máscara para cílios. Ela aproximou o rosto do meu, como se fosse me beijar, mas desviou e beijou o meu pescoço. Suspirei ao sentir os dentes dela darem leves mordidas em mim.
– Rose. – falei.
– Oi. – disse ela sem parar de me morder.
– Aqui não.
Ela se levantou. Deu uma puxadinha na barra do vestido, justo e laranja, para baixo. Estendeu a mão para mim, eu a peguei e ela começou a me guiar pelos corredores da casa da Hazel. Paramos em frente a uma porta. Entramos. Aquele cômodo era um quarto pequeno. Só tinha uma cama de solteiro e uma cômoda. Sentei na cama e Rose ficou de frente para mim.
Ela, primeiramente, colocou uma música para tocar no celular dela. Tirou a jaqueta jeans e a largou no chão. Suas mãos foram para trás e desceram o zíper do vestido dela. Rose só desceu metade do vestido, deixando a parte de cima do seu corpo exposto. O sutiã dela era roxo com babados rosa. Mordi meu lábio inferior, apreciando a. Puxei a para mais perto de mim e fiz com que ela sentasse em minhas pernas. Segurei sua cintura, sentindo o calor do seu corpo. Ela me deu um beijo de tirar o fôlego.
Nossas línguas se enroscavam de uma maneira alucinante. Rose era selvagem e isso era ótimo e quente, muito quente. Tiramos nossas roupas, ficando completamente pelados. Fiquei feliz por ela não ficar reparando e encarando o que me restou de perna. Minha mão se fechou no seio dela e apertou. Ela massageava os meus países baixos.
[...]
Eu estava muito ofegante e um pouco suado. Rose estava com a cabeça sobre o meu peitoral, nas mesmas condições que eu. Eu já não era mais virgem.
– Você é maravilhosa. – comentei.
– Você também. – falou e começou a me beijar de novo.
Por mais que os nossos pulmões estivem necessitando de ar e descanso, trocamos mais um beijo selvagem.
– E aí? – disse ela – Estamos juntos?
Não vou negar, eu não esperava aquela pergunta. Achei que aquilo fosse sexo casual, só uma “rapidinha”. Fiquei, mais ou menos, uns cinco segundos sem falar nada.
– É claro que estamos. – respondi beijando a mais uma vez.
Eu sei que parece loucura namorar uma garota só porque rolou uma relação sexual e você não quer dispensá-la, mas eu não era maluco de dar um fora em uma garota como a Rose. Depois de algumas carícias e alguns beijinhos, vestimo-nos e saímos do quarto, de mãos dadas.
Chegamos na sala e vimos Kaitlyn no karaokê. Ela cantava alguma música da Beyonce que eu não conhecia. Hazel estava sentada no chão, comendo nachos e bebendo refrigerante. Dylan e Isaac estavam sentados no sofá só escutando a música.
– Estavam transando? – perguntou Dylan para mim e para Rose.
– Não seja tão indiscreto. – disse Hazel com desdém.
– Isso é problema seu? – rebateu ele.
– Você é tão grosseiro.
– Ei! – pronunciou Isaac – Vocês não vão ter uma DR aqui, né?
– Claro que não... – garantiu Dylan tomando um gole de vodca.
Isaac e Rose também participaram da brincadeira do karaokê. Eles formavam uma dupla engraçada no quesito “cantoria”.
– Quem quer ir agora? – perguntou Rose.
Hazel ergueu a mão direita, fazendo com que eu percebesse uma tatuagem no seu pulso, coisa que eu não havia reparado antes. Era uma estrelinha preta, um pouco menor que o meu polegar. Ela se levantou e pegou o microfone. Hazel usava um short jeans frouxo e desbotado, uma camisa larga e preta com desenho de caveira e um par de tênis All Star de cano médio. Ela selecionou uma música.
Prazer em te conhecer, onde você esteve?
Eu posso te mostrar coisas incríveis
Mágica, loucuras, paraíso, pecado
Te vi ali, e eu pensei
"Ai meu Deus, olhe esse rosto"
Você parece o meu próximo erro
O amor é um jogo, quer brincar?
Dinheiro novo, de terno e gravata
Eu consigo te ler como uma revista
Não é engraçado, os rumores voam
E eu sei que você já ouviu falar de mim
Então, ei, vamos ser amigos
Estou louca para saber como esse acabará
Pegue seu passaporte e a minha mão
Eu posso fazer os caras maus, bonzinhos por um fim de semana
Então, irá durar para sempre
Ou acabará em chamas
Você pode me dizer quando estiver terminado
Se os momentos bons superaram a dor
Tenho uma longa lista de ex-namorados
Eles te dirão que sou maluca
Pois, você sabe, eu adoro os jogadores
E você ama o jogo
Pois somos jovens e imprudentes
Levaremos isso longe demais
Vai te deixar sem fôlego, ou com uma cicatriz horrível
Tenho uma longa lista de ex-namorados
Eles te dirão que sou maluca
Mas eu tenho um espaço em branco, querido
E escreverei seu nome
Lábios de cereja, céus de cristal
Eu posso te mostrar coisas incríveis
Beijos roubados, mentirinhas
Você é o rei, querido, sou sua rainha
Descobrirei do que você gosta
Serei essa garota por um mês
Mas o pior ainda está por vir
Gritando, chorando, a tempestade perfeita
Eu posso fazer os jogos virarem
Uma rosa cheia de espinhos
Fazer você se perguntar
"Ai meu Deus, quem é ela? "
Eu fico bêbada de ciúmes
Mas você voltará todas as vezes que fugir
Pois lindo, eu sou um pesadelo vestido de sonho
Então, irá durar para sempre
Ou acabará em chamas
Você pode me dizer quando estiver terminado
Se os momentos bons superaram a dor
Tenho uma longa lista de ex-namorados
Eles te dirão que sou maluca
Pois, você sabe, eu adoro os jogadores
E você ama o jogo
Pois somos jovens e imprudentes
Levaremos isso longe demais
Vai te deixar sem fôlego, ou com uma cicatriz horrível
Tenho uma longa lista de ex-namorados
Eles te dirão que sou maluca
Mas eu tenho um espaço em branco, querido
E escreverei seu nome
Ela não só cantava, como dançava ao som da batida musical. Jogava os cabelos de um lado para o outro, rebolava o quadril e fazia movimentos com as mãos. Parecia interpretar a letra. Mas, acima de tudo, ela encarava o namorado dela. Dylan não parecia muito contente com o que ela estava fazendo. Ela se aproximou dele e se curvou para frente, aproximando os seus rostos.
Got a long list of ex lovers
They'll tell you I'm insane
But I got a blank space, baby
And I'll write your name
Dylan bufou e trincou os dentes. Todo o resto (Rose, Kaitlyn, Isaac e eu) ficou atônito. Hazel largou o microfone no chão e saiu. Dylan a acompanhou.
– Uau! – disse Kaitlyn.
– O que aconteceu? – perguntou meu amigo cego.
– Hazel provocou o Dylan com aquela música. – disse Rose.
– Ela cantou uma música da Taylor Swift querendo provocá-lo? – indagou.
– Isso. – respondi.
– Então, a coisa ficou preta.
Não demorou muito para vermos Dylan passar por nós em direção à porta. Hazel estava atrás dele, gritando e esperneando.
– VÁ EMBORA! – berrou ela.
– Eu já estou indo, sua vadia.
– Cala a boca, vagabundo. Só sai da minha casa!
Ele abriu a porta e se virou para ela uma última vez.
– Por que você não vai se foder?
– Contanto que não seja com você! Adeus!
Ela bateu a porta e respirou fundo. Ela se virou para nós. Seus olhos não estavam tão chorosos como eu achei que estariam. Ela se aproximou do sofá, sentou-se e tomou um gole de refrigerante.
– O quê? – perguntou ela – Acham mesmo que eu vou trocar uma diversão com os meus amigos por uma noite de depressão estilo garota com coração partido?
[...]
Enquanto Rose e Kaitlyn conversavam sobre biquínis brasileiros e os estilos de depilação que combinam com eles, fui até a cozinha. Hazel estava lá, deitada sobre o balcão, encarando a lâmpada fluorescente enquanto tragava o cigarro.
– Está tudo bem? – pronunciei gentilmente.
Ela se sentou e me olhou.
– Por que não estaria? – respondeu.
– Não sei... – pus minhas mãos dentro dos bolsos do meu casaco e fui caminhando até ela – Talvez, porque você e o seu namorado...
– Ex! – interrompeu-me me corrigindo.
– Ex-namorado acabaram de brigar e terminaram. – concluí.
Ela desceu do balcão de mármore.
– Não estou triste porque Dylan e eu terminamos. – afirmou – Estou com raiva porque eu poderia ter tido rapazes mais legais que ele. Poderia ter conhecido novas pessoas, ter tido novas experiências... Mas, eu, estupidamente, neguei tudo isso porque achava que Dylan era o melhor namorado que eu poderia ter. – fitou as próprias unhas – Dylan é um bundão desgraçado. Eu não quero comentar sobre o meu namoro... Quer dizer, finado namoro.
– Okay. – falei.
Ela deu um sorriso torto.
– Fala Okay de novo.
Ergui uma sobrancelha e repeti:
– Okay...
– Se você não estivesse namorando a Rose, eu diria que a sua boca fica muito atrativa quando você fala Okay. – admitiu – Bem sexy.
Por que o ser humano não pode ficar corado só quando quer?
– Ah... – corei envergonhadamente.
Ela riu da minha expressão.
– Vem, vamos voltar para a sala. – disse ela puxando o meu pulso.
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