A culpa é do Gus

2 Going to the ending of the world


Notas iniciais
oi.. desculpa pela demora para postar é que eu tava muito ocupada e tambem não teve comentários no primeiro capitulo... então espero realmente que comentem nesse please!

–Vovó?!

–Hazel!! Como você cresceu. _dei uma risadinha.

– trouxe um presentinho pra você. Aquela broa de milho que você ama.

–Obrigada vovó, mas oque a senhora faz aqui?

– não gostou de eu ter vindo?

– nã... Quer dizer, sim, é que a senhora sempre me liga, eu só achei estranho, só isso.

–Bom, eu sei que suas férias já estão chegando, então vim convidar você para passa-las no sítio.

–Claro vovó.

–Hazel! Mãe! _ mamãe chamou nervosa, como se estivéssemos quebrando a casa.

– filha deixe a Hazel ir, já faz quatro anos que ela não vai ao sítio.

– é mãe deixa_ eu disse desesperada, porque eu já estava sufocada daquele grupo de apoio.

–Hazel me deixa conversar com a vovó um pouco. _ minha mãe disse, enquanto arrastava vovó pra cozinha.

Elas sussurravam alguma coisa, eu só ouvi algo do tipo:

– Você sabe mamãe. Ela não pode.

– Ele não vai estar lá, não se preocupe.

– Mas se ele voltar?

– não vai, ele está no México, e já esta na hora da Hazel saber a verdade.

Então entrei na cozinha, e mamãe tentou disfarçar.

– Mas então Hazel oque você iria fazer lá, no sitio?

– não sei, ainda estou em duvida entre: dar boa noite Cinderela pros velhinho, sem ofensas, enquanto faço uma festa punk com todos bebendo vodka e baseado, ou armo um plano diabólico pra dominar o mundo. Qual você prefere?

– Nenhum, porque você não vai!

– mamãe, eu também posso caçar esquilos não tem problema.

– Hazel Grace, sem gracinhas. _ mamãe gritou irritada.

–Vovó faz alguma coisa, vai.

– filha, por favor. _ fiz cara de cachorrinho que caiu do caminhão, enquanto vovó pedia.

– Tá bom, eu deixo. Mas com duas condições.

– quais são as “condições’”? Já as implantaram no presidio?

– Não no presidio ele não tem que ligar pra mãe todos os dias e nem tirar bastante foto.

– Tá, ligar ainda vai, mas tirar fotos? Eu pareço um esquilo com câimbra._ vovó riu.

– Sem foto, sem viagem.

– O.K, senhorita mandona, eu vou tirar as fotos, mas se a câmera cair ou explodir “acidentalmente” não me culpe._ falei enquanto pegava um pedaço de broa.

– Hum. Fosofo. ( gostoso) _ Adverti enquanto comia.

– Tá agora eu vou arrumar as malas, vamos Vini.

– Vini?

–O grandão aqui. _ estava me referindo ao suporte do soro.

Comecei arrumar as malas, coloquei algumas roupas velhas, e alguns livros, inclusive Marley e eu. Bacon subiu na cama e me olhou, acariciei seu pelos e me despedi, o Sitio era bem longe de Nova York então nós já iriamos partir. Sai do quarto em direção à sala.

– Pronto, vovó já podemos ir.

– Ei mocinha onde arranjou a mala? _ mamãe perguntava desconfiada.

– Roubei da Madona.

– Ha Ha Ha, muito engraçado.

– eu sei mãe eu sou demais. Brincadeira, eu peguei no seu quarto daquela viagem que a gente fez pra praia, lembra? (enquanto eu não tinha sido diagnosticada.)

– Ah claro.

– Vamos vó?

– Claro, querida só deixe que pegue minha bolsa.

– Ei, filha, não está se esquecendo de nada?

– Tchau, mãe. Te amo.

– também te amo Hazel, boa viagem.

– Liberdade!!! _gritei enquanto fechava a porta.

Entrei no elevador carregando o carrinho com o balão de oxigênio e as malas em outra mão.

– querida. _ vovó me chamou como se estivesse com medo de algo.

– oi vó _ respondi apreensiva.

– isso é seguro?

– com “isso” a senhora quer dizer o elevador?

– é.

– claro que sim vó mais se a senhora preferir nós podemos descer de escada.

–não, eu não quero que se canse.

–o.k. _ disse apertando o botão do térreo.

Vovó segurava nas barras de ferro (aquelas que ficam nos elevadores pra pessoas se segurarem) como se sua vida dependesse totalmente e unicamente disso. Então eu não me aguentei e soltei um risinho leve.

– o que foi?

– nada vó, é que a senhora vai matar as barras, sufocadas desse jeito.

– ah, mais Hazel barras não respiram _ ela me disse como se não entendesse o que eu falava.

Eu ri novamente e respondi enquanto as portas se abriam e vovó fazia o “em nome do pai”

– é um jeito de falar, é que a senhora estava apertando muito forte.

– o.k. eu sobrevivi, agora vamos se não nós perderemos o ônibus .

– ônibus?

–é você pensou que iriamos como?

– èr.. De avião, talvez.

Vovó mora do outro lado do país e vamos para lá de ônibus, ou seja, vamos demorar umas 08h00min, se o ônibus não atrasar.

Calma Hazel, respira... eu falava pra mim mesma com o proposito de não surtar em publico.

Entramos em um taxi e fomos em direção à rodoviária, chegando lá compramos as passagens e entramos no ônibus ( que felizmente não atrasou), eu assentei na janela e vovó do meu lado. Dormi as 2:00 horas seguintes, até ser acordada quando o ônibus freou.

– Hazel! Hazel! Acorde.

–Hã? _respondi meio sonolenta (ou melhor, completamente sonolenta).

_você quer alguma coisa, querida?

–tem daquelas batatinhas?

–Não, mas podemos comprar agora.

– o motorista está vendendo? _perguntei.

Vovó riu e respondeu.

– não meu bem, o ônibus parou, é hora de sairmos para ir ao banheiro ou lanchar.

Claro que estava com fome e com vontade de ir ao banheiro mais a preguiça foi maior, então pedi que vovó comprasse as batatinhas para mim enquanto eu ficava assentada escutando musica (estava ouvindo It’s Time do Imagine Dragons). Passaram-se 10 minutos até que a vovó voltou com salgadinhos e refrigerante.

– Oba! _ falei enquanto abria o pacote de Huffles.

Coloquei um na boca, e vovó me olhava como se eu fosse um E.T ou coisa parecida.

– Como você consegue comer uma coisa dessas?

–Também não sei vó, acho que é uma das circunstâncias da fome.

Acabei com aquele pacote e abri o refrigerante. Tomei uns cinco goles e fechei a garrafa, coloquei os fones novamente e adormeci, porem agora só faltavam mais 3:00h pra chegarmos a cidade onde estava o sitio da vovó.

Notas finais
Comentem please!! (ai eu posto outro amanhã se tiver comentários)