A culpa é das estrelas

1 Não aprendi dizer adeus...


Notas iniciais
Amei escrever esse texto, espero que vocês o amem também Chorei muito pra escreve-lo espero que gostem de paixãoValeu, e comentem.

– Como ele está – perguntou Annabeth sentando em uma cadeira ao meu lado na sala de espera.

– Os médicos dizem que ele não passará dessa noite – respondi com a voz frágil, cheia de medo e dor.

Nico estava deitado em uma cama de hospital a semanas, esperando por uma cura ou um veredicto final. Havia perdido muito peso, e sofri por alterações de humor. O câncer acabou com ele, acabou comigo e acabou com todos a nossa volta.

O diagnostico da doença foi dado após duas semanas do nosso casamento, enquanto comemorávamos a nossa volta da lua de mel ele caiu em meus braços com a respiração fraca, fomos ao hospital e fizeram diversos exames até que nos chamaram na sala do médico, tive que ser forte, ele se encolheu e chorou desolado em meus braços durante horas. Os médicos disseram que tinha cura, que havia tratamento só que foi tarde demais, ele acedeu feito uma arvore de natal por todo o corpo, era tantos pequenos focos de câncer em seu corpo que era impossível uma recuperação, mesmo que acabassem ele viveria por mais alguns anos, o câncer reapareceria, mais tratamentos e remédios. Ele nunca viveria uma vida normal. O câncer estava em estagio avançado, a única coisa que podiam faze por ele era evitar que ele sofresse ainda mais, dariam remédios para dor, para o enjôo, a tremedeira até que o inevitável acontecesse.

Nico demorou pra aceitar e me surpreendi quando ele chegou em casa e disse que desistiu, ele estava conformado com a doença, conformado em morrer.

– Você ainda tem chance – gritei desesperado, ele podia tentar, um milagre podia acontecer. Ele não entendia que se ele morresse noventa por cento de mim iria com ele.

– Você precisa se conformar eu vou morrer e nada pode impedir isso, se não for hoje, será amanhã, mais eu vou morrer, quero que você aprenda a viver sem mim – ele respondeu entre os soluços, eu tremia e a minha vontade era enchê-lo de porradas, até que ele desistisse dessa idéia estúpida de desistir da vida.

– Você não pode desistir – murmurei, minha voz saiu embargada e ele me abraçou, seus braços estavam fracos, o câncer já estava o afetando.

– Eu não desisti, eu só aceitei.

Todo dia que acordava de manhã e via que Nico estava respirando era mais um milagre que tinha que agradecer aos céus.

Porém com o tempo ia piorando, ele dormia a base de calmantes, sentia dores por todo seu corpo e às vezes passava os dias na cama. Depois de alguns dias ele andava com um carrinho de oxigênio, logo que não consegui mais respirar sozinho.

– O que você vai fazer quando eu morrer? – uma vez ele me perguntou, ele estava sentado no sofá com seus tubos de oxigênio no nariz, seus cabelos estavam bagunçados e na altura do queixo. Os olhos deles estavam fundos, com enormes manchas roxas de baixo deles. Estava magro e abatido. Eu observei tentando formular uma resposta, enquanto cozinha seu almoço, que tinha que ser batido e colocado em seu tubo de alimentação, eu já não comia mais nada sólido somente coisas batidas no liquidificardor, eu não conseguia imaginar como era não poder mais comer como uma pessoa comum.

Andei até ele e sentei ao seu lado colocando a comida com uma seringa em seu tubo, Seus olhos estavam serenos. Quando terminei de “alimenta-lo” disse com a voz calma.

– Eu não tenho a menor idéia como vai ser a minha vida sem você Nico

– Você tem que me prometer uma coisa Percy – disse ele com a voz baixa, meus olhos ficaram marejados, sabia o que ele iria me pedir, eu não era capaz de ouvir tal proposta, então ele repetiu com a voz mais grave – Percy me prometa uma coisa.

– Não sou capaz de prometer nada desse tipo pra você Nico – falei com a voz embargada, pronto para começar a chorar na sua frente, coisa que eu me nego a fazer sob qualquer hipótese, não podia fraquejar na frente dele.

– Me prometa Percy – começou ele fazendo uma pausa para respirar – me prometa que quando eu morrer, você vai esquecer que eu existo, vai continuar a viver a sua vida encontrar outra pessoa, vai tentar ser feliz sem mim – ele disse derramando lagrima entre seu largou sorriso, eu sabia que ele não aceitaria uma não como resposta.

– Eu te amo Nico, eu não serei capaz de continuar com a minha vida sem você, nunca – falei, não consegui segurar as lagrimas por mais tempo. Ele com muito custo conseguiu levantar o corpo e me dar um selinho.

– Você vai ter que consegui, eu vou morrer só que você continua – ele disse chorando enquanto fazia carinho em meus cabelos. – você promete?

– Eu juro que eu vou tentar – disse as lagrimas, mesmo com uma dor enorme em meu peito consegui abrir um pequeno sorriso – eu vou encontrar uma pessoa mais inteligente e problemática com você.

Nós dois rimos.

– Vocês podem entrar – anunciou o médico – ele esta resistindo mais logo logo seu coração ficara cansado o suficiente, e então, entre para se despedir, fique com ele até que aconteça o inevitável.

Meus olhos se encheram de lagrimas Annabeth apoiava a mão sobre meu ombro. Na sala de espera havia mais uma família a mulher mais velha, provavelmente a mãe, sussurrava “O nosso Augustus”, eu sabia que eles perderiam alguém também aquela noite.

Eu me levantei e Annabeth veio atrás, abria a porta do quarto, ele estava deitado respirando com dificuldade. Alguma coisa apitava, sabia que era haver com seus batimentos cardíacos. Seus lábios estavam secos, seus lhos estavam brilhando assim que me viu ele estava com dificuldade de falar.

Quando o vi, fiquei sem reação, Lembrei daquela cara sadio que corria quilômetros sem se cansar, do nosso primeiro beijo, nossa primeira noite, nossas juras de amor entre os sussurros e gemidos de prazer. Aquele homem deitado na cama não me lembrava o Nico de cinco meses atrás.

– Água – ele sussurrou, fui até o canto do quarto e peguei um pequeno copo d’água, aproximei dele e molhei seus lábios, ele pareceu satisfeito e sorriu.

– Descanse, Annabeth veio te ver, você está cansado...

– Percy eu sei que eu vou morrer essa noite – ele disse me cortando.

– Eu te amo muito... – disse soluçando baixinho, ele acariciou a minha mão.

– Eu quero te agradecer por todos os anos felizes que você me proporcionou, você vai ser o meu único e grande amor – ele disse sorrindo.

– Eu queria te agradecer por ter me agüentado, me amado e tudo mais... – falei chorando

– Lembra da promessa que você me fez? Cumpra-a, e eu estarei te esperando no outro lado com seu novo grande amor – lagrimas caiam por seus olhos, sabia que lê estava fazendo força para permanecer ali comigo. Aproximei-me e selei nossos lábios, ele fechou os olhos e sorriu suas mãos antes tremulas pararam, e a minha vida junto com ele passou pela minha cabeça.

Um som forte soou e eu cai de joelhos aos prantos, meus soluços conseguiam ser mais altos que a maquina que dizia que Nico tinha morrido. Annabeth não me impediu de sofrer desolado.

Foi tudo muito rápido, os médicos entraram tentaram reanima-lo mais nada aconteceu, sabia que ele não voltaria, Nunca mais...

Nico Di Ângelo Jackson morreu.

Estava desolado, andei até um canto escuro do hospital onde não havia nenhum movimento sentei-me no chão e chorei baixinho, um pouco a minha frente ouvi soluços e uma menina se aproximou de mim, ela sentou ao meu lado e ficamos chorando fingindo que ninguém estava ali.

– Eu ouvi os seus gritos – ela disse

– Meu namorado morreu de câncer hoje – expliquei

– O meu namorado também morreu de câncer hoje – ela disse, então percebi que tinha um carrinho parecido com o de Nico e não pude deixar de não rir

– Ele usou por um tempo um carrinho igual ao seu.

– Sim, eu também tenho câncer – ela disse baixinho

– Prazer meu Nome é Perseu, mais pode me chamar de Percy

– Prazer meu nome é Hazel e não tenho nenhum apelido.

Nós dois rimos no meio da dor.

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Dez anos se passou desde que Nico morrera. Andava de um lado para o outro na sala de espera do hospital. Lembrando de todas as vezes que estive ali esperando uma dura resposta. Hazel estava lá dentro, espera a noticia que não vinha. Lembrei no dia que estava naquela sala esperando o diagnostico de Nico, no dia em que ele teve a sua primeira crise respiratória, no dia em que o perdi. Também de coisas bos como no dia em que vim aqui com Hazel saber sobre sua possível cura, e Agora andando de um lado para o outro. Deuses não permitam que isso aconteça, rezei baixinho.

Meu coração havia caído no caminho de nossa casa ao hospital eu e Hazel estávamos juntos a oito e seis meses juntos, tinha me casado pela segunda vez. Mesmo a amando ainda choro no dia do aniversario dele, na data do nosso casamento, no dia do nosso primeiro beijo, mais é um choro de saudade, um choro de gratidão. Ela também chorava por Augustus, eu não ficava bravo por isso.

– Alguns infinitos são maiores que outros – ela dizia quando estava triste

Nosso relacionamento foi baseado sobre a dor da perda da pessoa amada, eu era pra ela assim como ela era pra mim um segundo grande amor de nossas vidas que jamais superaria o primeiro.

–Você pode entrar, ela quer vê-lo – disse o médico.

Eu fiquei paralisado por um momento, pensei que ficaria sozinho novamente por toda a minha vida, mais não ficarei ela esta bem.

Quando entrei, ela estava sentada com os dois bebês nos braços sorrindo feito louca. Eu parei diante a porta e ela disse:

– Eles são perfeitos, venha segura-los

Me aproximei e peguei o mais miudinho no colo, uma lagrima correu pela minha face.

– Bem vindo ao Mundo Augustus e Nico Di Ângelo – disse emocionado

Sentei do lado dela na cama e fiquei observando a nossa pequena família, por um instante, depois de muitos aos esqueci de Nico. Eu cumpri a minha promessa.

Notas finais
Oi meus lindos, essa é uma fic experimental! vou tentar misturar duas histórias totalmente diversas ok espero que gosteBjs e comentem.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!