A cova dos Hipogrifos

3 Sangue de centauro pode fazer um "belo" estrago - Dean


Notas iniciais
OOii, capitulo quentinho aqui c:

Voltei! Agora que você já conhece a mim e a Stevie, vou partir do começo.

O dia começou normal no acampamento, pelo menos até. . .

–STEVIE! — Berrou Connor Stoll do chalé 11, e olha que eu estava no meu chalé, bem longe dos deles, e pude ouvir o grito. . . A coisa era séria.

– NÃO FUI EU!- Respondeu Stevie com outro berro.

–CONNOR FICA QUIETO PRA EU PASSAR ISSO!- Will Solace do chalé de Apolo gritou, possivelmente tentando aplicar néctar no ferimento do pé de Connor.

– SERA QUE DÁ PARA OS TRÊS CALAREM A BOCA?- Interveio Clovis do chalé de Hypnos — EU ESTOU TENTANDO DORMIR!

–JÁ É UMA DA TARDE, E VOCÊ ESTÁ SEMPRE DORMINDO!- Connor, Will e Stevie disseram em uníssono.

Desde dez da manhã os três estavam desse jeito, Connor dizia que Stevie quem havia colocado o sangue de centauro em sua meia (nota: sangue de centauro é como ácido), Clóvis os mandava calarem a boca pra ele poder dormir e Will, o curandeiro do acampamento, tentava passar néctar, que é uma certa substância curativa divina, no pé de Connor, mas o garoto não ficava quieto. A porta do meu chalé se escancarou e Stevie apareceu na frente dela, dava pra ver ira nos seus olhos, o cabelo caramelo estava embaraçado e havia um sorriso malicioso estampado em seu rosto.

–Oh Oh- eu disse.

– Oh Oh mesmo — Steve disse e arrancou o livro que eu lia das minhas mãos- vem me ajudar, por favor — Ela falou com um olhar pidão.

– Primeiro:- Disse eu tomando de volta o livro dela — nunca mais faça isso, segundo: cabelo bonito hein — Steve corou e começou arrumar o cabelo — terceiro: não vou te ajudar em nada.

– Ah cara — ela falou e sentou ao meu lado na cama — por favorzinho?

–Não.

– Por favor, com açúcar em cima?

– você sabe que sou diabético — disse ironicamente.

–Então por favor, sem açúcar em cima.

Olhei pra ela como se fosse falar: tudo bem, eu te ajudo amiguinha querida do coração. Só que eu disse.

–Nem com leite fresco.

– Então você vem por Bem ou por Mal — Steve me pegou pelo pulso e me arrastou com ela.

–Não aperta, não aperta — exclamei. Daqui a pouco meu pulso seria decapitado a força.

A garota empurrou com força a porta do chalé de Hermes e me puxou pra dentro. O chalé não era grande coisa. Vários sacos de dormir espalhavam-se pelo chão, junto com alguns beliches, a parede era pintada de branco simples, e junto aos sacos de dormir havia objetos pessoais como escovas de dente, ursinhos de pelúcia e calções de banho. Em um canto tinha. . . Esperava que aquilo fosse ketchup.

–Eu tenho a prova!- Falou Stevie como se estivesse fazendo a declaração da independência, o que era engraçado já que se ela se tratava de uma garota meio rebelde- Conta pra ele Dean, conta que não fui eu que fiz aquilo com a meia dele!

Olhei pra Connor. Will estava ajoelhado na frente dele tentando derramar uma gota de um liquido amarelo com cheiro de côco. Havia uma marca vermelha em sua testa o que significava que ele havia levado um chute. Connor estava sentado em uma dos beliches, seu pé estava horrível — é melhor não descrever — O rosto de Connor estava contorcido de dor e a beira de lágrimas.

–Hã. . .Eu. . . Stevie me arrastou até aqui sem eu saber de nada... — falei e Stevie bateu na própria testa com a palma.

–Stevie, — começou Will — já falamos sobre isso, não...

–... jogue a culpa em um Zé Mané que não tem nada a ver com o assunto — completou Stevie com cara de tédio.

Depois de perceber que ela me chamou de Zé Mané exclamei:

–EI!

–Na verdade não foi bem isso que eu falei — disse Will — agora. . . — ele virou uma gota de néctar no ferimento de Connor que berrou de dor e chutou o olho que Will — AI CARAMBA! — Will segurou o olho lacrimejando.

– Será que eu. . . — falei dando um passo pra trás.

– Não — Stevie me puxou de volta — você fica até eu ser declarada inocente.

– Por quê?- sussurrei — eu não tenho nada á ver com isso!

– Cara, você precisa ficar comigo! — sussurrou ela de volta, aquilo me deixou meio estranho, sabe-se lá porque — eu não sou culpada, acho que foi alguém de outro chalé tentando se vingar pelos balões de água semana passada.

– Que vingança horrorosa. — falei e Will e Connor olharam pra mim. Will ainda lacrimejava.

– O que? — perguntou ele.

–Nada — disse Stevie rispidamente — É que. . . Olha a hora! Bem, tenho que ir. Connor, Will, desejo-lhes melhoras. Dean, você vem junto.

– Mas eu. . . — comecei.

– VEM! — ela me interrompeu e me puxou pra fora, com Connor e Will aos berros.

– Cara, o que foi isso? — perguntei a caminho da oficina de artes.

– Saída estratégica — Falou Stevie como se nada tivesse acontecido — ou você achou que eu ia ficar lá ouvindo aqueles dois reclamando?

– Belo argumento — disse e seguimos quietos até a oficina.

Stevie quebrou o silêncio.

– Quais chalés vocês recrutaram pro Capture a bandeira?

– Chalé 5, 13, 26, 7, 11, 12 e mais alguns.

– Hum. — falou Stevie sem interesse.

– Hum. . . O que? — perguntei.

–O que?

–O que, o que?

Stevie riu.

– Venha Mister Why — Ela falou ainda rindo — Estou com vontade de fazer um pote de cerâmica pra jogar em alguém.

Notas finais
Gente, acabei de atualizar o texto entao resolvi colocar as notas finais, bem, espero que voces tenham gostado desse e prometo, que os outros capitulos vao melhorando