A cova dos Hipogrifos

5 Perco um animal de duas toneladas - Stevie


Notas iniciais
esse não ficou óóóótimo. mas não sejam exigentes comigo, é a primeira fic que escrevo :D

Eu acho que fiquei na enfermaria até às duas da tarde esperando Dean acordar. Na noite anterior, ele havia trazido a bandeira ao nosso lado, caiu de cara na terra (isso foi engraçado) e então desmaiou porque havia recebido uma bomba de tranquilizante alguns minutos antes de pular o riacho, o bom é que ele conseguiu passar. Enquanto esperava ele acordar, o que foi um tédio, eu joguei truco contra mim mesma, brinquei de IOIO, fiz reflexões sobre minha vida e nossa, eu fui muito má na minha vida.

–Por quanto tempo eu dormi? – Dean me deu um susto enorme e eu quase lhe estapeei a cara.

–Sei lá – respondi ofegando pelo susto – Ontem você apagou lá pras dez horas, agora são o que? Duas da tarde? É, você dormiu por um bom tempo.

–Nossa – Dean esfregou a testa e olhou para a própria roupa – Como eu troquei de camiseta? — Ergui as mãos em sinal de inocência.

–Pergunte isso pros seus irmãos.

Nós dois rimos.

Ele tentou se levantar, mas gemeu e deitou de volta.

–Ai – falou.

–A bela adormecida vai ter que ficar aí o dia inteiro- eu disse com sarcasmo- você bateu a cabeça feio na “queda”.

Dean me lançou um olhar ameaçador, mas eu ri e sai do quarto.

Fui direto para o meu chalé.

Assim que abri a porta e entrei, Connor ameaçou me estrangular. Seu pé estava enfaixado e muletas recostavam-se na cama, Travis estava sentado ao seu lado no beliche.

–Stevie. –falou Travis.

–Travis. – respondi.

–Olá assassina de pés perfeitos – disse Connor com suavidade.

–Primeiro: seu pé não é nem era perfeito – falei desdenhando – segundo: eu já disse que não fui eu.

–Você não pode provar.

–Ah, eu posso – cerrei os punhos e Connor se levantou com a ajuda das muletas. Antes que nos matássemos Travis se interpôs entre nós dois.

–Stevie, eu sei que não foi você – ele se virou pra Connor –Connor, não foi ela.

–Como você sabe? – perguntou Connor.

–Ele é inteligente – falei e Connor levantou uma das muletas para me bater.

–Eu sei – continuou Travis abaixando a “arma” de Connor – porque mesmo Stevie sendo louca. . .

–Eu ouvi! – protestei.

–. . . Ela nunca faria uma coisa dessas – Travis completou e se sentou na cama.

–Tem certeza? – Connor disse meio desconfiado.

–Tenho – eu respondi no lugar de Travis – se eu fosse colocar sangue de centauro na meia de alguém, seria na do Chris.

Nós três rimos.

–Tenho aula de esgrima – disse e abri a porta – vejo vocês no jantar.

–Mas já? – perguntou Connor.

–Pelo que eu saiba, até agora você me queria morta – Sorri e fui pra fora.

***

A aula de esgrima passou mais lenta do que eu esperava. No máximo sai com um cinco arranhões e um dedo quebrado. Olha, eu vou admitir, eu era e sou péssima em esgrima.

– Se continuar desse jeito você não vai viver por muito tempo – Pulei e me virei com o susto. Eu estava a centrimetros de Dean que sorria do jeito mais malicioso possível.

–E se você continuar a fazer isso Deaniel Evan, você quem não vai viver por muito tempo.- disse e empurrei ele que começou a rir. Que falta de vergonha na cara!

– Porque você está de mau humor hum?- ele disse isso como se eu fosse um bebê.

Olhei pra ele como se ele tivesse acabado de explodir.

– Tá tirando uma com a minha cara né? – falei abrindo os braços e erguendo uma sobrancelha.

– É – ele disse de cabeça baixa – Eu to.

Começamos a rir, então me lembrei de uma coisa.

–Hoje é dia de visita – peguei-o pelo pulso e o arrastei pra fora da arena.

–Você poderia pegar mais leve ao me arrastar pra fora dos lugares – Ele protestou tentando arrancar o pulso das minhas mãos.

–Não, mas obrigada pelo convite.

Chegamos á beira da floresta e eu o soltei.

–Você lembra que. . . – comecei, mas Dean terminou minha frase:

–. . . Não fazer movimentos bruscos quando chegarmos ao ninho, não falar muito alto e, nem por mais sagrado que Zeus seja, não falar mal do bicho.

–Ótimo – adentrei a floresta com Dean em meu encalço. Andamos por um tempo e eu dava pulinhos de animação. Ah, é mesmo, estávamos indo ver meu bichinho de estimação de duas toneladas. O que ele é? Simplesmente um Hipogrifo. Eu sei, incrível né? O nome dele é Sonic porque os berros deles são literalmente sônicos, ele tem a coloração marrom dourado e é extremamente lindo e retardado, e eu estava realmente ansiosa para vê-lo. Quando chegamos à clareira, eu me esqueci de como se respirava.

–Cadê ele? –Dean perguntou e girou nos calcanhares.

–Ele. . . –gaguejei – Ele d-d-devia estar aqui. . .

–Calma –Dean colocou a mão no meu ombro o que me arrepiou até a raiz dos cabelos – Sonic deve ter ido dar uma volta.

–Não – disse quase perdendo a voz – Não, não, não, ele devia estar aqui! Sonic jamais se atrasou! E-ele sabe quando venho pra cá!

– Vamos voltar amanhã, ele tem que vir amanhã – Dean estava tentando me ajudar, mas eu mal podia ouvi-lo. Achei o ovo de Hipogrifo um pouco antes de Percy Jackson desaparecer. Eu estava normalmente caminhando na floresta, no lugar mais distante do Acampamento (por causa de uma aposta, tinha dracmas pra caramba em jogo), e tropecei numa coisa tipo, um pouco maior que um potro, antes de chutar aquilo, percebi que era um ovo e com rachaduras, significava que a coisa dentro dele estava para nascer, ou eu precisava fazer uma dieta. Penas com manhas vermelhas se espalhavam pelo local, mas eu não via nenhuma mamãe pássaro, o que também significava. . . Não queria nem pensar nisso. Sentei ao lado do ovo, pretendia ficar ali até a mamãe pássaro voltar então podia correr de volta para o acampamento. A “coisa” (passei a chamar o ovo assim) começou a rachar mais ainda até um casco de cavalo (pensei q cavalos fossem mamíferos) sair do buraco e chutar o ar, me afastei o mais rápido possível. Outro casco e então uma bunda de cavalo (cavalos e centauros nascem de ovos. Nota: perguntar isso para o Quíron quando eu voltar) as perninhas de cavalo escorregaram e uma “coisa” completa saiu da ”coisa”. Tinha a cabeça de uma águia dourada com asas lindas e bem grandes que deviam ficar maravilhosas quando não gosmentas e abertas, o corpo era de um leão dourado e cheio de penas, mas sem juba e, bem, a bunda de cavalo cinza. A “coisa” se virou para mim e abriu os olhos que tinham a cor igual aos meus. Ele soltou um grunhido parecido com o relincho de um cavalo e o pio de uma águia.

– Ei – eu disse inclinando a cabeça, ele repetiu o gesto – Você é fofinho.

A “coisa” soltou um guincho como se tentasse dizer: Ah, para! Ri só de pensar nisso. A “coisa fofa” (sim, eu mudei o nome de para coisa fofa) tentou se levantar, mas cambaleou e caiu. Eu o ajudei a ficar de pé e a “coisa fofa” esfregou a cabeça na minha barriga.

– Você é menino ou menina? – ele guinchou baixo duas vezes – menina? – a “coisa fofa” me olhou como se fosse arrancar minha cabeça com aquele bico enorme – está bem, já entendi que você é menino – ele pareceu relaxar.

Lembrei-me que precisava voltar senão os meninos com quem fiz a aposta iriam achar que eu estava morta. Mas eu não podia deixar aquele animalzinho ali sozinho.

– Olha – falei me ajoelhando em frente a “coisa fofa” – eu volto amanhã porque agora tenho que ir OK?

Ele protestou berrando. Me levantei e lhe acariciei a cabeça.

–Olha, eu vou voltar amanhã. Sai da clareira e senti algo me empurrar.

–Ei – me virei e a “coisa fofa” estava ali me olhando – fica.

Continuei a voltar e ele me empurrou de novo.

– Eu mandei você ficar ai – então deduzi que ele acabara de nascer e devia estar com fome – Ai meus deuses. . . Eu não sei o que você come. “Coisa fofa” me olhou como se eu fosse idiota.

Pensei que se ele era metade águia, leão e cavalo ele devia comer qualquer coisa. Olhei para cima e vi uma fruta enorme, devia ser uma jaca.

–Ah – olhei para “coisa fofa” – você está de brincadeira comigo né?

“Coisa fofa” se sentou então notei que ele não sairia dali até eu pegar a maldita daquela jaca. Bufei, peguei a maior pedra que achei e joguei na fruta que caiu sem se rachar, o que devia ser o milagre do século. Peguei ela no colo a levei de volta ao ninho (Nota: nunca tente carregar uma jaca até um lugar distante) assim que a soltei “coisa fofa” abriu ela com as garras e começou a comer. Voltei ao Acampamento, pesquisei muito sobre o que animal era “coisa fofa” e descobri que ele era um Hipogrifo. Voltei ao ninho todos os dias (ah, eu venci a aposta que fiz) e em quatro meses “coisa fofa” já estava em tamanho para ser montado, seus gritos ficaram muito mais potentes e decidi chama-lo de Sonic.

***

–Stevie – Dean me chamava – você está bem?

–Claro – menti – vamos voltar logo, é quase hora do jantar. Estou com fome.

Notas finais
gostaram? notem o clima entre os personagens hehehehehe