A cidade do Vento.

21 31. A imperatriz do Vento


Notas iniciais
Palavra-chave: justapor. Sobre a imperatriz do Vento.

Ela estava tomando café, quando o irmão chegou e disse o clássico discurso de alguém megalomaníaco:

–-No mundo só existem dois tipos de pessoa: as que estão certas e as que estão erradas, e você sempre está errada.

Ela não se daria o luxo de abaixar a cabeça e chorar, por isso riu. Não era tão difícil assim, ainda mais quando se tem prática.

Saiu de casa, meio abalada, precisava tomar um ar.

O Vento veio até ela, uivando por entre as árvores. Ela girou de braços abertos e o Ventou girou consigo, parou e estendeu os braços e empurrou o Vento. Ela o controlava e ele a apoiava.

"Por que se justapor sempre ao meu favor?", era o que ela se perguntava no início, mas logo ela o compreendeu e seus mistérios se tornaram dela.

Dessa vez, o Vento anunciava o fim de mais um mês e trazia consigo as histórias de todas as pessoas da cidade, ela as ouviu e entendeu-as, sabia bem que era uma cidade grande, com todos os tipos de pessoas.

"Ó Vento, és um velho amigo. Fez-me tua imperatriz, tu obedeces a mim e eu, a ti. Seguir-te-ei para todo o sempre."

Notas finais
Tchau.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!