A chefe
5 Capítulo 05
Notas iniciais
Alice já tinha aparecido com seu deslumbrante vestido dourado, meu irmão quase morreu quando a viu. O garoto estava tão nervoso que nem falou com o pai dela ou a mãe, deu um beijo em sua garota ganhando uma cara de desaprovação do senhor Carter.
Como eu tinha previsto, não conhecia ninguém. Está aqui não estava sendo nem um pouco legal. Ainda não tinha visto Emilly por aí, a morena escolheu não fazer a entrada com a sua família.
Olhei ao redor, meu irmão estava com um grupo de amigos conversando animado. Me aproximei, diria que ia embora agora. Porém, antes mesmo que eu chegue perto, alguém bate em mim, agradeci por ela não ter nada em sua mão, caso contrário terminaria minha noite fedendo a bebida. Olhei para trás, eu iria reclamar, afinal não queria bêbados me tocando, mas então eu a vi.
Não tinha visto olhos de um verde tão intensos, eles estavam esbugalhados. Prestei mais atenção na pessoa, uma mulher, com lindos e exóticos cabelos vermelhos, pintado claro, mas ainda sim espetacular. Sua pele era bronzeada. Boca muito convidativa.
—Me perdoe. — falou me tirando do transe.- Juro que não quis esbarra em você.
—Tudo bem, sem problemas.
—Obrigada.
Ela se afastou e eu sair, estava indo até o bar. Rebolando seu lindo corpo daquele vestido preto com brilhos. Não me apressei a andar até ela, queria olhar mais um pouco para ela antes de bancar do maluco perto dela. O barman havia dito algo engraçado para a moça, pois ela abriu um grande sorriso. Aposto que estava dizendo o quando seus olhos eram bonitos ou como os cabelos vermelhos eram extraordinários.
-Com licencia? — falei para ela quando me aproximei.
—Você me quer, não é? — falou sorrindo para mim.
Geralmente eu detestava as atiradas, mas aquela mulher pode ser atirada o quanto quiser, enquanto se parecer com a sexy personagem Jessica Rabbit do desenho animado da minha infância.
—Talvez sim. — me aproximei da sua boca.- Talvez não.
—Tenho certeza que sim. — ela levantou ficando bem próxima, que pude sentir seu hálito de morango.
Então ela jogou seus braços ao redor do meu pescoço e colocou nossos lábios. Não demorei a recobrar a consciência do que estava acontecendo, agarrei sua cintura e deixei que nossas línguas dançassem. Aquela mulher era intensa, eu gostava disso.
—Vem, vamos sair daqui. — falou quando separou do meu corpo e puxou minha mão.
Ela me puxava para o corredor dos banheiros, até praticamente me joga no banheiro feminino e trancar a porta.
Puxei ela para perto, eu teria aquela mulher em minha cama hoje, mas eu me contentaria em ter uma primeira rodada no banheiro feminino da festa da minha cunhada. A empurrei contra a parede e segurei sua perna para a minha cintura, me dando facilidade para tocar sua pele por baixo do tecido do vestido justo.
—Ah! — a ouvi gemer e arfar contra meu corpo quando eu a toquei bem onde desejava.
Ouvi um salto dentro do banho e não era da minha acompanhante, ela não havia se mexido.
—Shii... alguém pode nos ouvir. — falei tampando sua boca.
Me arrependi amargamente de ter falado, pois, minha voz acabou atiçando a dona do salto a sair da cabine onde estava. Seus passos eram apressados. E então, eu a vi. Tão linda quanto a mulher enroscada em minha cintura. Emilly usava um vestido longo dourado, assim como o de Alice, mas o dela tinha um belo decote e um lascam que ia até a um palmo antes do joelho.
Estava com as mãos na cintura, parecia irritada, então ela começou a falar, mas eu só prestava atenção em sua boca cor de vinho, esse batom tinha sido sua melhor escolha da noite.
-Porra, Austin, como você teve coragem? — gritou me tirando do transe que seu corpo tinha exercido em mim.
—O que?
—Não se faça de louco, ela é minha prima. — disse apontando para a menina ao meu lado.
Então tudo fez sentido, ela gritava por eu ter pego sua prima. Oh merda!
-Vocês são namorados? — perguntou a ruiva de olhos arregalados. Agora, com Emilly tão linda perto de mim, os olhos da mulher ao meu lado não eram mais interessantes.
—Emilly, eu... — comecei a falar, ignorando a ruiva.
—Que namorado. Brenda, ele é meu secretário. — falou mexendo a cabeça chamando atenção para seu enorme rabo de cavalo.
—E onde vemos problema nisso? — perguntou a ruiva.
—Você não pode ficar com ele. — falou irritada.
Seus olhos eram puros fogo enquanto olhava para sua prima, que tinha ganho um nome agora para mim. Emilly se aproximou lentamente da Brenda a encarando sem desviar a atenção.
—Quer uma nova competição, priminha? Talvez essa eu já tenha ganho.
—Com ele você não vai brincar.
Brenda sorriu, mas não foi um sorriso divertido, aquele estava mais para maléfico.
—Você não gosta quando brinco com o que é seu, não? — debochou.
—Acha que eu ligo para o Austin? Ele não é homem para mim, mas para você...- ela a olhou de cima abaixo com desprezo. — Você não é mulher para ele!
—E você é? — perguntou sorrindo.
Emilly me olhou pela primeira vez depois de nos pegar no flagra, seus olhos me passavam raiva, mas ao mesmo tempo poderia ver que me olhavam com tristeza.
—Com toda certeza não vou passar sífilis para ele.
Ela passou por nós e abriu a porta. Me senti vazio quando a porta se fechou. Aquela mulher estava mexendo com minha cabeça de um jeito que nunca fez. Eu a queria.
—Eu tinha dezoito anos, Austin. Já fazem cinco anos. Estou limpa, eu juro.
Ela segurou em meu braço e beijou meu pescoço.
-Nossa diversão já era.- segurei na maçaneta e puxei a porta. – passar bem, Brenda.
—É sério? Ela não te quer, Austin
—É, mas agora eu também não quero você.
Sai de lá antes que a mulher dissesse algo.
Voltei para o salão de festa e vi Emilly, ela conversava com alguém e sorria, mas estava claramente disfarçando a raiva. Fui até ela, tiraria a história a limpo. Estava cansado desse jogo ridículo. Nos queríamos, estava estampado agora depois daquele chilique no banheiro feminino.
Em passos largos fui até ela, lutava contra a vontade de parar e observar o quanto ela estava linda com aquela roupa e de cabelo mais compridos que o normal.
—Precisamos conversar. — disse ao seu lado, eu não estava nem aí pra quem ela estava conversando.
—Não precisamos não. Agora de me der licencia.
Não pensei duas vezes, agarrei seus braços e a puxei para mim, ficamos a pouco centímetros de nos beijar.
—Me mande parar, Emilly. Eu vou te beijar.
—Você não teria...
E eu a beijei. Fiquei com os olhos abertos e vi a surpresa nos seus, ela não tinha me empurrado, mas não tinha me abraçado ou fechado os olhos. Resolvi ser mais ousado, precisava sentir sua língua tocar a minha. Queria saber seu gosto. Passei a minha própria em seu lábio inferior e sentir suspirar.
Assistir ela se reder a mim lentamente, passando a sua língua em meus lábios e lentamente fechando os olhos, então me permitir fechar também. Agora nos beijávamos de verdade.
Seu beijo tinha gosto de hortelã e álcool, dando indício que a bebida verde em sua mão era licor. Sentir sua mão ir até a minha cintura, enquanto eu a apertava mais. Eu queria tanto aquela mulher em minha cama essa noite.
Rapidamente, Emilly se desprende mim e me estapeia bem no rosto, logo depois de derramar sue licor em mim. Levei a mão onde o tapa tinha acertado, aquilo não deu, mas eu fiquei confuso.
—Você está louco?
—Você não recusou. — falei confuso.
Olhei ao redor, várias pessoas tinham parado de dançar e nos olhavam agora.
—Estou recusando agora. E você está oficialmente desconvidado da festa da minha irmã, pode ir embora.
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