A chefe

10 Capítulo 10


Notas iniciais
Boa leitura!

— É muito engraçado! E quando ela compra o...o bichento.

Sorrio mais uma vez e quase engasgo com o meu café. Celine era divertida e tinha o senso de humor parecido com do meu irmão. Ela põe a franja que parecia crescer atrás da orelha, se concentrando no computador. Havia ficado séria de repente. Não demorou que olhasse para trás e visse minha garota com um macacão preto, quase tão sexy como seus maravilhosos jeans que tanto amo.

— Austin, meu café. – diz altiva, retirando seus óculos escuros e sem parar o caminho para sua sala por um mínimo momento. —E eu espero que tenha terminado o relatório que te pedi ontem.

Que relatório? Não me permito tentar entender e a acompanho com sua bebida quente em mãos como de costume.

Ao fechar a porta, Emilly já mexia no seu notebook.

— Você não me pediu nada ontem...Eu estava planejando a campa...

— Ah, esquece, me enganei de pessoa. Progresso com as ideias? Temos um prazo.

A morena não me olhava.

— Antes...Eu posso saber por que esse mau humor todo? – ergo a sobrancelha, intrigado, realmente tentando entender sua mudança de comportamento.

— Mau humor? Que mau humor? Eu estou ótima, Austin. – sorri fraco e toma mais um gole do seu café.

— Não está tomando as dores da Alice? Emilly, se for isso, já te contei que não consegui arrancar muita coisa do Mike. Segundo ele, é só uma crise.

— Eu sei, apesar de querer matar seu irmão. Você e a Celine pareciam bem entrosados... Mas ela te confirmou a reunião para hoje? – Dessa vez, ela me olha, rápida e discretamente, mas me olha. E então entendo tudo. Sorrio.

— Eu não sei. Só estávamos conversando sobre Harry Potter, ciumentinha. Ela leu os livros como eu.

— Me chama de ciumentinha de novo para você. – Emilly me lança um olhar severo. Mas não adiantava disfarçar. — Ciúme é para as fracas e eu posso ler JK Rowling quando quiser. Só que amo os filmes pela minha Ema Watson. Enfim, eu só não sabia que eram amigos...

— Não somos, é que ela me ajudou a comprar o seu café. – Ela deixa de tomar na hora a bebida, me pedindo uma explicação pelos olhos. — A máquina daqui quebrou. A fila da cafetaria mais próxima estava enorme e ela que estava bem na frente, Celine salvou meu emprego. Sabe? Eu tenho uma chefe muito exigente.

Emilly não achava a menor graça. Pelo contrário, fecha ainda mais a cara.

— Eu não ia brigar com você por alguns minutos de atraso, Austin.

— Não? Eu pensei que quisesse manter o disfarce. – provoco.

— Realmente devem falar muito de mim pelas costas, né? O assunto preferido de vocês, entre os funcionários.

— Claro que não, princesa. Talvez role algumas palavras como...Ligeiramente nervosa...Severa...Brava...Mandona...- listava a lista de seus apelidos, inocente, querendo implicar de propósito também. — Ah, gostosa...- sorrio. — Hey...Eu tô brincando, princesa. Você é muito admirada aqui na empresa. Isso é fato.

Ela sorri, mostrando acreditar( Que bom, pois falava sério), antes de quebrar o silêncio com a voz:

— Na primeira vez, eu não gostava por achar que era zoação, mas acabei de confirmar que...Gosto quando me chama de princesa.

Eu não demoro a levantar e puxar a morena para mim. Estava tomando gosto por esses momentos de confissões da Emilly. Quando ela se desarmava. E para mim. Considerava nossos momentos.

— Criei o apelido por ser filha do meu antigo chefe, confesso. Mas também confesso que sempre te achei a coisa mais linda. Uma princesa.- Passo a roçar o nariz no seu pescoço delicado. Seu cabelo tinha um cheiro bom. — E te conhecendo melhor agora, senhorita que não suja as mãos... Eu estava certo.

Ela estava pronta para rebater, e eu também. Sou rápido. Colo desesperado nossas bocas, provando os lábios carnudos que me deixavam louco desde sábado. Não chegávamos a ser tão intensos, mas me separo antes que eu quebre nossas regras para o trabalho.

Eu não tinha o autocontrole da Emilly.

...

Coloquei nosso almoço em sua mesa, a morena ainda me olhava irritada. Talvez o seu ataque de ciúmes por cauda da Celine ainda não tivesse passado.

-Celine tem namorado. — informei divertido.

—O que tenho haver com isso?- falou me encarando.

—Ah, você já pode parar de me olhar como psicopata. — gargalhei, mas Emilly continuou a me olhar feio.

—Não é isso, estou apenas pensando.

—O que?- levei um sushi a boca.

—Alice conversou comigo ontem. Seu irmão é um idiota cheio de hormônios.

Sorri, ela estava em alerta com os hormônios do meu irmão de novo.

-O que seus hormônios fizeram dessa vez? – debochei.

—Você realmente não sabe?- falou sem achar graça alguma. Neguei de boca cheia. -Mike engravidou uma garota.

Cuspi minha comida fora sujando alguns documentos que estavam sobre a mesa.

—O que? Por que ele não me disse nada?

—Você não educou aquele moleque direito.- ela tomou quase metade do seu chá gelado.- eu deveria demitir você por isso.

—Deixa eu ver se entendi. Meu irmão de 15 anos será pai?

—Sim, ele será pai. Alice está arrasada, disse que não sabe o que fazer. Mike disse a ela que o filho não é dele.

—Então eles não terminaram?

—Minha irmã até tentou, mas Mike não quer aceitar. O pirralho do seu irmão ligou ontem à noite até para o celular do meu pai.

—Merda! Você pode me liberar mais cedo? Preciso ir ver meu irmão.

—Tudo bem.

—Obrigada.

Levantei sem nem falar mais com ela. Mike não era pai daquela criança, ele não iria mentir e insistir para Alice voltar pra ele se fosse verdade. Eu tinha que ajudar meu irmão.

Notas finais
Me perdoem pela demora a postar, não era minha intenção. Recebi uma ajudinha nesse capítulo ♥ Até mais...
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.