Puxou Jellal e envolveu-se em uma cúpula de energia negra. Era um saco ele poder atacar de dentro de sua esfera de proteção. Precisava desativar essa barreira também. A quantidade de coisas que teria que fazer ao mesmo tempo já estava começando a incomodá-lo e olha que Lucy vivia dizendo o quanto era multitarefas.

—Acabe logo com isso, Zeref! Você tem magias destrutivas para atravessar essa barreira.

Novamente odiou que todo mundo pensasse que era um Deus.

—Não sei o que aconteceria se eu explodisse a máquina. A coisa pode piorar. Além disso, minha magia iria acabar se eu usasse algo assim.

Jellal nunca lhe pareceu tão incrédulo.

—Sua magia não acabaria tão facilmente. — Jogou uma magia para protegê-los dos soldados que tentavam atacá-los pelas costas. — Você não pode estar falando sério.

Zeref o fuzilou com os olhos.

—Dar Etheriouspara Natsu consumiu muito do meu poder e não posso gastar minha reserva por que ela é o único jeito da gente dar o fora se não terminarmos logo.

Jellal vincou a testa.

—Temos condições de acabar com eles. Por que poupar magia?

O mago o olhou como se fosse um retardado.

—Acha mesmo que o conselho mágico colocaria todas as fixas em um punhado de guildas e alguns exércitos?

O azulado empalideceu.

—Quando?

—Eu não sei. Temos que resolver rápido.

Sua barreira se quebrou e por pouco não foi atingido. Isso já estava se tornando um pé no saco. Kyouka sorriu, sabendo que estava em vantagem. Jellal puxou-o para traz de uma rocha que reforçou com magia.

—É o seguinte, eu tenho uma ideia. Ele está se achando por te dar uma surra. Finja que é gente e está sendo derrotado e tente ficar o mais próximo possível da barreira. Eu vou jogar uma cortina de fumaça. Bom, mais ou menos. Não vai te atingir e vai deixá-lo próximo o bastante. Você terá três minutos. Faça valer.

E saiu, antes que tivesse a chance de responder.

Praguejou. Não iria fingir estar sendo derrotado. Que sugestão mais desnecessária apenas para se aproximar de uma barreira. Forjou três esferas de magia bruta e entrou em uma delas. Brincaria de quem consegue encontrar a bolinha de gude. As três grandes bolas negras se aproximaram em direções diferentes da barreira, resistindo bem aos ataques. Jellal deve ter entendido por que alguns minutos depois uma nevoa multicolorida cobriu todo o campo de batalha. Poeira estelar, uma Nebulosa. Queria ter tempo para avaliar essa magia peculiar, mas lembrou-se que não teria tempo para isso agora.

Saiu parcialmente de sua esfera a apenas alguns centímetros da barreira. Ela tentou repeli-lo, mas antes que o fizesse obrigou-a a abrir suas runas de base. Estudou os elos dos símbolos de comando mestre.

Alfa de proteção, beta de permissão e gama de absorção. Sorriu maléfico. A barreira se alimentava da magia de todos em campo, principalmente quando era atingida, mas colocar absorção como último comando mestre do terceiro elo foi um erro grosseiro. Rearranjou, anexando símbolos próprios de sua magia e mudou o comando mestre para obedecê-lo.

Puf*

Bastou um estalar de dedos. A nebulosa baixou e Jellal apareceu ao seu lado.

—Pensei que levaria mais tempo.

Deu de ombros.

—Erro de principiante. — Disse olhando para Kyouka que não pareceu muito feliz com isso.

Atacaram em conjunto e, ao contrário do que esperavam, o mestre fugiu para a proteção de suas legiões, abandonando a máquina. Zeref correu em direção aos elos giratórios. O velho riu.

—Não importa o que faça. Posso ter errado na barreira, mas não errei com o exército. Ele não vai parar e a máquina não pode ser desligada. — Jellal o atacou.

Ignorando os dois, forçou a máquina a mostrar seus elos de comando.

—Merda! — O outro mago ouviu.

—Qual é o problema?- Perguntou o azulado enquanto defendia suas costas.

—Ele está quase certo. Eu posso desligar, mas vai demorar. Muito.

Kyouka riu, mas não muito. Aparentemente não gostou de saber que Zeref talvez pusesse desligá-la.

Jellal praguejou. Se ele dissesse que demoraria é por que a coisa estava feia.

Um poder enorme chamou sua atenção no outro lado do campo de batalha. Lucy. Sua magia da morte o cobriu com um manto negro e esfumaçado antes de disparar campo a dentro, preocupado. Mal percebeu Jellal o seguindo ou os clones mortos ao entrar em contato com sua magia. Chegou bem a tempo de vê-la bambear e cair nos braços de Natsu, que se cobriu com sua nova magia e usava as chamas para impedir que qualquer um se aproximasse.

—O que aconteceu? — Seu coração martelou no peito e a preocupação o fez tremer.

Natsu ergueu o rosto e fez com que as chamas permitissem a aproximação dos dois.

—Eu não sei. Quando me virei ela já tinha usado um montão de magia. — Viu que ela ainda estava consciente, o que o relaxou um pouco, mas também podia ver que ela parecia exausta.

Pegou-a em seus próprios braços e Natsu voltou a sua função, ficando em alerta na defensiva para destruir qualquer um que tentasse passar por seu círculo de chamas.

—Lucy! — ele exclamou preocupado, tirando as mechas louras do rosto suado e cansado. Os olhos castanhos estavam nebulosos. — O que diabos você está tentando fazer?! — de repente ficou furioso.

Um estrondo o fez levantar a cabeça e olhar para leste. A barreira externa tinha sido rompida e destruída. Uma única pessoa estava de pé, em frente a broca que parecia uma cúpula de vidro quebrada. Uma pessoa que conhecia bem.

Shinuky levantou o rosto sério por onde inúmeras lágrimas formaram rios. Em todos os anos que a conhecia, Zeref nunca a viu chorar. Nunca. Ela não parecia bem. Vestida em roupas que um dia podem ter sido um pijama de calça cumprida, rasgado e surrado como se tivesse passado pelo inferno antes de chegar lá, a imperatriz não fazia questão de esconder como estava destroçada. Ela ergueu a mão. A energia começou a crepitar ao seu redor, atingindo os cadáveres e os vivos. Em poucos segundos um cajado formado de energia magica pura, crepitando relâmpagos de todas as cores cuja o cume eram dois Dragões — um negro e um branco – carregando o seu conhecido símbolo da rosa dos ventos.

Ela olhou para a máquina que criava monstros.

Gritou, fincando seu cajado no chão.

A terra tremeu sob seus pés, a energia passou em um fluxo arrebatador. Feras com asas de energia negra e branca, quimeras, draconianos, todo tipo de criatura surgiu dos céus assim como lobos, linces e feras que nunca viu surgiram da terra. Preto e branco, Luz e sombra. Um único líder com corpo humanoide, cabeça de chacal, — o lembrava muito o Deus dos mortos, Anúbis, se não fosse pelos chifres e olhos draconianos – cuja a forma era de luz e de sombras. Ele rugiu, um som ouvido por todos e sentido por todos, e, ao levantar sua espada curva com um dragão brilhante talhado, o exército atacou.

Rasgando, degolando, estripando, os soldados devoravam os inimigos de forma magistral. Um protegendo o outro, um matando com o outro. A sincronia era tão brilhante que não havia como atacar nenhum deles, ou se defender. Viu o exército que antes matava o exército do conselho ser reduzido a quase nada. Não importava que se multiplicassem, eles eram exterminados com a mesma rapidez, igualando o jogo.

Os homens do conselho começaram a gritar em comemoração. O exército criado com base nas Joias dos Reis estava sendo destruído pela rainha.

—MORTE AO REI!

E o Rei morreria. Mas a rainha chorava, em pedaços.

"A única coisa mais rápida do que a Luz... é a escuridão."

Notas finais
Oi galera. Eu disse que não ia demorar um ano, mas dei uma demoradinha. Bom o capitulo está menor que de costume, assim como o penúltimo, já que acredito que o ultimo vai ser bem grande. Em dois caps eu encerro a história. Respondi os comentários no ultimo capitulo, e sim, sei que perdi MUITOS, leitores com minha demora, mas realmente espero que me perdoem e continuem comigo. Me desculpem os erros, estou sem beta ainda. Outra coisa, estou postando uma História NaLu (vou deixar o Link). Ela já está praticamente pronta, terá mais ou menos 8 capítulos, só esta faltando mesmo umas coisinhas no capitulo final. Esperem que gostem dela, Bjs. Nyah: https://fanfiction.com.br/historia/748188/A_Morte_sorriu_para_voce/ SS: https://www.spiritfanfiction.com/historia/a-morte-sorriu-para-voce-11058096