A chave para as Trevas
24 Capitulo 24: Pressão, e medo...
Notas iniciais
Povs Lucy on:
–LUCY!- Gritaram vários de meus amigos em conjunto.
Eles vinham em minha direção, mas assim como eu Hiru não estava sozinho. Os magos das guildas aliadas restantes tinham ficado para ajudar e estavam usando uma espécie de mini canhão de Júpiter. Eles miraram no chão e atiraram, e o solo da arena antes comprometido pelas crateras abertas anteriormente, desabou. As pessoas que conseguiram escapar foram barradas pelos magos, que impediam qualquer um de se aproximar de mim.
O canhão estava sendo carregado novamente, e por ser uma versão menor e menos poderosa não precisaria de muito tempo. Eles tinham planejado bem, tudo meticulosamente. Tentei me levantar e correr mais fui impedida por Hiru, e também estava exausta. Mesmo que não tivesse sido impedida não conseguiria ir muito longe. Hiru se aproximava de mim lentamente com um sorriso sádico no rosto.
–Não adianta fugir. Você já atingiu seus limites. Agora, você vai ver seus amiguinhos serem mortos...- falou aumentando o sorriso a medida que se aproximava.- E depois, quando tudo estiver acabado, eu vou usar você e ao seu lindo corpinho...!- falou ele se divertindo.
Meus olhos se arregalaram de pavor. Uma lagrima solitária escorreu pela minha face. Eu só queria vê-lo de novo...
Povs autora on:
Os acontecimentos que se seguiram foram tão rápidos que ninguém foi capaz de assimilar os fatos. A única reação que conseguiram ter foi de surpresa... exceto por uma maga.
Um poder colossal e devastador preencheu a cidade inteira. O céu ficou completamente negro. Antes que Hiru pudesse pensar em encostar na maga, um manto negro a cobriu e, sem mesmo que fosse capaz de sentir, uma esfera negra foi pressionada com força contra seu rosto, o arremessando para longe e em seguida explodindo; lhe provocando inúmeros cortes e, possivelmente fraturas. Seu choque contra parede a derrubou, e a explosão fez com que uma parte do estádio inteira caísse sobre si. Ele saiu dos escombros atordoado e coberto de sangue, não sendo capaz de entender nada do que aconteceu. Mas a loira entendia...
Segundos antes sentira a marca aparecer com tudo, alertando sobre a presença da pessoa que a tinha feito. Mas não era somente isso. Podia sentir. Sentia uma quantidade absurdamente desnecessária de poder negro a protegendo, embora conseguisse ver perfeitamente o que acontecia do lado de fora. Sentia também fúria e ódio. Estes não a pertenciam, mas estavam tão intensos que era impossível não sentir. Sentia sua preocupação e sua dificuldade em se controlar. A marca queimava lhe dizendo a fúria de seu amado.
Engoliu o seco com medo. Ela o conhecia e mal vira do que o seu namorado era capaz de fazer, e o que vira já era em si impressionante. Não tinha medo dele, afinal jamais faria mal a um fio de cabelo dela, mas sim do que ele iria fazer. Sabia que não os mataria já que ela estava ali, e ele sabia que ela repudiava a morte, mesmo dos que a mereciam. Porem ele iria tortura-los, e quanto a isso não tinha nada que a garota pudesse fazer. Realmente, escolheram a pior pessoa do mundo para brincar.
Zeref se encontrava na frente de Lucy com os cabelos caindo sobre seus olhos e com os punhos serrados. Sua boca estava travada em uma linha fina, em tenção. Uma grande quantidade de magia negra saia de seu corpo sem querer, se espalhando pelo chão próximo a eles, matando tudo o que fosse vivo, e apodrecendo ate mesmo o cimento. A única ali que não se intimidava com a magia era Lucy, e também era a única que se encontrava dentro da área, a qual a magia dele circundava,e, ao mesmo tempo era protegida por ela ao invés de afetada.
–Haha..- riu Hiru fracamente, enquanto tentava limpar parte do sangue que escorria em seu rosto.- Aparentemente, acabamos de conseguir o que queríamos minha cara Lu...
Não conseguiu terminar a frase. Um par de olhos vermelho sangue o impediu. Um frio gélido percorreu sua alma. Ao olhar no par de olhos que, agora, pareciam dois rubis manchados de sangue fresco, percebeu por instinto que tudo que a maga lhe dissera era verdade. Não tinha selo. Toda sua magia estava sob seu comando, e pior, por fim descobriu aquilo que o amedrontaria: Ele não estava aqui para se juntar a eles. Estava furioso. E isso fez o medo se espalhar como veneno por suas veias instantaneamente. Mesmo não querendo suas mãos tremeram frenéticas e seus corpo suava frio.
Zeref não permitiria sobre hipótese alguma que ele ousasse tentar pronunciar o nome de Lucy outra vez, assim como também jamais seria capaz de falar alguma coisa alem de gritos de dor depois que o Mago Negro terminasse. Hiru estava acabado.
–MIREM O CANHÃO NELE, E ACABEM COM OS OUTROS MAGOS!- Gritou Hiru em desespero, tentando salvar sua vida.
Os magos mais fracos se dirigiram aos magos combatentes das guildas oficiais, principalmente a Fairy Tail. Antes que eles se quer se aproximassem deles, que até agora só conseguiam observar com os olhos quase saltando do rosto, uma nuvem de magia negra os atingiu, sem que se quer o seu criador precisasse olha-los ou pronunciar algo para efetuar o ataque. Em menos de um segundo todos os magos estavam no chão, vivos, porem mais pálidos como a neve, sem nem se quer conseguirem pensar em se defender.
O canhão foi apontado em direção aos dois, e sem demora os magos, em pânico, atiraram. Uma explosão seguida de uma nuvem de poeira se ergueram no local. Hiru travara a respiração pensando que se sentiria mais aliviado. Ninguém sobrevivia a um ataque direto daquele canhão. Mas algo não permitiu.
Quando a poeira abaixou, uma cúpula negra envolvia Lucy e o mago continuava parado sem nada para protege-lo, e não sofrera nenhum misero arranhão. A sua volta tudo tinha sido destruído pelo canhão.
Zeref ergueu a mão direita e deixou que uma esfera aparecesse na mesma. Sem esforço apenas balançou de leve o punho, e a esfera foi disparada velozmente atingindo o canhão. A esfera explodiu, abrindo uma cratera 3 vezes maior do que o mini canhão tinha aberto anteriormente, ao mesmo tempo que deixara os últimos magos desacordados.
O único restante era Hiru. Em desespero, ele enfiou as mão ainda cheias de seu próprio sangue dentro do bolso, tirando uma pequena lacrima de teleporte. Antes que conseguisse ativa-la, ela começou a ficar negra e a trincar como vidro ate virar pó em suas mãos.
Hiru olhou para Zeref em choque. Não conseguia fazer com que nada saísse de sua boca, nem mesmo conseguia se mover.
–Vou ensina-lo, a não mexer com aquilo que não sabe. E também vou ensina-lo a nunca mais brincar com aquilo que é mais precioso no mundo para mim. Quando eu terminar jamais será capaz de tentar pronunciar o nome dela.- falou Zeref com uma voz tão fria e cortante, que por um momento Hiru pensou que estar no inferno seria mais agradável. Seu coração martelou em seu peito em desespero. Desejou com todas as forças, nunca ter aceitado ficar e se encarregar da maga, e principalmente, desejou nunca ter falado aquilo que disse para a ela. Em seu ultimo minuto de raciocínio, percebeu aquilo que nenhum mago de sua guilda tinha percebido antes. Tinham mexido com o tesouro que todas as trevas do mundo protegiam fielmente, e agora pagariam o preço.-Death Magic: Last Suffering Song! (Magia da morte: Ultima Canção do sofrimento)
Um selo mágico negro e vermelho enorme surgiu a sua frente, com outros quatros círculos menores conectados ao selo maior do centro.Os símbolos giravam dentro do circulo, como se fossem letras de palavras sendo reorganizadas. Em meio segundo, essas “letras” pararam de girar. Uma nevoa negra especa cobriu o local quando isso ocorreu, trazendo consigo o absoluto silencio.A nevoa envolveu Hiru, que, em vão, tentava se defender. Dês de então o único som que ecoou na arena foi um beque, de algo caindo no chão.
A nevoa se dissipou revelando o corpo, ainda vivo, de Hiru. Ele estava inconsciente e mais branco que a própria neve; seus olhos e suas feições só demonstravam terror. Essa era a ultima canção do sofrimento: O silencio.
Zeref respirou fundo. Queria muito telo matado, mas prometera a si mesmo que não mataria ninguém em frente a Lucy. Em alguns segundos o céu retomou a sua cor original, assim como as coisas ao seu redor. Se virou para trás e com um movimento de mão, dissipou a barreira negra ao redor de Lucy. Os olhos vermelhos, agora preocupados ao invés de assustadores, analisavam milimetricamente a menina.
–Você esta bem?- perguntou com uma preocupação exagerada na voz, enquanto se aproximava.
–H-hai!- falou profundamente feliz pela sua presença ali, e também por não ter matado ninguém.- Obrigada!
O mago a puxou para um abraço, e enterrou o rosto nos cabelos dourados. Estava realmente preocupado. Alguns poderiam dizer que era uma preocupação excessiva, mas não para ele. Já perdera muitas coisas na vida, e não iria nem de longe permitir que lhe tirasse a única que restou, ainda por cima sendo a mais preciosa delas.
–Você se mete em muitos problemas sabia?- Falou debochado fazendo a maga revirar os olhos como se dissesse: “Falou o santo”. Ele desfez o abraço passando um dos braços pela cintura fina da loira.- Vamos ajudar seus amigos a saírem das crateras!
Eles caminharam até a cratera que tinha sido formada nos momentos anteriores pela batalha.
Lucy tomou a frente chegando na beirada para que seus amigos pudessem vela, enquanto Zeref ficava a 1 metro atrás sem ser visto. A maga olhou para dentro da cratera gigantesca. Por algum motivo, não se espantou com a sena encontrada la em baixio. Aparentemente, a Blue Pegasus estava quase toda desacordada, e os membros que não estavam desacordados tentavam tirar seus companheiros dos escombros. A razão disso? Gray e Natsu começaram a brigar e acabaram envolvendo todas as guildas.
–OE MINNA!- Gritou a loira.
–LUCY!- Responderam todos juntos parando de brigar.
–O que aconteceu ai?- perguntou a loira.
–Estamos procurando um jeito de sair.- falou Levy.- A magia de muitos acabou, e os que ainda tem não conseguem tirar todos daqui. Natsu e Gray começaram a discutir sobre isso e acabaram brigando!
–Por que eu não estou surpresa? –perguntou a loira para si mesma.
Pelo menos isso indicava que a confusão, ou ao menos parte dela, tinha acabado.
–Ei, Blonde, tira a gente daqui!- falou Sting sempre arrogante.
–NÃO ME CHAME DE BLONDE SUA ABELHA IRRITANTE!-Disse Lucy com raiva.
–Não me chame de abelha Blonde. O que está esperando? Tire a gente daqui!
Lucy estava prestes a responde-lo quando outra voz se pronunciou:
–Lucy, você esta bem?- perguntou Gray.- Sentimos um poder enorme e sinistro agora a pouco!
–Rival do amor!- falou Juvia sendo ignorada.
Lucy abriu um sorriso enorme e puxou o Mago Negro para seu lado, o deixando visível também.
–Pessoal, poder sinistro. Poder sinistro, pessoal!- Falou ainda sorrindo e apontando ora para a cratera ora para o mago que revirou os olhos.
De inicio todos ficaram em choque ao ver Zeref, mas vários deles se lembraram de um fato que sabiam a pouco tempo.
–Ore, ore. Ainda tenho que me acostumar com o fato de que ele ser seu namorado!- falou Gray bagunçando os cabelos meio incomodando e sem graça.
–Lucy-san tem um namorado?- falou Hibiki em desespero.- Que noticia horrível. Agora varias meninas gostosas tem dono!- falou chorando.
–SEU TARADO!- Gritou Lucy e as meninas em conjunto.
–Blonde, nos tire daqui!- falou o loiro sem paciência.
Ela sorriu malignamente para Sting e disse:
–Zeref, pode teleportar todos de la menos o Sting?- perguntou virando-se para o namorado.
–Hai!
Um circulo de magia negro apareceu abaixo de cada pessoa as envolvendo em chamas negras. Em meio segundo todos, menos Sting, estavam do lado de fora.
–Blonde maldita. Me tire daqui!- berrou o loiro.
–Não!- respondeu simplesmente.
–Lector?!- Falou o loiro esperançoso.
–Minha magia acabou Sting-kun!
–Oe Frosh?
–Rogue-kun disse que Sting-kun foi mau educado com fada-san e merece ficar ai!- Falou o exceed.
–SEU TRAIDOR!-Gritou Sting.
Todos observavam Zeref, com curiosidade e medo, enquanto se perguntavam como Lucy poderia ficar tão relaxada ao seu lado, mesmo com a quantidade de poder que ele emanava. Erza ia ser a primeira a falar, mas antes que pudesse alguém a interrompeu.
–Zeref, Jellal vocês estão presos!- falou Lahar chegando com uma tropa de soldados que apontavam suas lanças mágicas, tremulas de medo, para o mago.
–Acho que isso não será necessário. –falou o mestre se aproximando com algumas escoriações e rasgos na roupa, indicando que também havia lutado.- Pelo que observei, Você não pretende resistir não é!?- falou ao lado do mesmo como se estivesse afirmando. Zeref assentiu.- Se não me engano, vocês vão nos levar ao conselho. Bom, vamos logo!
Ele, Zeref e Jellal, começaram a andar em direção a uma das cedes. Os soldados foram próximos guiando o caminho, mas completamente dispostos a abandonar seus postos pelo medo que sentiam.
Lucy estava prestes a protestar sentindo seu coração se destroçar, mas antes que fizesse algo uma mão em seu ombro a parou.
–Não se preocupe. Eu vou fazer eles voltarem sãos e salvos daqui a pouco.- Falou Shinuky em sua forma humana lhe dando um sorriso.- Até lá, não vamos deixar eles saberem sobre vocês dois tudo bem?
Logo em seguida caminhou ate eles.
–Pirralhos, voltem para o hotel. Lucy, não se preocupe!- falou o mestre sorrindo.
Zeref apenas lhe deu um pequeno sorriso quase imperceptível, mas que foi o suficiente para que ela se mantivesse quieta e confiante.
Lucy povs on:
Já estávamos em frente a nossa hospedagem.Já era final de tarde. Algumas pessoas de outras guildas vieram conosco, talvez para saber o que aconteceu, ou para comemorar. Para mim não importava. Eu não tinha o menor animo para isso agora, e meus amigos sabiam. Aquilo que eu mais temia acabou de acontecer.
Caminhei com a cabeça baixa e passos arrastados ate o meu quarto com Levy e Erza. Abri a porta de maneira lentamente a fazendo ranger levemente e me dirigi ao armário pegando uma muda de roupas.
–Lu-chan, você quer...- não deixei ela terminar.
–Não se preocupe Levy-chan, eu estou bem. Eu só... quero tomar um banho!- falei dando um sorriso amarelo minúsculo.
Sem dizer nada, Erza veio ate mim e me deu um abraço forte.
–Não se preocupe Lucy,- falou sussurrando no meu ouvido.- lembre-se de que eu estou na mesma situação que você. Se esse tal plano da Shinuky que Jellal tinha me falado der certo... e vai dar certo, nós vamos vê-los novamente!
Balancei fracamente a cabeça em um sinal positivo. As duas saíram do quarto e eu me dirigi ao banheiro. Abri a torneira na banheira deixando encher de água quente. Me despi vagarosamente, como se buscasse uma maneira de ocupar o tempo. Meu humor não estava animado como hoje de manha.
Entrei na água tentando fazer com que ela dissolvesse todos os meus problemas. Mas isso era impossível. Me desabei em lagrimas; lagrimas essas que contive dês de que Zeref foi para o conselho. Esse era o meu pior pesadelo. Agora eles poderiam executa-lo, e eu ficaria sozinha novamente, com o coração em frangalhos, mas dessa vez seria impossível de concertar. Eu sentia a marca formigar em minha barriga, tentando de alguma forma me ajudar. Mas era impossível, a única que poderia fazer isso agora era Shinuky. Eu rezava para que seu plano funcionasse, seja ele qual for.
Meu coração estava tão esmagado em meu peito que doía, doía muito. O ar fugia de meus pulmões a cada soluço. As lagrimas não paravam de descer marcando meu rosto e deixando meus olhos inchados. Abracei meus joelhos tentando me confortar. Por favor mama, ajude-o. Eu o amo demais. Se eu perde-lo, não me restará praticamente nada.
Fiquei durante algum tempo chorando, esperando que isso passasse. Quando a água se tornou fria, eu sai da banheira me enxugando e colocando em short e uma blusa, que mais parecia um pijama. Não me importava, não tinha planos de sair do quarto hoje.
Quando sai do banheiro, caminhei até a cama sem a mínima vontade, me deixando cair com o rosto no travesseiro. Novamente meu pesadelo voltou a me atormentar e algumas lagrimas voltaram a escorrer sobre o meu rosto enquanto eu tentava segurar os soluços, originados pela dor em meu coração que apenas aumentava.
Levei um susto quando senti dois braços quentes em minha cintura. Olhei para cima encontrando Natsu, que me olhava com clemência e compaixão.
–Se continuar assim vai deixar todos preocupados!- disse com a voz serena se sentando ao meu lado e me puxando para um abraço carinhoso.- Não se preocupe, vai ficar tudo bem!- falou tentando me confortar.
–Natsu...- Era só isso que eu conseguia dizer. Enterrei o rosto em seu peito retribuindo o abraço enquanto desabava a chorar outra vez. O nó em minha garganta nunca fora tão grande.- Eu... eu o amo Natsu. Eu não quero que o matem!- falei chorando ainda mais.
–Calma. O velhote está la. Ele vai ficar bem, afinal ele tem a Fairy Tail do seu lado agora!
Aquilo me surpreendeu. Olhei para ele surpresa e me perguntando como isso aconteceu. E como se ele lesse meus pensamentos ele falou.
–De inicio, eu principalmente, fiquei furioso quando soube. Afinal como você iria se apaixonar por ele, já que justamente ele tentou nos matar a alguns anos.E também tinha o fato de você não ter me contado.- Falou sincero.- Mas então Mira me lembrou de como você tinha voltado feliz, e Juvia me lembrou o por que de você não me contar. Foi ai que eu percebi que se o julgasse assim iria perder minha melhor amiga...- falou para logo depois desviar os olhos para o chão e suspirar pesadamente.- Foi por isso que eu terminei com Lissana!- aquilo me deixou estática.
Eu realmente tinha sido a causa de eles terminarem? Eu me senti terrivelmente pior ao saber que tinha sido a responsável pela infelicidade do meu melhor amigo.
–Natsu... eu... eu...- Falei entre as lagrimas tentando explicar mas ele me interrompeu.
–Me deixe terminar.- protestou.- Você não teve nenhuma culpa nisso. Foi ela mesma. Ela queria que eu a expulsasse do time, e nunca mais conversasse com você. Eu nunca faria isso. Você é minha amiga e sempre vai ser, e se fosse outra pessoa ela faria a mesma coisa. Eu não iria me distanciar de nenhum dos meus amigos por causa dela... Eu acho que foi por isso que eu fiquei com raiva quando descobri sobre o Zeref...Eu tenho medo de perder minha melhor amiga, e minha parceira de time!- falou com um sorriso amarelo.
–Natsu...- falei.- Você é mesmo um idiota. Eu nunca iria te deixar de lado só por causa disso. Somos companheiros lembra? Eu sempre vou ser sua parceira e sua amiga. Por que você acha que ainda não te matei quando você invade minha casa todas as vezes?- falei sorrindo.
–Por que você cozinha bem e por que nós sempre te ajudamos a pagar o seu aluguel!- falou simplesmente.
Uma veia saltou na minha testa.
–Vocês só me ajudam a pagar o meu aluguel por que em todas as missões que nós vamos vocês destroem a metade da cidade brigando!- falei com raiva.
–A culpa é da cueca gelada. Eu não faço nada!- falou ofendido.
–Vocês sempre culpam uns aos outros, mas o dinheiro que é bom nada. E não vem com esse papo de santinho não que você também tem culpa!
–Não tenho não. Você que anda sempre estressada e esta vendo coisas. Vou começar a concordar com o Happy Lucee!
Peguei um travesseiro e comecei a “espanca-lo” com ele.
–Não concorde com aquele seu gato idiota. Ele tem problemas. E eu não sou estressada!- Falei berrando enquanto o sufocava com o travesseiro.
Ele me segurou e jogou para o lado se levantando e indo em direção a porta.
–E depois diz que não é estressada.- falou abrindo um daqueles seus típicos sorrisos.- Não se preocupe Luce, vai ficar tudo bem!- Disse saindo do quarto.
Foi ai que eu percebi, ele, como sempre, conseguia me fazer voltar ao normal, me tirando do estado de tristeza e me deixando, por incrível que pareça, calma.
–Obrigada...- falei baixinho.
Ele realmente era um ótimo amigo... mesmo as vezes sendo um idiota.
Povs Autora on:
Em uma das salas cede do conselho, um grupo de velhos discutia os acontecimentos repassando a decisão unanime ao membro mais importante do local, localizado em um palanque de madeira maior e mais auto que o dos outros. Ao seu lado esquerdo estavam os mestres das guildas sentados em uma fileira ainda impossibilitados de falar, pois não tinhão sido chamados. Estavam todos em um tribunal, onde os réus em si não estavam presentes. Uma lacrima grande transmitia a imagem dos mesmos, sentados dentro de um campo de contenção.
–Então está decidido.- declarou o homem velho e barbudo no maior palanque.- Por unanimidade e sem a necessidade de recorrer aos mestres, o conselho decidiu condena-los a...
Ele não pode terminar. O estrondo auto da porta principal sendo aberta violentamente o impediu, revelando uma mulher já conhecida por eles.
–Shinuky, que ousadi...- tentou protestar o velho.
–Não me interessa sua opinião sobre mim.- brandiu a mesma enquanto adentrava o local a passos pesados.- Eu vim exigir que os libertem, agora!
–Com base em que?- Falou um dos conselheiros.- Eles são assassinos!
–Que eu saiba vocês também.- falou com desdém e logo completou.- Mas é com base no fato de que aquela porcaria que vocês chamam de exercito não durou nem meio segundo contra nossos novos inimigos, enquanto ele destruiu todos eles em 5 minutos. Vocês ouviram: eles tem um plano maior e vão nos massacrar sem a ajuda dele!- falou com raiva.
–Temos você aqui. Não precisamos deles!- falou outro conselheiro.
–NÃO. Vocês não me tem. Eu tenho um grande poder, mas não tanto a ponto de conseguir proteger a todos o tempo todo. Libertem eles ou eu juro que salvo minha própria pele e deixo vocês, velhos decrépitos, para morrer!- Afirmou enquanto vagava os olhos repletos de ódio por cada um deles.
–Isso é uma ameaça Shinuky? Por que senão...
–Senão o que? Vocês não tem e nunca tiveram poder para contrariar minhas vontades. Vocês sabem que eu só os ajudo ainda por minha livre e espontânea vontade. Era para eu ter matado vocês a sangue frio a muito tempo atrás. Coisa que não fiz por causa “dele”. Vocês me devem mais do que nunca puderam pagar, sabem disso. Soltem eles, agora!
Uma grande quantidade de murmúrios se espalhou pela sala, enquanto os velhos conselheiros discutiam. O mestre da Fairy Tail olhava para Shinuky com certa curiosidade. Afinal quem era o “ele” citado anteriormente? Mas deixou o assunto de lado.
–Como podemos garantir que o Mago Negro vai ficar ao nosso lado?- Gritou um dos conselheiros.
Shinuky soltou um suspiro pesado e longo falando:
–Vocês já entrevistaram todos os envolvidos na confusão, e sabem que ele não encostou em ninguém do conselho, e nem demonstrou resistência em vir para cá. A vários meses ele vem destruindo dores de cabeça suas. Ele está do nosso lado, e vai colaborar em troca de sua liberdade!
–Eu devo afirmar este argumento.- Pronunciou Macrov.- Muitos membros, tanto do conselho quanto da minha própria guilda, foram salvos por ele. Precisamos de seu poder, e podemos negociar sua liberdade por isso!
–Então, neste caso...- Falou o velho barbudo fazendo uma pausa.- Só me resta perguntar o por que ele quer essa liberdade?
–Eu não sei.- Mentiu Shinuky de forma impecável.- Mas não é isso que nos interessa. O que interessa é que ele esta disposto a colaborar e nós precisamos dele. Ou vocês o libertam ou se virem para conseguir enfrentar o novo inimigo. Escolham!
Mais murmúrios e discussões foram ouvidos, e em alguns minutos um papel foi entregue ao velho barbudo que, com um suspiro, falou:
–O conselho entrou em um consenso. Esta decidido...
"Se você não sabe para onde vai, todos os caminhos levam a lugar nenhum!"
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