A chave para as Trevas

34 Cap 34: A bolha que cresce...


O Sol atravessava a clarabóia provocando feixes de luz no interior do quarto no qual o casal dormia. Lucy foi a primeira a despertar, mas continuou imóvel curtindo a preguiça que se apoderava de cada músculo de seu corpo, coberto apenas pelo lençol fino. Era tão bom acordar descansada, ainda mais abraçada pelo corpo quente, nu e gostoso de quem se ama.

Abriu os olhos se deparando com o tórax do mago. Podia sentir o nariz dele em seus cabelos, já que estavam ambos deitados de lado. Sorriu ao se lembrar da surpresa que ele havia feito para ela. A casa era tão linda.... e ele era tão fofo! Como suas amigas ainda o achavam assustador?

Remexeu-se na cama para tirar a dormência de seus músculos, fazendo assim (por acidente) Zeref começar a se remexer também e acordar. Ele bocejou e levou uma das mãos aos olhos para coçá-los preguiçosamente. Geralmente quem acordava primeiro é ele.

–Bom dia!- sussurrou se remexendo em seus braços até ficar com o rosto alinhado ao dele. –Desculpe acordá-lo.- disse levando uma das mãos até seu rosto para acariciá-lo.

Zeref ergueu os olhos para a clarabóia, avistando um pouco da esfera brilhante do sol. Provavelmente estava a uns 12 dedos acima da linha do horizonte, lhe dando uma estimativa de que fosse por volta das 9:00 da manhã. Tinha que ter mandado Shinuky comprar um relógio também.

– Não se preocupe.- falou voltando os olhos para Lucy outra vez. -Acho que já estava na hora de acordar.

Dessa vez foi à maga quem olhou para a clarabóia.

–Acho que você deveria realmente te-la tirado.- comentou.- Eu não quero sair daqui.- disse chorosa e enterrando o rosto no travesseiro.- Zeref sorriu largamente. Tinha acertado no presente. Lucy suspirou.- Tenho que ir ao apartamento buscar minhas coisas.- falou em desanimo.

–Elas já estão aqui.- respondeu. A cabeleira loira se desenterrou do travesseiro e olhou diretamente para ele com a sobrancelha erguida, exigindo explicações. – Enquanto estávamos de missão, Shinuky usou alguns de meus demônios para trazer suas coisas para cá.- deu de ombros.- Estão todas no armário. Também já enviei o dinheiro do restante o aluguel.

Demorou alguns segundos para que a maga assimilasse as informações. Sorriu largamente. Zeref tinha o habito esplendido de fazer sua vida mais fácil. Pulou em cima dele lhe dando mil beijos na face, e sem se importar de estar nua. Por fim, capturou os lábios dele em um beijo calmo e alegre.

–Obrigada.- sussurrou com seus cabelos dourados caindo feito cascatas entre os dois. Zeref sorriu.

–Olha o interesse.- brincou. Lucy fez uma careta e bateu o punho fechado no peito nu. Infelizmente aquilo nunca iria machucá-lo. Deixou seu peso pender para o lado, caindo de volta na cama ao seu lado. Se virou de costas para ele fazendo birra. Zeref riu e se virou para o mesmo lado jogando um dos braços por cima dela, espalmando a mão em seu ventre e a puxando contra si, até as costas finas ficarem se colarem ao seu peito.- Você realmente gostou da casa?- perguntou.

Sabia que assim como ele, a Heartphilia não conseguia ficar irritada consigo por muito tempo, ainda mais por uma brincadeira besta feita apenas para irritá-la. Assim como o planejado Lucy sorriu, se virou para ele olhando em seus olhos. Quase derreteu com isso.

–Eu amei. Estou até pensando em te trocar por ela.- devolveu a brincadeira.

Zeref sorriu, largo e malignamente.

–Ahh, mais não vai mesmo. Eu a explodo e encaro as conseqüências depois.- Como sempre, Zeref, assim como Shinuky, era uma pessoa muito pratica. Utilizava dos meios mais simples, rápidos e eficientes para resolver os problemas; mesmo que isso na fosse muito legal ou correto.

Lucy riu, largamente e lhe deu um tapa no ombro.

–Você é chato em. Não da nem para brincar!

–Não quando se trata de perder você. – falou, mesmo que levasse a brincadeira na esportiva.

Aquilo literalmente derretia seu coração. Zeref não tinha nada de romântico, mas era extremamente carinhoso consigo. Sorriu torto, segurou seu rosto com ambas as mãos e voltou a beijá-lo. Tinha como alguém ser mais fofo do que ele? Com certeza não. Ainda mais com sua capacidade inóspita de resolver seus problemas.

Doeu, quando alguma coisa se chocou contra os dois corpos. Era grande e macia, fazia barulhos manhosos e a obrigou a se separar de Zeref. Quando abriu os olhos havia um cachorro do tamanho de um Labrador, se esfregando nela e se enfiando embaixo de seus braços enquanto rolava e se esfregava na vala que havia criado entre os dois.

–Lino!!!- exclamou Lucy rindo enquanto acariciava o cão todo “serelepe” em seus braços.

Ele lambeu seu rosto. Ela riu. Zeref soltou um muxoxo em desgosto. Recebeu uma lambida também. Lucy riu ainda mais. Zeref fuzilou o cão infernal com os olhos. Lino se esfregou mais para o lado da maga em busca de proteção, e ela o ajeitou em seus braços. Zeref bufou.

–Deu sorte, pulguento.- resmungou o Mago Negro. Se a garota não gostasse tanto dele já o teria matado.

– Você não é pulguento. Não, não, não.- falou manhosamente Lucy enquanto enchia o cão de beijos.

Zeref o fuzilou mais. Esses beijos eram dele! Ponderou quanto tempo a maga ficaria triste se o matasse agora. Talvez algumas semanas?

–Nem pense nisso!- repreendeu a garota já sabendo o rumo de seus pensamentos.

O Mago revirou os olhos se movendo para fora da cama. Maldito Lino!

–Vamos a guilda.- chamou com um muxoxo ainda contrariado.

–Nem pensar!- exclamou Lucy se levantando da cama em um pulo, sem ligar para o fato de estar nua, e se dirigiu rapidamente a porta do banheiro com o cão atrás de si.- Primeiro eu tenho que estrear aquela linda banheira! – e fechou a porta.

Zeref suspirou. Realmente devia ter tirado a clarabóia. Deu de ombros, se vestiu e desceu para o primeiro andar para fazer o café da manhã.

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Em um lugar ao longe do centro de Magnólia uma reclamação era ouvida por aqueles que passavam próximos a um prédio específico.

–Aquela Lucy.- resmungou a senhora de idade enquanto soltava alguns palavrões. Ela limpava o corredor no interior de seu prédio, o qual alugava para diversas pessoas. – Ela disse que me pagaria o aluguel ontem! E, ora vejam só? Ela não apareceu!- praguejou outra vez apertando com mais força a vassoura contra o assoalho. – Pra variar ainda vem uma mulher maluca e assustadora com um tanto de marmanjos esquisitos pegar todos os objetos que eu poderia usar como compensação pela demora. Aquelas saias dela seriam perfeitas! A maluca me disse que o pagamento seria entregue. HÁ. Me passaram o calote, isso sim!

Continuou praguejando enquanto jogava a poeira da casa para a rua. Voltou para dentro ponderando o que deveria fazer para receber seu pagamento. Um barulho estranho lhe chamou a atenção. Vinha da cozinha. Ergueu a vassoura para cima na intenção de atacar quem quer que fosse. Se esses ladrõezinhos — pé — de- chinelo pensavam que iriam roubá-la estavam muito enganados!

Se virou rapidamente entrando na cozinha pronta para atacar a primeira pessoa que visse. Não encontrou nada... bom, quase nada. Perto da janela, em cima da bancada da pia, um ser estranho, baixinho, com uma calda pontuda e uma coroa de folhas estilo vudu se fazia presente. Sua primeira reação foi choque, como se visse um rato. Percebeu que o pequeno segurava um envelope branco do tamanho de uma carta nas patas. O bicho inclinou a cabeça para o lado, sem entender.

A senhora despertou com o movimento de sua cabeça. Gritou, antes de deus olhos se revirarem e cair dura no chão, desmaiada. Por muita sorte a vassoura não caiu em cima de sua cabeça.

O pequeno se aproximou da beirada e olhou para a velha desmaiada. Ela não era como Lucy. A Maga sempre gritava quando via ele ou alguns dos outros demônios criados por seu mestre, mas isso era pelo susto. Logo depois disso ela conversava e agia com eles como se fossem pessoas normais e amáveis. Talvez fosse por isso que todos os demônios de seu mestre gostavam mais dela que dele. Tinham gosto em obedecer suas ordens (mesmo que ela não desse nenhuma) não por que eram obrigados a segui-las, mas sim por que ela era tão simpática que cativava-os. Também devia ser por isso que seus espíritos também a amavam.

Em compensação quando ela ficava brava de verdade era pior que o próprio Zeref... Talvez nem tanto, mas preferiram ficar do lado dela quando ficava brava do que contra ela.

Deu de ombros. Pulou em cima da barriga protuberante da idosa e colocou o envelope que fora designado a entregar bem em cima de sua testa e se foi, retornando para a nova casa do casal.

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A guilda estava relativamente calma para alguém que tinha fama de fazer bagunça 24 horas. Os magos conversavam com os visitantes das outras guildas sem demais problemas. Bom, isso até duas pessoas entrarem nela, e, surpreendentemente, as duas pessoas que causavam o alvoroço não eram as de costume.

–NÃO. Me solta! Eu quero voltar!- reclamou a loura batendo nas costas cobertas pelo sobretudo negro. Não que fizesse diferença, claro, isso mau fazia cócegas.

–Se você voltar para lá, vai parecer uma uva passa. – respondeu sem ligar para os protestos, enquanto firmava o braço ao redor da pessoa a qual carregava como um saco de batatas. – Sabia que devia ter tirado a clarabóia. – resmungou para si mesmo. Não que tivesse a intenção de tira-la agora. Lucy tinha adorado e ele também gostava dela. Poderia reclamar pelo resto da vida mais a cúpula de vidro continuaria lá.

–É melhor virar uva passa do que escutar cantadas ridículas dos Trimens e do Ichya!- exclamou mais uma vez tentando se libertar.

Alguns choros foram ouvidos. Zeref se virou e viu quatro almas depressivas chorando no canto da guilda. Uma delas falava “Mens” em meio a soluços. Olhou para o lado e viu a ruiva de armadura dar um sorriso maquiavélico enorme enquanto olhava para uma alma depressiva em especifico.

–Não seja dramática.- respondeu voltando a andar para um local menos lotado, perto do balcão.

–Quer que eu cite todas elas pra’ você ver?- perguntou irônica enquanto apoiava a cabeça na mão, e seu cotovelo se apoiava nas costas do mago.

Zeref nem se deu ao trabalho de responder.

–Lu-chan. – Levy chamou assim que o Mago Negro a colocou no chão. – O que aconteceu? Pensei que não viria hoje. Você demorou.- falou curiosa. Era estranho a garota chegar depois do almoço.

–E não teria vindo se eu não a arrancasse de casa.- respondeu Zeref se intrometendo na conversa. Lucy lhe deu um tapa nas costas por isso enquanto corava de raiva.

Isso era bom e ruim. Bom por que ela realmente gostou da surpresa. Ruim por que seria um custo tirá-la de casa agora.

–Como assim?- questionou a azulada sem entender.

Os olhos de Lucy brilharam e ela se esqueceu totalmente da raiva.

–Vem Levy-chan. Eu tenho que te contar.- e a arrastou para o canto da guilda para contar todas as novidades.

Revirou os olhos ao ver e ouvir as duas gritarem e pularem como crianças no canto da guilda. Olhou em volta. O salão estava cheio. Um monte de pessoas de lugares diferentes, a maioria desconhecida. Algumas ele se lembrava vagamente de ter visto nos Jogos Magicos, mas não sabia o nome de várias delas. Estava tão preocupado e ocupado com Lucy e o plano de Shinuky que nem prestou atenção nos outros competidores.

–Não me lembro de ter visto esse lugar tão cheio.- resmungou uma voz ao seu lado. – o conselho realmente me atolou.

Olhou para o lado e ligeiramente para cima. O mestre estava sentado em cima do granito gélido do balcão, bebericando uma cerveja. Hilário. Mesmo ele estando sentado em uma cadeira mais baixa que o balcão suas alturas eram quase as mesmas. Olhou para o copo de madeira com alguns elos de metal para firmar as pequenas tabuas.

– Você deveria parar de beber.- comentou.

Não estava muito interessado na saúde dele, mas o comentário era válido. Alem disso, queria puxar um pouco de assunto. Não tinha mais ouvido nada a respeito da guilda Das Trevas, que os tinha atacado meses antes; Nem mesmo Shinuky lhe disse algo. Isso o preocupava. Não havia tido essa preocupação nos últimos dias, até por que queria aproveitar sua atual liberdade com Lucy, mesmo que fosse uma paz não muito duradoura. Mas já estava na hora de recolocar as prioridades no topo.

–Grande ironia.- respondeu o mestre. – Você é imortal, não morre por nada, e, ainda assim, nunca te vi beber.- murmurou quase contrariando o próprio destino infeliz que diz que os seus órgãos internos vão apodrecer se beber demais.

O único que poderia beber todo o estoque mundial de cerveja e não ficar nem perto de uma ressaca estava ao seu lado e nem se quer cogitava a hipótese. O mago deu de ombros.

– Você deve ter perdido o paladar para beber algo tão ruim, Makarov. – disse se referindo ao gosto quase intragável da bebida. Mas não era por isso que não bebia. Não bebia por que as pessoas que geralmente bebem usam o alcool para afogar as magoas; ele não tinha mais magoas para afogar, e, mesmo que tivesse, não as afogaria de uma maneira tão ridícula e pouco eficiente. Segundo, não poderia ficar bêbado. O feitiço de imortalidade que se instalava em cada célula do seu corpo fazia seu metabolismo ficar rápido demais e suas células se regenerarem, também, rápido demais. E terceiro por que realmente desgostava do habito de se apegar a uma coisa inanimada, prejudicial e de um alivio temporário pouco satisfatório. – Tem alguma noticia do conselho?- perguntou, direto como sempre.

Makarov interrompeu o percurso do copo a sua boca. Olhou para o garoto ao seu lado, que lhe dirigia um olhar serio. Suspirou.

–Não. – respondeu coçando a nuca de maneira demorada, como para expulsar os problemas. – A ultima coisa que fiquei sabendo é que eles descobriram algo ao norte. Depois disso não informaram nada.

Então o velho voltou a bebericar. Ao norte? Será que... ? não! DarkLight era demais até para eles. Não é possível controlar algo feito de sombras e Luz. Mas, talvez, conseguissem algo semelhante. Suspirou. Continuou pensando em possibilidades, porem, por mais que pensasse, a equação não fechava. Precisaria de magia demais para algo semelhante. Milênios d magia acumulada. Criar um exercito imortal, poderoso e controlável era algo muito complexo. Principalmente quando se trata de imortalidade, tanto física quanto temporal. Gasta muita magia.

E então, a porta se abriu. Algo no rangido tenebroso da madeira velha os fez olhar em direção a porta. Lá estava ele; o homem designado pelo conselho: Lahar. Sua expressão não era boa, e pelo pouco suor que escorria de suas têmporas ele teve que chegar rápido.

O Mestre largou a caneca no balcão. O silencio reinou.

–Lahar.- falou o mesmo. – Posso saber por que foi designado a vir? – questionou para saber se seria particular ou não.

O Homem nada disse. Andou até o centro do hall, parou e ajeitou os óculos. Suspirou.

–Encontramos a localização da Guilda.- falou sem delongas com uma frieza áspera. – Precisamos reunir todos no forte de combate na linha de frente com o inimigo.

O Velho arregalou ligeiramente os olhos e depois suspirou.

–Tudo bem. Colocarei todos em um trem hoje a noite e vamos...

–Você não entendeu. – cortou ríspido. – O tempo que será gasto em uma viajem de trem pode ser a nossa esperança. – Falou, rapidamente retirando do bolso do sobretudo uma meia lacrima de tamanho mediano. A colocou rapidamente no chão. – eu e seus magos vamos agora. – informou.

Logo a lacrima brilhou. Todos se levantaram para esperar as próximas ordens e se aproximaram de Lahar. Zeref puxou Lucy para seu lado. Tinha algo grave acontecendo, e o soldado do conselho não queria falar aqui. O brilho reluzente da lacrima projetou algo. Em segundos, um portal de transporte foi aberto em meio a Guilda. Mas havia algo errado. A lacrima tentava firmar o portal para torná-lo estável, porem parecia mais uma bola de sorvete derretendo, ou a superfície instável de um lago. O circulo mágico por trás do portal tentava firmá-lo a todo custo.

–A equipe de desenvolvimento mágico do conselho o criou. – respondeu brevemente para os magos.- É um portal que nos levará diretamente até o forte. Ele ainda não está estável, e não dura mais de 15 minutos, mas vai vir a calhar. – disse gesticulando para que todos passassem.

Zeref olhou. Tentou ignorar. Olhou de novo. Suspirou. Fez um movimento de mão e o portal sumiu, deixando apenas o circulo mágico que ainda possuía algumas lacunas. Fez outro movimento e o circulo se aproximou de si. Começou a mexer nos elos e na posição dos símbolos, acrescentando mais alguns e removendo outros. Reescrevendo-o.

–O que está fazendo?- quase berrou Lahar. – Sabe quantos anos a equipe levou para montar isso? Esse é o único meio de...

–Cale a boca!- interrompeu cortante, sem desviar o olhar do circulo.

O homem abriu e fechou a boca várias vezes tentando formular algo mais não conseguiu. Lucy suspirou. Zeref sabe o que faz, Lahar devia ter ficado quieto. Sabendo como o Mago tinha TOC com feitiços e coisas feitas pela metade ou que não dessem o Maximo de potencial que conseguiam, lhe fez chegar a conclusão de que ele viu algo tremendamente errado naquele circulo. Não entendia merda nenhuma disso, mas ele, ah, ele era um gênio com isso! Quando tentou aprender não entendeu bulhufas, mesmo que ele tentasse te explicar com toda a calma e paciência possível. Chegou a conclusão que criar feitiços era algo muito mais complexo do que poderia imaginar; Os elos deveriam estar alinhados, os símbolos de comando não poderiam convergir, deveria ter o menor consumo e o maior aproveitamento da magia, não poderia consumir mais que a magia total do usuário. Em fim: Um verdadeiro enxame de problemas, mas ele fazia isso como se fosse a coisa mais simples do mundo.

Tal como imaginou, em 5 minutos ele já havia terminado. O circulo sumiu e a lacrima se reiniciou. O portal abriu de novo, porem muito mais estável, maior, e, provavelmente, ficaria aberto por mais tempo.

–Sua equipe é uma merda. – falou sem dó nem piedade puxando Lucy consigo e atravessando o portal.

A garota suspirou. Pobres coitados. Mas, não se preocupem equipe de desenvolvimento mágico de merda, vocês e o resto do mundo jamais conseguiram fazer isso. Não se sintam menosprezadas! – pensou.

Lahar piscou varias vezes sem acreditar.

– Eles levaram... 3 anos para fazer o protótipo. – sussurrou atônito olhando para o portal no qual os dois tinham acabado de passar.

–Pois é. – falou Sting lhe dando dois tapinhas nas costas e depois caminhou de costas para entrar no portal. – E ele fez isso em 3 minutos. – completou antes de passar.

Cana andou e parou pouco antes de cruzar o portal, de costas para Lahar. Balançou a garrafa de cerveja em mãos e tomou um gole.

–Não se sinta ridicularizado garoto. – falou ainda de costas.- Ele fez isso com todos nós.

E, seguindo ela, todos passaram pelo portal. O conselheiro recuperou a postura e se virou para Makarov. Todos já haviam passado.

–Vá para a cede em Crocus o mais breve possível. – deu o recado e logo passou pelo portal, e a lacrima se desativou.

Todos olharam em volta. Estavam dentro de algo semelhante a um castelo, porem nem um pouco luxuoso. Não demoraram a descobrir onde estavam. Era um dos fortes de guerra do conselho, as paredes, chão, teto, tudo era feito de pedra maciça. Muitas pessoas passavam ao seu redor, com presa de ir a muitos lugares. Paços ecoavam o barulho dos sapatos de diversos tipos; Alguns de metal, outros de madeira e mais outros de couro. Armas eram levadas para todos os lados. Barris com os mais diversos elementos, como a pólvora eram levados para onde, provavelmente, seria a frente do forte, onde ocorreria o combate.

Lucy supôs ( com o pouco conhecimento de edificações de guerra que tinha) que mais atrás, ficavam os quartos simples os quais todos os soldados e magos usariam. Nada de luxo. Apenas uma cama, um lampião e um criado mudo. Nos andares abaixo ficavam os ferreiros e matérias como ferro e, claro, alimentos. A frente, onde todo o armamento era levado era provavelmente onde ficava a muralha de combate.

–Vamos. – chamou Lahar, andando apressadamente e guiando o grupo. – Espero que seus talentos não sejam apenas consertar protótipos. – falou para Zeref.- Pois nós temos um problema muito maior para quebrar.

Não demorou muito para que todos entendessem. É, tinha acertado. La estava a muralha de confronto. Mas não era isso que possuía a atenção de todos no momento. Pouco a frente da muralha, se encontrava uma cúpula enorme de coloração arroxeada e rosada, que fazia contraste com a vegetação da floresta.

Um escudo. Uma enorme bolha prestes a estourar.

“A dois dias importantes na vida: O dia em que você nasce, e o dia em que você descobre o por que.”

Notas finais
Oi gente XD *Primeiro gostaria de dizer mil perdões pela demora. Sim, eu estou de férias e vou adiantar alguns caps. Minha demora foi por que eu estava desanimada a escrever, e segundo por que quando eu tentei escrever acabou a Luz e o cap foi apagado. Ai eu fiquei puta. *Segundo gostaria de agradecer muito a Giu Bloodie S2 que me deu uma LINDA recomendação. Foi ela que levantou meu astral para escrever o cap. Eu realmente adorei sua recomendação. Ela é enorme XD E muito obrigada por ter me dedicado sua primeira recomendação. Todas nós queremos nos casar com um Zeref desses X3. Desculpe ter demorado tanto para postar e responde-la. Vou passar a usar as Mensagens privadas. *Me desculpe pelos erros ortográficos ou de contesto. Caso não entendam algo me perguntem. Eu estou a tanto tempo sem postar que achei melhor postar logo. Eu estou realmente precisando de uma Beta, disponível uma vez por semana para corrigir os caps e com fluência ortográfica, pois meu problema com alguns erros é grave. * Fiquei um pouco decepcionada com os comentários da outra fic. Foram poucos em comparativa com os outros caps. Estou com saudade dos comentários grandes e malucos. XD Lembrem-se que so posso melhorar se me disserem o que está errado. *Desculpem o cap pequeno, mas é tipo o aquecimento para a guerra. No proximo cap planejo colocar um pouco de ciumes no casal e , em fim começar a guerra. * Eu desejo um ótimo natal para vocês e verei se consigo fazer um cap antes do dia 25. Bjs XD