Essa noite eu tinha um quarto só para mim. Não demorou muito tempo até eu consegui dormir.

Então eu tive um sonho, ou melhor, um pesadelo. A última vez que eu estive com minha família.

–Mãe!- Meu irmão entrou gritando e trancando as portas e janelas.- Eles estão chegando! Cerca de uns dez.

Ele estava falando dos zumbis. Meu irmão mais velho sempre saía para buscar suprimentos enquanto eu ficava em casa com nossa mãe.

–Dez?!- minha mãe disse incrédula- São muitos!

Tínhamos trancado tudo quando as criaturas se amontoaram na porta. Minha mãe me puxou pelo braço e ela, meu irmão e eu fomos para o quarto dos nossos pais. Minha mãe e meu irmão se encostaram na porta, a tranca tinha quebrado meu pai tinha prometido que ia consertar mas... Ele não teve tempo.

Ouvi o barulho da porta da frente sendo quebrada e passos arrastados andando pela casa.

Meu irmão puxou a arma e verificou as balas.

–Droga!- ele reclamou baixinho.- Só tenho uma bala.

–Alana.- minha mão disse no mesmo tom.- Pegue o revolver no criado-mudo, rápido.

Fui até o criado mudo ao lado da cama de minha mãe e comecei revirar as coisas. Ouvi os grunhidos e os arranhões na porta, olhei e varias mãos passavam pela porta que meu irmão e minha mãe tentavam fechar.

–Alana!- dessa vez meu irmão gritou.

Desesperadamente procurei o revolver até que finalmente o achei dentro de uma caixa. Ouvi o grito da minha mãe e um tiro.

Me virei em direção a porta e minha mãe estava em uma poça de seu sangue e um zumbi em cima dela. A porta estava aberta e vários zumbis começaram a entrar.

–A janela!- meu irmão gritou.

A tranca daquela janela não abria á anos. Tentei mirar mesmo com a visão embasada com as lagrimas. Eu só conseguia ouvi o barulho dos socos que meu irmão dava nos cadáveres. Depois de três tentativas consegui acertar a tranca. Abri a janela rapidamente e coloquei uma perna para fora.

–André!- o chamei antes de pular.

–Vai logo.- Ele mandou, mal conseguia controlar os zumbis que iam em sua direção. Ele olho para mim a ultima vez.- Eu te amo, maninha.

E então ele se rendeu, ele parou de lutar a varias daquelas coisas o atacaram.

Acordei gritando e me debatendo na cama, meu rosto estava molhado.

Com um chute Darl arrombou a porta do meu quarto, Sasha, Darl e Carl estava com armas apontadas na porta do meu quarto.

–Desculpe.- a única coisa que eu consegui dizer antes de começar a chorar. Abracei minhas pernas junto ao corpo e não consegui conter o choro. Ouvi a porta se fechar e alguém me abraçar.

–Calma, foi só um pesadelo, já acabou.- Carl disse tentando me acalmar.

–Não, não foi um pesadelo.- eu disse entre soluços.- Aconteceu, aconteceu de verdade, eu vi tudo, e foi horrível.

Afundei minha cabeça em seu peito e continuei chorando.

Ele deitou ao meu lado na cama e fez carinho nos meus cabelos. Consegui controlar meu choro, e com o acolhedor abraço de Carl o sono chegou rápido.

–Fica comigo?- perguntei caindo no sono.

–Sempre.

Notas finais
Fechando o cap com uma frase cute dos Jogos Vorazes