A caminhada da sobrevivência
1 Onde está Judith?
Eu sou Alana, tenho 15 anos, cabelos cacheados e olhos negros, eu seria uma adolescente normal se não vivesse em um apocalipse zumbi.
Toda minha família morreu por causa desses cadáveres ambulantes! Não me dou o luxo de passar mais de duas noites em um lugar, ou me juntar a um grupo. Vivo sozinha e recolho as armas que encontro no caminho.
No momento estou carregada com dois revolves, e quatro facas, eu sempre brincava de dardos com meu irmão, então é quase impossível eu errar um alvo quando lanço uma faça.
Estou andando pela floresta quando ouço o choro de um bebe, começo a correr em direção ao choro, não sei por que estou fazendo isso, mas é puro extinto.
Chego ao local, tem apenas uma pequena casa cercada por quatro zumbis, o choro do bebe fazem eles ficar agitados. Peguei minhas facas e taquei na cabeça de cada um deles. Corri até a porta e tentei abri-la, alguma coisa impedindo dela abrir, empurrei a porta com força arrastando uma mesa que impedia minha entrada. Comecei a andar pelos cômodos a procura do bebe, finalmente cheguei ao quarto, um zumbi estava a poucos centímetros de morder a criança que estava no bebe conforto. Dei um passo em direção a criatura, mais eu não olhei para o chão e escorreguei em um carrinho, uma dor enorme subiu pelo meu tornozelo. O zumbi veio em minha direção, tentei me levantar mais ele já estava em cima de mim, para um cadáver ele era muito pesado eu não conseguia me livra e pegar um revolver, o neném começou chorar mais e a criatura se distraiu tempo o suficiente para eu empurra-la, pegar meu revolver e atirar em sua cabeça.
Eu estava ofegante me forcei a ficar de pé e manquei até o neném, uma menina, peguei-a no colo e acamei-a para ela não atrair mais zumbis, pelo menos não enquanto eu tiver nessas condições.
Pov´s Carl
Já faz cerda de 20 minutos que sairmos de uma casa, estamos em passos lentos então andamos no máximo 1 quilometro. De repente sinto a falta de minha irmãzinha, Judith, ela não chorou desde que saímos. Então uma onda de desespero passa por mim, olhei para todos do grupo e ninguém está com ela.
-Esperem!- eu digo desesperadamente. Todos me olham de uma vez.- Quem pegou a Judith?
O olhar confuso de todos confirmam minhas suspeitas, não espero ninguém falar nada e corro em direção a casa em que passamos a noite, ouço os passos dos outros atrás de mim.
Estou correndo mais rápido do que nunca, não ouço mais nada só o som da minha respiração, meus olhos enchem de lagrimas só de pensar em perder Judith.
Finalmente chego a casa, quatro zumbis estão com as cabeças presas por facas na parede, entro na casa, tem uma mesa caída na entrada da porta, corro até onde minha irmã deveria estar e a única coisa que vejo é o bebe conforto vazio e um zumbi morto com uma bala da cabeça.
Todos entram na casa e vão até o quarto ofegantes.
-Levaram ela.- eu digo engolindo o choro.- Levaram a Judith.
Chuto o bebe conforto com força.
-Gleen e eu vamos dar uma volta ao redor, quem pegou Judith não está longe, eu posso seguir os rastros.- Daryl diz.
Ouço uma arma sendo destravada e uma voz dura dizendo.
-Vocês não vão a lugar nenhum.
Olho e vejo uma garota da minha idade, e ela está com Judith no colo.
-Judith!- dou um passo e a garota aponta o revolver para mim.
Mesmo ela sendo mais baixa e mais fraca que eu, o jeito furioso que seus olhos negros me encaram e o suficiente para eu engolir seco.
-Não se movam. Essa criança pertence a vocês?- a garota pergunta.
-Sim, ela é minha filha.- meu pai diz cautelosamente, ele tem medo da garota machucar Judith.
-Sabe, não é legal abandonar um bebe em um apocalipse zumbi.- a garota disse.
Mordo a língua para não gritar com ela e dizer que eu não abandonei minha irmã.
A garota passou os olhos analisando cada membro do grupo.
-Ei garoto- ela me chama.- Pegue a ... Judith
Vou andando devagar até ela e pego minha irmãzinha. A garota guarda seu revolver na bainha da cintura, onde na mesma tem outro revolver e alguns espaços para facas.
Assim que eu me junto novamente para o grupo a garota vira as costas. Quando ela faz isso todos do meu grupo levantam as armas e as apontam pra garota.
-Quem é você- meu pai pergunta.
A menina apenas olha por cima do ombro e da um sorriso, e da dois passos mancos antes de meu pai perguntar outra vez.
-Me diga quem é você, ou...
A garota se vira, põe as mãos na cintura e sorri desafiadoramente.
-Ou... Você vai atirar? Bem, se é tão importante para você saber quem eu sou... Meu nome é Alana.
Meu pai da uns passos até ficar frente a frente com a garota, ele abaixa a arma e fala uma coisa que eu realmente não esperava.
-Obrigado por salvar minha filha, Alana- a menina parece que levou um soco, ela não disse nada apenas observou meu pai como se isso fosse uma pegadinha.- Acho que isso é seu.
Meu pai entregou a Alana 4 facas, e ela as colocou na bainha de sua cintura.
Alana dá uma ultima olhada para todos e começa a mancar em direção á saída.
- Alana.- eu pai a chama.
-O que?- ela pergunta sem se virar.
-Quantos zumbis já matou?
Eu conheço essa pergunta.
A garota se vira.
-Inúmeros.
-Quantas pessoas já matou?
-Tá querendo saber demais- Alana disse franzindo as sobrancelhas. Ela suspirou.- Nenhuma.
-Por quê?
-Porque não precisei.
-Você quer fazer parte do nosso grupo?- finalmente meu pai pergunta.
Alana parecia prestes a recusar.
-Quero.
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