A caminhada da sobrevivência
3 Cadê o grupo?
Já tínhamos andado três quilômetros e eu já estava exausta.
Paramos na frente de uma concessionária, parecia tudo tranquilo.
–Estamos em um grupo de 11 pessoas,- Rick começou- Vamos nos separar em dois...
Olhei para trás e quase cai, vários zumbis estavam vindo em nossa direção, eram tantos que eu mal podia contar, eu nunca vi tantos, o máximo que eu tinha lutado eram cinco de uma vez.
–Zumbis!- gritei o mais alto que pude.
Todos pegaram suas armas e começaram a atirar, os zumbis estavam perto demais tínhamos que correr.
Correr com uma tala no pé não me fez exatamente rápida, peguei uma faca em cada mão e continuei correndo, ou tentando. Os grunhidos deles estavam pertos demais, eu não ousei olhar para trás. Senti algo puxar minha mochila com força, me desequilibrei e cai, logo acima de mim mais dois zumbis. Peguei uma das facas e cravei na cabeça de um, o peso do cadáver impossibilitou meus movimentos, o zumbi de cima estava a poucos centímetros do meu nariz. Fechei os olhos e ouvi um barulho de tiro e algo espirrar na minha cara. Abri os olhos e o zumbi estava morto com um buraco na cabeça, o sangue dele escorria pelo meu pescoço e eu tive que me segurar para não vomitar. Empurrei os corpos com força e consegui sair.
Olhei para os lados e não vi mais ninguém do meu grupo apenas zumbis. Vários deles olharam e vieram em minha direção. Não vou atirar já tem zumbi demais olhando para mim.
O carro mais perto de mim era um... Bem, não sei, nunca me interessei em saber nomes de carros.
Tentei abri-lo mais a porta estava trancada, olhei pela janela e a chave estava no contato, gênios.
Fui para frente do carro e comecei a subi-lo , eu tinha que entrar pelo teto solar. Estava tudo indo bem até os zumbis me atacarem, um deles pegou meu pé e mordeu, se não fosse pela tala no meu pé... Peguei uma faca e taquei na cabeça da criatura.
Quando finalmente cheguei ao teto, cerca de 5 zumbis estavam cercando o carro.
Peguei minha arma e atirei na tranca do teto solar, eu o abri rapidamente. Atirei nos dois zumbis que estavam na frente do carro e pulei para dentro do mesmo.
Girei a chave, passei a macha e pisei no acelerado. Eu estava indo para qualquer lugar que eu achasse que fosse a saída, só que infelizmente eu não a achava.
Ouvi barulhos de tiros, mas a frente tinha dois garotos, Noah e Carl, e um bebe, Judith, estavam sendo perseguidos por no mínimos dez zumbis. Pisei fundo no acelerador até alcança-los, diminui a velocidade o suficiente para ele entrarem. Dei uma arrancada no carro e todos foram empurrado para trás.
–Você sabe dirigir?!- Noah perguntou.
–Mais é claro.
Antes mesmo da frase ser terminada eu atropelei dois zumbis de uma vez.
–Dá pra perceber.- disse Carl.
Ele estava no banco de trás junto com Judith.
Depois de vários minutos desesperantes tentando achar a saída (aquela concessionaria parecia um labirinto) eu já tinha atropelado 7 zumbis e quase bati... três vezes.
–Ah! Que ótimo!- Noah reclamou.- Estamos em um mundo onde os mortos comem os vivos e nos vamos morrer porque uma garota doida esta dirigindo!
Carl deu uma gargalhada, eu também tive vontade de rir, mas estava muito concentrada na direção.
–Cala a boca! — eu disse em uma falsa irritação- Estou tentando salvar nossas vidas!
–Percebe-se, só que você não esta conseguindo fazer isso muito bem.
Dei uma super curva para a direita, o carro subiu numa rampa e deu uma leve voada até cair na estrada. Não diminui a velocidade, continuei correndo por uns dois quilômetros até não ter nenhum sinal de zumbis. Parei o carro e nos descemos.
Eu estava sorrindo satisfeita, Noah parecia que ia vomitar , Carl estava com os olhos arregalados e toda a cor tinha sumido de seu rosto. Enquanto a Judith ela dormia tranquilamente no bebe conforto.
–Como ela consegue dormir?- Carl perguntou perplexo.
Comecei a rir, era uma sensação estranha, eu não me lembrava da ultima vez que rir. Contive minha risada e fiquei seria.
–E agora? O que faremos? Nos separamos do nosso grupo e somos apenas três adolescentes com um bebe.- falei.
–Vamos esperar talvez eles venham até nós.- Carl disse esperançoso.
Ficamos na beira da estrada por horas de vez em quando aparecia um zumbi ou dois, mas acabávamos com eles facilmente.
Já fazia um tempo que Carl olhava para minha cara, franzi as sobrancelhas.
–O que?
–Nada e que... Você fica linda com sangue de zumbi espalhado pelo rosto.- ele disse serio, mais dava para perceber ele segurando o riso.
Dei uma risadinha irônica e fui limpa o rosto.
...
–Que horas são?- perguntei mesmo sabendo que nenhum de nós tinha relógio.
Carl olhou para o céu e disse.
–Mais ou menos 14:00 hrs.
–Nossa, estamos esperando a muito tempo. Melhor procurarmos mantimentos.- Noah disse
–Mas e se sairmos e eles passarem aqui.- Carl perguntou.
Ele ainda tinha esperança que o nosso grupo aparecesse, pra falar a verdade eu também. Depois que minha família morreu, eu não me juntei a nenhum grupo, porque eu tinha medo de sofrer tudo de novo. Mais algo nesse grupo de sobreviventes me vez querer ficar.
Olhei para um zumbi morto no chão e tive uma ideia. Peguei minha faca e abri sua barriga,com sangue do zumbi eu escrevi no asfalto.
Já voltamos.
–Alana, C. N.
Depois disso vomitei por 5 minutos.
–O que significa C. e N.?- Noah perguntou.
–Carl e Noah- eu disse limpando a boca.- Para eles saberem que nos estamos aqui.
Me limpei e entrei no carro.
–Não!- Carl disse parecendo assustado.- Você não vai dirigir.
–Por que não?
–Digamos que não estamos acostumados com seu estilo velozes e furiosos.
Bufei e fui para o banco de trás com Judith.
Andamos por uns dez minutos até acharmos um pequeno mercado. Preferi levar a neném no colo, o bebe conforto era pesado demais para carregar.
Peguei minha arma com uma das mãos, e segui os meninos que iam à frente. Ele arrombaram a porta da frente e entramos, o local estava limpo de zumbis.
–Peguem o que precisar, rápido.- Carl disse e nos deparemos.
Comei a andar pelos corredores pegando tudo que era necessário, e alguns chocolates e bolachas, que também são necessários.
Passei na sessão de bebes e peguei varias coisas para Judith. Achei um “canguru” e a coloquei nele, seria mais fácil leva-la assim.
–Vamos embora.- eu disse com minha voz ecoando pelo supermercado.
Estávamos indo embora, quando Judith começou a chorar.
–Shhh- eu disse balançando-a
Tomei um susto com barulho da porta sendo empurrada, depois ouvi grunhidos dos zumbis. Olhei para trás e vi uma porta escrita “Somente funcionários”, pouco antes dela ser arrombada por vários zumbis.
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